É o que parece pensar o PS. Além de um acordo político com o ex-autarca modelo do PSD - diz-me com quem andas dir-te-ei quem és - que não terá sido indiferente à escolha de uma candidatura para perder, o PS suporta a manutenção de Isaltino mesmo depois de ele ter sido acusado de um conjunto alargado de ilegalidades. Isaltino não foi ainda condenado. Mas já não é um simples arguido visto que foi entendido existirem razões suficientes para formalizar uma acusação. As justificações de Vitalino Canas, ao semanário SOL, são hilariante. O porta-voz diz que o PS "não tem, por enquanto posição oficial". Pelos vistos a posição do PS-Oeiras é oficiosa ou será clandestina? Estaremos perante o núcleo socialista clandestino de apoio ao camarada Isaltino?
Com que moral falará o PS, sobre que autarquia for, quando tem esta posição em Oeiras?
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Etiquetas: rosas baças
Todos recordarão que o Governo prometeu tornar os orçamentos municipais independentes - ou pelo menos menos dependentes - das receitas associadas ao imobiliário. Até ao momento nada fez nesse sentido. Ora tem sido este Governo que tem feito uma utilização mais intensiva dos "famigerados" projectos PIN. Estes Projectos de Interesse Nacional - mas que se percebe serem sobretudo do interesse dos promotores - têm permitido a maior mudança de uso do solo rústico para urbano da história da democracia. Desta forma as autarquias abrangidas viram as suas receitas aumentarem significativamente mas foram os promotores os grandes contemplados com chorudas mais-valias simples trazidas pelo vento, ou melhor pelo Governo. ( as wind fall gains de que falava Henry George, em 1880, no seu "Progress and Poverty").
O Governo, até hoje, nada fez quanto à alteração da escandalosa situação que permite aos particulares capturarem as mais-valias que são geradas pelos diferentes níveis da Administração. O Governo não mexeu, por exemplo, nos limites da aplicação das taxas de IMI, apesar do aumento das receitas associadas à mudança da Contribuição Autárquica para O Imposto Municipal sobre Imóveis. Os cidadãos pagam, por essa via, mais impostos hoje do que quatro ou cinco anos atrás. Os objectivos da reforma - todos pagarem de uma forma mais justa acabando com o escândalo das baixas tributações associadas à desactualização das matrizes e com a hiper-penalização das construções novas - foi transformado numa hipertributação quase generalizada -escapa o segmento mais elevado cujos valores de transação real se situam claramente muito acima do maior valor determinável pelo CIMI.
O Governo não procedeu à diminuição da taxa máxima do IMI - que face á evolução das receitas já deveria ter baixado do valor máximo de 0,8 para 0,4 do valor tributável na pior das hipóteses. Estes são dados a ter em conta na avaliação que se pode fazer destas medidas supostamente simplificadoras. A ausência destas medidas legitima as preocupações daqueles que entendem ser este pacote uma cedência à especulaçao imobiliária e ao urbanismo ao serviço da acumulação privada de riqueza através da transferência de bens publicos para mãos privadas.
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Etiquetas: complex
Muito pouca gente deu qualquer importância ao anúncio pelo primeiro-ministro de alterações no processo de elaboração dos Planos Municipais de Ordenamento do Território.
Em tese esta medida é boa. Ninguém no seu juízo perfeito pode defender o status quo, sobretudo a teia burocrática que leva cerca de dez anos a desatar no caso dos PDM´s, cinco a seis no caso dos PU´s e três a quatro no caso dos PP´s.
A atribuição ao nível municipal do essencial da responsabilidade na elaboração também é em tese defensável.
Mas, há sempre um mas nestas coisas, não podemos ignorar a realidade. E a realidade diz-nos que a utilização que os nossos autarcas têm feito do planeamento tem sido sobretudo - com mais rigor poder-se-á afirmar, apenas - como instrumento de valorização da propriedade fundiária e legitimador da captura de mais-valias pelos privados.
Assim sendo esta medida pode ser perigosa se não for acompanhada por um conjunto de medidas complementares. A sua enumeração aqui é, pela extensão, inadequada, mas refiro algumas : 1) que seja proibido às autarquias emitir licenças ou autorizações de construção sem que o território esteja coberto por um Plano de Pormenor; 2) que os PDM´s deixem de atribuir índices de construção e de ocupação do território passando a planos estratégicos vinculativos da Administração e sem atribuírem direitos aos particulares; 3) que a legislação sobre as Expropriações seja revista, consagrando o principio da indemnização, em caso da utilidade pública, pelo valor do uso existente; 4) que sejam criados mecanismos que tornem imperativa a urbanização quando estabelecida nos Planos; 5) que as mais-valias sejam tratadas na legislação urbanística consagrando o principio da sua socialização; 6) que a adjudicação dos Planos seja sempre feita através de concurso público impedindo os concursos limitados e as adjudicações através de protocolos com Universidades, por exemplo.
Estas e outras questões ainda não tiveram resposta por parte deste Governo. Aliás, é significativa a justificação que Sócrates dá para estas medidas. Cito: "(...)Isto é a sério. É no licenciamento que se encontra um dos maiores obstáculos ao nosso crescimento económico. É neste domínio que se devem concentrar os nossos maiores esforços de combate à burocracia e de redução dos procedimentos desnecessários que criam um custo oculto, suportado por toda a sociedade. Nós temos a obrigação de construir uma cultura que valorize a iniciativa, o risco e a capacidade empreendedora. Esta reforma do licenciamento e do planeamento territorial contribui para isso. Facilita a vida aos cidadãos, favorece o dinamismo das empresas e permite que a administração se concentre, com mais eficácia, na fiscalização do cumprimento da lei e na defesa do interesse público.(...)
O enfoque está no lado da competitividade da economia do desenvolvimento e muito pouco no lado do ordenamento do território.
Mas sobre esta pulsão desregulamentadora - que não é nada de novo - e sobre os seus efeitos reais e comprovados, podemos voltar a falar.
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Etiquetas: complex
Sou desde o início dos anos noventa absolutamente contrário à manutenção de executivos municipais pluripartidários. Tenho oito anos de experiência da coisa numa câmara de maioria absoluta comunista e sei como são falsas e cínicas as alegações de que desta forma se reforça a democracia no poder local. As maiorias tratam os vereadores das oposições "abaixo de cão", não respeitam as regras básicas da democracia nem o sentido do voto das populações e ninguém defende os seus direitos. A esse nível a democracia que temos é uma farsa. Discordo da posição que o BE tem tido nesta matéria semelhante, aliás, à do PCP e, do meu ponto de vista, muito errada. Mas reconheço que um vereador como José Sá Fernandes pode fazer muita diferença numa Câmara Municipal, sobretudo numa Câmara como Lisboa, muito mediatizada. Uma Câmara na qual os vereadores da oposição - sem pelouros atribuídos - até dispõem de staff. A anos luz do país real.
Vem isto a propósito do que escreveu esta semana no Expresso, Miguel Sousa Tavares sobre a crise na cidade. Cito: " (...) Em minha opinião, a CML e a cidade de Lisboa só têm um único rosto de alguém que ali está ao serviço dos munícipes, e é altura de prestar homenagem: é, obviamente, José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda. Por favor não me venham com aquele discurso "blasée" dos "pregadores do Bloco de Esquerda" e "já não há pachorra para os ouvir": a política mede-se pelos resultados concretos para pessoas concretas, e nada melhor do que a política das cidades para medir esses resultados. A única pessoa na Câmara de Lisboa que eu tenho visto conhecer os assuntos, bater-se pelo bem comum, não ter medo de enfrentar os interesses instalados e os influentes que mandam na cidade e não cobiçar cargos e mordomias nas empresas municipais ou outros tachos sempre ao dispôr é José Sá Fernandes.(...)"
Assino por baixo.
A crónica de VPV no Público sobre a situação na Câmara de Lisboa. Mais do que a análise do processo de dissolução da maioria que (não) governa a capital interessa-me a análise lúcida do que se passa na oposição. Cito:" (...)Porque razão insiste o PS em sustentar a insustentável câmara de Carmona? Muito simples: para proteger a fantasia de que Portugal em peso apoia o Governo e adora Sócrates. Precisamente a meio do mandato, uma derrota arrasadora em Lisboa não seria um pequeno precalço como a derrota de Soares. Seria a condenação implícita, mas clara, das pretensas reformas do regime. O PS começava logo a pensar em 2009 e acabava pouco a pouco a autoridade de Sócrates. Lisboa não vale o risco. Como não vale o risco para o PC, que não quer dar ao Bloco a oportunidade de crescer, ou para os restos do CDS, que, sem futuro, vão aproveitando a folga.
A Câmara de Lisboa é o espelho dos partidos:Quando eles se aproximam com a sua cara de Branca de Neve, o que se vê é a bruxa."
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Etiquetas: reality show
Gregory Colbert é o fotógrafo que dá corpo ao projecto/exposição Ashes and Snow que esta actualmente no Japão no Nomadic Museum. Vale mesmo a pena ver o filme, ouvir Colbert e visitar o site da exposição: http://www.ashesandsnow.org/
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Etiquetas: artes
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Etiquetas: artes
A desorientação que campeia na câmara de Lisboa não aproveita ao maior partido da oposição. Durante o dia falaram em nome do PS, o vereador Nuno Gaioso, Miguel Coelho, o todo poderoso presidente da concelhia, e o vereador Baptista. Todos falaram em nome do PS e de diferentes PS' s a julgar pelo conteudo das suas afirmações. Parece que cada um se atribiu a si próprio a legitimidade para falar em nome dos socialistas.
Para compor o ramalhete acaba de falar na SIC Notícias o impagável professor Carrilho que recusou responder à pergunta sobre se o futuro da candidatura dos socialistas passava por ele. Pelo meio foi falando de tudo aquilo que a sua actuação na autarquia não lhe permititira. E nós que o imaginávamos em trânsito para algures onde politicamente iria jazer e arrefecer. E ele, recuperado das cinzas, a ser incapaz de se distanciar de uma hipotética (re)candidatura. Só falta o come-back de João Soares para compor um cenário trágico de "regresso ao passado".
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Etiquetas: rosas baças
A Presidente da Câmara de Setúbal eleita pela CDU foi constituída arguida no caso "das reformas antecipadas" que já tinha estado na base da saída compulsiva de Carlos Sousa, renovado pelo PCP.
Esperamos todos pelas explicações de Jerónimo de Sousa relativamente a este caso e a esta situação concreta. Vamos para eleições antecipadas? A Presidente da Autarquia vai suspender o mandato ou o PCP vai pura e simplesmente substituir a autarca? Será que neste caso Jerónimo de Sousa entende que compete à CDU "dar um passo em frente" no sentido de dar a palavra aos setubalenses?
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Etiquetas: coerências
A propósito dos "autarcas constituídos arguidos" o Público divulga que o artigo 11 da Lei 34/87(*) refere que "o titular de cargo político que conscientemente conduzir ou decidir contra direito um processo em que intervenha no exercício das suas funções, com a intenção de por essa forma prejudicar ou beneficiar alguém, será punido com prisão de dois a oito anos".
Se os cidadãos utilizassem as prerrogativas da lei para denunciar actuações danosas dos seus direitos pelos autarcas e pelas estruturas técnicas municipais, muita gente tinha já ido parar com os costados na prisão. É que muita gente a coberto de uma suposta impunidade política prejudica anos a fio famílias, empresas e todos aqueles que um dia ousaram fazer frente ao seu poder supostamente absoluto e incontestável.
Mas os tempos estão lentamente mas de forma inexorável a mudar.
(*) - Estatuto dos Eleitos Locais
A situação na Câmara de Lisboa parecia ter estabilizado. Falsas aparências. A situação não tem solução no actual quadro e só a realização de eleições permitirá clarificá-la. Defendi esta posição desde o estalar da crise. Julgo que Marques Mendes cometeu o erro tremendo de não ter cortado o mal pela raíz. O timing errado ter-lhe-á custado a possibilidade de confirmar a liderança na autarquia. Bastava ver as hesitações e a falta de alternativas dos socialistas em Lisboa para perceber que essa era a altura certa, do ponto de vista do PSD, para os lisboetas decidirem.
Agora, tanto quanto as fugas de informação permitem concluir, Carmona já terá sido constituído arguido no processo Bragaparques. O edil nega mas os jornais citam fontes judiciais.
Marques Mendes vai ter que confrontar Carmona e, ao que parece, contará com a oposição do independente que escolheu. Arrisca-se a ter uma situação de alguma forma semelhante à de Isaltino, sem ofensa para o engenheiro.
Posto isto não deixa de ser verdade, como refere Paulo Gorjão, que as fontes judiciais escolhem muito bem as datas para se darem a conhecer.
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Etiquetas: Lisboa
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Etiquetas: pintura
O Governo aproveitou o 25 de Abril para lançar uma campanha de incentivo à denúncia da corrupção. O Governo sabe que por razões políticas, muito fortes, a denúncia está fortemente conotada com a actividade pidesca. Estamos agora, exactamente, a comemorar o 25 de Abril.
Mas este Governo, e o partido que o suporta, têm-se distinguido por se oporem, sem concessões, à adopção do combate à corrupção como política de Estado.
Quando a vontade política vacila perante este tipo de desafios nada como recorrer a um sistema que faça de cada cidadão um informador.
Mas isso não era antes do 25 de Abril?
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Etiquetas: equívocos
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
ZECA AFONSO
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Etiquetas: Figuras
Um bom exemplo de separação entre interesses privados e públicos afirmou José Sócrates acerca da decisão de Pina Moura de deixar os lugares de deputado e de dirigente nacional do PS. A decisão de Pina Moura foi tomada após ter sido nomeado Presidente da Média Capital, empresa que é dona da TVI.
Um bom exemplo ou the decent thing, como lhe chamou Ana Gomes, vai dar no mesmo. O que não vai dar no mesmo é o silêncio de Sócrates enquanto Pina Moura acumulou a presidência da Iberdrola com o seu lugar de deputado e last but not least de dirigente nacional do PS. Um mau exemplo que nunca mereceu a condenação de Sócrates. Uma indecência que passou sem a devida reprovação dos seus pares.
Quando hoje falou da qualidade da democracia o Presidente Cavaco Silva - de cujo discurso gostei no essencial - estava certamente a deplorar situações como essa protagonizada durante anos pelo gestor preferido por "nuestros hermanos".
Grande Voz Paulo! Grande Canção! Enganaste-te no início? A tua voz e o poema superaram o erro
A RTP2 passou esta noite um concerto de José Mário Branco a que assisti em 2005 no Coliseu à data do lançamento do seu último disco "Resistir é vencer".
Abril tem destas coisas: passam mesmo boa música na televisão pública.
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Etiquetas: música
Sócrates revela modestia quando o apelidam de "Tony Blair português" mas assume a comparação como um elogio. O dr. Soares ainda mal refeito do último elogio que fez ao Tony, aliás ao José, deve ter dito para os seus botões:"este tipo ainda não percebeu as razões pelas quais a comparação com o lamentável Blair, da terceira via, é nefasta." Pior terá ficado quando soube da conversa do José com Sarkozy, e da inveja que as reformas socráticas provocaram ao futuro inquilino do Eliseu. Segoléne depois de ler a entrevista no Le Point é que terá comentado com os seus conselheiros: "Afinal o que é que eu fui fazer ao Porto, a segurar ramos de rosas com este gajo?"
Adenda: curioso o comentário de Soares ao Le Point. Para ele Sócrates não quer acabar com os ricos quer é acabar com os pobres. Para lá da pobreza franciscana da formulação apetece perguntar : do que é que estamos a falar quando falamos de "acabar"?
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Etiquetas: mixité politique
É bom saber que na televisão portuguesa ainda resistem programas como o Câmara Clara ! Graças sobretudo à sua autora, a jornalista Paula Moura Pinheiro. Não é um programa de debate, para os quais já ninguém tem paciência, é um programa onde se pensa em conjunto. Coisa rara na nossa televisão e de resto em toda sociedade portuguesa. Normalmente é-se surdo quando se fala, impõe-se a opinião e mostra-se o que se sabe. Não se sabe pensar em conjunto. Não se sabe ouvir. Tem-se alguma dificuldade em mostrar que se aprende com os outros. São hábitos que pura e simplemente não estão enraizados na nossa "forma de ser".
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Etiquetas: cinema
Sarkozy ganhou a primeira volta numa eleição com uma participação da ordem dos 85% . Pelos resultados dificilmente deixará de derrotar a candidata socialista na segunda volta. ´
Caso se confirme piores dias virão.
PS - O PS conseguiu passar à segunda volta apesar de tudo um fantasma que chegou a pairar depois do desastre de Jospin.
Portas ganhou. Nada de novo. O CDS/PP é uma organização política instrumental dos designíos e dos caprichos de Portas. Quando os seus interesses determinam que se afaste deixa o terreno armadilhado para quem lhe sucede. Quando quer regressar qualquer pretexto é bom. Como cantava a Lara Li alguns anos atrás "basta fazer um sinal".
Mas, o regresso de Portas - um político geralmente muito bem informado - quer dizer que nas suas contas a possibilidade de regresso ao poder poder-se-á abrir a curto prazo. O que permitirá adivinhar alguns dos desenvolvimentos futuros do "dossier Sócrates".
PS - o problema de Portas é a manifesta falta de credibilidade com que a sua figura é vista no país .
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Etiquetas: populismo
gostaria que a senhora do PSF ganhasse. Porque me parece ser a menos má dos candidatos. Entre os horríveis Sarkozy e Le Pen venha o diabo e escolha. Sarkozy vampiriza cada vez mais as ideias, a muitos títulos fascistas, de Le Pen.
Bayrou, o centrista, cresceu à custa da incompetência de Segoléne e da sua entourage. Como declarou Alain Touraine, que vai votar Segoléne, a candidata do PSF não estava preparada para a empreitada e apareceu sem apoios relevantes. Os apoios que se conhecem são gente medícore que assusta mais do que mobiliza.
Quanto ao mais a candidata tem a fama e, certamente o proveito, de ser do socialismo moderno que por estes lados quer normalmente dizer ser liberal e de direita. Daí não virá nada de novo apesar das declarações críticas sobre Barroso e sobre aqueles que como ele são os coveiros da Europa (cito declarações do seu chefe de campanha à RTP.)
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Etiquetas: les bleus
Para Mário Soares o dossier Sócrates não passa de uma campanha da direita para desacreditar, e até destruir, o primeiro-ministro. Tenho uma grande admiração por Mário Soares mas prefiro aquele que fala com clareza e sabedoria sobre as grandes questões internacionais e faz análises lúcidas sobre a actuação dos diferentes protagonistas. O que se envolve nas discussões sobre os desvios sofridos pela globlização ou sobre a necessidade de refundar a Europa liberta da ditadura do mercado. Aquele que é capaz de denunciar Blair e a sua terceira via e que nunca hesitou no posicionamento sobre a invasão do Iraque. Ou que critica o partido trabalhista de Israel pela sua posição na guerra do Líbano. O outro Soares, o que, quando se aproxima da política portuguesa e do seu PS, deixa a capacidade crítica perdida algures é muito menos interessante. É esse estado de menor interesse que o leva a descobrir "reformas progressistas da sociedade" onde o comum dos mortais apenas descobre uma eficaz redução de direitos aos mais desfavorecidos e uma grande indiferença perante as, aliás crescentes, desigualdades sociais.
PS - A história à volta de Ferro Rodrigues está muito mal contada. Quem terão sido os algozes?Será que o próprio corrobora a versão soarista da coisa?
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Etiquetas: real politic
Ergue-te como uma árvore e não queiras florescer no tronco. No tronco agrega-se o tempo, o passado, a vida circular da natureza. Floresce nos teus ramos acabados de crescer e criarás energia para desenhar outros. Não descures as verdes folhas, é através delas que todo o tronco se alimenta
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Etiquetas: Terra
Em Portugal a mortalidade por cancro aumenta ao contrário da Europa. As razões são certamente várias. Imputáveis ao Estado e ao SNS que não procede de acordo com as melhores prácticas dos nossos parceiros europeus.
Para os deputados do PS - ver post anterior - tudo se resumirá ao facto de ser ainda muito cedo para estarmos tão bem como os outros.
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Etiquetas: atraso e incúria
Os deputados do PS -todos menos 20 - votaram contra uma proposta do PEV de permitir que a vacina do colo do útero fosse inluída no Programa Nacional de Vacinação. Dizem que ainda é muito cedo. Depende. Se considerarmos que a vacinação pode salvar vidas, uma que seja(*), será caso para concluir nunca é cedo para evitarmos mortes que a ciência pode prevenir.
Os deputados do PS, a maioria, olham para o SNS pelos olhos vesgos de um pobre contabilista.
(*) - Do que se tem lido as opiniões dos médicos apontam no sentido de estarmos perantre um progresso notável nesta área da saúde.
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Etiquetas: saúde e dinheiro
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Etiquetas: poesia
...rendimento suficiente para pagar IRS . Claro que para os do costume é tudo malta a fugir ao fisco já que as viagens da Páscoa estavam esgotadas, as vendas de carro em alta, bla,bla,bla.
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Etiquetas: desigualdade
São usados com grande desfaçatez para retirar do mercado um conjunto elevado de obras, projectos e fiscalizações que, dessa forma, são "encaminhadas" para deteminadas mãos. A Administração Local usa e abusa deste tipo de procedimento. É uma das formas de acarinhar as clientelas. A Administração Central faz o mesmo e a Administração desconcentrada idem aspas, aspas, aspas. A diferença é apenas o facto de a Administração Local ter menos massa para gerir.
Desta forma as empresas que tinham boas hipóteses de progredir são literalmente esmagadas na origem. Muita da corrupção que grassa no Páis alimenta-se desta cultura.
Vem isto a propósito do trabalho de hoje de José António Cerejo, no Público, sobre a forma como se adjudicavam em pleno Guterrismo(*) obras e fiscalizações no âmbito da remodelação das esquadras ou quartéis da GNR ou de outros equipamentos. Claro que o trabalho de Cerejo é sobre as relações entre o Estado, através do GEPI do tal engº professor das quatro cadeiras de Sócrates, e o pai do primeiro-ministro que fiscalizou várias empreitadas para este dono de obra. Mas a reflexão vale para além de Sócrates e possibilita pensar naquilo que temos estado a fazer. As obras públicas deixaram à muito de ser um local de reunião de competências para passarem a ser um local de treunião de camarads e amigos. Oportunidade de ouro para dar algum a ganhar aos nossos. Os outros que se lixem.
É sempre bem ler mesmo que já se saiba à muito tempo.
(*) - Nada mudou desde Guterres. Nem com Durão nem com Sócrates muito menos com Santana. Mas quem diz Santana, diz Carmona Rodrigues, ou o senhor "fulano de tal" que gere com muita dedicação ao serviço público o seu concelho. Estas coisas não mudam, pioram. A menos que se tomem medidas sérias. Ora, isso...
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Etiquetas: Governo, Transparência
foi desta forma que um crítico do regime chinês, e da evolução verificada no País, classificou, em síntese, o que se passa hoje no Império do Meio.
A declaração foi obtida num excelente documentário do canal Arte realizado em 2005 e que a RTP2 acabou de exibir.
Oportunidade para escutar um professor de Marxismo numa escola do Partido, afirmar sem se rir que" admitimos hoje a exploração do homem pelo homem porque isso trará vantagens futuras ao socialismo".
Nalgumas coisas estaremos - muitos - de acordo: na questão da exploração do homem pelo homem não existe provavelmente sociedade mais cruel do que a chinesa. Com a agravante de os milhões de explorados - 50 euros por mês a troco de 12 horas por dia, 6 dias por semana, sem férias, nem subsídios de férias, nem 13º mês, sem condições mínimas de habitação etc (numa sucessão de horrores) - o serem em nome dos interesses futuros do socialismo; na questão da exploração do homem pelo homem os ultraliberais e os comunistas têm muitos mais pontos em comum do que aquilo que se imaginaria.
Como será possível a gente de esquerda apoiar um partido sinistro como este Partido Comunista Chinês?
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Etiquetas: exploração
Câmara e empresa Terras de Manique celebram contrato de desenvolvimento para reinício da construção no loteamento “art.º 47”, em Porto Covo.
Será que, finalmente, as famílias que enterraram as suas poupanças num projecto imobiliário em Porto-Côvo vão poder, ao menos, construir a casa que em tempos sonharam? Vamos esperar por mais informações para poder analisar. Mas se se confirmar serão boas notícias.
O processo do artº 47º mostrou à saciedade que nestes processos urbanísticos a culpa morre solteira e que as vítimas pagam um preço elevado pela ganância e pela incúria alheias.
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Etiquetas: loteamento
O BCP terá instado milhares de clientes a comprarem acções do próprio banco emprestando-lhes o dinheiro necessário. Agora "o BCP tem estado a executar as dívidas, envolvendo arresto de bens, por falta de pagamento. Com os clientes de maior poder negocial, o banco celebrou entendimentos. Outros optaram por mover processos judiciais contra o seu credor, que têm sofrido adiamentos vários. E muitos clientes, que também não acautelaram devidamente os seus interesses, enviaram missivas para o BdP e para a CMVM, que chegaram em Julho e Setembro de 2006, onde alegam ter sido lesados pelo BCP, por terem sido induzidos a comprar acções sem terem sido alertados para os riscos (na altura o mercado estava em alta). E não tendo o banco tido em conta as suas condições particulares.!" (ver edição impressa do Público)
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Etiquetas: Ganhar dinheiro
Uma senhora dirigente do Espírito Santo saúde esclarecia, no Telejornal Nacional, que dar mais do que a saúde só o negócio do armamento. Bom ficamos a saber. Na mesma peça o Presidente do Banco Espírito Santo esclarecia que o hospital da Luz, acabado de inaugurar, não era só para ricos. Claro que também é para os pobres que possam pagar: se a esses se chamar ricos é uma pura coincidência.
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Etiquetas: sáude e riqueza
A direcção da Universidade Independente esboroa-se antes da realização da célebre ex-futura próxima conferência de imprensa.
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Etiquetas: dejá vu
"Maiores de 23 anos aliviam universidades" noticia o JN. A notícia desenvolve aquilo que já se sabia: sem esta medida gratuita e populista, supostamente a favor da qualificação dos portugueses, muitas das universidades e politécnicos fechavam por falta de alunos.
A solução de todos os Governos tem sido sempre baixar o nível de exigência. Uma forma eficaz de baixar o nível do país.
Por alguma razão do Bloco de Esquerda ao PP, pasando pelo PCP e pelo PSD, não se ouviu uma única voz crítica relativamente a este escândalo.
Adenda: Uma pergunta fica no ar : O dossier Sócrates é produto deste "caldo de cultura" ou aquilo que acontece é o inverso? A pergunta tem ímplicita uma percepção de que, afinal, as irregularidades não se ficaram apenas pela trapalhada com a apresentação das habilitações.
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Etiquetas: artes
A expressão pode-se aplicar a António Lobo Xavier, o mediático alto-quadro da SONAE, que segundo revela a "Câmara Corporativa" - link através do Da Literatura - beneficiou de um esquema especial, criado por José Miguel Judice, para aceder à condição de advogado sem passar pelo incómodo dos examezitos da Ordem.
As declarações de Manuel Coelho ao CM inscrevem-se na linha da sua reconhecida capacidade para conduzir o concelho à ruina. Diz o edil comunista: “Como temos as coisas controladas, a antecipação das rendas futuras é indispensável para o futuro do concelho”.
Ufa, ainda bem que temos a situação controlada. Imagine-se que a situação estava descontrolada o que não nos poderia acontecer. Propomos duas manchetes ao Correio da Manhã possíveis, caso "as coisas não estivessem controladas": 1) Câmara de Sines intimida os municipes e as empresas a pagarem o IMI, a água e a taxa de conservação de esgotos, dos próximos cem anos enquanto pondera lançar um imposto "Sines é para amar" pago de uma só vez em cada cem anos"; 2) Câmara de Sines tenta que o Governo exproprie e lhe dê outra vez os terrenos dos expropriados do Gabinete para os vender de novo.
Adenda: A antecipação de rendas da Central Termoeléctrica iria custar à Câmara 3,8 milhões de euros. Trocado por miúdos Sines perdia no negócio tudo o que iria receber com a alienação do Mercado Municipal e mais 800 mil euros!!!
Porque espera Jerónimo de Sousa para pôr mão nisto? O que diria o líder comunista se isto acontecesse numa Câmara como a de Lisboa ou outra qualquer liderada por outro partido?
"Embora "com a capacidade de endividamento esgotada" (195%), temos [ a Cãmara de Sines]as coisas controladas". Para mais tarde recordar!!"
Micael Raposo (a propósito das declarações de Manuel Coelho, Presidente da Câmara de Sines ao CM).
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Etiquetas: artes
Até 2010 o Governo quer reconhecer as competências de 1.000.000 de portugueses. Um milhão que ficam com o 12º ano concluído. Nunca se formou tanta gente em tão pouco tempo.
Já agora, se se trata apenas do reconhecimento de uma competência já existente no tal milhão de almas, isto não vai acrescentar nada ao nível de desenvolvimento do país, pois não?
É apenas uma questão de estatística, não é? O governo de Sócrates é fixe.
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Etiquetas: estatística
O DN mudou e de que maneira. Para além dos impagáveis editoriais em que a questão turca e Cristiano Ronaldo aparecem claramente interligadas, a nova direção do DN concretizou já duas mudanças: mudou o aspecto gáfico acabando com o ar limpo e bonito que o jornal ostentava e despediu uma série de cronistas todos com a particularidade, não irrelevante para o facto, de serem de esquerda. Deixaram de colaborar com o DN, Joana Amaral Dias, Medeiros Ferreira e Ruben de Carvalho. Sarsfield Cabral terá sido igualmente dispensado após a participação num debate na SIC sobre o caso do "engenheiro".
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Etiquetas: funil
«A complexidade da situação acentua-se por Recep Erdogan representar hoje a face moderada e democrática de um partido islâmico numa altura em que uma ínfima minoria de extremistas estão a dar cabo da imagem do Islão e do Islamismo com as suas bombas e com os seus atentados suicidas. (...)»
Numa rara incursão à edição online do Diário de Notícias, deparei-me com um editorial onde pontificava esta e outras pérolas de igual calibre (sublinhado meu). Foi azar ou isto agora é assim todos os dias?
PS: Aconselho vivamente a leitura, pois não é todos os dias que num mesmo texto podemos aprender algo sobre a questão turca e o Cristiano Ronaldo.
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Etiquetas: media
Cavaco Silva preocupado com baixo nível de instrução dos portugueses
Uma das coisas em que os dois partidos do arco do poder coincidiram ao longo de décadas foi na demonstração práctica de que a qualificação dos portugueses era absolutamente irrelevante para questões como o sucesso profissional ou a acensão a lugares de pretenso elevado prestigio na Administração Pública ou nas empresas nas quais o Estado ainda manda alguma coisa.
Os destinatários tomaram boa nota da mensagem. Entre uma carreira baseada no estudo e no trabalho ou uma carreira dedicada à juventude partidária abrilhantada por um cursozito numa privada numa daquelas áreas mais fáceis que dão para todas as nomeações políticas, não hesitaram na escolha a fazer.
É neste contexto que se deve entender a meta anunciada por Sócrates de qualificar um milhão de portugueses com o 12º ano nos próximos anos. Como dizia Medina Carreira quem pede um milhão pode pedir dois. À partida a meta pressupõe um objectivo político quantificado. Se necessário for elimam-se as dificuldades para o conseguir. Por exemplo diminuindo a exigência, um método exaustivamente aplicado. Afinal o que está em causa é a "qualificação dos portugueses" um desígnio nacional. Quem não gosta de um Governo que qualifica os portugueses?
Cavaco Silva, que enquanto primeiro-ministro nunca mostrou talento para combater o monstro em que se tornou o IEFP, devia começar por esclarecer do que é que está a falar quando fala de instrução um pouco à imagem do título do livro de Raymond Carver.
Adenda: Devo acrescentar que não acho desculpável o que se passa cada vez mais, ao nível municipal, com a promoção dos camaradas, amigos e - sobretudo - familiares para os cargos mais elevados da Administração Autárquica. Estou convicto que aquilo que se passa ao nível do poder local é, em muitos casos bem pior do que ao nível central e que a esquerda, sobre esta matéria, faz (tem feito) coisas bem piores do que o centro-direita.
O expoente máximo desta canalhada é o recente "concurso por medida" em que só o familiar do autarca é admitido sendo todos os outros excluídos.
A sensação de impunidade que se conquista após dois mandatos no poder local - potenciada à enésima potência se o "partido" acumular maiorias desde o 25 de Abril - é tão grande quanto é aguda a consciência de que "nunca se descobre nada" e de que a malta, num exercício de autocensura e de demissão do exercício da cidadania, prefere comer e calar.

Ondjaki vai estar em Sines na livraria "a das artes" no próximo dia 17 de Fevereiro pelas 21.30horas.
Deixo aqui um texto da autoria do Joaquim Gonçalves sobre o último livro do escritor angolano.
"Depois de ficar maravilhado com a minha primeira leitura de Ondjaki - "E se amanhã o medo", tive a oportunidade de ler, agora, o fresquíssimo "Os da minha rua", antes que o autor venha fazer o seu lançamento à livraria, já no próximo dia 17, às 21,30h., para saber do que vamos estar a falar.Pelo tipo de linguagem, o título já pressupõe, de certa forma, alguma relação com a infância.Ao contrário de grande parte dos autores africanos de língua portuguesa, Ondjaki não fala de crianças pobres, das aldeias, vivendo em cubatas. O protagonista está inserido numa família e meio já detentor de alguns pequenos luxos.Absolutamente urbano, da cidade de Luanda, um tanto ocidentalizado, as lembranças do narrador são pontuadas por referências, geralmente subtis, à influência da política na sociedade do País detentor de uma independência ainda jovem, à influência exterior em geral: A presença dos soviéticos e seus produtos; as telenovelas brasileiras, as bebidas da moda, a formatura das crianças da escola (fardadas) para as comemorações do 1º de Maio, por exemplo. Aqui, algum desencanto? Veja-se a frase com que Ondjaki acaba a estória.São, de facto, histórias da infância do jovem autor - tem 30 anos - e, pela sua leitura, podemos concluir que nunca é cedo para escrever memórias.Pelo final, e pela lindíssima carta em jeito de posfácio dirigida a Ana Paula Tavares, Ondjaki parece querer libertar-se da "obrigação" das memórias infantis para abrir nova etapa.Leitura fresca, a abrir sorrisos aqui e ali e, acima de tudo, a abrir o apetite para ler mais coisas do autor. Pela parte que me toca, já peguei em "Quantas madrugadas tem a noite".
Ainda do Joaquim recomenda-se - mais vale tarde do que nunca - a leitura deste texto.
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Fotografia de Nuno Cera - Shooting Stars - 2100 x 70 cm c-Print on Aluminum 2001
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Etiquetas: artes
Odete Santos deixou ontem o Parlamento. Odete Santos deixa a sua marca pessoal na história parlamentar. Podemos ter concordado ou discordado dela nesta ou naquela questão mas uma coisa temos que reconhecer: quem nos dera que a maioria dos deputados se aproximasse do seu elevado nível.
Odete Santos parte e deixa saudades.
Oito pessoas, incluindo pelo menos dois deputados, morreram no atentado suicida de hoje contra o Parlamento iraquiano, o primeiro do género a visar um edifício situado na Zona Verde, a área de segurança máxima criada pelas forças americanas no centro de Bagdad."
E mais à frente, claro: "A secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, já condenou o atentado de hoje, mas garantiu que o ataque não vai alterar a nova estratégia delineada pela Administração Bush para o Iraque."
Para quem não sabe, Bagdad está neste momento dividida em zonas de acesso restrito: a Zona Verde é a área de alta segurança, onde se encontram a maioria das instituições do Iraque após Bush, onde residem deputados, diplomatas, conselheiros e alguns empresários na sua maioria norte-americanos e britânicos. Denomina-se Zona Verde, por associação aos "seus jardins". E, por outro lado, a Zona Vermelha é o resto da cidade onde vivem os mais de cinco milhões de habitantes que se confrontam diariamente com o perigo, a morte e a destruição.
A ler o texto de opinião de Mário Bettencourt Resende sobre a liberdade de imprensa.
Sobre a segunda parte da entrevista as novidades foram poucas ou nenhumas. O primeiro-ministro não vai mudar de rumo porque isso corresponderia a uma irresponsabilidade etc, etc, tc. Mas não se poupou a puxar pelos galões de esquerda com a inevitável referência às marcas civilizacionais: a lei do IGV, a lei da paridade, a lei da reprodução medicamente assistida. Ufa, tanta esquerda.
Razão tem André Freire que na RTP N - o melhor painel de comentadores - concluia que as marcas de esquerda deste governo são definitivamente e apenas para estas questões culturais. Depois sobrepõe-se a fatalidade histórica de ser eleito à esquerda e governar em nome dos interesses da direita. Marques Mendes bem pode candidatar-se à presidência da tal comissão independente que vai estudar a licenciatura de Sócrates.O campo político à direita continua completamente ocupado. Não há lugar.
PS - de todas as - mais que suficientes - explicações de Sócrates apenas uma questão me pareceu desproprositada: a sua referência ao facto de ser normal que uma Universidade admita um aluno apenas com base na declaração das habilitações pelo próprio. Ainda que depois não emita o certificado de habilitações sem que as anteriores qualificações tenham sido certificadas. Julgo que a regra é contrária a este procedimento que não releva do bom senso. Na Independente pode ter sido assim e Sócrates não terá qualquer culpa nisso. Mas escusava de ter afirmado que é assim em todo o lado. Não é e ainda bem.
Marques Mendes quer uma comissão independente para analisar a licenciatura de Sócrates. Que raio de ideia esta. Mas afinal o que quer Marques Mendes? Quer continuar a distrair os portugueses com fait-divers ?
Marques Mendes perdeu uma boa ocasião para estar calado. Aliás, se queria falar falasse sobre a segunda parte da entrevista. Havia lá muitas pontas por onde pegar.
A primeira parte dedicada ao "dossier licenciatura" acabou no que se sabia: muita suspeição e pouco ou nenhum fundamento. Sócrates salientou o facto extraordinário de ter o ónus de provar que a sua licenciatura foi obtida por formas correctas apesar de ninguém ter demonstrado que por esta ou por aquela razão ele foi objecto de favorecimento.
Quanto ao mais mostrou os dados que qualquer aluno pode exibir: certificados de habilitações correspondência trocada com a universidade etc. Sócrates esteve sereno e seguro do que fez no seu percurso académico. Mostrou facilidade a rebater as diversas suspeições.
O assunto fica encerrado por aqui sem honra nem glória para quem elevou as suspeitas e as suspeições ao nível das provas.
Tempo para voltar à política a sério em que o que interessa são as políticas e não as questões da vida privada dos protagonistas.
Quando será que o senhor Presidente da Câmara de Sines divulga as razões pelas quais se viu obrigado a retirar alguns dos pelouros que eram detidos pelo seu vice-presidente da Câmara e camarada de partido. Designadamente o pelouro dos recursos humanos a quem está afecta a importante tarefa da qualificação dos recursos humanos e da sua avaliação.
Tantos meses depois de tudo se ter passado, da forma brusca que se sabe, porque razão a população não merece qualquer explicação por parte do Presidente da Autarquia?
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Etiquetas: suspeições
Embora com as reservas que assinalei o filme de ontem estabelece uma ligação muito forte entre a forma como se vive no território e a forma como dele tratamos, isto é a forma como planeamos ou não esse território. Só por isso valia a pena este filme. A contribuição que dá para percebermos todos que estamos perante o resultado de uma escolha e não perante uma fatalidade parece-me, desta perspectiva, muito relevante. Valem mais estes minutos do que muitos discursos políticos que por aí se vão escutando.

fotografia de helena almeida
O terceiro episódio da série documental da autoria de António Barreto, com realização de Joana Pontes, abordou hoje o tema da vida nas cidades. A forma como o processo de urbanização se acentuou ao longo das últimas décadas e as consequências dessa evolução para as famílias.
A ideia que este episódio transmite é de uma suave melancolia quase a roçar a depressão. Talvez pelo tom de voz de António Barreto, talvez pela suavidade da realização da Joana Pontes, talvez pela música, mas sobretudo pela depressão intrinseca do tema.
A vida dos portugueses, da maioria dos portugueses, é uma depressão, sobretudo pela forma como todos nós nos relacionamos com o território que habitamos e pela forma como se organiza a vida nas nossas cidades. Durante décadas construímos uma maneira de viver nas cidades que é insuportavelmente dispendiosa em tempo de transporte, como escreveu Léon Krier.
O tempo de transporte pode aqui ser trocado por outras coisas: o tempo que não dispensamos aos filhos e à família; o tempo que não dispensamos ao estudo; o tempo que não dispensamos ao lazer; o tempo que não dispensamos ao associativismo; o tempo que não dispensamos à cidadania; o dinheiro que consumimos para consumir esse tempo que dessa forma, cara, deixa de ser o nosso tempo.
Colocar a explicação para tudo isto na hipotética descordenação entre Planos e Construção é que me parece uma explicação conveniente mas lamentavelemte insuficiente. Francamente insuficiente.
Talvez o Retrato não possa ir mais longe. Mas como falaram das cidades apetece-me escrever que há boas soluções para os males que o episódio de hoje tão bem diagnostica. E as cidades, cuja morte foi aliás várias vezes anunciada no último século, são como os diamantes: eternas.
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Etiquetas: cidades
José Manuel Fernandes escreve hoje no Público sobre o affaire Lewinsky, perdão sobre o affaire Sócrates, esta coisa extraordinária a propósito da intervenção do ministro Mariano Gago: "Foi um erro misturar uma questão de Estado - o encerramento de uma universidade - com uma questão política por definição passageira - a licenciatura de José Sócrates."
Escrevi aqui algumas palavras críticas relativamente ao Ministro Mariano Gago que se devem, sobretudo, à forma como tem contemporizado com situações que se têm passado no ensino superior privado, embora existam igualmente - em menor grau - no público. Mas isso é uma coisa e outra é defender que o ministro não devia ter tomado a decisão que tomou relativamente à Indepenente. A situação que o Público e José Manuel Fernandes despoletaram relativamente a Sócrates -com um conjunto de dúvidas e de suspeições mas nenhuma, até agora, acusação concreta - não podiam, em nenhuma circunstância, condicionar o Ministro face ao que tem sido a evolução da instituição. Por isso a declaração de José Manuel Fernandes é um misto de cinismo e de manipulação dos factos já que imputa ao ministro a responsabilidade por uma mistura de que é o progenitor.
O Público traz na sua edição de hoje dez perguntas, que supostamente esperarão por resposta de José Sócrates, relativas ao dossier da sua licenciatura na Independente. Leia-se para saber onde já vai a "investigação".
Ler : "O questionário" e "a inversão do ónus da prova"
que somos atraídos por pensamentos largos, pelo passado milenar, como o que está representado na exposição Vasos Gregos em Portugal - Aquém das colunas de Hércules, patente ao público até 15 de Julho no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa, e depois perdemo-nos com enredos minúsculos que em nada contribuem para irmos mais longe? Se calhar gostamos mesmo de perder tempo.
Um senhor, cujo nome não retenho, representante da empresa proprietária da Independente, acaba de declarar aos microfones da Antena Um que tudo corria na mais pura normalidade das coisas sendo que essa, digamos assim, perfeição foi quebrada pelo despacho, incompreeensível, do senhor ministro.
Estas afirmações deixam qualquer um gago com tamanha desfaçatez. Não tarda nada estão a pedir uma, justa, indemnização ao Estado.
Mariano Gago afirmou, a propósito da declaração pública de encerramento da Independente, que "o percurso académico do primeiro-ministro é um caso de certa maneira exemplar que devia encher de regozijo o país".
Se o Governo adoptar este tom ainda vamos ouvir declarações do tipo: "Queres ser primeiro-ministro? Estuda como o José Sócrates!".
Talvez fosse bom estabelecer algumas ideias simples: 1) para ser escolhido para o lugar que agora ocupa a sua formação académica foi rigorosamente irrelevante. 2) até que apareça algo de novo ainda ninguém veio acusar Sócrates de ter cometido irregularidades na obtenção da sua licenciatura. Apenas se levantaram dúvidas sobre questões formais cuja responsabilidade, a existir, nem será sua. 3) o que existirá de exemplar no percurso académico de Sócrates para legitimar a afirmação de Mariano Gago? Porque raio se deveria o país regojizar?
PS - Mariano Gago, outrora um excelente Ministro de sucessivos Governos do PS, está irreconhecível. Piorou.
Se estivermos atento às notícias que se escrevem sobre o engenheiro Sócrates versus o licenciado em engenharia Sócrates uma coisa que descobrimos é que o professor António Morais, julgo ser esse o nome do senhor, desempenhou várias funções de nomeação política. Quase sempre, senão exclusivamente, nomeação rosa. Alguns desses lugares estão depois associados ao lançamento de interessantes concursos como aconteceu com a remodelação/construção de quartéis no âmbito do Ministério da Administração Interna, para citar apenas um caso. Pelo meio vamos assistindo ao surgimento de empresas que rapidamente atingem o esplendor, ganhando concursos atrás de concursos e que depois pura e simplesmente desaparecem concluída que foi aquela leva de encomenda pública sejam os quartéis, os postos de saúde ou os aterros sanitários. Podem ou não reaparcer os empresários, caso os fins justifiquem os meios, mas as empresas essas finam-se de vez. São empresas de "projecto".
Investigar estas ligações espúrias - em que as ligações se fazem através dos tais nomeados. discretos, cinzentos quanto baste, visíveis apenas quando acontece uma qualquer desgraça a que estão ligados - ajudava a a perceber melhor este triste país.
Da entrevista de José Matoso na Única, dua citações:
"Um meio [ o académico] cheio de rivalidade, de intrigas e de golpes baixos."
"Tudo isto [ a escolha de Salazar nos Grandes Portugueses ] mostra a falência do ensino em Portugal e a incapacidade que o regime democrático teve para transmitir ao povo português os príncipios fundamentais de uma sociedade responsável."
Santana Lopes dá um ar da sua graça a propósito do affaire "Sócrates-Independente". Em declarações ao DN, o ex-futuro próximo primeiro-ministro explica que "como professor de Direito Constitucional, ensina aos seus alunos que no quadro da democracia portuguesa os governos e os primeiros-ministros devem explicações ao Parlamento e ao Presidente da República". Bom, se ensinar só isto não é grave.
O melhor é ler José Adelino Maltez, citado no Da Literatura
se podem realizar filmes que romanceiem a vida de colonizadores sem se ser considerado politicamente incorrecto? Será que ainda se podem abordar certos lugares e temas sem se ser destroçado pela critica hipócritica? Esta é uma fotografia de um já clássico de 1985 Out of Africa com Meryl Streep e Robert Redford, odiado pela maioria dos cinéfilos, mas adorado pelos românticos como eu. Esta coisa maravilhosa do cinema, às vezes, como na vida, inventa amores em lugares politicamente incorrectos e depois, ainda por cima, por causa da sua popularidade incentiva à proclamação de coisas tão estranhas como o "Meryl Streep Day". Sim, o "Dia de Meryl Streep" comemora-se a 27 de Maio e foi "inventado" pela Manhattan Borough President C. Virginia Fields.
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Etiquetas: cinema
Terá sido esta A Ilha que inspirou Enid Blyton a escrever as aventuras de Os Cinco? Segundo uma fonte credível Enid vinha passar temporadas para Portugal e ficava por vezes no então Hotel de São Rafael mesmo de fronte para a baía de Sines. Hoje já não existe São Rafael, o abandono, a ruína e finalmente a recente venda derrubou-o para sempre. Fica, no entanto, a memória de quem o viu habitável e acolhedor, ficam as fotografias a preto e branco de um outro Sines, com a sua baía em forma de sino que se abria ao largo horizonte. Fica-nos essa imagem, talvez irreal, que Enid terá escrito a Ilha do Tesouro ou outras aventuras de Os Cinco em Sines, inspirada pela tão bela ilha que não nos deixa de encantar: a Ilha do Pessegueiro.
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Etiquetas: Sines
O FMI constatou, finalmente, que a "globalização está a travar salários nos países mais desenvolvidos" e admite - notável este esforço quase-autocrítico - que se verifica um aumento das desigualdades.
Falta ao FMI reconhecer as suas culpas no cartório. Bom, mas isso é pedir demais aos ideólogos do "consenso de Washington" que fez da globalização aquilo em que ela desgraçadamente se tornou. Os ideólogos do "fato único".
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Etiquetas: FMI
Dizem que as coisas se situam pura e irremediavelmente no campo da política. Quem o diz defende a OTA com unhas e dentes contra todas as investidas venham elas sob a forma de novos estudos, novas localizações ou de tudo aquilo que afinal questione as certezas já estabelecidas. Para estes apóstolos as dúvidas levantadas recentemente limitam-se a uma campanha do PSD para criar problemas ao Governo. Logo, quem questiona a OTA e defende novos estudos e novas localizações, está ao serviço do PSD e é contra o Governo. Este tipo de comportamento lembra-me o dos neocons que depois da invasão do Iraque descobriram que quem era contra a guerra era afinal contra a América.
A TVI apresentou uma peça com declarações do ministro Mário Lino sobre a OTA e, sobretudo, sobre os ditos estudos alternativos que, para ele, não passam de memorandos. O ministro citou especificamente o memorando do professor José Manuel Viegas, assimilando-o, en passant, a centenas de outros memorandos e power points que diz receber.
A TVI convidou o professor catedrático de transportes do IST - é sempre bom localizar correctamente, nos tempos que correm - e o ministro Mário Lino que, como se sabe, é engenheiro. Bom, o ministro faltou à chamada. Mas, o professor não faltou e explicou, com liminar clareza, duas ou três coisas muito smples: 1º) o dito memorando foi entregue em Janeiro de 2006 e sobre ele o professor nunca falou em público, nem obteve do ministro qualquer resposta. Até que o assunto caiu com estrondo na praça pública; 2º) as alternativas indicadas no dito memorando foram encontradas com o recurso a uma nova metodologia, possível com as novas tecnologias de pesquisa georeferenciada, em que se procuram localizações possíveis em vez de se compararem localizações já pré-estabelecidas; 3ª) quem perdeu tempo, se a questão se põe, foi o ministro que durante 14 meses não distingiu a qualidade dos power points que lhe chegaram. Mas não é grave já que a opção OTA vai gastar 3 anos a preparar o terreno para poder receber - condignamente, digamos assim - o aeroporto. Ora os estudos sobre a nova localização não necesitam de tanto tempo. São realizáveis em menos de um ano. 4º) por último, um pequeno factor não dispiciendo: a nova localização envolve uma popupança pública de cerca de 50% do investimento.
Caso para perguntar? A quem comprava você um memorando? Ao professor Viegas ou ao Ministro Mário Lino? Eu, entre os meus dois distintos colegas, não tinha nenhumas dúvidas. Apesar de achar o engenheiro Mário Lino uma pessoa muito simpática.
Quem consegue conter um sentimento de amor por este planeta, quando o vê assim a pairar no negrume do espaço?
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Etiquetas: Terra
O Público dedica o destaque de hoje ao dossier OTA. Ainda bem que o faz. Para lá da recuperação do que se tem dito sobre as vantagens das novas localizações a sul do Tejo, o jornal publica novas declarações de Elisa Ferreira. Esta eurodeputada do PS e ex-ministra do ambiente, quando José Sócrates era Secretário de Estado da mesma pasta, tem sido muito citada nas últimas semanas a propósito das razõs que levaram ao chumbo de Rio Fio. Mas é sobretudo aquilo que Elisa Ferreira diz sobre a OTA que deve ser ponderado. "O Governo tem de actualizar o que tem de ser actualizado (...) o argumento de que se avalia o assunto há 30 anos não é válido(...)Temos de ver a viabilidade económica a prazo, tendo em conta o desvio de tráfego que pode ser feito com o TGV e com uma exploração normal no Aeroporto Sá Carneiro. É preciso garantir que as projecções estão válidas, pois os privados entram com uma estimativa de tráfego e, se esta não for cumprida, o Estado tem de os compensar como aconteceu com a Ponte Vasco da Gama(...) Se tudo isto não foi avaliado, digo não à Ota; se o foi, que se diga de forma muito clara, pois, como cidadã, preciso de ter a confirmação destas respostas.(...)Pelos dados que me deram, a Ota era a melhor opção, mas, se não estiver garantida a segurança, a viabilidade financeira e as perspectivas de tráfego, pare-se e equacionem-se outras alternativas(..)".
Já quanto às posições de João Cravinho não me parece que o jornal esteja a ser rigoroso. Nunca escutei o ex-ministro a manifestar dúvidas sobre a OTA. As declarações reproduzidas parecem-me pouco claras. Mas, a confirmar-se, seria certamente uma dúvida de peso.
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Etiquetas: dúvida razoável
ES Resources prevê entregar novo projecto da Portucale dentro de quatro meses
Ultrapassada a questão dos sobreiros nada impede a captura das tão apetitosas mais-valias simples. Talvez nem seja necessária a classificação como PIN pelo amigo Manuel Pinho.
"Estamos plenamente de acordo quanto a aeroportos : OTA não mas indispensável e urgente a sul do Tejo, com 3ª travessia. Já o TGV não me parece que possa concordar – devia ter sido construído com início em 1992 ou 1993, em vez da renovação da via. Na altura, os valores apontados eram de 90 milhões de contos para renovação e de 300-400 para construção de TGV. Hoje, a renovação aponta para mais de 300 milhões de contos (1.500 MEuros) e o TGV para um pouco mais. Porém, o TGV é um concorrente do avião e, por isso, deve ter ligações em 1H20 directas (o TGV Paris -Estrasburgo está ser pensado nesta lógica de bater o avião com uma velocidade comercial de 520 Km/h…), intercaladas com composições com um máximo de duas paragens… Parar em todas as estações e apeadeiros é coisa de transvia… O que deve parar, ou limitar-se ao indispensável para andar a mais de 20 Km/h, é o investimento na renovação da actual via, que não tem remédio e vai custar (daqui por 5 ou 6 anos falamos…) mais de € 2.500 Milhões…"
Manuel Piteira
O Expresso deste fim de semana tem a manchete que toda a gente sabe. Na Independente podiam não fazer nada direito mas lá que trabalhavam muito isso é indesmentível. Até aos domingos como aconteceu com a emissão do diploma de Sócrates. Depois lê-se a notícia e não se encontra uma linha que acrescente algo ao que noticiara o Público dias antes. Razão tem Paulo Gorjão para lembrar que Nicolau Santos perdeu uma boa ocasião para estar calado.
Hoje o DN volta ao assunto com nova manchete:"Polémica sobre curso de Sócrates preocupa Governo". O jornal não acrescenta nada sobre a questão da forma, legal ou não, como o primeiro-ministro concluiu o curso, mas dá conta, pela primeira vez, da existência de responsáveis socialistas que querem um cabal esclarecimento do caso. A unanimidade partidária nem sempre é o que parece. É muito mais imposta do que livremente consentida.












