Exmº Sr Primeiro Ministro
No próximo dia 13/11/07 assinala-se o 5º Aniversário do desastre do "PRESTIGE". Na época o País assustou-se com o grave acidente nas costas da Galiza e face às consequências da poluição registada as autoridades portuguesas concluiram um número de acções necessárias para minimizar os efeitos dum acidente similar, a saber:
1 - Actualizar e reforçar as componentes do Plano-Mar Limpo, nomeadamente:
a) Aprovar o seu Plano Estratégico;
b) Fazer o entrosamente entre as diversas entidades envolvidas;
c) Realizar um maior número de exercícios;
d) Complementar os equipamentos necessários opara combater a poluição
2 - Acelerar a construção dos navios de combate à poluição
3 - Acelerar a montagem dos VTS costeiros
4 - Garantir uma maior fiscalização aérea e marítima nas nossas águas.
5 - Adquirir um rebocador de alto mar adaptado à estratégia do Plano-Mar Limpo
6 - Incentivar a investigação cientifica nas consequências da poluição.
7 - Instituir os portos de refúgio na costa portuguesa.
8 - Pôr em vigor o Acordo de Lisboa.
Infelizmente, passados 5 (cinco!) anos nenhuma das acções foi realizada.Vai o País assumir a Presidência da União Europeia no segundo semestre deste ano, e espera-se que as acções de valorização das questões do Mar sejam, por via dessa presidência, empreendidas e que as acções acima referenciadas sejam levadas à execução para que em caso de novo acidente de poluição nas costas do Nordeste Europeu - onde anualmente passam milhares de petroleiros com milhões de toneladas de petróleo bruto - o País possa enfrentar a situação em condições diferentes daquelas que no momentro se apresentam; que deixariam o mundo admirado por tão grave desleixo
Muito em especial a entrada em vigor do Acordo de Lisboa, o único das costas europeias ainda não em vigor.
Com os meus cumprimentos
Joaquim Ferreira da Silva
Ex: Secretário-Geral do CILPAN
Presidente de FUNDATION TECNOSUB-TARRAGONA"
No "Da Literatura", João Paulo Sousa escreve sobre aquilo que o deputado Renato Sampaio já sabe sobre os "crimes" - forma e conteúdo - cometidos pelo professor Charrua nos corredores da DREN.
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Etiquetas: Ler os outros
Apresentação do Livro O Tibete de África pela autora Margarida Paredes no próximo Sábado, 2 de Junho pelas 16,30h
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Etiquetas: divulgação
Sábado, 2 Junho, 17:00 hrs
Conferência "A China de Ontem e de Hoje"
No âmbito da exposição "As Grandes Viagens Marítimas da China", patente no Centro de Artes de Sines até 24 de Junho, a Câmara Municipal de Sines e o Observatório da China organizam três conferências com o objectivo de enquadrar os primeiros contactos dos portugueses com a China e as suas profundas consequências civilizacionais.
Ainda no dia 2 pelas 19:00 hrs
Faiha Abduhadi em Sines para falar sobre os problemas do povo palestiniano.
O Movimento Democrático das Mulheres (MDM), em colaboração com a Embaixada da Palestina em Portugal e com a Câmara Municipal de Sines, promove um encontro de mulheres com a presença de Faiha Abduhadi, Presidente da Liga de Mulheres da Palestina e Randa Nabulfi, Embaixadora da Palestina em Portugal.
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Etiquetas: divulgação
Ideias que demonstram bem a classe política e os responsáveis que temos:
Posted by MJB at 5/31/2007 02:04:00 da tardeChegar-se ao ponto de querer referendar a localização do novo aeroporto.
Então por que é que não houve referendo sobre a construção dos estádios de futebol há alguns anos atrás?
E a seguir, vamos referendar o quê?
Senhores responsáveis, comissões não sei das quantas pagas a peso de OTA, tenham vergonha, decidam-se! E desta vez pelo melhor sítio e não pela melhor clientela.
Então não há ninguém que diga: Basta ?
Vira-te para o mar Portugal, mas não te percas, para assinalar o Dia do Pescador
Posted by MJB at 5/31/2007 01:48:00 da tardeHiperligações para esta mensagem
Etiquetas: poesia
... a sua natureza vão ocupar algum tempo mais de antena mas rapidamente passarão ao esquecimento. Os números quer do Governo quer da CGTP não primam pela credibilidade. Os do Governo são escandalosamente baixos. Os da CGTP de tão elevados quase que se poderia dizer que se referem a outro país. O Portugal de ontem, dia da Greve Geral, não teve certamente oitenta por cento dos trabalhadores parados.
Outra questão mais relevante é a de saber se a greve foi bem marcada. Não está em questão a sua justeza. Existem motivos suficientes para todas as greves gerais ou parciais. Está em questão saber se ela reforçou as posições dos trabalhadores ou pelo contrário as do Governo. (Note-se a este propósito que este Governo, eleito com uma maioria de esquerda, ensaiou algumas medidas de controlo dos trabalhadores que atentam, se concretizados, contra o exercício do direito à greve). Está em questão saber se a intromissão, tão clara, de Jerónimo de Sousa na condução política da greve favoreceu os seus objectivos e os dos trabalhadores. Julgo que as respostas são claras. A greve geral merecia uma outra preparação e outro consenso. Merecia um movimento sindical mais independente da tutela partidária. Merecia um Carvalho da Silva menos ameaçado pelos seus (supostos) camaradas e que não transmitisse a ideia, tão nítida, de que se sente já de malas aviadas depois de lhe terem passado a guia de marcha.
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Etiquetas: greve, sindicalismo
Não me lembro de uma coisa assim. Depois de dois Secretários de Estado terem, em directo, dado a perspectiva do Governo, com um silêncio sepulcral do lado da assistência - suponho que à conferência de imprensa assistiam jornalistas? - Carvalho da Silva foi sucessivas vezes interrompido e a sua voz "apagada" pelas intervenções, altíssimas, de vários jornalistas que assistiam à conferência de imprensa da CGTP. Não me recordo de alguma vez ter assistido a uma tão ostensiva interrupção de uma conferência de imprensa antes do orador ter terminado e se ter disponibilizado para responder às perguntas dos jornalistas.
Será que os jornalistas só tinham dúvidas relativamente aos números da CGTP? Os 12,8 % do Governo são mais credíveis do que os 60 ou 70% da CGTP? A opinião dos jornalistas sobre o que se passou é notícia ou o que interessa é o que dizem a CGTP e o Governo? Porque razão não organizaram os jornalistas uma conferência de imprensa?
Um outro coração bate agora dentro do cofre. Calipso, aprisionada num corpo humano por um castigo de amor, foi finalmente libertada e devolvida à eternidade. O mundo por onde navegam estes piratas é vazio, como se os outros homens não o habitassem devido ao medo da morte. É um mundo sombrio, mas subitamente branco e azul... a areia-sal sob um sol escaldante que ausenta a realidade. Vêm dos mundos paralelos, entre a vida e a morte, onde os homens-barco são disso testemunha.
Sempre gostei de piratas e este divertido, hábil e muito sexy Jack Sparrow já me cativou há muito. Gostava que tivesse protagonizado mais nesta terceira saga que peca por ser demasiado longa, por ter naufragado entre algumas boas ideias e de ter recorrido ao já proibido "código do pirata" e ao "Conclave da Irmandade".
Enfim, só para os que gostam de aventuras, guardam moedas e outros objectos por razões misteriosas e para os que, claro, simpatizam com o Captain Jack...
Este cidadão apoia a Greve Geral. Os trabalhadores estão a assistir à diminuição dos seus direitos e à cada vez maior precarização das relações de trabalho. O desemprego atinge valores brutais, sem pararlelo nos últimos vinte anos.
O ajuste estrutural da economia faz-se exclusivamente à custa do factor trabalho. A desigualdade na distribuição da riqueza cresce atingindo um nível de desigualdade sem paralelo na União Europeia.
Se estas não são razões suficientes para fazer uma Greve Geral então quais são?
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Etiquetas: greve, Política Nacional
Rui Tavares no seu Pingue-pongue de hoje no Público refere a minha proposta para transformar a venda do Património do Estado numa oportunidade para a cidade de Lisboa. Quem quiser ler o artigo que publiquei no Público, em 11-06-2006, com o título " Venda do Património do Estado: Uma oportunidade para a Cidade e para os Cidadãos?" pode fazê-lo aqui.
Claro que uma candidatura séria, com um projecto a médio prazo, com uma visão estratégica, teria que se organizar á volta da resposta a questões nucleares como esta. Até porque aquilo que Manuela Ferreira Leite e Durão fizeram, nesta matéria, não difere minimamente do que fazem nesta altura Sócrates e Teixeira dos Santos: alienar ao melhor preço. Carmona - que antes de ser Presidente foi Ministro das Obras Públicas - não revelou uma única ideia quanto a esta matéria. E António Costa que ideia terá?
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Etiquetas: Lisboa, Política Nacional
"Posso, ou não,passar um cheque de 500 euros ao meu filho sem que a família toda saiba através da declaração às finanças?" pergunta José Medeiros Ferreira.
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Etiquetas: liberdade
A leitura da lista de apoios de António Costa volta a colocar a questão que as imagens da televisão já suscitara: Quem não apoia António Costa?
Numas eleições para a cidade capital do país com problemas fortes de exclusão social, envelhecimento da população, segregação espacial dos mais desfavorecidos, guetização crescente de pobres e ricos - uma obra colectiva em que esquerda e direita dividem os méritos - dir-se-ia que ninguém quis correr o risco de ser excluído.
Faz todo o sentido que António Costa ponha o acento tónico na governabilidade. Com apoios tão abrangentes que sentido faz valorizar o projecto ou as condições para a governabilidade? Basta acenar com as condições de governabilidade, a maioria absoluta, pois claro, que o tempo não está para brincadeiras.
Na lista encontram-se muitos nomes que se julgaria pudessem apoiar Roseta - muitos dos arquitectos do regime - Sá Fernandes ou mesmo o candidato do PSD. Cheira a vitória.
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Etiquetas: Lisboa, politica nacional
Acabei de ver a entrevista a Carmona na TVI. Não percebo qual é a ideia que preside a este tipo de entrevista, se é que podem ser assim classificadas. Perguntas atrás de perguntas, interrupções constantes que impedem qualquer tentativa de articular a mais pequena ideia e uma exuberante demonstração de superficialidade e de falta de conhecimento sobre a questão. Fica a esperança de que o candidato - todos os candidatos - vão ter muito tempo para explicar os seus pontos de vista. Não era esse, manifestamente, o objectivo daquela conversa.
Sobre a entrevista de Helena Roseta ler "Lisboa a Votos, 9" de Eduardo Pitta no "Da Literatura" .
Sobre a entrevista de Roseta ler "Antes e depois" de Daniel Oliveira no Arrastão.
Sobre o caso OTA ler "O nevoeiro à volta da OTA" de Mário Bettencourt Resende no DN.
Helena Roseta deixou outra vez uma sensação de dejá vu e de fraqueza de propostas que surpreende pela negativa. A partir da constatação - feita por muita gente - da perda de população de Lisboa e da necesidade de inverter essa perda não apresentou uma única medida para a concretizar. Pelo meio admitiu uma medida terrível que é a introdução de portagens na cidade. Terrível por se taduzir num ónus sobre aqueles que foram forçados a viverem nas periferias pelas dinâmicas segregadoras do imobilário. Talvez Roseta pudesse propor que esses - potenciais vitímas de todos os disparates que o governo da cidade tem feito e irá continuar a fazer - deviam poder votar nestas eleições.
Sem uma intervenção pública concreta como se pode repovoar a cidade? Fazendo Planos como o da Baixa-Chiado? Planos que estimulam as migrações dentro da Cidade dos sítios menos in para os mais in. Migrações determinadas pelo elevado valor aquisitivo. Fazendo acunpuntura urbana? Estamos a falar de antipiréticos para tratar uma doença do foro oncológico.
Mesmo na questão das receitas ficou limitada a uma melhor cobrança do IMI e a um cálculo mais bem feito(?) e pouco mais. Parece ser um tema interessante este do aumento das receitas. Aumento a troco do quê? De melhores serviços? Convém talvez lembrar que em última análise essse aumento de receitas corresponderá a um aumento de custos para os munícipes.
Na diminuição das despesas Roseta não acrescentou nada ao que outros já dsseram.
No posicionamento da sua candidatura foi evidente o piscar de olho ao PSD de Sá Carneiro, se é que isso existe, e a uma parte do PS. Mas não deixou de atacar Sá Fernandes acusando-o de ser um crítico que denuncia mas não propõe. Roseta quer ocupar o espaço de Sá Fernandes e disputa os seus votos. Para isso tenta acentuar uma imagem que a direita tem tentado colar ao vereador do BE: a de que Sá Fernandes se limita a criticar e nada acrescenta para a solução dos problemas funcionando como "um vigilante dos outros".
Há (maus) hábitos que se adquirem na política que nem a adesão à cidadania permite atenuar.
Uma oportunidade um golo. Uma marca registada. Uma forma feliz de acabar um jogo fraco em que os "pastéis" não foram muito inferiores. Uma pequena compensação para a melhor equipa do campeonato e que deixou escapar entre os dedos o segundo título, depois do famoso empurrão do Luisão.
PS - a fraca qualidade do jogo desta final foi, talvez, uma homenagem, de duas das melhores equipas da época, à má qualidade do futebol que se praticou todo o ano.
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Etiquetas: Taça. Emoção.
Helena Roseta defende o seu projecto para Lisboa no canal 2 no "Diga Lá Excelência". Antes de uma análise mais detalhada da entrevista há uma questão que as declarações da arquitecta suscitam: será que a cidadania está condenada a ser assumida por aqueles que sempre estiveram nos partidos e que no momento da saída a descobrem?
"Ladrões de Bicicletas" é um blogue feito por economistas de esquerda. Muito interessante. Para começar talvez este texto sobre a proposta do imposto único que os liberais andam agora a defender com grande entusiasmo.
"Ambio" é um blogue de reflexão sobre ambiente e sociedade. Recomendo os posts de Pedro Bingre em particular este.
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Etiquetas: Blogues. Causas.
Julgo que o resultado das eleições para autarquia de Lisboa que a sondagem do Expresso divulga terá duas coincidências com o resultado final do dia 15 de Julho: António Costa será o mais votado sem maioria absoluta e Telmo Correia será o último e não será eleito. Quanto ao mais repito aquilo que já disse anteriormente: a autarquia terá vereadores de quatro partidos -PS,PSD,CDU e BE - e de duas candidaturas independentes, a de Roseta e a de Carmona. No entanto estou certo que Negrão, a menos que a fita dos membros da lista se arraste ad nauseum, será o segundo mais votado e que Roseta e Carmona tenderão a aproximar-se do seu resultado natural: serem eleitos.
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Etiquetas: Lisboa, resultados
Madjer
Novamente Madjer (embora haja quem pense que foi o Juary)
Foi há vinte anos.
O candidato do PS à Cãmara de Lisboa pronunciou-se sobre a questão da OTA dizendo que "o Governo deve ouvir toda a gente incluindo a cidade".
Como se sabe esta não foi nunca a posição do Governo de que António Costa era o número dois. Como se sabe António Costa, enquanto ministro, nunca manifestou sobre esta questão qualquer diferença relativamente à posição oficial do Governo. Pois é, mas António Costa é agora o candidato do PS à Câmara de Lisboa e todos os votos são necessários. E todos se recordarão do que disse Roseta sobre esta questão. Foi, exactamente, que não admitia a possibilidade de os lisboetas não serem ouvidos sobre esta questão. Some-se a isto as posições do BE e do PCP e percebe-se a súbita flexibilidade táctica de António Costa.
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Etiquetas: OTA, Política autárquica
correio dos autores: O cantinho do hooligan - constituição de movimento cívico
Posted by Duarte at 5/26/2007 01:13:00 da tardeCaro Francisco José Viegas,
É com preocupação que tenho acompanhado os rumores sobre o final de carreira do Vítor Baía, já avançado por diversos órgãos de comunicação social. Contudo, a minha preocupação transforma-se em perplexidade quando não vejo ninguém a tomar uma posição ou a opor-se a isto, parecendo já um facto consumado e, mais grave ainda, um legítimo desejo do nosso guarda-redes.
Face a isto, gostaria de saber a sua opinião sobre este assunto e de perguntar-lhe se julga ser possível a constituição de um movimento de cidadãos com o objectivo de obrigar o Vítor Baía a continuar no plantel principal do Futebol Clube do Porto. O termo "obrigar", aqui empregue, deve ser entendido como isso mesmo: OBRIGAR, independentemente da sua vontade ou daquilo que ele possa pensar. O facto de jogar a titular ou de estar no banco é perfeitamente irrelevante, até porque parece-me óbvio que ele continua a ser o titular, tendo-se simplesmente mudado para outra posição no campo. Alguém duvida que ele é melhor do que o Hélton ou que não existe outro melhor do que ele? É claro que agora não está na baliza, mas isso é um daqueles aspectos práticos do jogo que nada têm que ver com o verdadeiro interesse da equipa - alguém tem de ir à baliza, e já que o Baía está noutro local, põe-se lá o Hélton e a coisa vai. O que importa é que o Baía, quer queira quer não, esteja efectivamente presente, na relva, como guarda-redes da equipa, a participar em cada lance, a guiar os colegas e a tranquilizar os adeptos pela sua simples existência. Sem o Baía na relva - seja no banco ou à baliza -, existirá algum adepto que não se sentirá perdido, inseguro, nervoso, a perguntar constantemente: «onde é que Ele está?». Sem o Baía na relva, o Porto não é o Porto, é apenas uma equipa de futebol. E eu não gosto de futebol.
Sei que é uma pessoa ocupada, mas peço-lhe amavelmente que conceda a atenção possível a este mail e, caso concorde com ele, que o divulgue no seu blogue, encabeçando a dinamização de um movimento para a participação das pessoas nesta causa. Bem sei que o Manuel Alegre e a Helena Roseta são mais dados a estas coisas - e reconheço que, antes de lhe escrever, ponderei contactá-los -, mas parece-me que não terão muita sensibilidade para este assunto. Também pensei em iniciar esta corrente nos meus blogues e expandi-la através dos meus leitores, mas não teria o mesmo efeito: a minha mãe e as minhas primas já estão convencidas, já o meu tio torce pela segunda circular. Em todo o caso, irei copiar e publicar por lá esta mensagem, para ver o que acontece. Mas conto consigo.
Obrigado pela atenção. Com votos de bom fim-de-semana,
Cumprimentos,
Duarte Perú
http://chaprincipe.blogspot.com/
http://pedradohomem.blogspot.com/
fazem desmaiar as miúdas, têm os penteados da moda e não são parecidos com o Ethan Hawke ... por isso, podes e deves ver!
O Presidente da República referiu-se a dois consensos que espera seja possível alcançar. Cavaco pediu "um esforço para que se alcance um consenso técnico para a localização mais adequada do novo aeroporto" e "também que seja feito um esforço para um consenso político tão amplo quanto possível".
Para o Presidente nenhuma destas vertentes da decisão está encerrada. Para ele ainda não está esgotado o tempo das decisões.
Quanto às infelizes declarações de Mário Lino foi igualmente claro: "todas as partes do território nacional são importantes para o desenvolvimento do País". Uma visão de esquerda, diria eu.

João Lopes refere-se à lição de cinema de Scorsese aqui no DN de hoje. Em cima uma imagem de um dos mais belos filmes de sempre, a sua obra-prima, The Age of Innocence de 1993.
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Etiquetas: cinema
"As declarações recentes do sr ministro Mário Lino (as primeiras deixaram-me pasmado e a rectificação a rir redondamente) levaram-me à seguinte análise:
Num raio de 30 quilómeros a partir da OTA residem 300 mil pessoas a partir do POCEIRÃO 1milhão e 500 mil;
Na área da OTA situam-se 4 hospitais principais. Na do POCEIRÃO 10;
Na área da OTA existem 123 empresas com mais de 1.000 funcionários. Na do POCEIRÃO 685;
Na área da OTA existem 3 hipermercados. Na do POCEIRÃO 27;
Na área da OTA não existe nenhum porto. Na do POCEIRÃO 2 (Sendo estes os que mais turistas movimentam no País);
Na área da OTA não existe nenhuma estação de CF que movimente 20.000 pessoas /dia. Na área do POCEIRÃO existem 8 com movimento superior;
Na área da OTA existem 3 estabelecimenos de ensino superior. Na do POCEIRÃO 18;
Pergunto onde fica o tal deserto?
Mas, felizmente o POCEIRÃO tem numa área de 5 quilómetros de raio, um dos mais baixos indices de construção do País, e aí sim será um local ideal para se construir um aeroporto, pois pouco ou nada será preciso arrazar. Quanto às preocupações de isolacionismo do Sr Dr Almeida Santos lembro aos "terroristas" que tem que se "esforçar" por dinamitar 8 pontes entre Lisboa e Santarém e mais 10 entre Santarém e Vª Velha para isolar o Sul do Norte do País. É obra...Nem New York deu até hoje mostra dessa preocupação!"
Joaquim Silva
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Etiquetas: Ota. "Linadas"
Maior 'shopping' da Península
Nestas coisas somos muito melhores do que os espanhóis e do que qualquer Estado da União Europeia.
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Etiquetas: cidades
Excesso de zelo dizem alguns sobre a actuação repressora da senhora da DREN. Tiro no pé dizem os mesmos. Pobres dos funcionários públicos avaliados por gente desta incapaz de raciocinar fora dos quadros da obediência partidária e da fidelidade ao chefe. Depois de anos e anos a serem (des)governados pelos incompetentes que o sistema partidário injectou nas Administrações Central, Regional e Local para última punição serão por eles avaliados. "Antes o poço da morte que tal sorte" como canta o Sérgio Godinho.
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Etiquetas: Boys and girls
Abre hoje em Lisboa e prolonga-se até ao próximo dia 10 de Junho.
Os interessados poderão visionar o programa aqui .
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Etiquetas: divulgação
Mário Lino funciona de uma forma peculiar na sua condição de defensor da solução"OTA". Funciona tão bem que grande parte das pessoas que o escutam ficam, mesmo que não conheçam nada bem o processo, com uma inexplicável simpatia pelas soluções localizadas na margem sul.
Na realidade Mário Lino, que é engenheiro inscrito na Ordem como ele próprio gosta de dizer, argumenta num politiquês que junta fundos estruturais, ordenamento do território "à la Mário Lino" , territórios desertos, projectos faraónicos e megalómanos. Qualquer cidadão pode ter as maiores dúvidas sobre o tema mas com a "clareza abrutalhada" do ministro elas tenderão inevitavelmente a crescer.
Escutando Mário Lino, e apesar da minha condição de engenheiro inscrito na Ordem, quase me apetece concordar com aqueles que insistentemente afirmam que coisas desta dimensão não devem ser decididas por engenheiros. Jamais.
O Festival de Música do Mundo cuja nona edição terá ligar entre 20 e 29 de Julho em Sines já tem o seu programa definido.
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Etiquetas: Fetivais
Foi impressão minha ou a apresentação da candidatura de Roseta foi um pouco pífia? A ideia que ressaltou para o exterior foi a da exigência de os lisboetas se pronunciarem sobre a OTA. Carmona, enquanto presidente da Câmara também exigiu que o presidente da Câmara de Lisboa fosse ouvido sobre a matéria. Sobre este assunto alguém se lembra do que disse Roseta enquanto dirigente do PS? E Carmona quando foi ministro das Obras Públicas, lembram-se do que disse e do que fez?
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Etiquetas: independentes, Lisboa
... à disputa eleitoral, Carmona Rodrigues anuncia hoje a sua candidatura. As coisas à direita ficam mais complicadas para o PSD, embora não seja claro que Carmona apenas ganhe votos à direita. Mas trata-se de uma séria ameaça para a candidatura de Fernando Negrão e do PSD. Julgo que o cenário que aqui tracei é de novo válido, neste momento: vamos ter uma câmara com vereadores eleitos por quatro partidos - PS,PSD, CDU e BE - e por duas candidaturas de independentes - Roseta e Carmona.
Esta perpectiva, suficientemente assustadora para qualquer um, pode levar os eleitores a embarcarem no discurso da maioria absoluta que António Costa anda a espalhar pelas colinas.
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Etiquetas: independentes., Lisboa
um pequeno filme de animação do holandês Michael Dudok de Wit, cujas pinturas foram desenhadas com chá
Olho o céu sem fim
à espera de ver a estrela que tu vês
Vou ao encontro dos viajantes que chegam de todo o lado
à espera que alguém se tenha inebriado com o teu perfume
Enfrento os ventos
à espera que tragam uma mensagem tua
Vagueio sem destino
à espera de ouvir uma canção que fale de ti
Olho as mulheres que encontro sem outra intenção
que descobrir um toque da tua beleza nos seus rostos
Al-Thurthusi, séc. XI , Andaluzia
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Etiquetas: poesia
A antiga Arte Árabe era uma arte de estrelas, do céu infinito observado do deserto
Posted by MJB at 5/22/2007 11:45:00 da tarde
Telhas em estrela e cruzIrão, provavelmente Takht-i Sulayman, C. 1270-80
Se quiser, poderá encontrar aqui outros testemunhos dessa cultura
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Etiquetas: artes
Ainda a Conferência da Moita sobre Política de Solos e Mais-Valias
Posted by JCG at 5/22/2007 11:18:00 da tarde
A mesa dos participantes na sessão de sábado de manhã nos quais me incluo. A comunicação que serviu de base à minha intervenção está disponível aqui.
Mas o futebol português não se decide e joga cada vez mais aqui ?
Ouvi dizer que há um veleiro que saiu do quadro
é ele que vem talvez na nuvem perigosa
esse veleiro desaparecido que somos todos nós.
Da minha janela vejo-o passar no vento sul
outras vezes sentado olhando o ângulo mágico
sinto a sua presença logarítmica
vem num alexandrino de Cesário Verde
traz a ferragem e a maresia
traz o teu corpo irrepetível
o teu ventre subitamente perpendicular
à recta do horizonte e dos presságios
ou simplesmente a outra margem
o enigma cintilante a florir no cedro em frente
qual é esse país onde tudo existe e não existe
qual é esse país de onde chega este perfume
este sabor de alga e despedida
esta lágrima só de o pensar e de o sentir.
Não é apenas um lugar físico algures no mapa
é talvez o adjectivo ocidental
o verbo ocidental
o advérbio ocidentalmente
quem sabe se o substantivo ocidentimento.
Está na palma da mão no nervo no destino
e também no teu corpo aberto ao vento do nordeste
é talvez o teu rosto alegre e triste - esse país
que existe e não
existe.
Eu não sei de que cor são os navios
sei que por vezes
no mais recôndido recanto
no simples agitar de uma cortina
numa corrente de ar
um ritmo
há um brilho súbito de estrela e bússola
uma agulha magnética no pulso
um mar por dentro um mar de dentro um mar
no pensamento.
Manuel Alegre
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Etiquetas: poesia
"Hoje meu coração de marinheiro sangra. Na passada madrugada ardeu o mais famoso veleiro "clipper" do mundo: a "Cutty Sark".A destruição deste lindo e histórico navio - estacionado, em doca seca, no museu de Greenwich em Londres, foi um golpe não só no património maríitimo mundial mas muito em especial para Portugal.A "Cutty Sark" mandada construir por armadores ingleses em 1869 foi nos seus primeiros anos de viagens o primeiro "clipper" do chá do oriente viajando bastas vejas até Shanghai em viagens de tempo record para a época.Em 1895 foi vendida à fiima portuense J.Ferreira & Cª tomando o nome de "Ferreira".A barca "Ferreira" foi então hábilmente comandada e tripulada por marinheiros portugueses até 1922 tendo navegado por todos os oceanos e levado o famoso vinho do porto aos portos de todo o mundo, com especial frequência aos portos da Grã Bretanha, Brasil, Angola, Moçambique e Estados Unidos.Em 1922 ainda mudou o nome para "Maria do Amparo", sob novo armador português mas em 1923 voltou à posse de armadores britânicos passando a navio escola em 1938.Considerando o valor histórico do navio os ingleses colocaram-no numa doca especial no Museu de Greenwich em 1954 passando a constituir o polo de maior atracão daquele famoso museu naval.Faço votos para que da destruição desta madrugada, que a famoso barca sofreu, os ingleses façam renascer das cinzas uma restaurada "Cutty Sark" que mostre aos vindouros as sagas dos homens do mar.""
Joaquim Silva
Marcelo Rebelo de Sousa, domingo à noite, na RTP1 falou da Coferência da Moita e disse: "Só mais duas (notas) e estas sociais e importantes:Para louvar a iniciativa da Várzea da Moita onde houve uma Conferência Nacional de análise do Ordenamento do Território, das Mais Valias Urbanísticas e da Política dos Solos, ontem.É uma coisa muito rara haver iniciativas da sociedade civil deste teor e com este mérito.Tudo o que se possa fazer, em termos da sociedade civil no debate das questões que têm a ver com o urbanismo e o ordenamento do território, deve ser feito.”
Os jornais de referência, quer nas edições em papel quer nas edições online, nada disseram sobre o assunto. Dir-se-á que estamos perante uma séria manifestação de autismo jornalístico. Para quem se queixa da claustrofobia na sociedade, como alguns jornalistas se queixam, e para quem no discurso tanto "valoriza" as iniciativas da sociedade civil este comportamento é esclarecedor.
A explicação está no cada vez maior controlo que os poderes económicos - fortemente implicados nesta questão das mais-valias urbanísticas - exercem sobre os meios de informação privados existentes.
Este assunto que os moradores da Moita resolveram discutir é manifestamente inconveniente. Nem uma palavra, ouviram?
Adenda: Se em vez de terem optado por discutir estas questões os moradores da Várzea da Moita tivessem cortado uma estrada, como referiu um deputado do PS presente, teriam tempo de antena em todas as televisões e larga informação em todos os jornais, incluindo os semanários.
Aos moradores da Várzea da Moita faltou em "cultura jornalística" aquilo que sobrou em cidadania.
O ministro, referenciado em epígrafe, é aquele cujo tom de voz mais se aproxima do de José Sócrates. Julgo mesmo que será o português que melhor imita o primeiro-ministro, mesmo melhor que Ricardo Pereira dos Gatos Fedorentos, o que não é mérito pequeno.
Silva Pereira, para simplificar, disse duas coisas (in)dignas de registo: "O que Rui Pereira fez foi também dar provas de grande disponibilidade para o serviço público. Porque ele tinha pela frente um mandato de nove anos tranquilos. E troca essa segurança por um desafio muito exigente. Poucos o fariam." e "Helena Roseta deixou o PS. É um estilo de estar na política e na vida em geral . O estilo de agredir constante e publicamente os seus companheiros políticos e estar disponível no dia seguinte para se tornar adversária dos companheiros da véspera."
Quanto à primeira declaração o ministro não pode estar a falar a sério. Então integrar um orgão com as responsabilidades do TC é sobretudo uma questão de segurança, de segurança pessoal de ter por nove anos o empregozito e o salário garantidos, sem muitas chatices.? Todos percebem que o ministro acha que sim. E já agora depois do Governo cair o PS fica impedido de na primeira oportunidade voltar a propor o dr. Rui Pereira para o TC? Todos sabem que não.
Quanto às declarações sobre Roseta elas não surpreendem: Quem olha para o ministro nunca vê o dr. Pedro Silva Pereira: vê sempre o mais fiel seguidor de José Sócrates. "Vê um estilo de estar na política e na vida em geral. O estilo de estar sempre de acordo de forma pública e notória com tudo o que façam os companheiros políticos e estar disponível no dia seguinte para se tornar adversário dos companheiros que ousaram pensar de maneira diferente." Com uma pequena precisão: no caso do ministro a palavra "companheiros" quer dizer"José Sócrates".
O ministro Silva Pereira fala e Roseta agradece.
Pois é. As eleições para Lisboa realizam-se em 15 de Julho e não na data escolhida pela senhora Governadora Civil de Lisboa. Desta forma ela poderá, na sua condição de cidadã, participar num maior número de acções de campanha do seu candidato natural, António Costa.
Pelo meio ficámos a saber, pelo próprio, que Carmona não ia a votos sobretudo pela ditadura do pouco tempo disponível. Uma sondagem do DN dava conta que a maioria dos vereadores da Câmara de Lisboa seria eleita por Carmona Rodrigues e por Helena Roseta e que António Costa conquistando a presidência seria largamente minoritário no executivo. Na Assembleia Municipal é o que se sabe.
E agora? Bom, a questão é a de saber se Carmona regressa à liça ou não? Se regressar terá uma palavra a dizer na distribuição dos votos. Parece que os lisboetas não o penalizam tanto quanto ao PSD. Nesse cenário aquilo que escrevi sobre a futura composição da câmara da capital mantêm-se. Mas julgo que Carmona não regressa. Além das questões dos prazos terá pesado na sua decisão o interesse do partido com que sempre colaborou e a quem deve a sua "carreira" política. Se avançar fica por sua conta e risco e, daqui a dois anos, dará por encerrada a sua carreira política. Desistindo fica disponível para um lugar importante no Governo ou na Administração Pública. Carmona sabe que o PSD, inevitavelmente, será Governo.
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Etiquetas: Lisboa, Política Nacional


Foi lançado recentemente pela oficina do livro o novo livro de Gonçalo Cadilhe, África Acima.
A possiblidade de viajar é uma das melhores coisas que a vida nos pode dar e o que de melhor se pode partilhar com os outros.
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Etiquetas: livros
Kilimanjaro é uma montanha coberta de neve, a 6.000 metros de altitude, e diz-se que é a montanha mais alta da África. O seu pico ocidental chama-se ‘Ngàge Ngài’, a Casa de Deus. Junto a este pico encontra-se a carcaça de um leopardo. Ninguém ainda conseguiu explicar o que procurava o leopardo naquela altitude.
As Neves de Kilimanjaro (The Snows of Kilimanjaro, 1932) de Ernest Hemingway 1899-1961
Etiquetas: livros
... sobre Política de Solos e Mais-Valias iniciou-se ontem pelas 20h30 e conclui-se hoje. Estive presente na sessão de ontem à noite o que me permitiu escutar a excelente intervenção do engenheiro Pedro Bingre do Amaral, bem como as intervenções da jurista Ana Bordalo e do deputado Francisco Louçã.
Hoje participei no painel da manhã, com uma intervenção, na companhia do professor Paulo Morais, ex-verador da Câmara do Porto, do arquitecto Ribeiro Telles, de representantes dos moradores da Moita, em particular do arquitecto Américo da Silva Jorge e do vereador da Cãmara da Moita, Joaquim Raminhos e do deputado Luís Marques, do MPT membro do grupo parlamentar do partido Social-Democrata.
As intervenções que pude escutar foram de uma elevada qualidade e analisaram o problema na verdadeira dimensão que ele tem: uma dimensão nacional. Em simultâneo as intervenções dos actores locais e sobretudo dos moradores permitiram perceber melhor aquilo que está em jogo nesta questão no concelho da Moita.
Trata-se de uma iniciativa de um grupo de cidadãos que confrontados com um problema que afecta as suas vidas - a revisão do PDM da MOITA - optaram, como salientou um deputado do PS, por discutir as questões convidando um leque alargado de participantes insusceptíveis de classificar segundo qualquer padrão de orientação político-partidária. Desta forma deixaram cair no ridículo as acusações ds estruturas locais do PCP de que se tratava de uma organização contra essa força política.
A democracia ainda nos reserva destas boas surpresas: um acto de cidadania capaz de suscitar à volta de um problema local uma reflexão que atinge uma dimensão inequivocamente nacional pelas questões suscitadas e pelas análises feitas pelos diferentes oradores.
Os meus sinceros agradecimentos aos moradores da Várzea da Moita e a minha solidariedade na sua luta pela defesa dos seus interesses que coincidem com a defesa de um melhor ordenamento do território para o concelho.
PS - a imprensa de hoje, tanto quanto pude ver, não traz qualquer referência à Conferência. Como é do conhecimento geral apenas o jornal Público, pela pena do jornalista José António Cerejo, se referiu a ela ao longo das últimas semanas.
Como cantava o Chico Buarque, "a dor da gente não sai no jornal"
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Etiquetas: cidadania
Ponto prévio: não tenho particular apreço pela obra do arquitecto Manuel Salgado, sobretudo enquanto urbanista. Acho que estamos perante um urbanista menor, com uma produçao teórica irrelevante. Acho chocante a sua colagem a uma ideia de pretensa paternidade da EXPO-98, na sua pureza original, que a propaganda tornou uma verdade incontestável.
Segundo ponto: As críticas de Carrilho podem ter sido excessivas, num ou noutro aspecto, mas as questões que levantou sobre as incompatibilidades entre o lugar de dono de um importante gabinete de arquitectura, com importantes clientes na cidade, e o de vice-presidente com o pelouro do urbanismo são, para mim, questões sérias. Claro que a venda dio dito gabinete a um testa de ferro não resolve o problema.
António Costa com esta escolha revela sobretudo fragilidades.
... vice-presidente. "Manuel Salgado concorre para vice-presidente"
Vários jornais noticiam uma eventual integração de José Sá Fernandes nas listas de Roseta, como número dois, e a não apresentação de lista própria pelo BE. Não há memória de uma atitude destas por parte de um partido que liderou o combate político à maioria municipal que (não) geriu Lisboa. E que tem no seu líder o autarca mais prestigiado do conjunto de todos os que integraram a anterior câmara.
Pretender-se-á dar um exemplo de abdicação dos interesses próprios em benefício dos interesses da cidade? Porque será que só aos partidos mais pequenos é que se pede esse sacríficio? Ou estamos perante a confissão pública de que com a actual atomização das candidaturas é o BE quem, à esquerda, paga a principal factura? Será Roseta - dirigente nacional do PS durante anos a fio e por isso solidária com as políticas que o PS concretizou, durante mais de uma década, na cidade - a pessoa em melhor situação para fazer um novo discurso sobre a polis? Sinceramente julgo que não.
Seja como for não me parece que a escolha do BE seja muito entendível e isenta de riscos. Riscos elevados, digo eu.
José Miguel Judice para mandatário, Saldanha Sanchez para mandatário financeiro, Manuel Salgado para vereador, tal como Ana Sara Brito apoiante da candidatura presidencial de Manuel Alegre. António Costa pisca o olho a um certo sector da direita, à ala mais à esquerda que se situa próxima do BE e tenta atenuar o efeito negativo da candidatura de Roseta dividindo-lhe os apoios e tentando equilibrar o discurso sobre a cidade em que Roseta leva vantagem.
... Sá Fernandes não quererá integrar a lista de Helena Roseta ou mesmo recomendar o voto na arquitecta? Não se entende a utilidade da defesa de uma coligação das esquerdas nesta altura do campeonato por parte do candidato do BE. Será que o BE se empenhou desde o ínicio na defesa desta hipótese ou pelo contrário optou sempre por uma candidatura própria? Com esta aparente "confusão" quem ganha é a CDU que vai a votos e mostra desde logo aquilo que quer. Os eleitores gostam de clareza.
... só por imprevidência é que os potenciais candidatos independentes não iniciaram o processo das suas candidaturas logo após ... a tomada de posse de Carmona Rodrigues.
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Etiquetas: independentes, Politica
Só depois das eleições se poderá avaliar com rigor o efeito que a candidatura de António Costa teve. Mas vamos já retirando algumas vantagens desta candidatura. Se alguém tinha dúvidas da verdadeira natureza do Tribunal Constitucional - infelizmente muito pouco acima dos partidos do Bloco Central - a passagem vertiginosa de Rui Pereira pelo dito a caminho do MAI, dá bem a ideia da falta de independência e da falta de distanciamento dos seus membros relativamente às dinâmicas da agenda política partidária.
O Presidente da República achou tudo isto absolutamente normal.
Apesar de ser uma leiga neste assunto, já aqui disse algumas palavras sobre o tema. Infelizmente parece-me que nunca é demais referenciar que uma cidade é um organismo, cujo coração é o seu centro histórico. Todos sabemos isto. Se esse orgão vital é negligenciado e posto para segundo plano, a cidade, como um todo, deixa de funcionar harmoniosamente. O coração vai morrendo aos poucos, a cada pequeno passo, a cada poder de decisão e tudo se degrada à sua volta, inclusivê a vida dos seus habitantes. Disto não temos dúvidas. Não é só mais uma casa, só mais um edifício, é muito mais do que isso que está em questão. Mas quando toca a este género de assuntos, neste país, raramente se pensa no "todo", no colectivo, mas sim nos interesses imediatos e particulares de cada poder e de cada um.
Marques Mendes já tem candidato para o PSD: Fernando Negrão, vereador na autarquia de Setúbal. Não conseguiu um Presidente de Câmara mas arranjou um vereador, sem pelouros atribuídos na autarquia de Setúbal.
Uma candidatura fraca. Mas, na realidade, o PSD não tem qualquer hipótese de ganhar a autarquia depois da hetacombe que foram estes dois anos. Os candidatos com maior prestígio, não incluo Seara neste rol, não estavam disponíveis para uma quase certa derrota. As coisas podem piorar se Carmona sempre avançar. Seria desastroso uma candidatura de Carmona capaz de rivalizar em votos com a candidatura do PSD. Pelo menos capaz de lhe roubar muitos votos. Não foi por acaso que o PSD defendeu eleições a 24 de Junho.
Adenda: Aposto na efectiva candidatura de Carmona. E aposto num executivo municipal em que Roseta e Carmona sejam vereadores, julgo que não poderão aspirar a mais. Um executivo com quatro partidos representados - Portas vai sofrer uma derrota pesada em Lisboa - e duas candidaturas independentes.
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Etiquetas: Lisboa, Política Nacional
Seara declinou, em público, o convite de Marques Mendes para assumir a candidatura do PSD a Lisboa. O efeito "António Costa" como escrevi no post anterior, e as sondagens mais recentes devem estar na base dos "motivos pessoais " invocados.
Marques Mendes está com um sério problema entre mãos. Que candidato aceitará liderar o combate do PSD em Lisboa? Parece cada vez mais provável que a candidata do PSD seja a ex-vereadora da mobilidade, Marina Ferreira. Uma candidatura fraca, naturalmente. Para piorar as coisas só a apresentação de uma candidatura independente liderada por Carmona Rodrigues.
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Etiquetas: Lisboa, Política nacinal
As eleições em Lisboa estão marcadas. Dia um de Julho, se a impugnação prometida por Roseta não der resultado, os lisboetas escolhem. Do lado do PS parece que vai avançar António Costa. Do lado o PSD será Fernando Seara se o efeito "Costa" não o atemorizar.
Qualquer um deles será candidato não por terem uma única ideia estimável para Lisboa ou tão pouco por terem alguma vez aspirado ser presidente da Câmara de Lisboa. Nenhum tem um projecto para a capital, nem tempo para o construir. São candidatos, como refere Paulo Gorjão, apenas porque têm notoriedade, seja ela política ou futebolística. Um sinal dos tempos. Destes tempos sem rumo nem esperança.
Adenda: a ditadura dos prazos, e a pressa manifesta da maioria dos partidos, tem duas consequências: não haverá tempo para discutir coisa nenhuma e as candidaturas de independentes podem não passar das intenções, Em ambos os casos é Lisboa que perde ou melhor somos todos nós.
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Etiquetas: Lisboa, Política Nacional
O BPI não desiste da sua presença na Zona Histórica de Sines. Remodelação após remodelação lá vai permanecendo no velho edificio situado paredes meias com o Castelo e com a velha Biblioteca Municipal, de Martinez dos Santos, agora transformada em Centro de Turismo. É esta proximidade que tem impedido as alterações exteriores do edíficio já que o IPPAR se tem mostrado intransigente. Mas não tem impedido o BPI de continuar na Zona Histórica de Sines, o verdadeiro coração da Cidade, pese embora o discurso apatetado sobre as novas centralidades.
José Lello diz a CNE desdiz. Não podia ser de outra forma. A declaração de Lello era por si só uma enormidade política que só no reino dos brandos costumes não tem consequencias políticas pessoais. Mas Lello é um pilar do socialismo democrático em Portugal ou melhor aquém e além mar. Sobre isto tudo recomendo a leitura do que escreve Ana Gomes no Causa Nossa: "A especialização bichista" e "o Jogo do Bicho". Cito do segundo post: "A verdade é que José Lello se aplicou ao longo dos anos, na aparelhagem socialista e do Estado, a desenvolver múltiplos talentos empilhadores que «in illo tempore» o terão feito (dizem-me) vendedor na «Catterpillar»: evidencia hoje total descontracção no accionamento em simultâneo de várias "expertises" - da promoção de qualquer banha-da-cobra, à penetração do submundo futebolistico, passando pela gestão contabilistica criativa de campanhas eleitorais «off-shores». E ainda demonstra apurado faro no “head hunting” de representantes socialistas e consulares devidamente encartados no Jogo do Bicho ou engenharias similares."
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Etiquetas: corrupção, política, Transparência
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Etiquetas: Cultura
José Lello, deputado e dirigente do Partido Socialista, tem tentado por todos os meios manifestar desconhecimento sobre a forma como decoreu a campanha eleitoral do PS no Brasil, agora recuperada das profundezas por força da detenção do empresário, e financiador da campanha do PS, Lícinio Bastos. Este como se sabe, foi detido numa "operação furacão -mais eficaz do que a nossa que apenas produziu umas aragens - que desmantelou as chamadas "Máfias dos Bingos".
O que não deixa de ser chocante é a declaração que Lello fez ao Público (edição de hoje) dizendo " que a lei sobre o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais não se aplica às acções internacionais. A lei só se aplica em Portugal (...) Se existissem regras, seriam impossíveis de cumprir".
Desculpe? Importa-se de repetir?
PS - Entretanto o furacão toca na candidatura de Cavaco à Presidência. Com que intensidade?
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Etiquetas: corrupção, política, Transparência
Letra: Fernando Pessoa
Canta: Camané
Dançam: Juan Capriotti e Graciana Romeo
A aparente atomização de candidaturas, quer à esquerda quer à direita, leva muitos a comentarem os efeitos colaterais desses candidatos exteriores aos partidos, digamos assim. Helena Roseta tem sido a que mais análises tem suscitado. Numa primeira fase o Bloco de Esquerda e o PCP foram as vítimas potenciais da candidatura da arquitecta para agora passar a ser o PSD o grande beneficiado já que o PS perderá qualquer coisinha com Roseta na liça. Em última análise a futura câmara municipal, com esta proliferação de candidatos, todos com algum potencial, passaria a ter um orgão executivo não com cinco partidos aí representados mas sim com uma dúzia de origens diferentes. Um cenário potencialmente apocalíptico.
Julgo que não acontecerá nada disso. Os lisboetas tenderão a promover uma mudança calma optando por alguém que lhes pareça ter perfil para arrumar a casa nestes próximos dois anos. António Costa é que não me parece que seja a escolha segura. Porque tem outras ambições e nesta fase um desaire em Lisboa, hipótese que não é de excluir, seria um retrocesso pessoal muito grande. Ora o António já não tem idade para repetir aquelas experiências das corridas do Ferrari contra a tartaruga...
Quanto a Roseta, cujo potencial está muito associado à sua capacidade para mobilizar o movimento que apoiou a candidatura de Alegre, será interessante perceber qual a estrutura do seu discurso político. Estamos, afinal, perante uma dirigente nacional do PS que foi parte na generalidade das decisões que quer este Governo quer os anteriores do PS tomaram e que tanto mal causaram à cidade. O êxodo de cidadãos para a periferia de que se queixava ontem na SIC e a perda de população na cidade são consequência de políticas concretas que o Bloco Central - e os coligados - concretizou ao longo de mais de vinte anos. Não são obra apenas do PSD e de Carmona.
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Etiquetas: Lisboa, Política Nacional
São imagens que nos atraiem, concebidas pelo marketing do turismo, para figurarem na lista dos nossos sonhos. São cenários, "mundos perfeitos", onde cada detalhe foi pensado ao pormenor. Muitos de nós sonha com lugares assim, onde, talvez, nos fosse afinal impossível viver. Pessoalmente olho para estes lugares como quem observa um cenário teatral, prefiro ficar de fora. Mas se gosta de sítios assim ou por simples curiosidade, experimente fazer o Skip Intro (tem que seleccionar o país onde reside) e ver a Photo Gallery das Maldivas do One & Only Resorts . Vale mesmo a pena!
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Etiquetas: Terra
... ignorantes que a Central Termoeléctrica de Sines é uma das mais poluentes da Europa. Manuel Coelho, o presidente comunista da autarquia, que é um especialista reconhecido em poluição, desvaloriza a coisa. Pois se nós com o GISA, diz ele, vamos ter um desenvolvimento sustentável sem paralelo. Quando? Após?
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Etiquetas: Sines.Poluição
"Incomoda-me" de Paulo Pedroso, no Canhoto, sobre o caso "Roseta" e "Intercalares&Independentes" de Eduardo Pitta, no Da Literatura sobre a saída de Roseta e a hipótese João Soares.
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Etiquetas: Lisboa, Política Nacional
... a declaração de Manuel Monteiro sobre a sua possível candidatura à Câmara de Lisboa. Aparentemente falta-lhe conhecer a " situação financeira e do número de funcionários da autarquia". Podia deixar o email para lhe fazermos chegar a informação? Ou um número de telefone?
O líder do PND concorre para um objectivo mais modesto do que a generalidade dos outros candidatos que querem mudar Lisboa, conquistar a Câmara etc. Manuel vai lá para conquistar "o lugar". Para isso tem feito contactos " com cidadãos independentes e o objectivo é verificar se há convergência de um grupo que poderá disputar o lugar"
Esta clareza de objectivos tem feito falta a Lisboa.
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Etiquetas: autarquias, Lisboa
Jerónimo de Sousa esclareceu os portugueses que "tudo indica" que a CDU vai avançar com uma candidatura própria para a autarquia de Lisboa. No entanto estão a decorrer consultas com os parceiros sobre a manutenção da coligação mas, face ao bom trabalho realizado, o secretário-geral do PCP não tem dúvidas que os parceiros não colocam outra hipótese. Já agora quem são os parceiros?
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Etiquetas: PCP
Cá temos novamente o movimento dos ressabiados em acção, na defesa de uma política feita por e para os cidadãos, mostrando que «os cidadãos têm uma palavra a dizer e estão fartos destes tacticismos partidários» (sic.). Isto desde ontem, pois antes disso os partidos serviam muitíssimo bem.
É esta falta de seriedade que mais faz rir nestes cristãos-novos da pseudo-democracia directa, que esterilizam e estalinizam o seu passado como se nunca tivesse existido. Um dia é suficiente para voltarem a ser "do povo". Perdão, dos cidadãos.
De acordo com as notícias, Ramos-Horta terá ganho as eleições em Timor. Não me parece que a situação se vá pacificar nos próximos tempos. A Fretilin não aceitará a derrota de forma natural. Mas para perceber melhor a complexidade do que se passa em Timor ajuda a leitura da entrevista que Adelino Gomes fez a Ramos Horta.(Perguntas incómodas mas muito esclarecedoras para os leitores. Os bons jornalistas destacam-se).
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Etiquetas: jornalismo
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Etiquetas: poesia
Na entrevista que deu ao Notícias de Sines o presidente da autarquia de Sines abordou, pela primeira vez, as razões que estiveram na origem da sua decisão de retirar o pelouro dos recursos humanos ao seu número dois. Ora aquilo que se diz pela cidade é que as razões desta tomada de posição foram de uma elevada gravidade. Tratou-se da adjudicação de prestações de serviços à revelia das normas legais em vigôr para a gestão de dinheiros públicos. O presidente apenas se refere a esse facto de passagem quando diz: "(...) havia uma empresa a desenvolver os processos mas quando tomei conhecimento intervi de imediato anulando esses procedimentos.(...)"
Mais, é público e notório que o relacionamento entre os dois autarcas está definitivamente comprometido e que existem clivagens entre os restantes vereadores eleitos pela CDU. Nos serviços percebe-se essas clivagens e a qualidade da gestão é afectada.
Por que espera o presidente para dar explicações cabais aos munícipes?
PS - A oposição - sem ofensa - socialista na Câmara nada diz sobre esta como sobre qualquer outra questão. Se calhar não sabem nada. Foi uma oposição assim que faltou a Carmona Rodrigues na câmara de Lisboa.
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Etiquetas: autarquias, CMS, Sines
A demissão de Helena Roseta do PS inscreve-se na ordem natural das coisas. José Sócrates colocou à muito uma pedra sobre o dossier "Helena Roseta". Retirou-a de deputada e não lhe passava pela cabeça recorrer a ela como candidata à autarquia de Lisboa. Por essa razão entendeu não responder sequer à carta que a arquitecta lhe dirigiu.
Se a ex-dirigente tem vontade de intervir nos destinos da cidade não lhe restava outra opção.
O PS actual é um partido que todos os dias se diminui incapaz de promover sequer um debate alargado sobre as questões que importa ponderar para fazer das autárquicas em Lisboa uma oportunidade para revitalizar a cidade e para introduzir novas dinâmicas no poder local. Pesa-lhe, de certo modo, a sua cumplicidade na degradação que a cidade sofreu ao longo dos últimos 20 anos.
PS - A candidatura de independentes não apoiados por partidos é dura, desde logo pelas dificuldades burocráticas que lhe estão associadas. Mas Roseta dispõe de um capital que resulta da campanha de Alegre para as presidenciais. E não só, já que é bastonária da Ordem dos Arquitectos. Não lhe será difícil recolher as 4 mil assinaturas. Sobre a eficácia da candidatura já duvido um pouco. Mas não deixa de obrigar ao reajustamento dos diferentes espaços políticos.
E trará ao debate temas que dessa forma não chegariam a esse nível.
Carmona Rodrigues é ainda o Presidente de uma Câmara que a partir da meia-noite deixa de ter existência. A Câmara regressa depois da realização de eleições e certamente com alterações significativas na sua composição. Mas com a velha maioria na Assembleia Municipal. Encerra-se desta maneira tortuosa um processo kafkiano que envolveu a autarquia da capital do País. Com um capitão agarrado ao leme de uma embarcação que se tinha, entretanto, afundado.
Este processo veio mais uma vez evidenciar como é obsoleto o actual sistema de governo das autarquias. Será que podíamos trocar umas ideias sobre o assunto?
Agradece e retribui.
... privilégios. Os salários dos administradores das empresas cotados no PSI aumentaram mais de 220 por cento. Em média um administrador ganha sessenta (60!!!) vezes mais do que um trabalhador normal da empresa. Daí que alguns se questionem sobre se "Os salários milionários das administrações das empresas cotadas têm sido um tema de debate intenso na imprensa financeira internacional, onde se tem discutido se os gestores de topo se remuneram ou não de forma exagerada. E se os seus ganhos extraordinários reflectem o mérito da gestão e os resultados e desempenho das empresas ou são apenas benesses imerecidas.(Público de ontem)"
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Etiquetas: justiça social
... adquiridos. Será isso que esta notícia traduz? Na realidade essa mania de os trabalhadores por conta de outrem verem os seus salários reais aumentarem não pode continuar. Um país com tantas dificuldades...
Não são necessários estudos académicos, ou de outra natureza, para percebermos que a participação do trabalho e do capital no esforço de contenção do défice das contas públicas se resume... ao trabalho. Ou melhor, aos trabalhadores por conta de outrem.
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Etiquetas: desigualdade
Na edição de ontem do Público, José António Cerejo escreveu sobre a conferência que os moradores e proprietários da Várzea da Moita ralizam nos próximos dias 18 e 19 de Maio na Sociedade Filarmónica Estrela Moitense. Pode ler a notícia integral aqui.
O amigos pensam-se a chegar.
São perfeitos, mesmo quando a forma desarmoniza, ainda se amam mais. Porque olhamos e pensamos os amigos a mudar, a evoluir no brilho e na sombra, e aceita-se como quem aceita e contempla o céu volúvel.
Desenham-se flores de sol à sua volta, abraçam-se os amigos à distância com os longos braços de uma tarde de Verão. E eles chegam, atravessam clareiras de luz, acenam e voltam devagar para as rosas, de onde nunca saíram.
Todos se lembrarão da falta de solidariedade de Guterres para com os sucessivos líderes socialistas madeirenses que ousaram afrontar Jardim .Nas eleições que então se realizaram o secretário geral do PS optou por não comparecer a dar o seu apoio. Sócrates fez o mesmo, mas agora com a desculpa - a dar a ideia de ser uma encenação- de a sua ausência resultar de um pedido dos socilaistas da ilha. Uma encenação do tipo: "Ó homem não venhas cá senão ainda nos tiras a vitória". O slogan da candidatura aliás era uma escolha de antologia. Rezava o dito que "A Madeira vai ganhar" o que julgo poderá ser considerado muito adequado ao que se passou pela generalidade dos madeirenses. Poucos pensarão coisa diferente, tão poucos como aqueles que ficaram para aplaudir o abandonado líder do PS-Madeira, cujo nome passa a integrar a longa lista de vítimas do Jardinismo e da cínica falta de apoio do PS nacional.
A ler a entrevista a Eric Dupin, no Público, sobre as eleições franceses. Interessantes as considerações sobre a candidata doPS. Segundo o politólogo (?) as razões do insucesso - que dá como adquirido - da candidata relevam do seu oportunismo, ela que não será socialista e que terá convicções profundas de direita. Dupin situa a crise que atinge o PS francês no momento em que "os socialistas governaram durante 15 anos e não conseguiram resolver os principais problemas do país: o desemprego e a integração das comunidades de imigrantes. Ao mesmo tempo não ousaram ter um debate ideológico de fundo - um trabalho que todos os partidos sociais-democratas fizeram na Europa - sobre o que devem guardar das suas ideias antigas, o que abandonam, e que ideias novas devem abraçar."
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Etiquetas: politique.
Como aqui escrevi gostei do desempenho da candidata do PS francês no debate com Sarkozy. Excedeu as minhas expectativas, formadas pela leitura das referências na imprensa portuguesa, parecendo-me que as propostas políticas que formulou eram bem mais à esquerda do que a maioria dos PS´s que por aí andam. Como então escrevi, o debate permitiu perceber que existia um candidato de direita e uma candidata de esquerda. O que não é de somenos nos tempos que correm.
Eduardo Lourenço, no artigo que hoje assina no Público, escreve que "(...) trata-se de um confronto sem concessões entre uma nova esquerda assumidamente social-democrata na ordem política e militante na ordem social e uma diretia sem complexos e voluntarista no estilo de acção(...) Uma vitória de Segoléne Royal será uma pequena revolução no campo socialista, remodelado a fundo no seu tipo de intervenção eleitoral por uma candidata carismática e eticamene exigente(...)"
A provável vitória de Sarkozy releva da opção maioritária dos franceses, independentemente da sua orientação política, por um candidato que lhes garanta a manutenção de uma ordem social que, embora tolerante com o acesso dos imigrantes ao país, [Sarkozy promete dificultar esse acesso] estruturou mecanismos de segregação e de discriminação sobretudo no acesso ao emprego que garantem aos franceses puros a partilha dos lugares e que fazem recair sobre os imigrantes os principais impactos do desemprego crescente. Mecanismos que passam pela repressão policial mas também pela segregação espacial com a deslocação para os subúrbios. Esta localização residencial conjuntamente com o nome, de origem magrebina ou africana, são fatais para os jovens candidatos a qualquer emprego.
Os franceses vão escolher Sarkozy para tentarem garantir um futuro que o candidato se prepara para implodir, depois de durante uma década ter auxiliado Chirac a enfraquecer a estrutura que o suportaria.
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Etiquetas: arrependimento
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Etiquetas: poesia
Alberto João Jardim vai ganhar com uma maioria reforçada. Nada de novo ou de surpreendente. O PS leva uma cabazada, para recorrer a uma linguagem futebolística muito apropriada.
Jardim põe e dispõe da Madeira. É estupido afirmar que na Madeira existe uma intolerável promiscuidade entre o Governo Regional, o PSD e as empresas dos dirigentes desse partido. Na Madeira existe, na realidade, um cacique mor - Alberto João - que põe e dispõe no Governo Regional, que dessa forma controla a distribuição dos dinheiros públicos o que lhe permite controlar o Partido atavés da gestão da gula dos seus dirigentes que ao longo de décadas ele soube satisfazer criteriosamente eliminando potenciais rivais. Processo a que a oposição, naturalmente, não escapou. O consumo de líderes do maior partido da oposição aí está para o provar. Cada um que aparece destaca-se, invariavelmente, por ser pior que o anterior. O tempo de permanência diminui porque quem está a dar a cara na oposição "não come"e pode ter a sua carreira profissional em causa.
O problema de Portugal é que existem muitos Jardins, plantados em muitos concelhos, do Partido Comunista ao PS e não apenas no PSD. Gente que utiliza as Cãmaras para dominar todas as estruturas susceptíveis de contribuirem para a cartelização dos votos, em particular as colectividades e associações. Gente que utiliza a imprensa municipal como um orgão de propaganda pessoal e de intoxicação permanente, onde os ditreitos das oposições são negados todos os números. Gente que utiliza os fundos públicos para comprar apenas aos "amigos" ou aos "camaradas", às empresas "boas". Gente que distribui benesses pelas próprias famílias - casas a custos controlados, lugares no quadro da autarquia, estágios para os pequenos recém-licenciados- e pelos apoiantes e que mostra de forma clara, todos os dias, que "quem protesta não come". Caciques em suma.
Afinal o fascismo só formalmente acabou no dia 25 de Abril . Há uma velha cultura que permanece.
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Etiquetas: autarquias, caciquismo
A crónica de hoje no Público de José Pacheco Pereira com o título "A terceira identidade". Pode-se discordar de Pacheco Pereira em muita coisa mas temos que reconhecer que poucos são capazes de reflectir com tanta clareza sobre a vida interna dos partidos. A análise lúcida sobre a importância dos aparelhos e sobre os seus mecanismos de funcionamento e perpetuação, aplicada ao seu PSD, não encontra paralelo na política portuguesa: Ela não é possível, por exemplo, no PS. Cito um pequeno troço:"(...) os presidentes passam, mas os mesmos homens e mulheres lá ficam agarrados aos seus pequenos e pequeníssimos poderes, nas secções, uns na oposição, outros controlando secções onde funcionam como caciques há longos anos. Todos têm um longo historial de conflitos, agudíssimos pela proximidade, uns contra os outros, aliando-se e zangando-se conforme as conveniências, arregimentando-se atrás da "situação" (a distrital e o seu presidente, ou os autarcas em funções), ou combatendo-a sem descanso.(...)"
Nos debates de ontem surgiu a ideia de que a recusa de Carmona se demitir radicaria numa vontade de se recandidatar, ainda que desta vez com base numa candidatura de independentes puros, digamos assim.
Bom, não me parece que existam condições para o engenheiro - inscrito na Ordem, como diria Mário Lino - protagonizar uma candidatura vitoriosa à autarquia da capital. Julgo mesmo que dificilmente seria eleito verador.
Os danos que essa candidatura provocaria no PSD - as sondagens dão conta de que tudo aquilo que aconteceu provocou uma forte erosão na relação entre os lisboetas e o PSD - não me parecem relevantes, mas, por outro lado, essa candidatura abriria a possibilidade ao PSD de se distanciar da ineficácia que caracterizou a actuação de Carmona.
A declaração mais espantosa foi repetida por um "analista político", Raul Vaz de seu nome, que atribuiu tudo o que se passava aos atrasos de Marques Mendes e que este, por isso - sej lá isso o que for - estava obrigado a apresentar um grande candidato à autarquia. Pior só a declaração, injustamente pouco divulgada, de Luís Delgado, um confesso simpatizante de MM, que achava que o líder do PSD tinha que liderar a próxima candidatura a Lisboa do PSD. O Luís embora seja contra a eutanásia estava disposto a abrir uma excepção para o seu querido Marques Mendes. Afectos.
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Etiquetas: cenários
A próxima realização de eleições em Lisboa levanta a questão da Assembleia Municipal. Do ponto de vista legal não existe qualquer possibilidade de obrigar o PSD a abdicar da maioria política que detêm no orgão. Mas do ponto de vista político é muito dificil dissociar a validade do mandato dos dois orgãos. A população, supostamente, escolhe um orgão executivo e um orgão legislador e fiscalizador da acção executiva. Não escolhe cada um deles independentemente do outro. A população deve por isso poder voltar a decidir em sentido lato. Mas, a escolha para a AM não determina por si só a composição do orgão já que existem as inerências dos Presidentes das Juntas de Freguesia ( uma das aberrações do actual sistema). Devem por isso realizar-se igualmente eleições para as Juntas de Freguesia. É claro - uma das preversões do sistema - que a função fiscalizadora foi remetida para os vereadores da oposição e as Assembleias Municipais são sobetudo câmaras ratificadoras das decisões dos executivos e vegetam, por aí, numa apagada e vil tristeza.
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Etiquetas: coerências
A declaração de Carmona teve momentos penosos. Como quando resolveu enunciar as realizações do "seu" mandato. Tratava-se, aparentemente, da última oportunidade para Carmona falar ao país na condição de Presidente da Câmara de Lisboa e ele aproveitava para fazer o seu balanço. Mas não, Carmona anunciou no fim que resolvera ficar e que a ele ninguém o atirava pela borda fora. Penoso e quase patético. Carmona tem andado pela política a um nível muito elevado - vice-presidente da autarquia de Lisboa, Ministro das Obras Públicas e presidente da câmara da capital - sempre pela mão do PSD. Sendo independente está ligado ao PSD e ao seu líder que o escolheu para este lugar contra um ex-líder e ex-primeiro-ministro. Se neste processo se pode apontar o dedo a Mendes é na demora em tomar esta decisão. Desde que a crise estalou Carmona nunca foi capaz de dar um golpe de asa capaz de mostrar aos lisboetas que continuava vivo ou de retribuir politicamente o apoio que Mendes lhe dispensava. Antes pelo contrário como o demonstraram a cena no viaduto e a saída a meio da tempestade para uma coisa de motas algures.
Carmona diz que fica mas sabemos todos que não fica. O ciclo de Carmona na autarquia de Lisboa acabou.
Há no entanto duas coisas que importa salientar: Carmona não foi capaz de negar o que Mendes dissera sobre o compromisso entre ambos, anterior à divulgação da posição do líder do PSD. Devemos concluir que Mendes falou verdade; Carmona não foi capaz de especificar a que falta de apoios se referia quando se queixou do silêncio ensurdecedor do PSD. Mas todos sabemos que a Presidente da Assembleia Municipal não lhe terá facilitado a vida. Carmona retribui-lhe agora defendendo a realização de eleições simultaneamente para a Câmara e para a Assembleia Municipal.
O poder local, tal como a posição de Carmona em Lisboa, está num processo de degradação inexorável. A arquitectura do sistema não funciona. Eleições em Lisboa é uma oportunidade de ouro para discutir o essencial.
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Etiquetas: Lisboa

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos
frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
poema de Mário Cesariny
p.s. na imagem a Confeitaria Nacional, ainda um dos sítios mais agradáveis de Lisboa
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Etiquetas: poesia

A livraria A das Artes prossegue o seu serviço público de promoção da cultura. Desta vez o Joaquim Gonçalves traz a Sines, Luís Falcão e Luís Campos Brás. Mas o melhor é dar a palavra ao Joaquim: "A das Artes tem o prazer de convidar V. Exª para nos fazer companhia, este sábado, a partir das 16,30h., na livraria. Na sequência das diversas actividades que temos vindo a organizar desde 2003, sem qualquer apoio oficial, apenas com a ajuda de amigos, entre os quais os convidados que têm proporcionado a quem comparece bons momentos de literatura, música, teatro, dança, convívio, temos para o meio da tarde de sábado, 5 de Maio, a presença de Luís Falcão, que recentemente lançou o seu primeiro livro de poesia na Assírio e Alvim - Pétalas negras ardem nos teus olhos. E é também disso que vamos falar. Também Luís Campo Brás vai estar presente para nos mostrar o seu terceiro filme - Caminheiros. E, claro, falar da sua obra e dos 3 prémios que já recebeu.
Isto é muito sério:
Mesmo sabendo que, em Sines, pagamos impostos para que as entidades que os recebem vão comprar livros fora da terra, não alimentando o que, temos a certeza, é válido, gostaríamos de continuar com esta actividade subversiva: proporcionar e espalhar cultura.
Os edifícios fazem-se com tijolos. Venha ser um tijolo.
Obrigado e até sábado.
Joaquim Gonçalves"
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Etiquetas: cultura e poder
Depois de ter assistido ao debate na Antenne 5 foi com curiosidade que li hoje as edições do Público e do DN. Se unicamente tivesse lido o DN pouco ou nada ficava a saber sobre aquilo que foram os argumentos e as propostas de cada um. Na melhor das hipóteses ficava a conhecer a opinião de Ferreira Fernandes sobre o debate ou melhor a antipatia de FF relativamente à candidata Segoléne na razão inversa da simpatia por Sarkozy.
A leitura do Público não adiantaria grande coisa sobre a essência do debate e dos argumentos que os candidatos trocaram. Mas existe uma posição neutral da jornalista relativamente aos protagonistas o que não é de somenos.
A cobertura do aocntecimento do meu ponto de vista de leitor é francamente insuficiente e no caso do DN é má. Recorrendo apenas a estes orgãos de informação um leitor certamente não ficará bem informado.
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Etiquetas: jornalismo
" (...) O príncipe, contudo, deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder por forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto e a demasiada desconfiança o faça intolerável.
Nasce daí uma questão: se é melhor ser amado que temido ou o contrário. A resposta é de que seria necessário ser uma coisa e outra; mas, como é difícil reuni-las, em tendo que faltar uma das duas é muito mais seguro ser temido do que amado. Isso porque dos homens pode-se dizer, geralmente, que são ingratos, volúveis, simuladores, tementes do perigo, ambiciosos de ganho; e, enquanto lhes fizeres bem, são todos teus, oferecem-te o próprio sangue, os bens, a vida, os filhos, desde que, como se disse acima, a necessidade esteja longe de ti; quando esta se avizinha, porém, revoltam-se. E o príncipe que confiou inteiramente em suas palavras, encontrando-se destituído de outros meios de defesa, está perdido: as amizades que se adquirem por dinheiro, e não pela grandeza e nobreza de alma, são compradas mas com elas não se pode contar e, no momento oportuno, não se torna possível utilizá-las. E os homens têm menos escrúpulo em ofender a alguém que se faça amar do que a quem se faça temer, posto que a amizade é mantida por um vínculo de obrigação que, por serem os homens maus, é quebrado em cada oportunidade que a eles convenha; mas o temor é mantido pelo receio de castigo que jamais se abandona.(...)"
pequeno excerto de O Príncipe, obra que Nicolau Maquiavel ( Florença 03-05-1469 /21-06-1527) dedicou a Lourenço de Médici II
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Etiquetas: políticas
Assisti a uma parte considerável do debate entre os dois candidatos presidenciais franceses na Antene 5. Os candidatos mostraram com clareza o que os separa em quase todas as áreas. Questões importantes a que os políticos devem dar respostas e relativamente às quais, no nosso caso, estamos habituados a assistir ao silêncio e ao disfarce. Imagine-se uma discussão presidencial em que os candidatos discutem a sua posição relativamente a questões como a habitação, o aquecimento global, a perda do poder de compra, o emprego, e a reforma da Administração entre outras.
Deu para perceber que existe um candidato mais à esquerda e outro mais ( ou muito mais) à direita.
Quanto à habitação Sarkozy revelou-se "ambicioso": quer tornar os franceses um país de proprietários. Segoléne prometeu uma intervenção do Estado na política de habitação, sobretudo para as classes que não podem, sequer, aceder ao mercado de arrendamento social.
De certo modo Sarkozy gostaria que os franceses fossem como os portugueses proprietários das suas habitações. Com a pequena particularidade de que essa propriedade é feita por interposta instituição: a banca. Quer o Estado fora do problema e o mercado - aliás a banca - a funcionar. A questão de que este modelo, tal como em Portugal podemos verificar, exclui do acesso à habitação centenas de milhares de famílias e faz com que o rendimento disponível depois de pago o crédito à habitação tenda a diminuir a longo prazo, levando mesmo ao incumprimento, não o parece demover ou inquietar. Segoléne quer melhorar a tradicional política da esquerda nesta matéria mas insiste na intervenção pública limitada ao parque social. Uma solução de meias-tintas.
Quanto à reforma da Administração Pública, Sarkozy quer avançar a todo o vapor e não quer grandes discussões. Promete criar apenas um posto de trabalho por cada dois trabalhadores que se reformem. Parece que está mesmo impressionado com a reforma de Sócrates. Segoléne quer definir as funções do Estado e quer que o Parlamento e os parceiros sociais participem na definição da reforma. Prometeu nao diminuir o número de funcionários públicos optando por colocar o enfase na melhoria da eficácia da Administração. Uma diferença substancial agora que o slogan techtariano de "menos Estado melhor Estado" conquistou tantas almas socialistas.
Quanto ao défice, Segoléne colocou o enfâse no crescimento e prometeu baixar os impostos para as PME´s, que irão beneficiar do grosso das isenções fiscais. Apenas acima de taxas de crescimento superiores a 2,5 % canalizará verbas para combater o défice. Uma ideia socialista do combate ao monstro por cá muito em desuso. Diferenças claras no combate ao desemprego com a ideia de Sarkozy de isentar a tributação das horas extraordinárias a separar claramente os dois candidatos. Segoléne aposta nas verbas que o Estado perdia com essa isenção para financiar políticas activas de emprego sobretudo para os jovens licenciados.
Numa coisa ambos os candidatos estavam de acordo: na excelência do sistema de ensino e de formação profissional em França. Não poderíamos ir lá estudar?
Parece que nesta coisa das famílias políticas são mais as vozes do que as nozes.
Adenda: A senhora Royal - foi sempre assim tratada por Sarkozy - esteve bem e, não sendo eu um exemplo de imparcialidade, dava-lhe a vitória sem hesitação.










