Já há novidades no cartaz de este ano. Uma delas é Beirute , a banda do jovem Zach Condon, que sobe ao palco do Castelo no dia 24 de Julho.
Já a tinhamos trazido a este blogue. Pode visionar aqui a já conhecida Elephant Gun.
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Etiquetas: FMM
Quando imagino outros navios ancorados
os grandes salões iluminados, os bailes
esqueço-me que o mar já secou nos teus olhos
e o teu nome se afogou na noite
que desce ténue sobre os areais
Mesmo assim, quero dizer
o compasso da palavra ausente
escrevê-la na escura areia da praia
e esperar que o mar a leve, para longe
onde a esta hora as estrelas brilham como diamantes
João Vieira Pinto foi, juntamente com Figo, um dos dois melhores jogadores portugueses depois do Rei Eusébio. Foi um jogador de dimensão mundial um dos melhores executantes à escala global nos últimos vinte anos. Quando Portugal defrontava as grandes selecções mundiais JVP sobressaia sempre como acontece com os atletas de eleição que se agigantam nos grandes desafios. Fez mais pelo futebol português do que todos os madailes, scolaris e quejandos. Já não joga mais em Portugal, depois de ter aturado três treinadores fracotes no Braga e de mesmo assim nos ter dado alguns dos melhores momentos de futebol desta época.
A sua contratação ao rival da Luz foi a melhor coisa feita nas últimas décadas pelas direcções do Sporting. A não renovação com ele foi a maior estupidez cometida pelas direcções do Sporting nas últimas décadas, logo seguida pela não recuperação de Quaresma ao Barcelona. Ficam as imagens dos momentos geniais que JVP assinou ao longo de centenas de jogos.
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Etiquetas: Futebol.Eleitos.
Ler os Outros: "quem se mete com Paulo Portas e com um certo PS, leva"
Posted by JCG at 2/27/2008 11:45:00 da manhãCom o título de "O bom nome de Paulo Portas" Ana Gomes escreve no "Causa Nossa" um post cujo título podia ser o que refiro em epígrafe. O texto é um manifesto de apoio ao ministro da agricultura e um sério aviso para que tome os devidos cuidados. Cito: "(...)O ministro Jaime Silva tem o meu apoio e aplauso. Mas vai precisar de muito mais do que isso. É que no PS há gente com velhas e enraízadas cumplicidades com o Dr. Paulo Portas, como se percebeu no derrube da direcção Ferro Rodrigues/Paulo Pedroso. Como se percebe nas escutas do processo Portucale - que agora o novo Código de Processo Penal, muito oportunamente, impede a imprensa de transcrever. Gente que quando vê Paulo Portas em apuros, seja nos tribunal da Moderna, nas investigações do Portucale, ou de fortuita passagem por alguma esquadra de bairro, sempre dá um jeito, discreto, de lhe estender a mão.(...) Ministro Jaime Silva, olhe que quem se mete com o Dr. Paulo Portas, tal como com um certo PS, leva. Costuma levar. Mais tarde ou mais cedo. Eu, se fosse a si, começava a cuidar da retaguarda"
Ana Gomes é uma avis rara na política portuguesa. Militante do PS não se coíbe de denunciar os erros e as omissões do seu partido e do seu Governo com destaque para o caso dos voos da CIA mas não só. Deve ter as malas aviadas por despacho socrático.
Belmiro critica medidas dos bancos para obterem lucros.
Aqui no blogue fazemos eco da indignação que suscita em qualquer cidadão comum os lucro faraónicos da banca quando a economia está em recessão e as famílias ultrapassam muitas vezes os limites de endividamento. Esta situação conjugada com o baixo nível de impostos que a banca paga configuram uma situação chocante.
Registamos por isso com muito agrado a adesão ao grupo de Belmiro de Azevedo. Os lucros da banca ou são fixos ou crescem, nunca baixam. Como é que isto é possível? Belmiro explica: aumentando os custos à medida.
PS - é impressão minha ou nesta afirmação está implícita uma acusação às entidades (supostamente) reguladoras?
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Etiquetas: Finança.Usura
tão velhinha... esta música do arrumar das bonecas
afinal não eram só louvores a julgar pelas escutas. "Passámos lá a noite" terás afirmado, cansado mas satisfeito, o assessor de Telmo Correia, menos dado a indecisões hamletianas, para citar Abel Pinheiro.
Um dia ainda vão todos agradecer ao Espírito Santo ter-se sabido tudo isto. Não fossem as escutas do caso Portucuale e pensar-se-ia que era tudo gente séria, acima de qualquer suspeita.
Adenda: parece que Paulo Portas anunciou, com pompa e circunstância, que vai processar judicialmente o ministro da Agricultura por ofensas. Feita a necesária pesquisa descobre-se que o ministro falou de calotes políticas referindo-se às trapalhadas - bem sei que é uma expressão manifestamente benigna - em que o CDS de Portas se envolveu, de livre vontade e com perfeito conhecimento do que estava a fazer, como acontece com as pessoas e as instituições crescidas e responsáveis. Alguém sabe porque razão utiliza Portas a palavra insinuações? e Porque processou apenas o ministro de agricultura, um titular de um cargo político?
Quer-me parecer que o táxi não aguenta muito mais tempo este estado de coisas.
Segundo o Público de hoje a Câmara de Lisboa pretende suspender um conjunto de normas do PDM que impossibilitam novas construções na Baixa-Chiado. O objectivo seria travar a degradação desta zona notável da cidade e permitir a realização de um conjunto de projectos estruturantes. Estes projectos integram o anterior Plano da Baixa-Chiado de Maria José Nogueira Pinto/Manuel Salgado, que a anterior maioria tentou impor à cidade sem qualquer discussão pública e ultrapassando os procedimentos estabelecidos para a aprovação dos instrumentos urbanísticos.
Estas intenções - que correspondem a passar um cheque em branco à gestão municipal - são de molde a deixar qualquer um preocupado.
As intervenções nesta zona da cidade, como aliás em qualquer outra, justificariam uma séria discussão sobre o conteúdo da política das cidades para este tipo de intervenções e seriam um bom pretexto para alterar em favor do interesse público as regras que condicionam as intervenções da Administração Pública.
Lisboa, com um governo em sintonia com a maioria existente na autarquia, podia ser a capital dum movimento que de uma vez por todas permitisse aos municipios liderarem os processos de desenvolvimento urbano e corrigir dessa forma as entorses provocadas por uma administração ineficaz, ineficiente e impotente que mais não faz do que submeter-se ás lógicas dominantres dos grandes promotores imobiliários.
Talvez a "nova maioria" política tenha afinal herdado da velha maioria um gosto requentado por "projectos estruturantes".
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Etiquetas: artes
Nas reacções do Governo, ou próximas do Governo - já que, ao que parece, ainda não há uma reacção oficial - ao relatório sobre a pobreza infantil e sobre a desgraçada posição do nosso país no conjunto dos países europeus, o acento tónico é colocado no facto de o relatório não traduzir a "realidade". A dita realidade será muito diferente, para melhor, fruto das políticas deste Governo.
Talvez fosse sobre isto que Daniel Sampaio escrevia quando escrevia sobre "Autismos".
ao mar o chapéu com as conchas
apanhadas ao longo do Verão,
e ir-se com o cabelo ao vento,
tem de lançar ao mar
a mesa que pôs para o seu amor,
tem de deitar ao mar
o resto de vinho que ficou no copo,
tem de dar o seu pão aos peixes
e misturar no mar uma gota de sangue,
tem de espetar bem a faca nas ondas
e afundar o sapato,
coração, âncora e cruz,
e ir-se com o cabelo ao vento!
Depois, regressará,
Quando?
Não perguntes.
Ingeborg Bachmann
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Etiquetas: artes
"Raúl Castro é o novo presidente de Cuba"
Por pura coincidência o irmão mais novo de Fidel Castro foi eleito para o substituir. Esta eleição, que ninguém esperava, cria uma expectativa positiva relativamente ao regime cubano: futuramente nenhum irmão de Fidel será eleito para suceder ao irmão mais novo.
"Portugal é um dos países da UE com nível mais elevado de pobreza infantil."
Estamos no grupo D . Entre os piores 8 países da União Europeia. No riso de exposição das crinaças à pobreza somos mesmo o penúltimo país da União Europeia. Claro que é um acto de pura má fé atribuir esta situação ao actual Governo. Trata-se de uma realidade construída ao longo de trinta anos por acção e por omissão. Mas não deixa de ser igualmente um acto de cinismo atribuir méritos a este Governo nas políticas sociais. Este governo - que é do partido socialista, recorde-se - tem uma ideologia assistencialista e por isso a sua política de redistribuição mais justa dos rendimentos é nula.
Daniel Sampaio, hoje na Pública, discorre sobre os autismos a propósito "do líder da oposição ter falado do"comportamento autista" do primeiro-ministro (...)". Depois de concluir que Menezes deveria ter escolhido outros "autismos" do actual governo, se ele mesmo não estivesse a ter um comportamento "autista" Sampaio conlui que "Temos sobretudo de denunciar o "autismo" de membros do Governo que, todos os dias, nos querem fazer crer que tudo caminha pelo melhor, quando a realidade do quotidiano de muitas famílias mostra o contrário. A solução para este "autismo" só pode ser uma: ouvir muitas opiniões, sobretudo daqueles que não têm acesso aos "media" nem às estruturas do Largo do Rato. E José Sócrates não precisaria de criticar professores se, ao lado com os dirigentes do Ministério da educação, se dispusesse a falar com os professores de várias zonas do país, em agenda prévia nem resumos dos acessores".
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Etiquetas: política
na revista Vírus - revista lançada pelo BE e disponível apenas online - Francisco Louçã escreve, a propósito dos 50 anos da publicação de "Mitologias" de Roland Barthes, um artigo cujo título é "O avesso do mundo segundo Barthes - O marxismo contra a criação dos mitos ". Cito: "Os cinquenta anos da publicação de “Mitologias”, o livro que chamou a atenção para Roland Barthes, foram escassamente evocados entre nós. A febre comemorialista, por saturação, por fastio ou simplesmente porque Simone de Beauvoir ocupou o espaço reduzido a que as ideias francesas têm direito, deixou escapar o acontecimento, que ficou sepultado em páginas interiores de suplementos culturais nalguma imprensa internacional e, salvo qualquer excepção que não conheço, foi olimpicamente ignorado pela imprensa portuguesa, mais preocupada com impantes banalidades. Faltou Eduardo Prado Coelho para o lembrar. É uma injustiça e isso ainda é o menos. É sobretudo a perda de uma oportunidade de reflexão que é hoje tão actual – ou mais – do que há meio século.(...)
O livro pretendia juntar obsessivamente as evidências deste mundo em que se multiplicam os símbolos e em que, significativamente, os mais significativos são os mais vazios. Esse processo de esvaziamento é a construção de mitos. E a construção de mitos é uma forma de subjugação, pois é “uma das nossas servidões maiores: o divórcio assustador entre a mitologia e o conhecimento. A ciência vai depressa e direita ao seu caminho; mas as representações colectivas não seguem, elas têm séculos de atraso, e são mantidas estagnadas nos erros pelo poder, a grande imprensa e os valores da ordem” (de “Mitologias”). O mito é uma linguagem, e por isso é uma gramática, um símbolo do mundo dos símbolos.(...)
A questão das questões, então, é saber como é que mitos débeis como estes podem organizar a ideologia de uma sociedade, e em particular de uma sociedade de comunicação intensa, em que precisamente os mitos são a linguagem. A resposta é essa, porque são débeis, podem organizar uma simbologia, construir adesões e portanto criar uma cultura. Esse tinha sido o tema da terceira geração do marxismo, a do virar da metade do século XX, com os trabalhos da Escola de Frankfurt (Adorno, Horkheimer e outros).O que Adorno como Barthes procuravam era uma nova interpretação para esse paradoxo: como é que mitos débeis podem organizar uma opressão forte numa sociedade complexa.(...)
Os estudos de Karl Marx sobre a alienação e a ideologia podem trazer algum esclarecimento a este percurso da teoria e do debate. Foi num texto de 1844, os Manuscritos Económico-Filosóficos (ou Manuscritos de Paris), que Marx discutiu pela primeira vez de uma forma sistemática o seu conceito de alienação.(...)
Os Manuscritos explicavam a alienação como uma característica socialmente generalizada pelo capitalismo, ao condicionar o processo produtivo à acumulação de capital, levando à perda de controlo do trabalhador sobre o processo e sobre o produto do seu trabalho. Nesse sentido, a perda de autonomia no processo produtivo corresponde a uma socialização intensa, mas ao mesmo tempo a uma apropriação dessa socialização pelo capital.(...)
Na sua análise da alienação, Marx inspirava-se no livro de Feuerbach sobre a “Essência do Cristianismo” (1841), que defendia a ideia de que Deus tinha alienado as características dos seres humanos. Essa transposição e apropriação era portanto a essência da perda que a alienação representa.No capitalismo, a alienação exprime a contradição entre a produção socialmente organizada e a apropriação privada, raiz da exploração e também da ideologia conformista que submete o trabalho. A alienação decorre assim da produção mercantil (...)
Althusser, o papa do estruturalismo, rejeitava o conceito de alienação como sendo idealista, uma contaminação hegeliana que perturbava o pensamento marxista. Abandonava assim a reflexão sobre a essência do capitalismo, o que explica simultaneamente a sua capacidade organizadora das relações sociais e a vertigem mitificatória que o sustenta. Barthes, em contraste, retoma a teoria da alienação e da ideologia nas suas Mitologias, para concluir que o universal burguês é a expressão deste movimento: “o estatuto da burguesia é particular, histórico: o homem que ela representa será universal, eterno (…). Enfim, a ideia primordial de um mundo perfectível, móvel, produzirá a imagem invertida de uma humanidade imóvel, definida por uma identidade infinitamente recomeçada.” O mundo burguês é a fantasia da eternidade – é um mundo que cria uma indústria de comunicação baseada na mitificação.(...)
Barthes chega assim à conclusão fiel ao seu estruturalismo heterodoxo que explora a semiologia, o sentido dos signos, de que o mundo seria composto por sinais decifráveis, e esses sinais são precisamente os mitos. Onde a ideologia se quer disfarçar, é precisamente onde pode ser revelada. A colecção de ensaios compilados em Mitologias dedica-se a essa desconstrução do sentido das imagens e mensagens, e do seu sistema de comunicação.(...)
E, cinquenta anos depois, quando a sociedade moderna (Boaventura Sousa Santos diria pós-moderna) se afirma como um sistema de produção contínua de mitos, a análise da alienação deve combinar o que Marx conhecia – o fetichismo da mercadoria e a submissão do trabalho alienado – e o que se tornou o modelo de comunicação do fetichismo.(...)
O fetichismo da mercadoria faz emergir a fetichização das relações sociais como expressão da mercadoria. Esta socialização anacrónica e individualizada, que não deixa de ser socialização, manifesta o triunfo do mercado e dos seus mitos. Mitos com pés de barro, porque são decifráveis e porque são portanto descontruíveis e destrutíveis. O simples facto de Barthes os ter já enunciado há cinquenta anos atrás, coleccionando os mitos banais que alimentam a comunicação alienada, é a prova de que a crítica das armas é a razão da arma da crítica."
uma das músicas do filme The Brave One (Estranha em Mim) protagonizado por Jodie Foster
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Etiquetas: Cultura
As declarações de José Sócrates a comentar a assumpção pelo Governo britânico da utilização de território do país pela CIA para escalas de voos destinados a Guantanamo pareceram-me penosas. O primeiro-ministro considera o caso muito grave e diz não ter nenhuma razão para admitir que o mesmo terá acontecido com Portugal. Mas disse isto como se o seu raciocínio rtivesse ficado aprisionado num novelo, repetindo-se quatro vezes num tom falho da tão badalada convicção socrática, repetitivo, baço. As breves declarações pareceram ocupar muitos minutos. É o que sempre acontece quando se transmite a ideia de que não se está a falar verdade ou quando a surpresa e a indignação que se procura transmitir soam a falso.
... pela manhã - antes das 8 horas - em vez do ar fresco do mar um cheiro horrível. O tal cheiro pestilento a que não nos conseguimos habituar.
As pessoas comentam esta "pouca-vergonha" incomodadas, mas estão disponíveis para "comer e calar". O emprego, os tempos difíceis que aí vêm, a melhoria do nível de rendimento proporcionado pelas industrias são as condições decisivas para a submissão quase geral.
Será possível discutir o futuro deste concelho rasurando esta realidade?
" Everyone knows guys become musicians for one reason - hot women. And everyone knows the hottest of the hot women end up becoming rock star girlfriends or wives. "
VH1 online via Estado Civil
Devo confessar que detesto Fidel Castro. Detesto todos aqueles que tendo representado uma esperança para a humanidade destruiram esse potencial fazendo aquilo que faziam os ditadores que destituíram: agarrar-se ao poder como coisa sua e impor rgimes de natureza anti-democrática perseguindo, prendendo e torturando os que pensam de forma diferente da sua. Fidel é um expoente desse tipo de transformação tendo-se tornado um ditador. Fidel chegou ao poder em 1958, derrubando o ditador Batista, e acaba agora de anunciar que renuncia à Presidência Cubana. Mas renuncia porquê e como? Velho, gravemente doente, indicou o seu irmão para lhe suceder. É esse irmão que, por sua expressa indicação, o substitui no cargo, mas Fidel conserva uma espécie de "golden share", um suficiente que lhe permite por e dispor no que se passa em Cuba e na sua monarquia familiar.
Parece ser este o lema do PSD na questão da revisão da lei eleitoral autárquica. Depois de ter imposto ao PS- mas estes aceitaram muito bem, diga-se - o argumento da governabilidade das autaqruias como fundamento para uma reforma disparatada e que frusta as expectativas de alguma moralização do poder local, o PSD vem agora com a ideia peregrina de manter o voto dos Presidentes das Juntas na aprovação dos Orçamentos.
O PSD, nunca tive dúvidas disso, quer reforçar de forma radical, o presidencialismo nas autarquias. Para isso necessita do voto dos presidentes das juntas que nessas ocasiões, diz-nos a história, estão controlados pelos Presidentes das Câmaras por razões relacionadas com a distribuição dos dinheiros. O PSD está-se nas tintas para a representatividade das AM e para aquilo que os cidadãos votaram. Não me parece que o PS - em defesa dos mais altos interesses da democracia, naturalmente -tenha muita dificuldade em aprovar esta exigência do PSD.
Câmara de Grândola também vai contestar a decisão - Ministério do Ambiente recorre da suspensão judicial do projecto turístico Costa Terra - Tribunal recusa primeiro PIN do Governo - Sócrates desdramatiza consequências do chumbo do projecto Costa Terra
O Governo e as autarquias empenhadamente no seu papel de "agentes permissivos das mudanças de uso do solo". O promotor não necessita de fazer seja o que for, o Governo e as Autarquias tratam da defesa dos seus interesses. Imagine-se como seríamos um país melhor se existisse o mesmo empenho da parte do Governo e das Auatqruias na tributação ou na socialização das mais-valias simples.
Neste conjunto de títulos de notícias da edição online do Público não encontra nada como isto: "os promotores vão ocntestar a decisão".
PS - quer saber o que são agentes permissivos das mudanças de uso? leia aqui
Os anteriores administradores do BCP, cuja "OBRA" se tem vindo a descobrir a pouco e pouco, vão receber 80 milhões de euros a título de indmnizações e de pensões. Abençoadas criaturas que vêem o seu mérito tão generosamente recompensado.
Quanto receberiam se em vez do que fiseram tivessem duplicado as trapalhadas e as perdas que meritoriamente disfarçaram nas empresas imobiliárias do banco?
PS - Em tempos falou-se da passagem do fundo de pensões do BCP para a Segurança Social Pública a troco do pagamento de uma verba supostamente avultada. Só de admitir que estas excelentíssimas pensões possam ser pagas pela Segurança Social Pública fica qualquer um de cabelos em pé. Quantos trolhas serão necessários para pagar a reforma de um destes meritórios senhores? Trolhas a trabalharem até aos 100 anos pelo menos.
Tribunal suspendeu loteamento e parou obra da Herdade Costa Terra
Lê-se na notícia do Público que a decisão do Tribunal - susceptível de recurso - suspende não só o despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e da Economia mas também o alvará de loteamento concedido pela Câmara de Grândola e que determina a suspensão de quaisquer trabalhos no âmbito do projecto turístico-imobiliário.
Embora a decisão não seja definitiva é uma esperança que se abre. Quem sabe se ainda é possível parar o saque do território.
Saude-se a decisão do Tribunal Constitucional de multar o PSD e a Somague pelo facto de o partido ter sido ilegalmente financiado pela construtora. Mas para quem cá anda e sabe como estas coisas se têm feito esta é apenas a ponta visível do icebergue, sendo que não há qualquer expectativa de algum dia se ver mais do que a ... ponta.
Fica uma pergunta: se uma campanha autárquica vale 222 mil euros quanto valem as legislativas?
PS - O príncipio elementar de que os responsáveis são os líderes partidários não se aplica nestes casos. Para o Tribunal Constitucional há sempre um adjunto que é o responsável. Estamos todos a imaginar a seguinte conversa: O adjunto do secretário geral (adj s-g) dirigindo-se ao s-g: Olha pá tenho aqui 225 mil euros da Somague para ajudar na campanha. Telefona ao nosso primeiro-ministro, desculpa ao presidente do partido (p-p) a dar-lhe a notícia. Sempre são 225 mil euros não se apanha disto todos os dias.
O s-g : É pá do que é que estás a falar? Não percebo nada de dinheiros. Que empresa é essa? Quem é esse tal de primeiro-ministro?
O adj s-g: Então o que é que eu faço ao dinheiro. Disseram-me que vocês sabiam de tudo.
O s-g : Vocês quem, pá? Faz o que quiseres, pá. Afinal és adjunto para quê?
Paul Anka
O PSD escolheu Zita Seabra para comentar a entrevista do primeiro-ministro. Não me recordo de uma única palavra dita pela ex-comunista. Recordo de forma clara o seu ar cansado, envelhecido, triste e o som igualmente cansado e vazio das suas palavras.
Julgo mesmo que a intervenção de Zita Seabra terá sidoi o melhor momento da entrevista de José Sócrates.
Foi uma sensaboria a entrevista ao primeiro-ministro. Mais parecia uma conversa amena com um prévio acordo de não hostilidade. Ficaram de fora quase todos os aspectos incómodos para a governação de Sócrates: a crescente desigualdade social, o aumento real do desemprego, a corrupção crescente as movimentações à esquerda do PS, o incumprimento das promessas eleitorais, etc.
Há um momento chave na entrevista quando Ricardo Costa para introduzir o tema dos projectos assinados por Sócrates começou por dizer que "já sei que não vai gostar desta pergunta(...)". Era este o critério geral: não fazer as perguntas de que o primeiro ministro não gostaria.
Uma entrevista irrelevante.
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Etiquetas: fotografia, Viagens
Banco Espírito Santo cobra 104 euros pelo encerramento de contas dos clientes
PS - Aspecto redundante da notícia: o Banco de Portugal não regula preços. Regula o quê ?
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Etiquetas: Alta Finança
Será que é pedir de mais a estes senhores que se entendam sobre a paternidade da "doacção" do Casino de Lisboa?
Bom, mesmo que não se entendam uma coisa temos nós ficado a saber cada vez melhor: a noção do interesse público dos governos de Durão e de Santana era muito pouco do lado do .... público.
A Cidade de Sines está sem água de abastecimento desde a manhã. A explicação disponível encontra-se nas páginas do site da autarquia e reza o seguinte: "Informação sobre falta de água. A queda de uma barreira provocou o desmoronamento do apoio da conduta de abastecimento de água à cidade (Estrada da Afeiteira, junto à Rotunda do LIDL), na manhã de 18 de Fevereiro. Os trabalhos de reparação estão em curso. Não há previsão para o fim da reparação nem para o retomar do abastecimento de água à cidade."
Além da subtileza técnica do desmoronamento do apoio provocado pela queda de uma barreira, os cidadãos não têm, até ao momento, qualquer informação sobre quando é que o abastecimento estará restabelecido. Não há previsão, ponto final.
Como dizia o outro, aguentem.
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Etiquetas: Serviço Público
The Doors
Uma das frases emblemáticas do advento do neoliberalismo era a célebre: menos Estado, melhor Estado. Na realidade o que se pretendia - e aquilo que efectivamente se conseguiu -era que o Estado cedesse aos privados, em exclusivo, os sectores mais lucrativos da actividade económica, nuitas vezes com a infraestrutura global já concluída e custeada pelo dinheiro dos contribuintes, e que para fazer face à nova realidade - com a perda de receitas - desinvestisse nas áreas sociais e na protecção aos sectores mais desfavorecidos.
As privatizações foram o mecanismo instrumental para concretizar essa diminuição do Estado na economia. A banca foi um dos sectores onde esse efeito mais se sentiu. Dizem-no vários autores que a liberalização do sector financeiro é sempre uma das prioridades da intervenção do FMI, sabe-se agora com que dramáticos resultados em muitos casos.
A nacionalização do Northrn Rock, o banco inglês falido por culpa da sua irresponsável gestão, lança novos dados para este debate. Depois de ter decidido injectar biliões de libras para tentar salvar o banco da falência o governo de Gordon Brown viu-se obrigado a nacionalizar o banco para evitar que esse esforço brutal dos contribuintes ingleses - que suponho não foram consultados sobre este tipo de utilização dos seus impostos - fosse parar por inteiro aos bolsos de um qualquer comprador das ultra-desvalorizadas acções do banco.
Não deixa de ser curioso que o Estado actue desta forma tão intervencionista quando de trata de salvar os representantes do poder financeiro e que se demita pura e simplesmente da defesa dos interesses dos cidadãos.
Claro que há sempre quem ache que aquilo que estava em causa neste episódio era a defesa do dinheiro dos contribuintes, assumindo como boa a argumentação de mr. Brown.
PS - O Público de hoje traz uma chamada na primeira página para a notícia da nacionalização do banco. Eu esperaria que fosse esta a manchete do jornal, mas percebo que não tenha sido essa a opção.
"António Oliveira Salazar era um aprendiz de ditador ao pé de José Sócrates". O autor desta sentença dá pelo nome de Paulo Tito Morgado e é presidente da câmara de Alvaiázere. Menezes que acha ser "fundamental fazer do prestígio dos nossos [nossos, dele, valha-nos Deus] presidentes de Câmara o grande patamar para ganhar o Governo de Portugal" não tem dúvidas de que este Morgado "é um jovem presidente muito qualificado". Quem o ouvisse falar jamais o pensaria.

a Patagónia está nos sonhos de viagem de tanta gente por mil e uma razões, mas também porque tem um quê de última fronteira, de lonjura inspiradora, daquela que possibilita o olvido criador, de recomeço
é por isso que nos apetece juntar à Estação do Calor e seguir até ao que muitos apelidaram de o fim do mundo
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Etiquetas: Viagens
não passa um dia sem que o CDS/PP questione o Governo sobre seja lá o que for e sem que um ministro ou um secretário de estado seja chamado ao Parlamento para prestar contas ao CDS/PP.
O problema do CDS é que esta sua hiperactividade- chamemos-lhe assim - está temporalmente associada à revelação da forma como os ministros e secretários de estado por si nomeados lidavam com a coisa pública.
Duas conclusões podemos tirar desta hiperactividade do CDS: 1º) o CDS/PP não faz boa companhia a algumas das legítimas iniciativas de contestação às políticas deste Governo; 2º) O CDS dá a nítida ideia que optou por fazer o máximo barulho possível para evitar que as atenções se concentrem sobre os seus comportamentos, agora progressivamente revelados.
O Governo anunciou a construção de muitas mais creches e de muitas mais salas de pré-escolar. Trata-se de uma medida louvável. Portugal tem uma taxa de cobertura miserável no contexto europeu. Por outro lado o investimento público nesta área é a única forma de permitir aos mais desfavorecidos acesso a este apoio à natalidade já que aquilo que se paga é função do nível de rendimento e os equipamentos privados são sobretudo máquinas de fazer dinheiro em que as preocupações sociais ficam do lado de fora da porta (tal como as famílias carenciadas). O Governo quer alargar o horário de funcionamento e eu acho muito bem já que os horários actuais são limitados (embora aqui existam outras questões relevantes como o número de horas que as crianças passam separadas dos pais). Aplaudo estas medidas que são para 2015 (este Governo entre 2012 e 2015 vai fazer muita coisa, e isso é complicado, não acham?) e não me interessa saber se Sócrates já tinha ou não anunciado o pacote.
Mas, o que me preocupa é o facto de o Governo, este Governo, ser incapaz de resolver os problemas com que o sistema se depara neste momento. Por exemplo, no infantário do meu filho, este ano a educadora- existem mais duas auxiliares - faltou desde o mês de Setembro por estar no período final da gravidez e depois por licença de parto. Ora sendo esta uma situação do conhecimento geral e portanto susceptível de gerar uma resposta atempada e devidamente planeada a única resposta foi a não resposta. Apesar dos pais terem contactado antecipadamente a Direcção Regional nada aconteceu e a substituição da educadora ficou adiada sine die. Ou melhor aconteceram algumas reuniões para dar conta ... das demarches que não resolveram a situação. Pelo meio vamos sabendo que o Ministério não tem o hábito de promover a substituição do pessoal impossibilitado temporariamente, pelo menos por aqui. Existem opções políticas deste Governo que conduzem a este tipo de situação e não me parece que sejam opções estimáveis num lógica de apoio à natalidade e às famílias. São até bastante criticáveis numa lógica de combate ao desemprego se pensarmos nos rácios crescentes entre número de crianças e pessoal por cada sala.
Talvez Sócrates necessite, em primeiro lugar, de anunciar medidas para 2008 de correção ao que está mal por manifesta falta de vontade política para as resolver. Conseguirá melhores resultados e a muito breve prazo. Merecerá, então, fartos aplausos.
"Experimenta ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dás contigo num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros. A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).
Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária."
Comandante João Carvalho
Comentário - Sou dos que penso que a ligaçao por TGV ente Lisboa e Porto é uma obra inadmissível para um país que tem os níveis de pobreza do nosso e que presta aos seus cidadãos serviços, em muitos casos, de uma qualidade sofrível. Trata-se de um investimento brutal para permitir - se tudo correr bem, o que em regra não acontece - poupar 30(!!!) minutos no trajecto entre as duas cidades. A coisa tem uma explicação no domínio da competitividade desta grande área metropolitana que poderia por via dessa enorme concentração de recursos ser competitiva á escala europeia.
Não concordo com esta visão já que me parece que um dos problemas do país é a sua hipertrofia numa faixa entre Braga e Setúbal e que não ganhamos nada deitando mais gasolina para cima da fogueira.
Defendo no entanto o TGV entre Lisboa e Madrid por se integrar numa lógica das grandes redes europeias e porque a sua não construção acentuará o nosso carácter periférico já que a verdadeira distãncia entre dois pontos mede-se em tempo.
Um dos nossos problemas é que temos espatifado os fundos europeus -ditos da coesão - em obras faraónicas que pouco ou nada acrescentaram à nossa competitividade - os estadios de futebol, foi um caso de polícia que como é costume não levou ninguém à cadeia - que continua pelas ruas da amargura, e não aproveitámos esses recursos irrepetíveis a dezenas de anos de distância para modernizarmos o país em áreas decisivas para o futuro. Veja-se como este Governo não se cansa de anunciar mais escolas básicas, mais creches mais isto e mais aquilo para 2012, 2015 e 2020.
Isto não é espírito de São Valentim, longe disso...
Até porque a Rita é cheia de charme, mas no fundo nada disto é verdade, é cinema ou seja mentiras doces ...
e ainda há por aí quem goste destes filmes ...
Não é preciso agradecer.
Barak Obama está na frente da corrida para a nomeação por parte dos democratas. Depois das vitórias no Maryland, Virginia e Washington DC, Barak ultrapassou Hillary cuja camapanha dá os primeiros sinais de rotura.
Curiosamente começam a aparecer análises mais rigorosas sobre o programa do senador Obama e parece cada vez mais evidente que em aspectos centrais, saúde, habitação, sistema económico, questões energéticas como o nuclear, o senador é mais conservador que Hillary. A questão está na imagem e na sensação que ele transmite de que é o candidato certo para a mudança.
Vem isto a propósito de uma conversa de fim de tarde com um amigo atacado por problemas respiratórios e que me chamou a atenção para o seguinte: os ventos dominantes em Sines, que são por esta altura do ano normalmente do quadrante noroeste, sopram desde há semanas consecutivas do quadrante Leste(*). Esta situação provoca o bombardeamento - não me ocorre melhor expressão - da cidade com a poluição das empresas da plataforma industrial, com as nuvens que saiem das chaminés -com destaque para a Petrogal - a dirigirem-se ameaçadoramente para cima de todos nós. O resultado podemos senti-lo no cheiro pestilento do ar ou nas dificuldades respiratórias que alguns sentem sobretudo os mais idosos e as crianças.
Bom, desta vez já se sabe quem é o responsável desta situação: o vento. Sem autorização para mudar, mudou, prejudicando dessa forma a boa imagem das empresas poluidoras e comprometendo o esforço que fazem para divulgar essa boa imagem.
Mário Soares no seu artigo de opinião no Público(*) reflecte sobre as intervenções públicas de Garcia Leandro e de Marinho Pinto. Cito uma parte que acho muito relevante até porque fala sem rodeios dos famigerados PIN: "(...)Trata-se de benesses e de concessão de favores que são "recompensados", depois, por chorudos lugares de gestão nessas mesmas empresas. E de negócios e empreendimentos milionários que implicam favores do Estado e concessões das autarquias, que se sobre põem às regras públicas do ordenamento do território com o pretexto de potencial interesse nacional (PIN)(...).
Este parágrafo vale o artigo. Mesmo que discordemos das origens do "mal", tal como diagnosticado por Soares, este reconhecimento de que existem benesses e concessões concedidos pelo Estado e que são recompensados por chorudos lugares e de que há empreendimentos que se sobrepõem às regras públicas de ordenamento do território a pretexto dos PIN são por si só razão sificiente para lermos o artigo.
(*) - o artigo é no DN mas a força do hábito ditou a sua lei.
PS - Creio que Mário Soares não presta a devida homenagem ao bastonário colocando-o no mesmo plano do General. Isto atendendo apenas às declarações de cada um.
Parece evidente que os atentados do foragido Reinaldo contra Ramos-Horta e Xanana não se explicam facilmente com simplificações do tipo "os bons contra os maus". A sobrevivência de Reinaldo, a sua impunidade anos a fio, é uma história muito mal contada.
Julgo que, do muito que se escreveu, não se perde grande coisa se nos ativermos à crónica de hoje, no Público, da autoria de Adelino Gomes. Não dando nenhuma resposta nem caindo em simplificações daquilo que é manifestamente complexo, Adelino Gomes tem o mérito de fazer as perguntas necessárias. Cito: "(...)Foi um acto de loucura de Reinado? Uma acção isolada de um grupo de rebeldes desesperados e que se sentiram sem alternativa face a um iminente acordo político entre altos cargos do Estado e as principais forças políticas? Ou, pelo contrário, uma acção de âmbito mais vasto e de participações mais alargadas? (...) A independência e a liberdade, conquistadas à custa de tanto sofrimento, não podem coexistir com o desrespeito pelas leis do Estado e com a permanência, consentida, de grupos armados.(...)"
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Etiquetas: Política.Timor
Este negócio multi-bilionário para o grupo ES tem sido publicitado a propósito do seu carácter "hiper ecológico e sustentável". Este negócio foi gerido do lado da autarquia em primeiro lugar por uma maioria CDU, depois foi "competentemente" prosseguido por uma maioria PS e está agora a ser concluído por uma maioria CDU, sempre com um fio condutor: salvaguardar os interesses dos investidores privados. Nestas questões do imobiliário a única ideologia é afinal a ideologia da defesa dos interesses dos privados. Da visita da PJ não se poderá esperar grande coisa já que o negócio da mudança de uso de rústico para urbano e a geração de mais-valias urbanísiticas fabulosas a ela associadas inteiramente capturadas pelos privados, tem cobertura legal nas omissões da legislação urbanística.
Trata-se no entanto de uma pequena recompensa para aqueles que enquanto cidadãos* lutam e resistem ao saque do território pelos filhos dilectos da democracia: os herdeiros do Estado.

Overpass de James Rotz, n. 1976
Migrations (2002) de Jack Bridges, n. 1977
The Kawals, 2004 de Jeniffer Greenburg, n. 1977 
Fireworks #2, Four of July, Independence, 1997 de Michael Sinclair, n. 1952
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Etiquetas: artes
O Público traz hoje em manchete a declaração de que Obama ultrapassa Hillary em número de delagados. Consultada a CNN verifica-se que não é bem assim e que apesar da diferença entre os dois candidatos democrtas ter diminuído Hillary continua em primeiro lugar, por força dos superdelegados que a apoiam( 224 contra 135 de Obama). O que é claro é que nos votos Obama ganha e os delegados por si eleitos (986, esta manhã) superam os da sua camarada(924).
Mas Barak Obama está num crescendo e pode ser que os seus resultados em todo o País levem os superdelegados a mudarem de posição já que parece ser este o candidato capaz d euma maior mobilização para desalojar osrepublicanos do poder. Fica uma frase de Obama tirada do Público de hoje: "Os riscos são demasiados altos e os desafios demasiado grandes para jogarmos o jogo de Washington, com os mesmos jogadores de Washington, esperando um resultado diferente. As pessoas querem virar a página, estão preparadas para escrever um novo capítulo na história da América"
José Miguel Júdice, o advogado que é um dos sócios do Eleven, reagiu no Público da passada sexta-feira às notícias, e às opiniões, suscitadas pela revelação do valor da renda paga pelo terreno no qual está instalado o seu restaurante. No artigo, cujo título é "calúniai, calúniai", Júdice explica as condições em que chegou à condição de sócio do Eleven e a forma como terá decorrido o concurso para depois concluir que o "país encanalhou" já que "para muitos portugueses, tudo e todos recebem favores, são corruptos: se têm algum sucesso não é por mérito, jeito, trabalho ou sorte, antes isso é prova irrefutável de desonestidade."
Pela parte que me toca - escrevi aqui sobre esta questão - julgo que aquilo que está em causa é o valor ridículo da renda que é paga por uma área de terreno tão considerável numa localização tão notável da cidade. Deste facto o principal responsável é a autarquia. O argumento de que o investimento é elevado e de que o edificio no final do período de 20 anos passa a propriedade da Câmara não colhe já que a ser assim então a Câmara deveria disponibilizar terrenos para este tipo de actividades ou outras, em condições idênticas desde que o ... investimento fosse tão elevado. Será que faltariam interessados? Não me parece. Será que seria um bom negócio para a autarquia? Não me parece. Seria uma insensatez completa uma auatarquia arrendar parte significativa do seu património fundiário à razão de 500 euros cada parcela com as dimensões da do Eleven.
José Sá Fernandes, o vereador que trouxe o assunto a público, é particularmente visado por Júdice, e responde hoje num curto artigo de opinião ,no mesmo jornal, cujo título é, ironicamente : "Coitadinho do Crocodilo". Cito: "(...) o restaurante de luxo de que o dr. Júdice é sócio, construção com cerca de 2400 metros quadrados, implanatado em 355 m de terreno camarário, com uma área de estacionamento de 430 mtros quadrados, sito numa zona privilegiada, em termos urbanísticos, turísticos e panorâmicos, de Lisboa, paga à cidade uma verba aproximada de 550 euros/mês.(...) Bom!, eu só tenho a dizer que continuo a achar que é um mau negócio para a CML receber apenas 500 e poucos euros de renda mensal pelo restaurante de luxo que, certamente por acaso, o dr. Júdice explora e continuará a explorar até 2024.
Entretanto, espero também que, com rapidez, a CML deixe de pagar a água que continua a fornecer gratuitamente para a actividade deste restaurante de luxo.(...)"
O dr. Júdice parce andar um bocado perturbado com aquilo que ele considera as diatribes do seu bastonário. Se não for isso talvez o dr Júdice apenas não tenha percebido a tensão do espaço público, de que falava José Gil umas semanas atrás, e não compreenda o desejo de transparência e de rigor e o repúdio pela corrupção que são hoje uma exigência de um cada vez maior número de portugueses.
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Etiquetas: Lisboa.Negócios
PORTISHEAD - Humming
Obama nas primárias dos Estados da Luisiana, Nebraska e Washington, No entanto o candidato não consegue chegar ao primeiro lugar na nomeação para candidato dos democratas. Como se pode ver aqui Hillary lidera a corrida com 1101 delegados eleitos contra 1039 de Barak.
Por exemplo nas eleições na Alabama com 56% dos votos Obama conseguiu 20 delegados enquanto Hillary com apenas 42% elegeu 21 delegados. isto deve-se em grande parte aos superdelegados que não são eleitos e cuja simpatia é conhecida à partida. Hillary conta aí cim uma importante vantagem. Pode assim acontecer que o candidato que mais votos obteve nas primárias e que mais estados conquistou não seja o escolhido. Mas estas são as regras do jogo do partido democrático e por isso ninguém se queixa. Por exemplo no Texas - eleições no dia 4 de março - Hillary conta com 11 superdelegados contra apenas 2 de Obama e no estado de Nova Yorque, Hillary - que venceu - elegeu 41 superdelegados contra apenas 1 de Obama.
"Um trabalhador que esteja cansado física ou psicologicamente – porque está mais velho, porque tem problemas familiares, porque trabalhar naquela empresa não era exactamente o que pretendia ou porque se desinteressou do trabalho – deve poder ser despedido por justa causa"
Vejam bem a lógica sinistra do fulano que diz uma barbabridade destas. Vejam bem quem ele é: Gregório Rocha Novo, membro da direcção da CIP.
Um Estado de Direito, como gosta de dizer o ministro Santos Silva, não devia dialogar com gente deste jaez.
Estes não são empresários, nem capitalistas, tão pouco: são esclavagistas com saudades do passado ... longínquo.
Combate à Corrupção: As costas largas do Estado de Direito
Posted by JCG at 2/08/2008 07:49:00 da tardeNo debate parlamentar sobre as questões da corrupção - suscitado pelo PSD - os deputados socialistas e o ministro Santos Silva esgrimiram com o "Estado de Direito" para acentuar aquilo que os separa dos outros partidos. Segundo os socialistas muitas das propostas das oposições, sobretudo as relacionadas com o enriquecimento ilícito -da autoria do socialista João Cravinho - põem em causa o Estado de Direito.
Começa a ser chocante este cinismo argumentativo da parte de quem se recusa a defender o Estado de Direito combatendo eficazmente a corrupção. Quem se recusa obstinadamente a legislar e a adoptar medidas no sentido de aumentar a capacidade de prevenir a corrupção, sobretudo aquela que envolve directamente o Estado.
Esta legislatura bem pode ficar conhecida como aquela em que o PS virou as costas ao combate à corrupção.
conclui o MP que no caso da agressão ao ex-vereador da Câmara de Gondomar, Ricardo Bexiga, não havia provas para levar fosse quem fosse a julgamento. Daí ter decidido arquivar o caso. Afinal, a única coisa que terá corrido mal foi o facto de Ricardo Bexiga ter sobrevivido. Caso tivesse ido desta para melhor ter-se-ia poupado nos pontos gastos a cozer a cabeça do homem - uma cabeça grande levou logo 17 pontos, uma despesa do caraças - e nestas trapalhadas caras da justiça... inconclusiva.
Moral da história: se for agredido por encapuçados deixe-se matar, nunca ponha a mão à frente nem tente proteger-se. Se o fizer corre o risco de sobreviver e torna-se um pesado encargo para o Serviço Nacional de Saúde e para o Sistema de Justiça. Sem qualquer resultado práctico, apenas despesas inúteis. Vá lá colabore.
O Governo deliberou, está deliberado. Nos concelhos de Grândola e Aalcácer do Sal são retirados da REN 744 hectares para que o Grupo Espírito Santo possa avançar com mais um dos seus projecto turístico/imobiliário - é sempre bom chamar as coisas pelo nome.
Com esta decisão o Governo gera milhões de euros de mais-valias simples que vão parar por inteiro ao bolso do Grupo Espírito Santo.
A justificação do dito interesse público da coisa é o investimento e a criação de empregos numa zona carenciada. (O investimento é uma pequena parte das mais-valias geradas pela decisão da Administração).
(notícia no Público Local de 6 de Fevereiro).
Algo para fazer na Estação de Sines, já adicionada aqui ao lado.
Portugal-Itália. Empate 0-0 ao intervalo.
Ao intervalo, a selecção portuguesa mantém o 0-0 com a Itália
Caso para dizer que no caso do SOL, o intervalo chegou antes do tempo. Ao intervalo a Itália vencia por 1-0, golo de Luca Toni no último minuto do tempo de compensação.
" Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não pode ver por falta de luz. Logo há mister de luz, há mister de espelho e há mister de olhos.
Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si, e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessário luz, e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina, Deus concorre com a luz que é a graça; o homem concorre com os olhos que é o conhecimento"
Padre António Vieira (Lisboa 06-02-1608/ Baía 18/07/1697 )
O resultado da super-terça feira dá um empate entre os dois candidatos democratas.
Julgo que no entanto o resultado é mais favorável para Barak Obama que totaliza neste momento 730 delegados para a convenção contra 813 de Hillary. Nos candidatos eleitos Obama totaliza 624 enquanto Hillary alcança 625. Nos superdelegados é que senadora leva vantagem - muito por culpa dos superdelegados de New York - com 193 contra 106 de Obama.
Nos Estados que faltam parece que Obama pode acalentar esperanças de obter um resultadp capaz de lhe permitir ultrapassar Hillary.
Será este o valor de renda pago pelos proprietários do restaurante Eleven á cãmara de Lisboa pela renda dos terrenos públicos nos quais se situa. Quinhentos euros mensais pela renda de um local do qual se avista uma das melhores vistas de Lisboa. Qual é o valor da renda por m2 de terreno utilizado?
Fazem-se grandes negócios neste país.
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Etiquetas: Lisboa.Negócios.
O dia de hoje marca o fim das folias carnavalescas. Em Sines o tempo ajudou à festa depois do precalço de domingo à tarde. Infelizmente os cheiros que teimam em visitar-nos também quiseram vir brincar ao Carnaval. Foliões inveterados os cheiros resolveram prolongar a brincadeira e durante toda a tarde estabeleceu-se um clima de pivete quando era suposto ser um clima de festa. Talvez esteja aqui mais uma explicação possível para a origem destes pivetes: são de origem carnavalesca. Assim sendo talvez seja verdade aquilo que alguns dizem sobre o carácter benigno para a saúde pública dos ditos. O carnaval não faz mal à saúde.
PS - os últimos dias exigem medidas concretas: é necessário fazer qualquer coisa para dar a ideia de que o problema está a ser resolvido. As desculpas do costume não chegam.
Também se podem dar boas notícias sobre a actividade industrial -portuária no concelho de Sines. Eis aqui um exemplo. Quem se recordará dos tempos em que a APS fez um acordo com a PSA e das críticas que esse acordo então mereceu?
A crónica de Vasco Pulido Valente no Público do passado sábado, com o título deste post, trata com ironia quanto baste, o novo programa do Dr. Mário Soares que serve para o ex-Presidente da República mostrar as coisas boas que Portugal tem. Pelo meio, no programa que vi, Soares atirava umas farpas aos "hiperminoritários" algures entre os lambe-botas e os maldizentes profissionais. VPV trata da coisa com grande competência resumindo numa frase a essência do programa: "Mário Soares contempla Portugal com deleite. Para onde se vira só vê coisas que o encantam".
Todos sabemos que fosse outro o Governo, mais alaranjado, e Soares nunca se lembraria de fazer um progama com estas características.
Eu que apenas vi um programa, não achei qualquer interesse pelo que dificilmente verei qualquer outro, e por acaso com uma parte substancial do encantamento a ser encontrado aqui nesta santa terrinha do Vasco da Gama, fiquei banzado com o deleite soarista. Acompanhado por uma Clara Ferreira Alves, numa versão tipo "parede de bater bolas", o velho socialista, no terraço do Forte do Revelim, como um almirante olhando o mar, debitava para esclarecimento da sua acompanhante e de todos nós: "à direita temos o grande porto, muito importante, à esquerda temos a refinaria da Petrogal, a central termoeléctrica, o Terminal Mineraleiro e o Terminal de Contentores. Veja bem a importância de tudo isto". Já na Refinaria esmagava a sua acompanhante com a revelação do Pais para quem aquela refinaria, a nossa refinaria na versão soarista, estava a exportar: a América; a América de Bush, imagine-se. Ainda dizem que o País é pequeno e atrasado, os maldizentes profissionais.
Claro que ao Dr. Soares nunca lhe ocorreu que "entre a sua direita e a sua esquerda" vivem pessoas que são vitímas da concentração industrial e da falta de respeito pelo ambiente da generalidade das industrias aqui instaladas. Ele estava ali para falar das coisas que o encantam podia lá perder tempo com essas miudezas e com maldizentes hiperminoritários.
Não fiz qualquer referência á extraordináia perfomance do ex-ministro Telmo Correia, revelada pelos jornais do fim-de-semana. Trata-se de uma omissão pela qual me penitencio. Mas nada como reparar os erros cometidos, afinal mais vale tarde do que nunca.
Telmo Correia revelou uma capacidade de despacho verdadeiramente invulgar. Trezentos despachos num só dia. Mais de dez despachos por hora se admitirmos que o bom do Telmo não foi à cama ou mais de 18 se lhe atribuírmos 8 horitas para as necessidades básicas. Certamente o ministro centrista, quiçá do governo, com maior capacidade de despacho.
Claro que logo se levantou um coro de má lingua a insinuar que o homem não tinha sequer tempo para saber o que estava a assinar. Trata-se de uma incompreensão clara já que é suposto que quem assina ... saiba e possa assinar.
O affaire Público versus José Sócrates depois de dois dias em que ocupou quase a totalidade do espaço mediático sofreu uma pausa. Terá sido por causa do Carnaval? Ou será apenas uma pausa para recuperar forças e voltar à carga com novos dados susceptíveis de destruir a defesa do primeiro-ministro? Inclino-me mais para a segunda hipótese.
Há no entanto uma situação que gostaria que pudesse acontecer: caso o jornal confirme que exagerou nas críticas a Sócrates e que num caso ou noutro não lhe assistia razão deveria assumi-lo publicamente.
"A Nasa anunciou que vai transmitir para o espaço nesta segunda-feira a música Across the Universe, dos Beatles. Para comemorar o 40º aniversário da gravação da canção, e os 50 anos de sua fundação, a agência espacial americana pretende “tocar” Across the Universe para a estrela Polaris, conhecida como a "Estrela do Norte", localizada a 431 anos-luz da Terra. Segundo a Nasa, a canção viajará pelo universo em uma velocidade de 300 quilômetros por segundo."
Across the Universe, The Beatles
"As "falhas" das Judites ", um post de Ana Gomes no Causa Nossa, a propósito da afirmação de Marinho Pinto, na entrevista à RTP, de que o processo casa Pia foi usado para decapitar a direcção do PS de então presidida por Ferro Rodrigues.
Esta foi a iniciativa política mais bem sucedida do centrão e impediu a chegada ao poder de um direcção socialista comprometida com a justiça social e o combate à corrupção.
PS - alguém notou a reacção pouco confortável, perdoem-me o eufemismo,do porta voz do PS a propósito destas declarações do Bastonário da O.A.?
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Etiquetas: Politica.
...Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome Menino Jesus
Chico Buarque (1970)
Vasco Pulido Valente analisa as declarações de Marinho Pinto e a propósito diz algumas coisas definitivas sobre a corrupção. A tese difere ligeiramente da de JML - ver post anterior - e sintetiza-se nesta passagem: "Talvez convenha perceber duas coisas sobre a corrupção: Primeiro, onde há poder, há corrupção. Segunda, onde há pobreza, há mais corrupção."
VPV, ao contrário de JMF não atribuiu qualquer relevância ao factor legislativo. O problema resolve-se pelo enriquecimento do país, objetivo, diz ele, inalcansável a prazo visível e pela redução do Estado e da sua autoridade, coisa impossível para um Estado tão grande.
VPV nesta questão do Estado não vê muito longe. Confunde o Estado, actor principal no jogo da corrupção, com os 700 mil funcionários públicos. Confunde a pequena corrupção, a obtenção do favor, da licença, do despacho, com a grande corrupção dos grandes negócios em que alguns servidores transitórios do Estado - em regra políticos ou pessoas por eles nomeados - decidem em favor de alguns e indirectamente em seu benefício presente ou futuro. Confunde a pequena corrupção que permite ao Nicolau Breyner, aliás ao autarca de Vilanova por ele tão bem interpretado, receber aquele formoso cesto de enchidos (?) de uma sua municípe muito agradecida por um pequeno favor que ele lhe fez da outra corrupção que permite ao mesmo Nicolau receber a bela Diana Chavez, ou melhor a Vic por ela interpretada. Mas VPV, mesmo se discordamos dele, é capaz de nos arrancar um sorriso no final de uma longa discordância. A propósito do lamento de Silva Lopes, infeliz por não se meterem alguns corruptos na cadeia - a tese do combate policial à corrupção, no actual quadro legal, é um disparate sem trambelho, como inutilmente denuncia João Cravinho - VPV acaba assim: "(...) Não se metem [os corruptos na cadeia], porque, a meter meia dúzia, acabavam por se meter uns milhares, ou umas dezenas de milhares. E também, evidentemente, porque nenhuma sociedade se persegue a si mesma."
Digam lá se não tem graça?
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Etiquetas: corrupção
O editorial de José Manuel Fernandes sobre a corrupção defende a tese de que é o excesso de legislação e a omnipresença do Estado que alimenta a corrupção.
Assim sendo a solução é simples: basta desmontar a teia legislativa que permitem que medre a corrupção e diminuir o poder do Estado e tudo melhorará.
A questão do poder do Estado discutida assim em abstracto não tem qualquer relevância. Importa saber se o Estado faz o que tem a fazer e se o faz bem, isto é de uma forma transparente, democrática, imparcial, assegurando o cumprimentos da Constituição e abstendo-se de, por acção ou omissão, introduzir factores de previlégio de uns e de exclusão de outros. É óbvio que o nosso Estado não tem cumprido essa sua obrigação. Devemos por isso falar em falta de poder do Estado ou devemos, ao contrário, discutir a natureza do Estado? O Estado que temos é ou não um bom Estado para aqueles que beneficiam das suas acções e da suas omissões?
A tese do excesso de legislação é uma tese muito utilizada mas com uma manifesta falta de aderência à realidade. Em muitas e sensíveis áreas, como a do urbanismo, um campo por excelência para o "crescimento e fortalecimento" da corrupção, existe uma clara omissão legislativa propiciadora do crescimento da corrupção de que beneficam alguns, poucos, em detrimento de todos os outros: O Estado (cativo) e a legislação (má e insuficiente) são instrumentais desse status quo, mas não pelas razões que JMF refere.
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Etiquetas: corrupção
Sobre o tema que falei neste post transcrevo na integra a mensagem recebida do nosso leitor Joaquim Silva.
"A questão que nos apresenta é, no meu entender, o maior desafio ao futuro de todos nós.
Na verdade, quando o coronel americano Edwin Drake abriu um furo de apenas 20 metros, no solo da Pensilvânia, em 29 de Agosto de 1859 e dele começaram a jorrar as primeiras ramas de petóleo bruto (crude), a vida de todos nós sofreu uma enorme revolução.
Revolução essa que não só modificou toda a tecnologia humana como afectou todas as condições ambientais da nossa vida.
Com é que a humanidade aceitou ao longo destes 150 anos que os homens do petróleo - actualmente com as suas poderosas 7 Irmãs (no topo reduzidas a duas; a Rockefeller/Standardoil e a Rotchild/Shell que dividem o mundo num novo tradado das Tordesilhas) poluindo, mais gravosamente do que todas as refinarias existentes, todo o ar que se respira com os milhões de motores diaramente a queimar seus produtos?
So neste momento que escrevo estão 17 mil grandes motores de avião a queimar petroleo sobre as nossas cabeças em todo o mundo....
Como é que a humanidade aceitou que as ruas das suas casas fossem pulverizadas por milhões de metros cúbicos de dióxido de carbono, enxofre, chumbo e outros quimicos maléficos, saidos dos escapes dos carros?
Como é que todos nós pegamos nos nosssos "carrinhos" e deixamos pela sua trazeira as nuvens puluentes desses gazes que todos os habitantes respiram?
E como é que os estacionamos, junto aos passeiios ou até sobre eles, com os escapes virados sobre as esplanadas dos restaurantes e cafés e pulverizamos com esses gazes os pratos e as chavenas do que se come e bebe, e nos alegramos com a proibição ( não sou fumador) do fumo no seu interiior?
Então pergunto; quando temos a coragem para exigir a substituição dos hidrocarbonetos pelas energias alternativas, já existentes possiveis e não poluidoras e que poderão dar mais empregos do que dão as petrolíferas?
Porque enquanto as poderosas "7 irmãs" dominarem o mundo económico temos que pagar os produtos que nos vendem - veja-se os úlimos lucros loucos da Shell e inspirar os gases que libertam.
Porque essa é a verdade COMO QUEREMOS NÓS VIVER?"
Os projectos que Sócrates fez ou assinou são irrelevantes. Não deixam lá por isso de ser, arquitectónicamente falando, uma merda. Existem centenas de milhares de coisas assim espalhadas pelo país.
A questão das assinaturas de favor é uma coisa mais complicada. A menos de qualquer avaliação do que se terá passado com Sócrates importa dizer que o esquema ainda está em vigor nesta altura. Existem sofisticados mecanismos de corrupção nas autarquias entre técnicos dos serviços e gabinetes privados para quem é canalizado o projecto sob pena de.....
Este facto devia ser objecto de uma forte denúncia por parte das Ordens de Arquitectos e dos Engenheiros que optam, ao invés, por assobiar para o ar e fingir que não se passa nada. Existem profissionais dos dois campos fortemente implicados neste tipo de golpadas.
Talvez Sócrates pudesse legislar de forma inteligente no sentido de tornar impossível este tipo de práctica instituindo mecanismos de controlo destes procedimentos.
Como cidadão gosto de jornalistas como o José António Cerejo. Jornalistas que fazem jornalismo de investigação e que não temem enfrentar os poderosos. São seus alguns dos melhores trabalhos jornalísticos publicados neste País em particular em questões ligadas ao urbanismo e à corrupção a ele associada. Estou certo que o Público beneficia muito de ter este jornalista nos seus quadros e que isso agrada à generalidade dos seus leitores. Pode-se até apontar um eventual conflito pessoal entre Cerejo e Sócrates, como outrora entre João Soares e Cerejo, mas o jornalista apresenta factos e coloca questões e parece ter cumprido as regras deontológicas da actividade. Qual é o problema então?
Como cidadãos acho que o Público tem todo o direito de fazer este tipo de investigação sobre aspectos presentes ou passados da vida do primeiro-ministro. Trata-se de uma figura pública e por isso a sua vida profisisional e pessoal é objecto do interesse e da curiosidade dos cidadãos.
Por fim saber-se-á se o trabalho tinha ou não fundamento e se as acusações eram ou não fundamentadas.
Julgo que a reacção de Sócrates - provavelmente inevitável - não o favorece. Existe a tentação de classificar à priori a actividade jornalística, sobretudo quando é incomoda para o poder, como pura política. Uma péssima tentação, como todos os cidadãos reconhecem e os políticos fingem que não.
Os poderosos, transitoriamente poderosos diga-se, sempre tiveram a tentação de amordaçar a imprensa. Ontem como hoje.
PS - O Público é um jornal que se descaracterizou ao longo dos últimos anos. Mas não é o tipo de trabalhos que JAC normalmente subscreve que para isso contribui. Antes pelo contrário: um Público com mais JAC é certamente um melhor Público.
Um belo dia de Inverno: Fragmentos de uma paisagem industrial
Posted by JCG at 2/02/2008 02:57:00 da tarde
Foto do próprio (publicada no Expresso da autoria de José Ventura)
Se calhar nunca vamos coabitar pacificamente com os pólos industriais, mesmo os mais inócuos. Sempre os iremos olhar como agressores, porque somos naturalmente atraídos para a genuinidade da Natureza, porque nela podemos encontrar formas de perdurar com mais garantias. É natural e presumível que nunca aceitaremos qualquer preço pelo conforto e pela facilidade de meios que nos traz a sociedade industrializada; antes de moldados para eles o simples acto de respirar é o mais primário.
Na Europa industrializada a que pertencemos, já é possível, legitimamente, querer tudo: juntar a qualidade de vida com o "conforto" resultante da industrialização. É isso o que se pretende e se exige de quem gere, pensa e decide a indústria. Pede-se que sejam os melhores na defesa da Natureza e da vida que está à volta, não que sejam os melhores na defesa dos interesses industriais, isso seria fácil.
Afinal, antes da partida para o agrado de cada um, onde queremos todos nós viver?
O seu nome é Nick Cave e nasceu em Warracknabeal (pop. 3000), Austrália. Teve de se tornar cantor e de deixar crescer o bigode porque, ao que parece, na terra dele não havia um pólo industrial. Diz que vai sobrevivendo.
Marinho Pinto, o novo bastonário, é um homem corajoso e que resolveu, em boa hora, aproveitar a sua passagem pelo cargo de bastonário dos advogados para trazer para a agenda política as grandes questões que corroem a qualidade da nossa democracia. A corrupção, pois então. A corrupção associada às acções do Estado e dos seus agentes, por omissão ou por acção directa.
Se há classe profissional que deve estar orgulhosa do seu bastonário é a dos advogados.
Graças á colaboração de um amigo foi possível recuperar o conteúdo do post que, estranhamente, desapareceu do blogue desde ontem. Já está de novo publicado com os links activos. Como todos os membros do "condomínio" recebemos ontem uma estranha mensagem, do blogger, em que se falava de passwords esquecidas que não tinhamos solicitado resolvemos mudar de password.
Esperamos que tudo volte à normalidade.









