Fabri Fibra ft. Gianna Nannini - In Italia (video ufficiale)
O Inter de Mourinho joga um futebol chato sem qualquer interesse para o espectador mais desapaixonado. Mas, como é característico das equipas de Mourinho, vai ganhar muito mais vezes do que perderá e pode mesmo ganhar o, agora menor, campeonato italiano. Até porque a equipa já tinha essa cultura com o anterior técnico: Mancini fez do Inter uma seca, mas uma seca que ganhava mais do que perdia.
Os jogadores são competentes mas são sobretudo competentemente aborrecidos. Figo com 36 anos ainda parece ser do melhor que por lá se encontra.
Percebe-se que para combater essa espécie de "império mundial do bocejo" Mourinho suspire por Quaresma. A imprevisibilidade do cigano dava um jeitão para abanar aquele jogo pré-programado em que se pode quase desenhar antecipadamente como a coisa vai decorrer nos próximos 90 minutos.
Mas mesmo com Quaresma a coisa não vai dar para grandes aventuras.
Adenda: Afinal já está consumada a transferência, o preço é que fica uns euros abaixo do valor divulgado por Pinto da Costa. Mesmo com um hiper-inflacionado Pelé - ainda se fosse o outro - não chega aos 25 milhões. Afinal o Porto também faz saldos não é só o Sporting que vendeuDanny aos russos por uns míseros trocos, eles que agora lucraram 30 milhões com ele. Danny já nessa altura era demasiado bom para o treinador de então o perceber. Nessas situações, ontem como hoje, o Sporting opta sempre por desvalorizar o que de melhor tem, vendendo barato.
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Chevaux de type «mongol-bouriate» en liberté sur les rives du lac Baïkal, Sibérie, Russie (53°46’N - 108°19’E) pour Yann Arthus-Bertrand .
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O Vitória de Guimarães foi afastado da Liga dos Campeões por uma arbitragem vergonhosa. Melhor dizendo por duas arbitragens vergonhosas já que no jogo da primeira mão vários foram os erros que penalizaram os vimaranenses.
Mas. neste jogo, as coisas pioraram já que os holandeses que estavam a tratar do futuro do Basileia viram-se obrigados a anular um golo limpo ao Vitória quase a terminar o jogo.
Platini - muito preocupado com a corrupção no futebol, faz agora uns meses, incomodado com a presença do Porto na LC - deve aproveitar este caso flagrante para punir este(s) árbitros e declarar, pelo menos, de forma solene e inequívoca que o Guimarães foi roubado.
Sendo a corrupção uma constante em quase todas as actividades humanas não se percebe porque razão temos todos que acreditar que os árbitros estão imunes a esta doença. Não estão, como volta e meia mostram a quem quiser ver.
PS - o que atrás foi dito não invalida o facto de a equipa de Manuel Cajuda ser este ano fraquinha por comparação com a belíssima equipa do ano passado. Mas quem vendeu Geromel, Gilas e perdeu Alain entre outros fica com os tostões mas com pouco mais.
O Sporting, no final da primeira parte, estava a ser goleado 5-1 pelo Real Madrid, e ridicularizado, no troféu Santiago Barnabéu. Não se percebe o que é que a equipa de Paulo Bento foi fazer a Espanha. Comprar caramelos? Podiam ter ido ao Corte Inglês.
Para quem analisava com grande opimismo o início de época do SCP - a vitória com o Trofense foi, aliás, glorificada como coisa de grande alcance - aqui ficaram, nestes tristes 45 minutos, alguns esclarecimentos adequados dados pelos próprios.
O SCP irá ser mais uma vez eliminado da Liga dos Campeões porque a equipa, no essencial, não presta e porque o treinador abusa. No campeonato ficará uns confortáveis 20 pontitos abaixo dos dragões do costume. Em Braga, depois deste "descanso" em Madrid, aposto que Jorge Jesus e sus muchachos lhes tratam do pelo.
Não consigo achar o Rochemback melhor jogador do que acho o Paulo Bento um treinador pouco interessante para a equipa. Deve ser defeito meu incapaz de compreender as subtiliezas tácticas, a visão do jogo acutilante, o carácter destemido que transmite à equipa, a sábia e competente gestão psicológica do plantel, que caracterizam o trabalho de Paulo Bento afinal um papa-taças.
PS - Afinal o Real Madrid não continuou a goleada. O Sporting até reduziu para 5-3, depois do seu treinador ter feito entrar alguns dos jogadores que não têm substituto à altura. O Real Madrid nos próximos anos não cairá no risco de convidar equipas deste nível para o seu prestigiado torneio. É que não foram jogos como o da primeira parte de ontem que fizeram o prestígio de um dos mais prestigiados torneios do mundo.
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Etiquetas: Democracia, In Memorian
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No Brasil foi aprovada legislação que proíbe o nepotismo a partir de uma determinação do "Supremo Tribunal Federal que proibiu a contratação de parentes por autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal".
Alguns deputados - que vivem habituados ao esquema de colocar familiares próximos em lugares dos seus gabinetes - tiveram a peregrina ideia de solicitar o estabelecimento de uma "cota" para os seus familiares. A proposta foi recusada e o conceito de nepotismo foi mesmo alargado de forma a impedir o "chamado nepotismo cruzado, em que um agente público emprega parentes de outro, recebendo o mesmo favor em troca. A ordem vale para familiares até terceiro grau".
O Brasil dá um passo forte no sentido de tornar a Administração Pública menos sensível à corrupção. Imagine-se que esta proposta era aprovada em Portugal. Milhares de pessoas, coitadas, iriam para o desemprego ou, no mínimo, veriam os seus rendimentos diminuídos em função das suas competências, tendo que largar os "lugares políticos" que desemepenham nos gabinetes dos entes-queridos.
Ganhavam aqueles que, apesar da sua competência, não conseguem aceder a lugares preenchidos por critérios de compadrio, de cosanguinidade, de familiriedade em suma critérios do mais descarado nepotismo.
Na Administração Pública e sobretudo nas autarquias ia haver muita gente a ter que ceder os lugares ocupados por esses vis critérios.
Você, conhece alguém nessa situação?
O rosto da minha amada cobriu-se de sangue.
A cabeça do falcão cobriu-se de sangue.
Soprou o vento e desatou-se uma madeixa de cabelo -
uma madeixa o roçou, e o rosto cobriu-se de sangue.
Construí uma casa, e era tudo um sonho.
Uma casa contra o mundo.
- A ponta do meu bordão era tão frágil, tão frágil:
a noite - a nossa noite - era perigosa e alta.
Eu morro porque olhei sempre sempre o meu caminho.
Porque olhei para a direita e porque olhei para a esquerda.
Nem tu nem eu pelo tempo deixaremos
de olhar e olhar para o nosso caminho.
Transmudaram-se as águas em cavalos,
e das mãos nascia o vinho como dedos .
Bebi até ao fundo da minha dor,
e ela cresceu, cresceu, ainda mais forte que o vinho.
Poemas mudados para português, Herberto Helder
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Etiquetas: poesia
Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Mafalda Veiga, Cada Lugar Teu
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Etiquetas: artes
A propósito do que se passa com o processo de revisão do PDM na Moita pediram-me os moradores da Várzea um pequeno texto. Esse texto foi publicado no blogue "Alhos-Vedros ao poder". Para saber mais sobre este processo veja aqui .
Parabéns à Vanessa Fernandes que não foi a Pequim brincar e que deu o melhor de si para ganhar o Trialto. Não conseguiu a vitória mas lutou ao seu melhor nível e conseguiu o 2º lugar. Um grande resultado só possível de alcançar pelos eleitos. Nem todos podem ganhar mas todos devem competir dando o melhor das suas capacidades sem desculpas foleiras.
Mas, além dessas questões, patéticas nalguns casos, importa dizer que a política desportiva deste país está bem retratada nos resultados obtidos: uma foleirada e uma grande incompetência.
A Secretaria de Estado do Desporto é uma inutilidade superveniente da lide. Pode-se extinguir a dita que não virá daí mal ao mundo.
PS - O Obikwelu percebia-se que já não tinha condições para grandes resultados. Mas portou-se de forma digna e foi humilde na hora da derrota e da saída. Nas próximas décadas não haverá ninguém capaz de o igualar em Portugal. Fica a integrar o pequeno número de eleitos que competiram sob as cores nacionais.
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Etiquetas: jogos olimpicos
"Sócrates confiante na criação de 150 mil postos de trabalho até ao final do mandato ".
Sócrates veio de férias e aproveitou para falar do desempenho do seu governo na questão do desemprego. Está prestes a obter um resultado extraordinário: conseguir 150 mil novos postos de trabalho. Para isso conta com a criação de 1200 postos de trabalho qualificados num call center da PT em Santo Tirso. Qualificados? Os empregos são uma trampa, mal paga, financiados com fundos públicos. Os trabalhadores podem ser jovens qualificados ou com qualificações médias que estão destinados à via sacra do trabalho desqualificado, sem futuro, que leva o primeiro-ministro a exaltar o dinamismo da economia portuguesa.
A intervenção do primeiro-ministro é chocante por força da forma como ele faz as contas do desemrego mas sobretudo por este inaceitável contentamento com o tal "call center".
Choque tecnológico II: As medalhas de Paços de Ferreira
Posted by JCG at 8/17/2008 04:18:00 da tardeEstávamos todos desconfiados. Seria possível que nesta fase de grande apuro tecnológico a pátria lusa não obtivesse uma medalhita? Afinal, mostrou-nos hoje a RTP1, as medalhas do Phelps têm inscritas o apuro tecnológico da industria nacional. O rapaz de Baltimore vestiu-se em Paços de Ferreira com umas fatiotas que são o melhor que se faz por esse mundo fora.
O secretário Laurentino, com aquele ar distraído que Deus lhe deu, não deve ter sabido de nada porque senão os nossos nadadores, e todos os que concorreram vestidos, tinham ido lá equipar-se. E já agora será que a RTP consegue saber se os sapatos do Rui, aquele que continua às voltas a tentar concluir os 10000m quando os outros já estão a iniciar as qualificações para os próximos jogos, também foram fabricados em Paços de Ferreira? Se se confirmar que os sapatos são made in PF convem saber se ele. inadevertidamente, não os calçou ao contrário.
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Etiquetas: jogos olímpicos
Stevie Wonder - My Cherie Amour

Cavaleiro português forçado a desistir porque a égua "entrou em histeria"
Miguel Ralão Duarte, montando a égua Oxallys da Meia Lua, desistiu hoje na sua participação na disciplina de Ensino das provas equestres dos Jogos Olímpicos. Segundo o cavaleiro, a égua assustou-se com o ecrã de vídeo existente no recinto e "entrou em histeria".
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Etiquetas: jogos olímpicos
Reparei agora que os partidos da oposição esta a deixar escapar os Jogos Olímpicos como oportunidade para fazerem a política séria a que nos têm habituados. Ou será coincidência que, no mesmo momento em que a desigualdade em Portugal se agudiza a cada dia, os nossos representantes das modalidades dos pobres, como o ciclismo e o judo, não param de desiludir, enquanto os queques do remo e da vela melhoram os seus resultados a cada dia que passa?
O desempenho dos nosso atletas olímpico é, obviamente, o resultado da globalização desenfreada e das políticas de direita e neo-liberais do governo Sócrates.
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Etiquetas: jogos olímpicos
O jornal "Notícias de Sines", na sua edição de 9 de Agosto passado, actualmente nas bancas, publicou uma peça sobre blogues locais, onde consta o resumo de uma pequena entrevista feita ao Pedro do Homem por correio electrónico.
Publico abaixo a entrevista integral, com todas as perguntas colocadas pelo jornal e as minhas respostas, que, obviamente, não vinculam os restantes autores.
1. Com que objectivo e motivações foi criado o blog?
Não presidiu qualquer objectivo à criação do blogue. A ideia foi juntar três pessoas, que se conheciam e que até já haviam escrito juntas num jornal, e começar a publicar textos beneficiando das potencialidades oferecidas pela Internet. A intenção era comunicar, o que só foi possível fazer, de forma prática, barata e para um (potencial) grande auditório com o advento da Web 2.0 (o blogue foi criado em Novembro de 2004, nos primórdios da Web 2.0). E, para além disso, nessa altura ainda era cool ter blogues.
2. Como é que o descreve? O que pretende ser?
O blogue não tem linha editorial nem nunca foram decididos temas específicos a tratar. É um espaço em que, partindo de três pessoas e da cidade onde vivem, trata dos temas que interessam a cada um individualmente, porventura com Sines como pano de fundo. A maior pretensão que tem é o de ser levemente inspirado num poema antigo.
3. Quais eram as suas expectativas iniciais?
Ter mais leitores do que o The New York Times, ser citado no The New Criterion e garantir convites para as festas dos bloggers importantes de Lisboa. Falhou-se em toda a linha.
4. Quais são os temas que considera serem mais controversos e interessantes para quem lê?
Face à abrangência dos temas abordados e ao facto de existirem três autores, é difícil eleger os mais controversos ou interessantes para os leitores. Os temas são, acima de tudo, aqueles que interessam a quem escreve.
5. Na sua opinião, quais foram os momentos mais interessantes/insólitos na vida do blog? (exemplos)
Os momentos mais interessantes são aqueles em que os leitores participam, quer respondendo a textos publicados, quer participando através de textos, fotografias e convites aos autores para jantar.
- Que comentário faz ao pedido de publicação de resposta por parte de Maria Santos, responsável pela Área de Ambiente da Refinaria de Sines?
No seguimento da resposta à pergunta acima, foi uma boa participação.
- Quando publica algum texto, tem a noção clara de quem é o público que o vai ler e a reacção que pode desencadear? Há uma preocupação em relação a isto?
Sim. Como sei que a minha mãe e uma ex-vizinha minha lêem os meus textos, evito utilizar palavrões.
6. Que balanço (participação e expectativas geradas, qualidade dos temas, etc) faz da actividade deste espaço e como é que perspectiva o seu futuro?
O balanço é positivo e, desde que o blogue existe, ainda não fez nenhuma época pior do que o Benfica. O futuro, infelizmente, é semelhante ao do Benfica.
7. Ao contrário da maioria dos blogs, este não permite comentários. Porquê?
O Pedra do Homem já teve um período experimental com comentários, o qual foi abandonado por se entender que os comentários não introduzem grande mais-valia no blogue. Por muito duro que isto seja para os “comentadores”, se achar que vale a pena, eu também consigo escrever “cala-te, porco, ass. Anónimo”, “vai mas é pó c*r*l*o, ass. Anónimo”, “esses gajos são todos uns filhos da pu*a, ass. Anónimo” nos campos destinados aos textos. Se for preciso, até posso pôr um “Espectáculo! És bué da esperto, adoro ler o que escreves, és o maior, continua pá! Ass. Duarte, quero dizer Anónimo”.
Quem deseja m-e-s-m-o participar tem disponível o endereço de correio electrónico dos autores, procedimento seguido por alguns leitores mais fiéis . Quem deseja apenas comentar e escrever “cala-te, porco, ass. Anónimo”, “vai mas é pó c*r*l*o, ass. Anónimo”, “esses gajos são todos uns filhos da pu*a, ass. Anónimo”, tem à sua disposição o Blogger, onde, em menos de cinco minutos, pode criar um blogue. Ou seja, indirectamente, a renúncia do Pedra do Homem aos comentários é um incentivo para que milhares de pessoas criem blogues e comecem a escrever regularmente.
8. Quantos visitantes teve até hoje?
O número de visitantes do blogue é contabilizado pelos serviços do Statcounter e do Sitemeter e pode ser consultado através de linque no próprio blogue. Os dois serviços apresentam números levemente díspares, mas, em média, teremos 83.000 visitantes para cerca de 140.000 page views. Os números apresentados referem-se ao histórico acumulado do blogue: desde Novembro de 2004 até meia-hora atrás. Se me tivessem dado mais do que um dia para responder ao questionário, talvez tivesse tido tempo de ir aldrabar o Statcounter e colocá-lo com a quilometragem do meu carro.
"Câmaras querem aumentar imposto sobre imóveis nas zonas mais caras"
As câmaras querem, diz a notícia, ser compensadas pela perda de IMI motivada pela "raquítica" medida de Sócrates, uns meses atrás.
Compensadas? Não há vergonha. As Câmaras por via do IMI obrigaram a generalidade dos portugueses que são proprietários de imóveis -uma das maiores percentagens no âmbito da UE - a multiplicar por dez o esforço que faziam nos tempos da Contribuição Autárquica. Compensadas? O IMI tornou-se num instrumento fácil de saque das famílias e uma forma de aumentar o esforço fiscal dos portugueses à custa do seu rendimento disponível. As câmaras do senhor Ruas não conseguem conjugar aumento das receitas -uma realidade indisfarcável - com redução das taxas máximas. Não só utilizam o valor mais elevado do intervalo estipulado pelo Governo como quando o Governo reduz um décimo nesse valor inventam novas formas de aumentar o saque.
É pena que não dediquem parte do esforço a melhorar a qualidade da gestão, embora saibamos que em muitos casos isso é uma impossibilidade face aos níveis exagerados de iliteracia entre o pessoal político.
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Etiquetas: Caciquismo.
fmm - a opinião do crítico com algumas semanas de atraso
Posted by Duarte at 8/13/2008 08:48:00 da tardeSei que podem ter pensado que me esqueci. Ou que tenho andado demasiado ocupado a trabalhar, a comer gelados do Santini ou a retalhar as minhas mãos nas quilhas de pranchas de surf em acidentes no mar. Mas não. Simplesmente, na última noite do festival reparei que precisava m-e-s-m-o de descansar, deitei-me pela primeira vez em dez dias e só acordei há dez minutos.
Apesar de o festival já lá ir, decidi vir aqui actualizar a nossa listinha mesmo antes de tomar os meus Kellog's Special K de Baunilha e Frutas Selectas (sim, para a Kellog's esta é a parte da embalagem escrita em português). Por isso, peço desculpa por eventuais erros. Estou de pé há pouco tempo e, ainda por cima, não me sai da cabeça um sonho que tive em que uns gajos que falavam alemão estropiavam um bando de espanhóis de segunda.
Lista definitiva, autorizada e outra vez definitiva dos melhores concertos do FMM 2008 (agora é a sério)
#1 e os "màiores", ex-aequo, para:
- Faiz Ali Faiz (o verdadeiro "màior")
- Lo Còr de la Plana
#3, damas-de-honor / acesso às competições europeias / obrigado senhores e senhoras, ex-aequo, para:
- Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba
- Flat Earth Society meets Jimi Tenor
- Moscow Art Trio
- Rokia Traoré
#7, grandes concertos por razões que agora não vos interessa, ex-aequo, para:
- Toto Bona Lokua
- Asha Bhosle
#9, já sei que é heresia juntar os três mas vejam lá como me importo, ex-aequo, para:
- Orchestra Baobab
- Iva Bittová
- Waldemar Bastos
#12, ainda em terrenos positivos, ex-aequo, para:
- A Tribute to Andy Palacio feat. Special Guests
- Justin Adams & Juldeh Camara
#14, a chamada linha-de-água com a maré a baixar, ex-aequo, para:
- Dead Combo
- Danças Ocultas
#16, elogio "p'ra pior, antes assim", ex-aequo, para:
- Moriarty
- Vinicio Capossela (com momentos muito maus, salvou-se nos momentos finais)
#18, prémio "bolacha de água-e-sal":
- Danae
#19, já a incomodar e a induzir dores nas costas, consultas frequentes ao relógio e digressões constantes pelas caipirinhas do PCP, ex-aequo, para:
- Serra-lhe Aí!!! & Os Rosales
- KTU
- The Last Poets
#22, Bera, muito mau, preferia ouvir vinte vezes seguidas o disco dos ABBA que tenho a tocar agora ('The Definitive Collection', dois discos, 37 faixas, passa agora a terceira do disco 1, Ring, Ring, Ring) do que voltar a ver esta gente, ex-aequo, para (atenção que vinte vezes o disco dos ABBA são, pelas minhas contas, 740 faixas, agora vou na Love Isn't Easy):
- Doran-Stucky-Studer-Tacuma
- Cui Jian
#26 e carinhoso último classificado, bem melhor do que os dois anteriores mas aqui mantido para ter algum destaque pelos momentos divertidos que proporcionou:
- Enzo "Do-ya-lika-ma-saxofon?" Avitabile & Bottari
Resta o que não consegui ver e que é mais ou menos assim:
Não vi e gostava de ter visto
- Siba e a Fuloresta
- Herminia
- Rachel Unthank & The Winterset
- Nortec Collective presents Bostich and Fussible
- Boom Pam
Não vi e gostei de não ter visto
- A Naifa
- Hazmat Modine
- Anthony Joseph & The Spasm Band feat. Joe Bowie
- Silvério Pessoa
- Marful "Salón de Baile"
Não faz ideia / não sabe / não responde
- Toubab Crewe
- Mandrágora & Special Guests
- Firewater
- Dizu Plaatjies' Ibuyambo Ensemble
- Koby Israelite
- Jean-Paul Bourelly meets Melvin Gibbs & Will Calhoun
Até para o ano!
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Etiquetas: FMM
É este o título do artigo de Joseph Stiglitz no Diário Económico. A tese de Stiglitz é a de que apenas a esquerda oferece hoje em dia "um programa coerente que oferece não só maior crescimento, mas também justiça social. Para os eleitores, a escolha deveria ser fácil." Peecebendo-se que o autor fala sobre as eleições americanas e sobre a América o texto publicado aplica-se como uma luva a outras realidades, como a nossa. A dado passo Stiglitz interroga-se sobre os critérios que levarão alguém a escolher entre a esquerda e direita sabendo nós que tanto uma como a outra são a favor do crescimento? A resposta é clara. Diz Stiglitz: "É bem verdade que entre estratégias de crescimento há grandes diferenças que tornam muito provável grandes diferenças nos resultados. A primeira diz respeito à forma como é concebido o próprio crescimento. Este não é só uma questão de crescimento do PIB. Precisa de ser sustentado. O crescimento também deve promover a inclusão; a maioria dos cidadãos, no mínimo, deve beneficiar com ele.(...) Os governos podem aumentar o crescimento aumentando a inclusão. O recurso mais valioso de um país são os seus habitantes. (...) Outra diferença entre a Esquerda e a Direita diz respeito ao papel do Estado na promoção do desenvolvimento. A Esquerda entende que é vital o papel do governo no fornecimento de infra-estruturas e educação, no desenvolvimento de tecnologia e, até, no de empresário (...) A última diferença pode parecer estranha: a Esquerda, agora, compreende os mercados e o papel que podem e devem desempenhar na economia. Dá-se o contrário com a Direita, sobretudo nos EUA. A Nova Direita, tipificada na administração Bush-Cheney, é de facto o velho corporativismo com nova cara. (...)"
Ora aí está um linha clara de separação entre a esquerda e a direita. Entre os que governam de facto à esquerda e aqueles que governam à direita em nome da esquerda, já que não promovem a inclusão permitem que as desigualdades se acentuem mais assistencialismo menos assistencialismo e deixam ao mercado aquilo que o mercado já ostrou ser incompetente para resolver.
Para essa esquerda podemos recorrer à frase que Keynes utilizou para descrever o seu cepticismo na eficácia do mercado a longo prazo," a longo prazo estaremos todos mortos", para expressar o cepticismo que esta política nos causa.
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"Urbanismo e Corrupção" na edição de Agosto do Le Monde Diplomatique
Posted by JCG at 8/08/2008 12:27:00 da tardeHiperligações para esta mensagem
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Etiquetas: ccen
... cobarde, porque transforma as vitímas das políticas públicas de habitação e de urbanismo nos culpados das consequências dessas políiticas.
Os poderes políticos que tomam estas medidas acham que os cerca de 300 mil lisboetas que foram viver para Sintra, na mega-urbanização em que o concelho se tornou, fizeram uma opção no quadro da liberdade de escolha, face a um conjunto de alternativas entre as quais se podia considerar: opção por comprar casa em Lisboa a preço compatível com o nível de rendimentos; opção por arrendar casa em Lisboa a um preço compatível com o nível de rendimentos; opção por comprar ou arrendar casa em zona servida por transportes públicos eficazes a um preço compatível com o rendimento familiar. Como se sabe estes cenários não existem.
Essas pessoas foram expulsas da cidade como consequência das objectivas opções de política pública de sucessivos governos. Acontece, uma pequena chatice, que a cidade necessita dessas pessoas para lá trabalharem todos os dias. Foi por isto que Krier escreveu que o "o zonamento do movimento modeno tornou a vida nas cidades insuportavelmente dispendiosa em tempo de transporte" comparando os movimentos pendulares de entrada e saída das cidades ao bombardeamento diário da cidade pelos subúrbios. Nada descreve melhor o que se passa em Lisboa. O zonamento e a falta de coragem e de seriedade políticas para promover políticas públicas fundiárias que ponham cobro ao controlo do desenvolvimento urbano pela trela dos interesses dos promotores privados.
pintura de Adrian Stokes (1902-1972) Landscape in Thames Valley, 1936O Festival no Mundo: Nas notas de um rio ...
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Etiquetas: Sines
Sophia de Mello Breyner Adresen, Navegações, 1982
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Etiquetas: poesia









