Bobby Robson (1933-2009). In memoriam.

Estatuto dos Açores: Cavaco diz que prevaleceu "o superior interesse nacional"
Aqui, neste blogue, defendi sempre a posição tomada pelo Presidente da República. Quis-me sempre parecer que o PS estava a propor um estatuto que não teria proposto caso o Presidente da República fosse Jorge Sampaio, Mário Soares ou mesmo Manuel Alegre. Acho isso intolerável.
Ainda bem que o Tribunal Constitucional repôs a ordem.
A declaração do deputado acoreano do PS sobre a naturea do Tribunal Constitucional é um must e entra directamente para a sealy season deste ano. Declarar que o Tribunal Constitucional "mantém conceitos e preceitos que já foram revistos pela Constituição da República" não equivale, passe o despautério, a declarar a inconstitucionalidade do .... dito? Este deputado, que é mais do que um simples deputado açoreano, é um dos ideólogos da bancada do PS, com grande destaque na oposição aos que lutaram contra a corrupção entre outros dossiers, não pode ser substituído. Sócrates tem que ser agradecido.

Para ler aqui as propostas apresentadas no debate sobre esta questão tão importante para o desenvolvimento do concelho de Sines.
Curioso o facto de um debatecom esta importância não ter a cobertura dos orgãos de comunicação local ou regional. O argumento é o de que as rádios não fazem a cobertura deste tipo de eventos. Os jornais locais ou regionais provavelmente não saberiam ou será que também não fazem.
Claro que a responsabilidade deste comportamento absurdo é das direcções dos referidos orgãos. Trata-se de uma forma de tomarem partido a favor de quem está no poder ou de quem lá quer chegar apoiado em estratégias de imagem sem mostrar o vazio das suas ideias e dos seus projectos. Trata-se de tentar impedir que as diferentes propostas cheguem aos cidadãos. Um comportamento contra a democracia. Fica a blogosfera que por estes dias dá uma imagem de liberdade e de espírito de serviço público que faz corar os meios tradicionais. A começar pelo facto de não ser controlável pelos caciques locais.

PCP desafia PS e PSD a esclarecer se defendem penalização fiscal para a banca
Não me parece que possam existir dúvidas de que o PCP pretende saber se o PS e o PSD defendem que abanca pague impostos de acordo com as taxas cobradas à restantes empresas. Por isso a utilização do terno penalizar é completamente desaquado. Ou o "camarada" Bernardino não foi rigoroso ou foi o jornalista que foi infeliz nos termos utilizados. De qualquer forma o que o PCP quer é aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses acha que é justo: que os bancos paguem taxas de IRC idênticas ás das restantes empresas.
Uma coisa o PCP pode ter a certeza: PS e PSD vão assobiar para o ar e fingir que não ouviram.

Quatro grandes bancos privados tiveram subida de lucros de 17 por cento
Mais de 4 milhões de euros por dia num clima de crise. Estes valores dão uma dimensão do saque que as instituições financeiras fazem quer das famílias quer das empresas portuguesas.
Sócrates ignora estes valores e sobre eles nada diz. Não é politicamente correcto questionar o saque. Não é politicamente correcto questionar os fundamentais do sistema neoliberal que nos atolou na crise. Não é politicamente correcto introduzir correções nas taxas de juro que obriguem os bancos a reflectir as baixas das taxas de juro de referências nas economia das famílias. É politicamente correcto deixar isso à sábia sensibilidade dos senhores banqueiros. É politicamente correcto ser-se contra os desmandos do sistema neoliberal mas apoiar todos os dias os seus mentores e principais beneficiários.


Esta fotografia foi tirada esta manhã no Cabo de Sines. Trata-se de uma situação recorrente, com águas poluídas a serem descarregadas no mar. O efeito visual nas águas é este que se vê. O cheiro no local era pestilento e com condições favoráveis de vento imagina-se a quem irá atingir. Provoca dores de cabeça, rapidamente. E qual o efeito destas descargas nos peixes e em consequência na saúde pública? A resposta em Sines é : não sabemos.

Dizem que são águas de lastro da lavagem dos navios. Dizem que está tudo bem. Em Sines, relativamente ao ambiente e saúde pública é normal dizerem os responsáveis políticos que está tudo bem. Será que existe algum controlo e monitorização destas águas e da sua qualidade? A quem são divulgados os resultados e a quem estão acessíveis.

As águas que escorrem para o mar são estas. Não têm muito bom aspecto, pois não?


Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral Dias para listas do PS .
Neste caso, tal como no Frei Luís de Sousa, o Romeiro é o que diz: ninguém.
Paulo Campos esclarece que manteve "contactos pessoais e privados", mas, quanto a convites nada.
Neste caso, no entanto, Paulo Campos dá-nos a sensação que "diz que não disse aquilo que disse". Apesar de sabermos que o secretário de Estado seria incapaz de mentir sobre o que terá dito a Joana Amaral Dias, apenas e só para safar a pele de Sócrates, ficamos com a forte sensação que Paulo Campos, tal como acontece muitas vezes nas obras públicas, não recorre à linha recta para unir dois pontos, percorrendo caminhos nos quais a verdade, sobre aquilo que ele disse, possa ficar menos exposta aos olhos de todos. Debalde. A boa da Joana Amaral Dias sabia que ele sabia e esperou, esperou, que ele dissesse, finalmente, aquilo que ambos sabiam que ele sabia. O homem demorou, demorou, mas lá teve que falar e lá saiu uma declaração meio pífia, meio a negar, meios a confirmar. Suficiente, no entanto, para todos ficarmos a saber quem convidou Joana Amaral Dias que, por esta altura, deve estar a pensar com os seus botões que há uns tipos com quem não faz nenhum sentido manter contactos "pessoais e privados" pelos riscos pessoais e incómodos que isso acarreta.

PS propõe 200 euros em conta poupança por cada nascimento para incentivar natalidade
Vejam bem, 200 euros para incentivar a natalidade. Mas, pasme-se, apenas seriam movimentados na altura em que a criança atingisse a maioridade. Nessa altura os 200 euros já devem dar para comprar um chupa-chupa. A DECO calculou o valor actualizado dos 200 euros mas nada disse sobre o preço das chupa-chupas.
Até lá os 200 euros não fazem, na realidade falta a ninguém. Aos que pouco mais ganham do que o salário mínimo os 200 euros não constituirão qualquer tipo de estímulo para terem mais filhos. Aos desempregados, idem aspas. Aos que podem teros filhos que quiserem os 200 euros serão uma pequena irrelevância no valor da mesada so petiz. A quem se destina esta medida tão eleitoralista?

Quarta-feira pelas 21h 30m na Cafetaria do Castelo de Sines, debate sobre "Desenvolvimento, Ambiente e Saúde Pública". Este é sempre um ponto de vista que não pode ser ignorado em qualquer debate sobre o Desenvolvimento local ou regional mas, num concelho com as caracteristicas de Sines, esta é uma questão central.

Desmentidos do PS são “esclarecedores e iluminadores”, diz Louçã
Afinal é ou não verdade que Joana Amaral Dias afirmou que foi convidada para integrar as listas do PS? Julgo ter lido essa notícia no Público online citando declarações da bloquista que inclusivé lamentava o seu afastamento quer da Mesa Nacional quer das listas de deputados do BE.
Se Sócrates não o fez quem o terá feito? Ninguém! Bom, a política à portuguesa, não prima pela originalidade mas será que à pergunta sobre quem convidou Joana Amaral Dias, a única resposta possível seja "Ninguém".
Quem é o Romeiro desta romântica tragédia?

O Bloco de Esquerda reuniu ontem, com todas as estruturas representativas dos trabalhadores da Repsol. Francisco Louçã e o deputado Fernando Rosas discutiram com os trabalhadores a situação na fábrica tendo concluído que não existem razões objectivas que justifiquem o Lay Off.
A Administração da fábrica limita-se a aproveitar, de forma oportunista, uma possibilidade aberta pelo novo Código do Trabalho, aprovado pelo Partido Socialista, fazendo com que sejam os trabalhadores e os contribuintes em geral a pagar os custos da sua reestruturação.
Sobretudo os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços que, nalguns casos, terão visto os seus contratos de trabalho interrompidos, contribuindo dessa forma para o aumento do desemprego.
Esta empresa teve em 2007 e 2008 avultados lucros e recebeu fundos perdidos do Estado Português para apoiar um projecto de expansão que mereceu a classificação de projecto PIN.
(ler mais aqui)

PS pisca o olho à esquerda e faz brilhar Inês de Medeiros e Vale de Almeida nas listas
Se quisermos retirar uma leitura política desta iniciativa do PS ela é óbvia: o PS quer compensar de qualquer maneira o facto de ter governado à direita e contra os interesses da esquerda e dos trabalhadores em geral. Fá-lo recorrendo à cosmética: coloca nas listas personalidades que, apesar das suas qualidades pessoais e intelectuais como é o caso de Miguel Vale d Almeida, valem sobretudo pelo incómodo que provocam ao Bloco de Esquerda cujo crescimento o PS quer conter a todo o custo.
Claro que mudar de política não passava pela cabeça de Sócrates. Foi essa a razão que o impediu de conseguir convencer Manuel Alegre. Mas, existem opções mais baratas em termos políticos, como agoa se percebe. São é irrelevantes do ponto de vista eleitoral como se descobrirá em Setembro.

Adenda: Já depois de ter escrito este post escutei as declarações de Miguel Vale de Alemida, justificadoras da sua opção. Pareceram-me fracas razões já que, contrariamente ao que ele declarou, não é verdade que as próximas eleições sejam aquelas em que o combate seja claramente entre a esquerda e a direita. Esse é o combate de todas as eleições, como aconteceu com as de Fevereiro de 2005. A questão é de outra natureza: é a de saber como se assegura, de forma clara, que a próxima governação terá uma marca de esquerda indelével e não apenas limitada às questões de género e das liberdades individuais, por muito importantes que elas sejam. A governação do PS em particular a destes últimos quatroanos dá-nos a todos pistas muito claras sobre a resposta que podemos obter insistindo no voto no PS. Miguel Vale de Almeida não as quis escutar.


Realiza-se no próximo dia 29, na Cafetaria do Castelo, um Debate cujo tema é "Desenvolvimento, Ambiente e Saúde Pública". Este debate conta com a presença da Eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias. (ler mais aqui)



Estreia hoje, às 18 horas, no Centro Cultural Emmerico Nunes, em Sines, e pode ser visto até ao próximo dia 3 de Outubro, o projecto artístico "Extermínios". Moirika Reker Gilberto Reis, Carlos Augusto Ribeiro, Sérgio Taborda, Maria Manuela Lopes e Paulo Bernardino integram este projecto no qual se patenteia várias modalidades de intervenção, implicando diversos espaços e tempos.

Como é do conhecimento geral o Centro Cultural Emmérico Nunes é uma instituição de utilidade pública com 23 anos de voluntariado dedicado à cultura. Trata-se de uma instituição que o actual autarca, Manuel Coelho, tem tentado por todos os meios sobretudo os ilegais, tentado exterminar. SIM, Manuel Coelho tem tentado exterminar o CCEN, daí que este projecto tenha um nome irónico.

PS- Quando digo meios ilegais, quero referir que uma autarquia não tem como objecto da sua acção o extermínio daqueles que se dedicam ao associativismo e ao voluntariado apenas e só porque aqueles que se dedicam a essas colectividades ou associações pensam de forma diferente do cacique mor do regime.

Compromisso Portugal "chumba" governo de José Sócrates
Uma avaliação muito injusta para José Sócrates. Depois de 4 anos a servir os interesses que estes senhores representam, não é que o dito Compromisso Portugal, o supra sumo da tecnocracia de direita, vem, tal como se esperava, dizer que todo o esforço por Sócrates foi insuficiente.É sempre assim a direita: rica e mal agradecida.
O que arrança um sorriso farto ao mais sisudo é a expressão de que " o aspecto mais inquietante da actuação deste Governo, é o alargamento da actuação do Estado com um estilo de intervenção demasiado intrometido e musculado, que terá levado a um agravamento da promiscuidade entre política e negócios".
Dá a ideia que a responsabilidade económica desta peça deve ser do historiador Rui Ramos, aguardando-se o enquadramento histórico da actuação do Governo que deve ser da lavra de António Carrapatoso. Não há Compromisso que se salve a uma manifesta troca de competências.

PS - O Governo levou quatro anos a entregar aos privados sectores cada vez maiores da actividade económica sobretudo em sectores rentistas livres da concorrência exterior. A tudo isso o Compromisso reage denunciando a promiscuidade entre política e negócios. Mas não é disso que se alimentam, desde há décadas, as famílias do Compromisso?


A candidatura do SIM aproveitou o abarracamento geral na avenida Vasco da Gama para montar uma exposição – passe o exagero – subordinada ao tema “Sines Cidade do Futuro: ideias para o debate”. Um conjunto de painéis em que de um lado se apresenta o diagnóstico, composto invariavelmente por um conjunto de fotografias sofríveis e um conjunto de lugares comuns sobre uma qualquer zona da cidade, e do outro o pomposamente chamado “Conceito de Intervenção“. ( ler mais aqui)

Ministra da Educação falta a audição no Parlamento por indisposição
Depois de ter passado 4 anos a indispor toda uma classe e de nos últimos dias ter gozado o resultado do preverso esquema de concurso e de colocação de professores, que idealizou com a sua equipa de "ideólogos socialistas", a ministra foi traída por uma... indisposição.
Dir-se-ia que era à prova de tal coisa. Mas talvez a indisposição seja afinal uma dificuldade de se mover, vergada pelo peso na consciência de ter contribuído, militantemente, para destruir a escola pública. Vergada, por saber que, debaixo do seráfico discurso da estabilidade do corpo docente, obriga centenas ou milhares de professores ao exílio interno e ao afastamento das suas famílias e dos seus filhos em particular por quatro anos.
Uma derrota do PS nas próximas eleições pode ter muitas e boas justificações, mas nenhuma tão forte como a política de educação e a agressão sistemática aos professores levada a cabo por Maria de Lurdes Rodrigues e os seus dois acólitos.

Elisa Ferreira volta a afirmar que não será vereadora de Rui Rio
Depois do beijo de morte de Pinto da Costa, Elisa Ferreira, prisioneira das suas contradições e das da estrutura interna do PS Porto, recebeu de Belmiro de Azevedo a sua "extrema unção" política no que a esta candidatura ao Porto se refere. Estivesse ela na mó de cima e o empresário não teria tido tantas cautelas a deixar claro que não podem ler sua participação, no debate que a candidata promoveu, como uma forma de apoio.
A declaração de Elisa Ferreira de que não vai ser vereadora é a cereja em cima do bolo. Se tinha 25% das intenções de voto vai baixar rapidamente.
Como é possível apresentar uma candidatura que mobilizou tantos apoios na cidade e ao nível nacional, de tantas personalidades políticas com destaque nacional e internacional além de académicos, cientistas etc e acabar nesta apagada e vil tristeza, algures com menos de metade dos votos do "detestado" Rui Rio?
As tais elites não prestam atenção ao país e aos seus cidadãos e fazem leituras políticas que ninguém na sociedade subscreve. O problema é que não mostram capacidade para perceber a realidade sobre a qual falam dia sim dia não.

O PDF do número 4 da revista ops! - que inclui um dossier sobre Urbanismo e Corrupção - pode ser descarregada na totalidade desde hoje

O número 4 da OPS!, disponibilizado em formato html no passado dia 14, está disponível desde hoje em formato PDF, em versão integral.

Obtenha o PDF em http://www.opiniaosocialista.org.


Sines tem as suas ruas e os seus jardins, mesmo os locais mais recônditos, ocupados com grandes outdoors. ( ler mais aqui)

Os grandes feitos resultam de pequenos passos.


Discute-se muitas vezes o Desenvolvimento sem atender aos factores que podem condicionar ou não esse mesmo desenvolvimento. Num post anterior, a propósito de um debate realizado pela candidatura do SIM, chamei a atenção para os diferentes factores relevantes para a discussão sobre o desenvolvimento. ( ler mais aqui)

Sócrates: "O dever de um líder político é fazer propostas e apresentar o seu programa"
Uma visão deturpada dos deveres dos líderes políticos. Uma visão muito conveniente já que se adapta ao perfil do próprio desvalorizando, assim ,as suas graves omissões.
O Bloco Central entretem-se a fingir que estão a tratar do país.

Queremos encontrar o nosso lugar, uma forma de vida que se coadune com a nossa forma de ver o mundo. Queremos encontrar espaço para construir essa forma de vida. Queremos encontrar tempo para o que é essencial. Queremos encontrar meios para podermos contribuir para a melhoria do mundo de todos. Queremos encontrar o amor e preservar a amizade. Queremos ser melhores. Queremos viver num mundo melhor.
Porque todos queremos isto, o mundo de cada pessoa, independentemente do faça e das suas aspirações pessoais, tem, obrigatoriamente, de se harmonizar com a ideia de que todos têm esse direito.

Derrota séria num jogo a brincar em que só se salvou o golo de Hélder Postiga
O jogo no seu conjunto -os jogos contam pela totalidade - foi fracote. O Sporting dificilmente deixará de fazer uma época à imagem deste jogo: fracota.
O chileno deve ser um bom jogador porque senão os sábios gestores do Sporting não teriam investido quase 4 milhões de euros no seu passe. Mas, até agora ainda não mostrou ser um verdadeiro reforço, capaz de liderar a equipa. Como de costume recorre-se ao Moutinho. Sérá que nunca ninguém pensou em construir a equipa a partir do Moutinho, colocando-o a jogar na posição em que ele rende mais? O Derlei deve ter pedido um fortuna para continuar em Alvalade já que não se vê ninguém capaz de o substituir.
O lateral esquerdo vai de mal a pior. Caneira, André Marques, suplente de Cissoko em Setúbal e de quem sucedeu a Cissoko, não são jogadores com capacidade para serem laterais esquerdos numa equipa que joga ma Liga dos Campeões.
No meio do campo a confusão está generalizada. O Sporting manteve um montão de jogadores em vez de aproveitar o sangue novo e a capacidade de Adrien, Pereirinha e Veloso para limpar a casa e aliviar as contas. Quem jogará? O pesado Rochemback?
Na defesa permanece, certamente insatisfeito, Tonel, um jogador de grande rendimento atirado para o banco dos suplentes numa altura crítica da sua carreira, mas que ainda é quem no conjunto do plantel melhor se safa nas bolas altas em posição defensiva e atacante.
Na baliza o Sporting não tem um grande guarda-redes. Será que ainda existe alguém capaz de afirmar que o Rui Patrício é um grande guarda-redes?
Dificilmente o Sporting passará à primeira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Apesar de lhe ter calhado um adversário teoricamente inferior o Sporting esta época não necessitará de gandes adversários para perder. Basta-lhe jogar ao seu nível com todas as suas limitações e equívocos. Manter o treinador não terá sido o menor.
Em Dezembro a época deverá estar fechada.
Espero enganar-me, naturalmente.

Na Sua crónica no suplemento P2 do Público de hoje, São José Almeida interroga-se sobre o “Preço da Coerência” a propósito da pressão que José Sócrates faz sobre Manuel Alegre para este integrar as listas do PS, tendo ainda em conta a recente decisão de Helena Roseta de integrar as listas de António Costa em Lisboa.
Escreve a jornalista: “ (…) José Sócrates insiste em repetir que “nunca houve vitórias de esquerda com qualquer enfraquecimento do PS”. E vai pública e explicitamente fazendo a chantagem que tem de fazer para procurar que Manuel Alegre demonstre que apoia o líder do PS, apesar de estar em desacordo com a orientação ideológica actual do partido.
A arma da chantagem que José Sócrates exerce sobre Manuel Alegre não é pequena. Nada mais nada menos do que a acusação de que, se o PSD ganhar as eleições, se a direita voltar ao poder, a responsabilidade será dos que não disseram presente.(…)

A coroa de glória de José Sócrates seria reduzir Manuel Alegre a um dos 230 candidatos que o PS vai apresentar nas próximas eleições legislativas de 27 de Setembro.(…)
A pressão sobre Manuel Alegre é agora maior, já que Helena Roseta cedeu a idêntica pressão por parte do PS em Lisboa. E cedeu de mais longe, já que Helena Roseta fez há dois anos, aquilo que Manuel Alegre nunca teve coragem de fazer: sair do PS para se candidatar contra este partido em Lisboa. Agora, Helena Roseta cedeu e aceitou entrar em acordo com António Costa. (…)
Mas o que é um facto é que, aos olhos de muitos, o acordo de Helena Roseta com António Costa surge apenas como uma forma de o PS comprar quem à sua esquerda demonstrava independência e autonomia. E a imagem que transparece para a opinião pública é a de que Helena Roseta trocou as suas convicções pelo exercício do poder.(…)
Por isso, o risco de poder vir a ser apontado como culpado de uma vitória do PSD é o preço que Manuel Alegre pode ter de pagar por ser coerente. Mas mais alto seria o preço a pagar se se vendesse pelo prato de lentilhas dop oder e por um lugarzinho nas listas.

Mário Nogueira não participa em reunião porque ministério “desrespeitou” negociação
A manifestação marcada pela FENPROF para ontem em frente ao Ministério - depois de várias mudanças de local - destinava-se aos professores não colocados e permitiria que estes evidenciassem a sua revolta com os resultados do concurso.
A FENPROF teima em não perceber que muitos professores desejavam ardentemente não ser colocados sob pena de irem parar aos quintos dos infernos e ficarem quatro anos separados das suas famílias. A FENPROF teima em não perceber que parte dos colocados na primeira fase ficam agora impossibilitados, pelas regras entretanto alteradas pelo Ministério, de conseguir pelo destacamento a aproximação ao local de residência.
O resultado está à vista: algumas dezenas de professores - das dezenas de milhares de não colocados - protestaram contra o concurso. Um fiasco.
Porques será que uma classe tão mobilizada, mesmo em condições dificeis, mostra agora tão pouca mobilização com uma questão mais concreta, a falta de colocação?
Talvez a FENPROF tenha uma resposta. A mim parece-me que o Ministério consegue em pleno aquilo que mais o motiva: virar professores contra professores, dividir a classe. Neste caso ao colocar a concurso apenas alguns milhares de lugares o Ministério sabe que professores melhor colocados nas listas de graduação vão parar a escolas que não teriam escolhido e que, se o concurso integrasse os lugares correspondentes às necessidades, irão ser ultrapassados por colegas pior colocados. Sabe que milhares de professores esperavam pelo dia D aguardando por uma não-colocação na expectativa de uma segunda fase mais favorável. Nada excita mais o Ministério, e o tridente de ouro da educação socialista, do que dividir, amesquinhar, agredir os professores.

Obama alivia por seis meses sanções a Cuba
Passo a passo Obama lá vai destroindo alguns dos pilares em que assentaram décadas de governação imperialista dos Estados Unidos. O bloqueio a Cuba, a famigerada Lei Helms-Burton, de 199, já tinha sofrido alguns rombos com medidas tomadas por Obama logo após a tomada de posse. Agora essa lei íniqua foi suspena por 6 meses.
Julgo que não virá longe o tempo em que a Lei será pura e simplesmente revogada. Obama será, certamente, o Presidente que determinará o seu fim.
Sou dos que pensam que o regime dos irmãos Castro com o final do bloqueio terá forçosamente que democratizar-se.
A eleição de Obama para a Presidência dos Estados Unidos foi o facto político mais importante das últimas décadas em todo o mundo.

Helena Roseta será a número dois da lista do PS à Câmara de Lisboa
António Costa conseguiu os apoios que politicamente lhe era possível conseguir. Espera ele conseguir desta maneira os votos suficientes para conquistar a autarquia. Sem esta aliança com o grupo de Helena Roseta, mais do que com o Zé, podia tirar o cavalo da chuva.
A política tem a sua linguagem própria e sabemos bem que as coisas não podem ser interpretadas literalmente. Se assim fosse teríamos que perguntar à arquitecta Helena Roseta quais são os compromissos sobre o novo modelo de governação da cidade que estabeleceu com o PS. Entretanto, enquanto o acordo não se revela ao mundo no seu conteúdo, ficamos a saber que o engenheiro Nunes da Silva vai, provavelmente, ocupar um lugar de vereador, ficando com o pelouro da mobilidade. Dificilmente haveria uma escolha mais acertada para este pelouro específico.
A vitória de António Costa nas próximas eleições não me garante a mim, por si só, uma governação mais qualificada e mais humana e progressista da cidade. Mas, caso o tal acordo de governação contemple parte das preocupações que o dossier Corrupção e Urbanismo evidenciou àcerca da forma como se gerem as cidades - tal como Lisboa tem sido gerida desde sempre - a sua governação podia ficar para a história. Para isso teria António Costa que influenciar o Governo para mudar o enquadramento legal do ocntrolo das mais-valias. Algo que por ignorância ou por pura e simplesmente não estar interessado não quis fazer nestes primeiros dois anos de mandato. Helena Roseta fica aqui com uma grande responsabilidade.
Uma presidência da Câmara de Lisboa de esquerda com um Governo de esquerda é uma oportunidade única para mudar o que está mal devolvendo o controlo do desenvolvimento urbano à Administração, retirando-o do controlo do mercado, particularmente do mercado imobiliário
.
O problema é que são necessários dois para dançar o tango. Ora, no tango que dançaram juntos, se Costa não estava de livre vontade, teremos que concluir que Sócrates, um dançarino mais potente porventura, o arrastou pela sala fora. Aos independentes cabe-lhes contribuir para tornar essa dança mais harmoniosa evitando que um do par arraste e pise o outro.

Morreu Palma Inácio, resistente antifascista
Lutou pela liberdade contra a ditadura. Um homem de acção capaz de a praticar correndo os mais elevados risocs que a vida humana pode correr. Pela liberdade, pela justiça, contra a ditadura sacrificou a sua própria liberdade. O 25 de Abril encontrou-o na prisão da ditadura.
Um revolucionário romântico, cujas façanhas de antes do 25 de Abril faziam parte do imaginário de todos aqueles que ainda jovens viveram a experiência única da madrugada libertadora.
A sua vida daria vários livros e filmes. Nem um documentário, que a malta é pobre. De espírito, pelo menos.
Um homem com H grande.

O lançamento da revista ops!, revista promovida pela corrente de opinião socialista liderada por Manuel Alegre, ontem em lisboa ficou marcado pelo pré-anúncio de um entendimento entre António Costa e Helena Roseta para apresentarem listas conjuntas à Câmara de Lisboa. Manuel Alegre, declarou o seu apoio a essa aliança e salientou a importância duma vitória da esquerda para o governode Lisboa.
A imprensa e a televisão estiveram presentes para o lançamento da revista mas aquilo que os motivou não foi o conteudo específico da mesma nem o debate que esta questão justifica. Foi apenas e só as revelações que poderiam surgir sobre esta aliança política entre Costa e Roseta.
É por isso que não se encontra uma única notícia disponível, em qualquer formato, sobre a apresentação da revista e o seu conteúdo, encontrando-se apenas algumas referências vagas pontuadas por algumas asneiras em jornais de referência sobre os participantes na revista e a sua especialização, como o que identifica Pedro Bingre, um dos editores deste dossier, como um especialista académico em questões de corrupção, uma patacoada notória, que ignora desta forma os importantes contributos do autor para o debate sobre corrupção e urbanismo e em particular para a compreensão da questão das mais valias urbanísticas.
É o que temos. A malta tem que dar as notícias e não tem tempo para leituras muito pesadas e disucssões demasiado ... técnicas.

Sócrates: “Nunca houve vitórias da esquerda com enfraquecimento do PS”
Eu sou dos que pensam que uma esquerda forte necessita como de pão para a boca de um PS forte e... de esquerda.
Não concordo, nem subscrevo, a utopia comunista de que o fortalecimento da esquerda faz-se com o esmagamento do pS, utopia que muitas vezes a liderança do Bloco parece querer adoptar, como sua. Um país mais justo, melhor governado em nome das ideias da esquerda, necessita de um compromisso político centrado nas políticas da esquerda e nos seus objectivos.
O problema na esquerda portuguesa é que o fortalecimento do PS, como aquele que o povo português lhe proporcionou em Fevereiro de 2005, traduziu-se, sempre, num enfraquecimento da esquerda e no fortalecimento das políticas de direita. Podemos, infelizmente, dizer que " O Fortalecimento do PS não tem significado vitórias para a esquerda".
Falta-nos um PS social-democrata capaz de defender políticas progressistas de esquerda a exemplo dos seus congéneres do norte da Euroipa. Falta-nos um PS que seja liderado por gente capaz de um pensamento político de esquerda concretizável em políticas públicas concretas e inteligíveis pelos cidadãos e pelas famílias.
Falta à esquerda um projecto político que rompa de forma consistente com a separação dos que defendem o mercado e só o mercado - como acontece, no que é esssencial, com a liderança do PS - e os que se acontonam numa lógica em que o mercado é substituído pelo Estado, como sempre aconteceu com os comunistas e parece estar a acontecer com o BE.
É aqui que o debate faz falta e é esclarecedor.



Destaque para o editorial de Manuel Alegre, que faz o balanço da intervenção da ops! e da corrente de opinião socialista que nela se expressa e enquadra a actuação política deste movimento no contexto das próximas eleições legislativas.
O dossier "Urbanismo Corrupção" conta com edição de Pedro Bingre, Helena Roseta e Nuno David. Destaque para os textos "A bolha imobiliária: duas faces da mesma moeda" de Pedro Bingre, "Corrupção e Urbanismo: desatar o nó", da minha autoria, "Ordenamento e Urbanismo: política, ambiente e corrupção". de Eugénio Sequeira, "Cidade, especulação e democracia", de Helena Roseta, além de uma uma extensa reportagem sobre as pistas apontadas por Maria José Morgado em comunicação dada na Universidade Lusófona, à volta do sistema de licenciamento urbanístico e os desastres do urbanismo ilegal e a naálise de casos como o caso da Ponte do Galante na Figueira da Foz, por Pedro Bingre, caso exemplar de como a especulação redesenha as nossas cidades. Destaque ainda para a entrevista ao Presidente do Tribunal de Contas, Miguel de Oliveira Martins, e para a crítica à práctica política do Governo que no âmbito da ContrataçãoPúlia fura a regras que ele próprio definiu. Uma leitura e uma reflexão a não perder.

O artigo de opinião de Mnuel Alegre, pulicado no Expresso do passado fim de semana.
"Em nenhum outro país europeu a esquerda é eleitoralmente tão forte como em Portugal. Mas essa força não serve para grande coisa. Sobretudo não serve para governar, seja em coligação seja através de acordos pontuais. Em caso de maioria relativa do maior partido da esquerda, a governabilidade só é garantida à direita, quer através do bloco central, quer com o apoio do CDS. Nem o PCP e o BE estão disponíveis, nem o PS quer governar com qualquer deles. As nossas esquerdas parecem ter como desígnio principal excluírem-se umas às outras. É uma das originalidades portuguesas.(...)" Ler mais aqui.
Fundamental.
Pelo que me toca subscrevo na íntegra esta posição. Em particular na dura e justa crítica feita à evolução e à práctica política do PS mas também na crítica à actuação das restantes esquerdas.
Manuel Alegre apresenta a solução: "(...) E por isso impunha-se um sobressalto. Seria preciso que os socialistas acordassem do seu torpor e que dentro do PS se ouvissem vozes a exigir uma mudança. Não só de estilo, mas de pessoas e de políticas. Na educação, no trabalho (cujo Código é imperioso rever), na justiça, na função pública, na relação com os sindicatos, na afirmação do primado da política e na urgência de libertar o Estado de interesses que o condicionam. Seria preciso que o PS fosse capaz de se reencontrar consigo mesmo, com os seus valores e com o seu eleitorado. E que as outras forças de esquerda, sem abdicarem das suas posições próprias, definissem com clareza o adversário principal e se interrogassem sobre as consequências de um eventual governo de MFL. Se a direita governar, o povo da esquerda será o principal perdedor, independentemente da votação nos partidos que dele se reclamam.(...)"


JUNTOS DESDE AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 1997.

Falta de inspiração e de pontaria ditaram derrota leonina no Algarve
Dificilmente o Sporting fará melhor do que na última temporada. Visto de outro ângulo, o do adepto, dever-se.ia dizer que muito provavelmente o Sporting fará ainda pior do que na última época.
Vamos lá a ver: Romagnolli saiu e entrou - por valores próximos dos de Saviola embora os salários sejam diferentes, tal como o valor - o chileno que não se impôs no Villareal. No esquema de Paulo Bento o Sporting transformou-se numa máquina chata de jogar com dois tipos de variante: grandes exibições quando Rogmanolli engatava grandes jogos, coisa cada vez mais rara na última época, e segundas meias partes razoáveis quando, face ao desacerto de Romagnolli, PB devolvia Moutinho à sua condição natural, a de nº10 da equipa; equipa sofrível capaz de sofrer as maiores goleadas e os maiores vexames da história do clube em diversas ocasiões.
O Sporting além da troca de Romagnolli por Fernandez, que se verá se foi positiva, perdeu Derlei, coisa que não me parece que tenha reparação possível.
Mantem Djaló, que não lhe acerta nem de bico, Rochemback, com um ar próspero e rosado a prometer uma época ... pesada, e um conjunto de jogadores que com este treinador vêm a sua vida a andar para trás. Ficam outros equívocos como o medíocre Grimi, mandaram embora o Roni que não era melhor mas era muito mais barato, e o Caneira que é o jogador com a pior relação qualidade/preço da história do clube, embora pareça ser a vários títulos uma excelente pessoa e um excelente profissional.
Fica Paulo Bento com quem Bettencourt apenas necessitou de 10 minutos para renovar, quando o bom senso recomendaria 10 segundos para não renovar. Estão criadas as condições para uma época chata, com as assistências em Alvalade a baixarem para níveis inenarráveis, e com o título, neste caso o acesso à Liga dos Campeões, a voar desde cedo.
Espero enganar-me, naturalmente.

Lançamento da Revista OPS!, número 4, dossier Urbanismo e Corrupção, com Manuel Alegre

O número 4 da OPS! é lançado nesta terça feira, dia 14, 18h30, na livraria Círculo das Letras. Com um dossier dedicado ao tema "Urbanismo e Corrupção", editado por Pedro Bingre, Helena Roseta e Nuno David, este número inclui uma entrevista a Guilherme Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção. Conta ainda com uma extensa reportagem sobre as pistas apontadas por Maria José Morgado em comunicação dada na Universidade Lusófona, à volta do sistema de licenciamento urbanístico e os desastres do urbanismo ilegal. Além do editorial de Manuel Alegre, escrevem neste número Nuno David, Pedro Bingre, Helena Roseta, José Carlos Guinote, Eugénio Sequeira, Pedro Tito de Morais, Luis Novaes Tito, Maria José Gama, Jorge Martins e Leonor Janeiro.

Apresentação dia 14 Julho, terça, 18h30, Livraria Círculo das Letras (Rua Augusto Gil, 15 b), com Manuel Alegre, Pedro Bingre, Nuno David, Fernando Nunes da Silva.

Já está disponível o blogue da candidatura do Bloco de Esuqerda à autarquia de Sines.
Entre as várias "utilidades"já disponíveis encontra um link para o FLICKR onde poderá ver um conjunto de fotos da apresentação da candidatura.
Boas leituras.
Encontra um link permanente para este blogue aqui na barra de blogues do Pedra do Homem.

Afinal os trabalhadores da Repsol que estão a receber as notificações da entrada em Lay Off estão a ficar surpreendidos com os termos do mesmo. Alguns trabalhadores receberam notificações que correspondem a interrupções do trabalho por períodos de vários meses seguidos, contrariando o que ficara acordado e que passava por interrupções por períodos de cerca de 20 dias com retoma do trabalho por períodos quinzenais e repetição do esquema até Dezembro.
Porque será que a empresa estabelece estas regras diferentes entre os seus trabalhadores?

Impedir a vizinhança de dormir pode sair caro
Finalmente uma sentença que pode ajudar a colocar ponto final na barbárie. O ruído excessivo nos períodos dedicados ao descanso e nos fins de semana são um massacre para as famílias que têm o azar de conviver com os bárbaros.
Até aqui a polícia pouco ou nada podia fazer além de insistir com os bárbaros em resposta aos apelos das vítimas. As empresas que gerem os condomínios pouco ou nada fazem e, no caso de arrendamento, as imobiliárias e os senhorios não querem normalmente saber e em boa verdade não existem meios de intervenção.
Espero que este acórdão moralize esta forma bárbara de viver à portuguesa.

PS - espero, sinceramente, que este acórdão seja extensível ao ruído provocado pelas chamadas "festividades de Verão" sobretudo aquelas que adquirem carácter permanente e que nos enchem a casa de música pimba e não pimba pela noite dentro. Espero que se possam colocar acções contra as autarquias prevaricadoras e que seja definido um limite horário a partirdo qual essas actividades devam remeter-se ao devido silêncio. Falo do caso de Sines que atinge um nível de bandalheira inqualificável.

Sá Fernandes admite concorrer a Lisboa com António Costa
Sá Fernandes é livre de fazer as escolhas que quiser e de se candidatar nas listas que entender desde que seja aceite. Mas, porque razão utilizará ele uma expressão condicional quando toda a gente tem a certeza que ele integrará a lista de António Costa e que isso está acordado desde tempos imemoriais? Só há uma hipótese de isso não aontecer e essa é a que resultaria de uma leitura política negativa dessa possibilidade pelo actual Presidente da autarquia lisboeta.
Mas, Sá Fernandes pode estar descansado. António Costa parece ser um político que preza os seus amigos e Sá Fernandes foi neste pequeno mandato um grande amigo. Ninguém lhe escutou uma crítica que fosse à gestão do socialista.

Ferreira Leite quer "transformações profundas" em consenso, mas concorda com medidas sociais do Governo
... é , muito mais importante do que aquilo que nos separa, parece dizer Manuela Ferreira Leite.
E, em que áreas é que a drª Manuela encontra boas razões para manter as políticas de Sócrates? Nas políticas sociais pois então ou não seja aí que melhor se detecta a matriz de direita que caracterizou, desde sempre, a actuação do Governo. Porquê mudar aquilo que o PS fez tão bem.

Há cartazes iguais a este por todo o lado, na cidade de Sines. Sucederam a uns que durante semanas estiveram vazios. Pessoalmente lamento apenas a substituição do cartaz junto à rotunda do Intermarché, ou do PIngo Doce, que tinha uma imagem do "Cavaco enquanto jovem", com aquele ar inteligente e austero que ele tinha. A inteligência fica bem numa rotunda. Espero que agora ninguém se despiste na rotunda. Já chega de despistes.
Como já alguém explicou a massificação gera a indiferença mas não é fácil gerir a indiferença , sendo normal que se recorra à massificação.
Este cartaz está na rotunda do Terminal XXI no lado oposto ao cartaz da APS.
Não fosse o facto de se tratar de um cartaz do PS e poderíamos pensar que a APS se tinha esquecido de colocar cartazes dos restantes membros da Administração e da Direcção da empresa, ao longo da rotunda.
Trata-se tudo de uma questão de estética. Se olharem bem, quando regressam de S.Torpes, a visão conjunta dos dois cartazes têm uma certa unidade. Um não diz nada e o outro também. Parece que foram feitos pelo mesmo artista.

PS - Na rotunda oposta, de acesso a St. André, a Petrogal, sovina, não colocou um cartaz a emparelhar com o do candidato. SIM, terá outras opções, quando muito apoiará o candidato GALP-Energia.

Adenda: O PS em Sines tem dois problemas um dos quais é nacional e o outro é específico. O nacional é a política do Governo que agride as pessoas e suscita uma reacção que se não se vê nas sondagens, vê-se depois nos votos.
Existe uma tendência, fomentada pelos próprios, para identificar o PS com a APS. Daí alguns acharem que a candidatura é a da (A)PS.

Há cartazes novos na cidade. Não falo apenas de cartazes dos candidatos, sobretudo daqueles que estão mais aflitos com o dinheiro que tem para gastar e mais aflitos com aquilo que suspeitam ser um, para eles, estranho desconhecimento por parte do eleitorado. Falo de cartazes que dão conhecimento, a quem nos visita, que estão a chegar à Porta Atlantica da Europa, isto é à APS. O cartaz que se mostra colocado junto ao acesso ao Terminal XXI e a Sines faz parte de uma leva de novos cartazes que renovam a imagem da administração Portuária. Dizem que a APS tem sido muito poupadinha já que não renovava a imagem desde há oito anos.
Podemos talvez retirar uma conclusão: sempre que um seu funcionário se candidata à autarquia de Sines a APS comemora por antecipação renovando os outdoors.
Comemora no ínicio já que no final não tem tido motivos para comemorar.


Alegre afasta participação no programa do governo do PS
Alegre foi claro na sua declaração: "“António Vitorino seguiu outras vias, e quando se faz esta escolha [para fazer o programa do governo] ela tem um significado, tem um sentido, tem uma orientação, há uma diferença de pensamento, de estilo e de escrita muito grande. Seria necessário haver mudanças de políticas e de pessoas. Seria preciso um milagre para eu mudar e nestas coisas os milagres são difíceis”.
Os milagres, percebemos nós, são neste caso mudanças políticas que aproximassem o PS daesquerda que Manuel Alegre acha que faz falta na política e na sociedade portuguesas.
Não s eiludam. Não são as incompatibilidades literárias ou de escrita que tornam incompatíveis António Vitorino e Manuel Alegre. O que os incompatibiliza são as opções que cada um fez, o seu posicionamento político na sociedade, aquilo que representam no PS e no País.
O convite de Cravinho implicava esta resposta e esta clarificação. Julgo que seria esse o seu objectivo. Sócrates não fez nada para minimizar o espaço político que o separa da esquerda do PS e da esquerda do país. Já não terá tempo para isso.

Fenprof exige novo concurso de colocação de docentes já no próximo ano


A Fenprof está chocada com o resultado da primeira fase da colocação de professores .Tem toda a razão deste mundo. O número de vagas que o Ministério e a gestão das diferentes escolas colocou a concurso nesta 1ª fase apenas se pode justificar à luz daquilo que José Gil descreveu como o comportamento psicótico desta equipa ministerial.

Faz muito bem a FENPROF em defender os que não obtiveram colocação, os contratados que assim continuarão, aqueles que esperavam e não conseguiram entrar no quadro. Mas faz muito mal, falha rotundamente, em não defender aqueles que tendo obtido uma colocação, espacialemnte forçada, na primeira fase do concurso, a centenas de quilómetros do seu local de residência e das suas famílias, serão posteriormente ultrapassados pelos seus colegas de QZP com menor graduação, invertendo a lógica do concurso e introduzindo uma preversa punição para os melhor classificados.

Para esses, o dr. Nogueira e os funcionários da sua estrutua sindical, limitam-se, quando contactados, a declarar com indiferença e até incómodo que "tiveram muita sorte" porque "até conseguiram um lugar no quadro".

Será que a FENPROF tem afinal um ponto de coincidência com a equipa da dr. Maria de Lurdes Rodrigues? Será que esse ponto é a "estabilidade do corpo docente" que na visão socrática dominante tem que ser conseguida a qualquer preço, mesmo submetendo os docentes às maiores punições, incluindo a separação familiar?

Por isso, não basta à FENPROF defender um novo concurso. É necessário que diga de forma clara as regras que ele deve incluir e esclarecer que este tipo de injustiças relativas devem ter um fim, passando os professores a concorrerem em igualdade de circusntãncias apena ordenados pela sua classificação e terem outra vez a possibilidade de escolher um conjunto alargado de escolas da sua preferência.

Fica aqui parte de um mail enviado à FENPROF por uma professora afectada pela "estabilidade do corpo docente" e por este processo kafkiano de colocações.

"Caros Colegas, gostaria de chamar a vossa atenção para um assunto que tem sido estranhamente ignorado. Não posso deixar de observar com revolta, mas infelizmente sem surpresa, que uma vez mais só vos interessa o gordo e visível número de pessoas que ficaram de fora dos concursos, ou seja sem colocação. Tenho defendido o papel dos sindicatos ao longo destes anos, ainda que muitas vezes em total desacordo com certas tomadas de posição, mas assisto sempre à defesa das mesmas coisas e ao esquecimento oportuno de assuntos menos "visíveis".

Passo a explicar a minha situação, minha e de mais umas centenas de colegas "bafejados pela sorte". Tendo até agora sido professora do QZP de Beja, vi-me neste concurso obrigada pelas regras do mesmo a concorrer a todas as escolas do QZP. Para meu grande azar obtive colocação no Agrupamento de Mértola (resido em Sines). Agora tenho a incrível sorte de poder concorrer a destacamento para aproximação à residência, mas só o poderei obter depois de todos os meus colegas de QZP sem componente lectiva obterem colocação em DACL!
Quais as hipóteses que tenho? Nenhumas! Até agora pelo menos metade dos meus colegas neste quadro de zona ficavam sempre sem horário. Trata-se aqui, ou não segundo a vossa posição e omissão, de uma total perversão das listas de ordenação?
Choca-me e revolta-me esta injustiça que eu há meses antevia. Mas choca-me muitíssimo o sindicato ter apenas umas palavras vagas e inninteligíveis sobre este assunto, o facto de nada fazerem e de nenhum apoio proporcionar.

Cumprimentos decepcionados Sofia Baptista"


PS - este post inclui parte de um mail que a minha cara metade enviou à FENPROF.

Assustador, ele no meio das gajas sem cara, com excepção da embevecida moçoila, iluminado pela luz. Entre a piroseira e o sinistro.
Só concordo com uma coisa: a palavra de ordem. Espero bem que juntos consigamos correr com eles e fazer avançar Portugal.
Face a estes cartazes prefiro os outros os do "homem do Modelo" que estão em todo o lado na minha cidade.

O traje novo do rei Ronaldo
No mesmo momento em que milhares de famílias de professores viam as suas vidas familiares colocadas em causa para os próximos quatro anos, as televisões trasnmitiam a abrir os seus telejornais uma espécie de entronização de um futebolista por um empreiteiro espanhol de sucesso. Por essa via o empreiteiro teve direito a discursar a abrir os telejornais nacionais para dizer meia dúzia de imbecilidades a condizer com o carácter imbecil da coisa.
O empreiteiro, senhor do seu espaço, não convidou nem Zapatero nem Sócrates. Não fizeram falta nenhuma como se viu: o seu tempo no primer time estava assegurado. A imbecilidade é autónoma e exuberante.

Candidato do BE contra modelo industrial sineense
O Setúbal na Rede publica uma síntese de uma pequena conversa telefónica que corresponde no essencial áquilo de que falei com o jornalista Bruno Cardoso. Trata-se de um trabalho feito por telefone em condições que se podem considerar dificeis.
As pequenas confusões que se podem identificar não minimizam a importância desta noticia.
Quem assistiu à apresentação da candidatura sabe duas coisas:
Foi afirmado por mim que o Presidente da Câmara eleito pelo BE não empregará pessoas da sua família em lugares de confiança política. Foi afirmado que os vereadores eleitos pelo BE não se candidatarão durante os mandatos a lugares na estrutura técnico-administrativa da Câmara.
Foi afirmado, na mesma apresentação, que a autarquia faz concorrência desleal aos comerciantes da Zona Histórica promovendo actividades que lhes retiram clientes já que canalizam os vsitantes para fora da zona. No Inverno são esses mesmos comerciantes, muitas vezes com prejuízos, que mantem a actividade comercial aberta e alguns laivos de vida no coração deserto da cidade. Este aspecto é relevante no contexto da proposta do BE para revitalizar a Zona Histórica e foi por mim desenvolvido na apresentação.
O Setúbal na Rede fez o seu trabalho e assim sendo a democracia agradece.

30 mil professores colocados na primeira fase
O que o ministério não diz e os sindicatos não denunciam é que para uma grande parte destes 30 mil colocados aconteceu-lhes, a eles e às suas famílias, uma desgraça. Foram colocados nesta primeira fase em escolas para as quais não estavam interessados em concorrer, tendo passado a ser obrigados a concorrer a todas as escolas do quadro de zona pedagógica desde o último concurso . Isso determinou, por exemplo, que durante quatro anos podem ficar a centenas de quilómetros de casa. Centenas de quilómetros que em tempo de deslocação não são sempre iguais, porque por exemplo ir de Sines a Mértola requer muitíssimo mais tempo do que o necessário para fazer os mesmos quilómetros entre Sines e Lisboa.
Aqueles que não ficaram colocados nesta fase porque estão pior colocados no concurso podem ter ganho a sorte grande. É que podem agora ser colocados próximo de casa sem perda de qualquer regalia, nomeadamente salarial. Com economias brutais em deslocações e alojamentos sem contar com a separação familiar.
Os "bafejados" na primeira fase podem pedir destacamento mas, pasme-se, só podem ser considerados após colocação integral de todos os que serão colocados por destacamento por ausência da componente lectiva na segunda fase do concurso.
Neste caso estar melhor colocado no concurso pode ter consequência funestas. Uma sui generis lógica de penalização das melhores classificações no acesso. Uma ideia xocialista, certamente.
Claro que o Ministério da Educação trata os professores como coisas, como trampa. Só assim se entende que, ao abrigo da seráfica política da estabilidade do corpo docente, se atire uma pessoa, por quatro anos, para centenas de quilómetros de distância da sua família, e como se isso não bastasse enquanto punição social, todas as despesas suplementares que isso acarreta tenham que ser integralmente suportadas pela própria. Sem falar nas questões emocionais e afectivas que são fundamentais para o equilíbrio de quem tem a função de ensinar.
Este sistema é uma canalhice. Quem o projectou, o concretiza e o defende merece a classificação de canalha mor. Vamos ter que os papar - aos Valter Lemos do regime - nos próximos dias a rejubilar no espaço público mediático com a satisfação dos professores e com o facto de estarem todos contentes com as respectivas colocações e as vidinhas arrumadas.
Que nojo!

PS - Nas próximas eleições não darei o meu voto a quem não garantir que põe termo a este tipo de arbitrariedades e que não assuma de forma explícita isso mesmo.

Ministra da Educação preocupada com "clima de ódio desajustado" de Ferreira Leite
Se há alguma coisa que justifique o ódio na actual política governativa é a política de educação e a forma como ela trata os professores.
Eu, por exemplo, odeio profundamente a ministra e por tabela tenho um ódio profundo e um desprezo total pelo primeiro-ministro. Odeio-os.
Odeio uma política que trata os pofessores abaixo de merda e as famílais dos professores abaixo de merda. Odeio os políticos que concretizam uma política que parte do príncipio fascista que os professores são autómatos programáveis e que não têm vida própria, família, essas coisas que só a malta do Albino, da associação de pais, e a ministra, mais o primeiro-ministro é que têm o direito a ter.
Explico melhor: depois de 3 anos em Odemira(1) colocada com um filho de 6 meses com a obrigação de se deslocar diariamente entre Sines e Odemira a minha mulher foi hoje colocada em Mértola para os próximos quatro anos, a bem da estabilidade do corpo docente.
Como vamos fazer? Deslocações diárias entre Sines e Mértola? Separação da família nos próximos quatro anos, com metade a viver em Sines e metade a viver em Mértola? Separação da mãe do filho? Separação do filho do ambiente escolar no qual cresceu e do pai?
O ministério apenas e só quer uma coisa: tratar os professores como merda. Esmagá-los. Mostrar-lhes que são apenas e só números, peças na engrenagem, que podem ser manipuladas da forma mais arbitrária. Sem direitos.
Nojentos, merecedores de todo o ódio deste mundo.

ps - No final de 12 anos de carreira profissional sai a pior colocação possível no sítio mais distante do Quadro de Zona. Nojentos.

(1) - Na altura um pedido de destacamento por um ano para uma escola na zona de Sines foi recusado porque ter um filho com 6 meses de idade que se está a amamentar não é considerado motivo para destacamento. Pedido de destacamento apenas para o primeiro ano, note-se.

António Costa e Santana Lopes taco-a-taco na corrida à Câmara de Lisboa
Santana Lopes pediu, de forma humilde, a ajuda divina para vencer as eleições em Lisboa. Não sei se esta sondagem já tem em conta os esforços feitos pela "nosso senhor" de Santana em resposta ao seu católico apelo. No entanto, de uma coisa pode António Costa estar certo: tem pela frente um osso muito duro de roer.
Não é em vão que um Presidente da Câmara em exercício experimenta tantas dificuldades em levar de vencida um seu adversário. Só alguns conseguem subverter a ordem natural das coisas. Santana pertence ao pequeno grupo dos que podem.

Sá Fernandes julgado por chamar «bandido» a Domingos Névoa
Sá Fernandes neste caso cometeu vários erros imperdoáveis. Em primeiro lugar não se deixou corromper. Em segundo lugar pretendeu denuciar o corruptor.
Estes dois crimes são os mais graves. Sá Fernandes tinha a obrigação de saber que em Portugal não há corrupção. Só a sua necessidade extrema de exposição mediática o levou a inventar esta tramóia contra o senhor Névoa. Como podia ele ser aliciado para a práctica de corrupção se a dita cuja não existe dizendo-se mesmo, segundo fontes socialistas, que terá sido erradicada tal como a febre amarela.
Em segundo lugar a questão da linguagem. Sá Fernandes classificou o senhor Névoa, figura estimada da melhor sociedade de Braga, incluindo o senhor Mesquita Machado, como um bandido. Lamentável e verdadeiramente inaceitável. O senhor Névoa um bandido? Ainda se fosse corruptor. Já não há respeito pelo bom nome dos outros.

Há eqúívocos que se alimentam e se reproduzem ao que parece infinitamente. O movimento SIM pretendeu discutir "Investimento, Desenvolvimento e Emprego". Independentemente dos contributos dos oradores e da participação das pessoas que terão estado presentes importa salientar que esta é a equação que a actual maioria insiste em conjugar desde que há mais de doze anos se instalou no poder sucedendo aos que os precederam em representação da CDU.
Ora um debate sério sobre qualquer ideia de desenvolvimento passa obrigatoriamente por alterar alguns dos termos do mesmo. Temos que introduzir outras variáveis como o endividamento, o ambiente, a qualidade de vida, a transparência e a corrupção. Teríamos que, no caso do investimento separar o investimento central daquele cuja responsabilidade é local.
Temos que colocar um conjunto de perguntas fundamentais. Por exemplo: O nível de endividamento é sustentável? Como se chegou a esta situação desastrosa em que o endividamento global ultrapassa os 25 milhões de euros? Que destino tiveram os cerca de 13 milhões de euros recebidos pela venda do Património Municipal - fundamentalmente terrenos do antigo Gabinete, isto é dos cidadãos de Sines - apenas ao longo dos últimos 8 anos? Qual é o modelo de desenvolvimento que se pode estabelecer sobre uma lógica de despesismo e endividamento galopante ao serviço de um populismo de base pessoal?
Podemos pensar em desenvolvimento sem pensar em ambiente e Saúde Pública e Qualidade de Vida Urbana?
Como é possível projectar o futuro, elaborar cenários de crescimento demográfico consolidados, sem resolver de uma vez por todas os déficies ambientais existentes? Será possível discutir esta questão sem discutir o direito à saúde , ao ambiente e à qualidade de vida dos cidadãos? Os direitos constitucionais dos cidadãos podem estar suspensos nesta parte do território? Pode-se continuar a morrer apenas e só porque os diferentes poderes, com destaque para o autárquico, transigem com os poluidores e não exercem a fiscalização, o controlo e a monitorização que a tecnologia permite? Os sucessivos Governos, com particular para este último, podem continuar a olhar para esta parte do território pretendendo ignorar que existe aqui um conjunto de cidadãos cujos direitos constitucionais ao ambiente e à saúde não podem ser ignorados?
Será possível discutir o desenvolvimento sem mudar as prácticas instaladas relativamente ao trabalho precário? Não terá a própria autarquia que dar o exemplo nesta matéria exigindo o mesmo a todas as associações que beneficiem de dinheiros públicos e deixando ela própria de explorar o trabalho precário em períodos eleitorais? Quando falamos de emprego de que tipo de emprego estamos a falar? De emprego sem direitos? Será possível discutir o desenvolvimento sem discutir o papel da autarquia e o seu posicionamento no processo económico? Qual a sua actuação no fomento do empreendedorismo? Qual o seu papel como garante da transparência e do tratamento numa base de igualdade dos diferentes agentes económicos? Que procedimentos são adoptados para corrigir perversões, distorsões da concorrência através dos mecanismos do licenciamento urbanístico, violações sistemáticas dos príncipios da igualdade e da administração aberta e transparente, rigor no cumprimento dos prazos?
Estes debates ficam sempre bem. Mas podemos realizá-los sem colocar as perguntas dificeis. Podemos realizá-los à volta de uma visão supostamente espacial em que as questões centrais se confinam às infraestruturas regionais pretendedo ignorar todos os outros aspectos.
Mas, felizmente para todos nós, os debates além da função de propaganda que cumprirão melhor ou pior não conseguem esconder a realidade, sobretudo quando os seus promotores são aqueles que tiveram a responsabilidade política de fazer as escolhas e gerir o concelho e tomaram as decisões que nos conduziram para esta triste e lamentável situação.

Contas públicas precisam de ser corrigidas depois do fim da crise
A crise foi afinal uma enorme oportunidade que este Governo não desperdiçou e que não quer desperdiçar no futuro. Arrastados para o fundo pela irresponsabilidade dos ladrões do sistema financeiro internacional - os nossos Madoff´s estão agora a aperceber-se, com as vidas tranquilas que levam, do que se passou com as instituições que geriam e das quais sacaram tudo o que puderam, para confortáveis paraísos fiscais, ficando alguns deles em condições de se candidatarem ao RMG segundo as rigorosas condições de Paulo Portas - vimos o Estado socorrer com biliões as associações de ladrões em que algumas instituições financeiras se tinham tornado. Agora, depois da crise passar ou de os seus efeitos se terem atenuado, o ministro Teixeira dos Santos vem declarar que após a crise a consolidação das contas tem que continuar. Traduzido este governês para a linguagem de todos nós, isto quer dizer que depois da coisa ter estabilizado, os portugueses irão voltar a ser apertados pela máquina de sacar dinheiro do Estado, das duas maneiras que essa máquina utiliza: sacar mais impostos, coimas, moras. tudo aquilo que se imaginar, ou reduzir as prestações sociais obrigando as famílias a um maior nível de despesa para assegurarem o mesmo nível de acesso à saúde, à educação etc.
O ministro não diz nada que alguns não soubessem já. Limita-se apenas a retirar todas as dúvidas a quem ainda as tivesse.
Tinhamos nas Finanças um ministro que era conhecido pelo petit nom do "Teixeira dos Bancos", infelizmente ele passou a acumular as finanças com a economia. Uns vão perder muito e outros vão ganhar muito. O costume.

Provocou uma forte polémica o facto de ter escrito, num post cujo título era "Rádio Sines e a censura", que "A apresentação da candidatura do Bloco de Esquerda é completamente ignorada na página online da rádio". Referia-me ao facto de, após a dita apresentação, a página online não ter qualquer notícia a ela referida. Note-se que nunca escrevi que a Rádio Sines tinha censurado lactus sensus a apresentação da candidatura do Bloco. Os comentários, muitas vezes irracionais, que se produziram resultam da falta de hábito acerca do debate democrático. Quando a regra é a voz do dono não há debate e nem opinião livre.
Posto isto devo reconhecer que o título do post era excessivo dado que a Rádio na sua edição aúdio, que não critiquei, divulgou a referida apresentação.
Nada me move contra os profissionais que em condições muito dificeis trabalham na imprensa local e em particular nas rádios locais.

Santana quer novo túnel em Lisboa e pede “ajuda” a Deus para a vitória
Santana arrisca-se a ser cognomizado de "Santana, o esburacador". Fazer túneis é a sua vocação. Nenhum problema que Lisboa lhe apresente deixará de ser resolvidonem que para isso ele faça ... um túnel. Escavar é mesmo a sua especialidade.
Fora isso o candidato do PSD é um peso pesado impossível de ser contornado pelo tristonho e cinzento António Costa, pese embora a sua reconhecida capacidade política.
A direita vai voltar à Câmara de Lisboa, não vejo como isso pode deixar de acontecer.


Manuel Pinho foi um ministro do caraças. Resistiu para lá do inimaginável às mais surrealistas peripécias políticas criadas por sipróprio. Dizia-se, face à capacidade de sobrevivência suceptível de desafiar as artes de Houdini, que estava benzido pelo Espírito Santo.
Afinal um par de chifres mal colocados colocou-o fora do Governo, de nada lhe valendo a protecção divina. Já aconteceu o mesmo a outros matadores que acabaram matados.
A República pode lamentar-se de não ter cumprido os três D´s de Abril mas de não ter o seu par de cornos já não se pode queixar.



Aluviões, siltes, micas,
areias argilosas,
erupções
múltiplas: sonhava
o geólogo com as entranhas
mortas da terra.
O seu era um rito
purificador e de perdão.
Solene, de um ébrio.
E conseguia enxergar
debaixo
de florestas
e fósseis,
mumificadas, nunca vistas
praias antigas.


António Osório

A Rádio Sines, tem uma vaga ideia do pluralismo democrático. O que lhes interessa é dar conta da "voz do dono". A apresentação da candidatura do Bloco de Esquerda é completamente ignorada na página online da rádio, mas um simples debate do SIM lá está, destacado na primeira página.
O Presidente da Associação de Bombeiros pode optar livremente, enquanto cidadão, por ser um angariador de apoios para a candidatura do seu "sobrinho", mas não pode introduzir critérios de censura na gestão da rádio, não noticiando esta ou aquela iniciativa de qualquer força política, ou dando tratamento preferencial ao seu "querido movimento".
Talvez o senhor não saiba que o dinheiro que a associação recebe da Cãmara não é do seu "sobrinho" mas apenas e só de todos os munícipes e que a instituição que dirige deve, em todas as áreas de intervenção, ser isenta perante todos eles e tratá-los em pé de igualdade.

O economista Augusto Mateus participou num debate promovido pela candidatura de Manuel Coelho à autarquia de Sines.
Cada um faz os debates que entender mas no caso de Augusto Mateus a coisa muda de figura. Estando a revisão do PDM em curso - ou melhor está parada - e sendo Augusto Mateus um consultor da equipa que elabora essa revisão, paga com dinheiros públicos, importa saber se esta sua inusitada participação na campanha eleitoral autárquica é extensiva a todas as iniciativas de todos os partidos ou movimentos concorrentes autárquicos. Augusto Mateus deve esclarecer isso rapidamente e caso não o faça a equipa que faz a revisão do PDM deve anunciar que rescinde a colaboração com o afamado consultor da área económica.
Trata-se de uma questão de ética nas relações entre quem presta serviços e quem não pode confundir o plano da gestão de uma autarquia e a Câmara Municipal enquanto instituição com um dos seus concorrentes eleitorais e com o período em que se disputam eleições.
Talvez não tenham dito nada ao professor e ele não tenha percebido que estávamos em campanha eleitoral.

PS - pela parte que me toca não sou grande apreciador do senhor. Quer no Comissariado da Baixa Chiado quer agora ao integrar o manifesto dos 28 economistas que defendem a paragem do investimento público, e as políticas da direita, não encontro razões para o aplaudir.

Quando olhamos um espelho, pensamos que a imagem à nossa frente é exacta. Mas basta movermo-nos um milímetro para a imagem se alterar. Aquilo que estamos realmente a ver é uma gama infindável de reflexos. Mas às vezes o escritor tem de quebrar o espelho — porque é do outro lado do espelho que a verdade nos encara. Estou convencido de que, apesar dos enormes obstáculos existentes, há uma obrigação crucial que recai sobre todos nós enquanto cidadãos: de com uma determinação intelectual inflexível, inabalável e feroz definir a verdade autêntica das nossas vidas e das nossas sociedades. É de facto uma obrigação imperativa. Se essa determinação não se incorporar na nossa visão política, não tenhamos esperança de restaurar aquilo que já quase se perdeu para nós — a dignidade do homem.


Harold Pinter, in Discurso de Aceitação do Prémio Nobel, 2005

Uma agradável surpresa a participação das pessoas na sessão de apresentação das candidaturas do Bloco de Esquerda à autarquia de Sines. Cerca de 150 pessoas numa terça-feira à noite com os limitados meios de divulgação utilizados, parece-me interessante.
Significativo o facto de terem estado presentes pessoas cuja opção política é outra mas que, num espírito democrático louvável, foram escutar as propostas que apresentámos. Foram duas ou três pessoas mas relevo a sua presença. A democracia faz o seu caminho e estas são manifestações saudáveis do espírito democrático.
O movimento que governa a autarquia também se fez representar, com um interesse óbvio. É necessário alimentar as caixas de comentários anónimos com considerações depreciativas e algumas patacoadas.
No final desta semana os textos e as imagens da apresentação estarão disponíveis no site da candidatura. Até lá o pedradohomem cumpre com agrado o papel de divulgador.

PS - o Estação de Sines divulga uma pequena resenha do que se passou, mais num registo pessoal do António Braz. Agradeço os elogios mas aquilo que interessa destacar no seu comentário é a valorização das propostas e da sua viabilidade e exequibilidade.


 

Pedra do Homem, 2007



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