Cavaco acusa PS de o querer “encostar” ao PSD e à campanha eleitoral
Cavaco Silva entra a matar na próxima legislatura. Em primeiro lugar liquida, com esta declaração, qualquer ideia de cooperação estratégica daqui em diante. Não me recordo de uma declaração desta, digamos assim, violência, por parte de um Presidente da República visando o partido do Governo.
A reacção do PS, através de Pedro Silva Pereira, explicativa, muito explicativa, mas que afrontou o Presidente, mostra que o partido e o Governo não alimentam qualquer expectativa em relação aos tempos que se aproximam e ao comportamento a assumir por parte da Presidência da República.
A próxima legislatura vai ser muito animada.
Ministério Público faz buscas em escritórios que participaram na compra de submarinos
Esta notícia saiu hoje não porque seja terça-feira santa e um dia desses seja o indicado para notícias sobre submarinos, luvas, depósitos na Suiça e investigações que os pobres cidadãos pensavam estarem encerradas.
Saíram hoje porque se tivessem saído mais cedo poderiam ter interferido na campanha eleitoral. Teria sido feio, convenhamos. Tal como foram feias as notícias que saíram com manchetes sobre os PPR´s de Louçã e Ana Drago. Está bem, Paulo Portas nunca falou de submarinos na campanha e, apenas e só por isso, os jornais não se atreveram a ir ao fundo das suas contradições.Mas falou em dinheiros públicos, diabolizou os que recebem o rendimento mínimo e os malandros que recebem o dinheiro da assistência social. Mostrou uma probidade republicana no discurso sobre dinheiros públicos que deveria ter sido confrontada com a práctica do exercício de cargos políticos. Mesmo que para isso alguém tivesse que, equipado de um Nautilus, ir ao fundo de certas questões. O silêncio é de ouro e pode dar votos, conclua-se.
PS - nestes casos dos silêncios e das omissões há sempre os que ganham e os que perdem. Vamos ver com quem Portas se coligará. Eu aposto que o ministro Jaime Silva salta do próximo Governo para parte incerta.
U/m texto de Jorge Bateira no Ladrões de Bicicletas sobre a necessidade de se tomarem decisões à esquerda. Uma excelente reflexão mesmo se a conclusão a que chega é polémica e passa pelo lançamento de um novo partido. Mas nã osendo a conclusão óbvia as razões que Jorge Bateira encontra/descreve para fundamentar essa proposta sintetiza o estado de espírito de muitos milhares de portugueses: "(...) É que o País vota maioritariamente à esquerda mas não está feliz com a representação política que recebe em troca. E tem razão, merece melhor."
Pois merece e há muito tempo que assim é. Ora o tempo na política como em tudo o resto que se relaciona com a vida das pessoas, é uma variável muito importante.
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Bloco em Sines: quinto melhor resultado a nível nacional(continuar a ler aqui)
Sócrates: PS teve uma "extraordinária vitória eleitoral"
O PS perdeu a maioria absoluta, perdeu cerca de meio milhão de votos, perdeu 24 deputados(por enquanto, pois falta a imigração), viu a sua esquerda, que abomina, ultrapassar o milhão de votos e segundo Sócrates obteve uma extraordinária vitória. havia quem afirmasse que ochefe do Governo estava com um défice de imaginação.
Talvez Sócrates esteja contente porque, afinal, pode obter uma maioria absoluta coligando-se com o PP, de Paulo Portas. Um cenário que não o choca tanto, nem o obriga a mudar de política. Segue-se uma fase de diabolização da esquerda parlametar podendo, eventualmente, contar com a colaboração daquela que pode cair no erro de se por a jeito.
PS - estes resultados colocam apesar de tudo o BE mais a CDU abaixo dos 20% e devem suscitar uma reflexão por parte dessas forças sobre as condições de participação na governação.
PS vence sem maioria absoluta
O PS perdeu a maioria absoluta. Mas, o resultado mais perturbador destas eleições é a possibilidade de o PS junto com o PP obter uma maioria absoluta. Não estranharia esta evolução da parte de José Sócrates. Esperemos pela evolução da situação política.
O resultado do PP é surpreendente apenas para os mais desatentos: o PP matraqueou nos problemas das pequenas e médias empresas. Matraqueou em defesa dos interesses dessas empresas que envolvem perto de 2,5 milhões de trabalhadores. São aquelas a quem o PS nada disse e a quem a restante esquerda pouco ou nada disse, igualmente.
0 PP denunciou a perseguição fiscal que o Estado exerce sobre essas empresas. Na actual política portuguesa, digo-o com mágoa, o PP ocupa o espaço político da defesa dessas importantes empresas. A esquerda, à esquerda do PS, ainda não foi capaz de ocupar esse espaço político. É o que falta para crescerem para valores da ordem dos 15% e para em conjunto se aproximarem dos 25-30%.
PS dispara na recta final e deixa PSD a oito pontos de distância
Voto no BE no próximo domingo. Espero que estes resultados anunciados pelo Público e pelo DN se confirmem num aspecto e se mostrem errados noutro. Explico: espero que a esquerda seja amplamente maioritária no parlamemto e que a maioria absoluta do PS não se concretize, como ambas as sondagens mostram. Desejo que a vitória, expectável, do PS não seja tão significativa como as sondagens dos últimos dias indicam. Espero que nenhum arranjo entre o PS e o PP permita estabelecer um acordo de incidência parlamentar que possibilite a Sócrates governar, mais uma vez, contra aqueles que o elegeram. Essa possibilidade existe com os resultados agora anunciados e como se sabe Sócates nunca se comprometeu com a recusa de uma aliança com o PP.
Voto no BE para que se possa introduzir mais justiça na economia. Não quero a economia na mão do Estado, nem uma sociedade sem iniciativa privada, sem empresas privadas, que hostilize o empreendedorismo. Mas, sobretudo, não quero uma sociedade em que o Estado foi capturado pelos poderosos interesses dos accionistas das grandes empresas do sector energético e do sector financeiro. Uma sociedade em que o Estado se comporta como um servo desses interesses desprezando os direitos das populações, condenadas a viverem sem horizontes e sem perspectivas, condenadas ao fatalismo de viverem no país mais desigual da Europa. Desigual por força da acção do Estado, por força das omissões do Estado. Essa é a prioridade deste momento: romper com a práctica neoliberal que nos conduziu onde estamos e que teve em José Sócrates um primeiro-ministro que seguiu a cartilha com uma desgraçada competência.
Penso que é necessária uma reconfiguração da esquerda. Uma esquerda com menos influência da ala direita do PS, menos servil em relação ao mercado, em relação aos interesses especulativos, mais justa , mais solidária. menos assistencialista. Uma esquerda democrática, preparada para participar no poder, para ganhar e perder eleições, que não queira sair da União Europeia mas não desista de lutar para a transformar, para a tornar mais justa.
Uma esquerda que faça a sua própria evolução e seja menos dogmática na economia.
Há muitas e boas razões para votar no BE. Mas a esquerda que pode mudar o país é plural e não pode dispensar os votos e as energias das centenas de milhares que irão votar no PS. É necessário construir as pontes que possibilitem uma ampla convergência das esquerdas. Baseada na contratualização política, que não abdique dos príncipios. As pessoas estão disponíveis para a contratualização e para a negociação política. Espero que depois de domingo fiquem criadas condições para que essa contratualização seja não só mais fácil como mais inevitável.
Barómetro reforça vitória do PS que fica oito pontos à frente do PSD
Esperemos que não, sinceramente. Esperemos que o resultado do PS não seja deste montante e que, ganhando embora - eu não dou para esse peditório - o faça por uma pequena margem. Esperemos que o próximo executivo assente a sua eficácia na negociação política e não na arrogância, no quero posso e mando socráticos, na chantagem sobre os grupos sociais, na repressão fiscal sobre as pequenas e médias empresas e os mais fracos em geral, na chantagem sobre as oposições.
Esperemos que esta sondagem da Marktest seja apenas mais uma não mais rigorosa do que aquela que dava, recentemente, 16%ao BE.
PS afirma que PSD fracassou e pede vitória estrondosa
O PS embalado pelas suas realizações dos últimos dias, quase todas "realizadas" com a preciosa ajuda da Presidência da República ou do PSD/anémico/confundido, passou para a fase seguinte e pde agora uma maioria absoluta travestida de "vitória estrondosa". Argumento principal: o PSD fracassou!!!
Vamos lá ver, quem é que governou o país em maioria absoluta durante quatro anos contra tudo e contra todos? Foi o PSD? Quem vai ser julgado/avaliado no próximo dia 27? O PSD?
O cenário de mais quatro anos de maioria absoluta de Sócrates é um dos momentos mais aterrorizadores da política portuguesa desde o 25 de Abril.
Alegre deu uma ajuda inestimável a Sócrates nesta campanha. Vê-se nas subidas dos últimos dias. Talvez fosse esta a altura para lhe perguntar como é que ele acha que um cenário de maioria absoluta ou de vitória estrondosa do seu camarada - tão seduzido pelo liberalismo e pelo neoliberalismo, durante tanto tempo - contribuirá para termos mais esquerda na política, citando a sua célebre declaração do Trindade.
A Antena 1 promove no Programa "Portugal em Directo", debates com os candidatos às Cãmaras Municipais de 5 concelhos. Sines, foi um dos concelhos escolhidos, os outros são Oeiras, Évora, Santarém e Setúbal. (ler mais aqui)
Até ao lavar dos cestos podemos distribuir as mais-valias.
Posted by JCG at 9/22/2009 09:00:00 da tardeGoverno tenta acordo dos ambientalistas para fechar grandes projectos do turismo
Até ao dia das eleições o Governo não desiste de atribuir as mais-valias urbanísticas aos felizes contemplados na lotaria dos PIN. Se estes PIN estão com problemas nada como o Governo adoptar uma postura pró-activa e ajudar a desbloquear o impasse: De repente, uma semana antes das eleições, aceita-se a redução de algumas dezenas de milhares de metros quadrados de áreas de construção e, com a devida sustentabilidade dos projectos e construção - os materiais ambientalmente correctos são tão bonitos - a coisa pode cair na graça dos ecologistas que tão chatos se revelaram ao longo destes anos. Podem tirar 30 ou 40 mil metros quadrados de áreas de construção, podem até tirar muito mais, que a viabilidade financeira dos proejctos não fica comprometida. O que está em questão é de outra natureza e de outra dimensão: as mais valias geradas pela urbanização de terrenos situados em áreas agrícolas, florestais ou abrangidas pelas políticas públicas de protecção da natureza é um negócio de uma dimensão incalculável. Sem paralelo com qualquer outro. Estamos a falar de centenas de milhões de euros de mais-valias geradas pelas decisões da Administração Pública, neste caso pelo Governo e pelas Autarquias envolvidas. Ingratos, os privados gulosos, não abdicam dos metros necessários para calar os ecologistas e regateiam, regateiam. Mostram, assim , como são incapazes de agradecer à Adiministração a generosidade que patenteia quando gera as mais-valias que eles depois capturam na totalidade, descontados os necessários pagamentos em espécie.
PS - agora que se discute tanto o estado Mínimo e o Estado Máximo apetece dizer o seguinte: aqui o Estado é máximo mas sabe aos privados a um bom e suculento estado mínimo. Porque é máximo na capacidade que tem para decidir e para determinar e é minímo naquilo que retem para si e para a sociedade, inundando de benefícios os felizes contemplados. Um Estado assim é a utopia de qualquer capitalista de antanho. Um Estado assim tem classe.
manifestamente exagerada, mas daí à declaração de Ferreira Leite vai uma distância que ninguém percebe.
Talvez a coisa não seja bem assim mas lá que o doente, aliás a campanha, está a necessitar de cuidados especiais, lá isso está.
Lisboa: António Costa quer ganhar corrida entre Metro e um Porsche
Esta é uma atitude muito pedagógica para os lisboetas. Depois de verem o bem sucedido exemplo do seu Presidente todos eles deixarão de entupir o IC19 e as vias de acesso à capital com os seus Porches.
Passam-se décadas e a converseta sobre a mobilidade continua neste rame-rame a ignorar o essencial: as centenas de milhares de pessoas que a cidade expulsou -conseqências de políticas públicas de habitação ou da sua ausência, que é uma forma de política - para as perifierias e que são fundamentais para tabalharem na cidade, todos os dias. Resolver os seus problemas sem mudar significativamente a forma como se faz a cidade, isto é a forma como se controla o desenvolvimento urbano, é como querer ir à lua no foguetão do Noddy. É por isso que os "Pedros Santanas Lopes" deste mundo têm depois tantas hipóteses de ganhar cidades como Lisboa.
PS - em Loures a coisa deu para o torto. Talvez porque nessa altura ele colocou um burro a competir com um Ferrari e a malta achou que seriam muito burros se lhe dessem a Cãmara. E agora, que pensarão os lisboetas desta graçola?
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Cavaco Silva afasta Fernando Lima do cargo
se o Presidente tinha dito, alguns dias atrás, que falava depois das eleições sobre segurança e agora fez isto o que mais irá acontecer, entretanto? Será que se pode pensar coisa diferente de admitir que o Presidente reconhece ser o seu assessor a origem de notícias encomendadas? E assim sendo que ilações tirará ele?
Uma coligação com o BE “não repugna nada” a Mário Soares
A miragem está cada vez mais real. Apesar das gaffes dos PPRS, das manchetes do Expresso a aproveitar as ditas gaffes, de ser o partido que menos referiu as PME´s (embora a montagem dos Gatos não o deixe perceber) do caso das peixeiras e de tudo o mais, aquilo que se sabe é que o PS ganha as eleições com uma margem mais ou menos segura sobre o PSD e que a perda de votos/deputados é, em grande parte, absorvida pelo BE. Sabe-se que dificilmente o BE terá menos de 18 depuatados o que dá uma mais do que duplicação do seu actual grupo parlamentar. Um crescimento feito quase exclusivamente à custa do PS. Ao PS compete-lhe fazer aquilo que pode, já que nunca aceitou mudar as suas políticas, para atenuar a sangria maximizando en passant a diferença para o PSD. Por isso reuniu em fim de festa Manuel Alegre - talvez o maior crítico da governação de Sócrates - e Soares, com este a declarar que não o repugna a aliança com os bloquistas. Mas não menos severa - e menos equívoca do ponto de vista do próprio - para o BE terá sido a declaração de Alegre de que esta é a esquerda possível. Falava do PS de Sócrates,saliente-se. Vamos ver o efeito que estas declarações irão ter. Vamos ver como os apoiantes de Alegre optarão nestes últimos dias e como interpretarão a participação de Alegre na campanha ao lado de Sócrates.
A miragem não parece resolver-se com os meios tradicionais de fazer política à PS. Dramatizando o discurso político à esquerda, apenas em períodos eleitorais, bipolarizando o mais possível - com o uso e o abuso da chantagem do "votar na esquerda é votar no PS" - e aproveitando os bons ofícios do PSD e do seu líder de ocasião, para depois de ganhar governar à direita e colocar o Estado Social numa prateleira de serviços mínimos, longe, muito longe, da matriz social-democata dos seus congéneres do Norte da Europa.
Para este tipo de conversa não adiantam nada as declarações de Tiago Silveira, esse digno sucessor de Vitalino Canas, que antes de dizer o que quer que fosse sobre as nacionalizações "à lá Bloco" talvez devesse começar por ler o artigo de Saldanha Sanchez no Expresso. Quem sabe se não ficaria melhor porta-voz?
Adenda: Louçã já respondeu como não podia deixar de ser. "Louçã: Mário Soares “não representa o PS” . Não é facil este caminho que radicalizado contra Sócrates e o que ele representa não pode deixar de abrir uma porta por onde se possa expressar a ala esquerda do PS. O que pouca gente acreditará é que alguma vez essa ala esquerda possa liderar o PS. Manuel Alegre já quase que descreu e por essa altura esteve iminente o aparecimento de uma nova força política. Algures entre a perpectiva dos socialistas e a dos bloquistas essa força poderá vir liderar a esquerda nos próximos anos. Nem tanto do lado do mercado, nem tanto do lado do Estado, mas com exigência na introdução de justiça na economia e de esquerda na política.
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Cavaco Silva vai tentar obter mais informações sobre “questões de segurança”
Cavaco Silva com esta afirmação mostra que não confia na independência dos Serviços de Informação e que acha que eles podem estar a ser instrumentalizados pelo Governo. É isso não é? Mas, quantos foram aqueles que duvidaram da bondade da dependência dos serviços de segurança de um secretário geral dependente do primeiro-ministro? que acreditou que isso não afectaria a sua independência?
Quanto ao facto de ser o Diário de Notícias a despoletar agora esta trapalhada, percebe-se ou não? Trata-se de um jornal claramente independente... de algumas das forças políticas em presença. E, quanto ao tratamento dado aos seus colegas do Público, foi coisa fina, não foi?
PS - na declaração de belmiro de Azevedo gostei daquela clareza quando ele afirma"Não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal"
O Pedro Mexia está de volta. Já tinha saudades de textos como este
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Louçã à defesa e sem palavras
O DN não se cansa de derrotar o BE. Agora foi a descoberta de uma grande derrota de Louçã, nos Gatos Fedorentes. À defesa e sem palavras. Palavras para quê?
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Etiquetas: Humor negro
Sampaio: política e políticos em descrédito
O livro deve ser interessante. Mas esta frase de Sampaio será é a mais interessante de todas: "Os políticos e a política encontram-se profundamente desvalorizados".
Esta afirmaçã oé tão verdade hoje como dez anos antes. A classe política em Portugal não merece grandes créditos por parte da generalidade da população. Mesmo as eleições d eproximidade, as autárquicas, são marcadas por uma abstenção esclarecedora. Mas, o problema é de outra natureza: se é verdade que a política e os políticos estão desvalorizados aos olhos dos cidadãos, a actividade está hiper valorizada aos olhos dos próprios políticos. Na classe existe uma cada vez mais forte consciência de classe. Ser-se político, com honrosas excepções, é uma garantia de carreira rápida e muito bem remunerada, enquanto titular de um cargo político, e garantia de um ainda melhor nível de vida depois do exercício do cargo.
Hoje para os políticos do centrão a opinião que os cidadãos têm da forma como exercem as funções políticas interessa-lhes tanto como a "sopa de alho". O que lhes importa é a forma como, devidamente actuados pelas empresas que organizam as camapanhas, reagem às intensas camapanhas publicitárias com que os bombardeiam por períodos curtos. A desvalorização da política deixou de ser importante para o sucesso daactividade política, sendo que esse sucesso se mede pelo sucesso da carreira dos seus protagonistas. O resto são pormenores a que nenhum acessor atribui a menor importância.
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Etiquetas: Política.
PINTURA DE ANTÓNIO DACOSTA.
Eça de Queirós
,
- Fernando Rosas, Deputado e primeiro candidato do BE pelo Circulo Eleitoral de Seúbal às Eleições Legislativas de 2009 (ler mais aqui)
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Etiquetas: eleições
A direita europeia com o PS português orgulhosamente só.
Posted by JCG at 9/17/2009 08:52:00 da manhãDurão Barroso reeleito pela direita europeia
O PS de Sócrates, votou favoravelmente a reeleição de Durão Barroso um Presidente da Comissão Europeia que foi a expressão máxima da política neoliberal na União Europeia. Sócrates não cabia em si de contente e expressou a sua satisfação pelo facto de um português ter merecido tal honra. Mais ou menos o que disse Paulo Portas. O nacionalismo mais bacoco ataca tudo e todos. Nenhum deputado socialista ousou votar contra. Sócrates quando escolhe sabe o que faz. O dr Vital sabe muito bem as diferenças entre PS e PSD, como ele escreve muitas vezes no Público. As diferenças entre o PS de Sócrates-Vital e o PSD da dona Manuela esbatem-se e anulam-se quando os interesses do neoliberalismo europeu falam mais alto. Barroso é a prova disso mesmo.
Durão não foi apenas o homem dos Açores, que, servil, alinhou com Asnar , Blair e Bush no ínicio da guerra ao Iraque, baseada numa mentira. Durão foi o presidente da comissão europeia que implementou políticas neoliberais que visaram, cirurgicamente, desmantelar o Estado Social. Accionando países como a Holanda, a Suécia, e os países nórdicos em geral, pelo facto de as suas políticas públicas de habitação - as mais justas e as que conduiziram aos melhores resultados em termos sociais e também do ponto de vista da qualidade do desenvolvimento urbano - "ofenderem" os príncipios da sagrada concorrência. Barroso trabalha para o sistema financeiro internacional e não descansa enquanto não trasnformar cada europeu num escravo. Quer estender à UE o medelo interno o modelo dos países do Sul que tão bons resultados tem trazido à banca.
PS - esta eleição é no plano pessoal a vitória do carreirista perfeito.Mostra como a política europeia está transformada na mais apetecível carreira e no mais bem remunerado lugar a que podem aceder pessoas com méritos reduzidos mas uma ambição e ausência de escrupulos políticos desmedida.
PS1 - Aguardo impaciente pelo comentário do Dr. Soares um reconhecido adepto de Bush e de Blair.
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Etiquetas: Política.Europa
De como uma simplificação estúpida pode ter tanta graça
Posted by JCG at 9/15/2009 09:06:00 da manhã“A escolha é entre Sócrates e a outra senhora”, diz João Soares
Parce que os socialistas de Faro foram ao rubro com a piadola de João Soares. Claro que quando se trata de rir a malta não exige qualidade humorística por aí além: basta a mais descarada adulteração e simplificação dos termos do confronto político. Há um potencial Alberto João em cada um de nós.
Debate final mantém empate entre Sócrates e Ferreira Leite
Num debate com estas características uma vitória clara de um dos opositores é quase uma impossibilidade. No caso do debate entre Sócrates e Ferreira Leite, o primeiro-ministro optou pela técnica de questionar o passado da sua adversária e colocar o acento tónico das suas críticas nas decisões a que ela esteve ligada nesse passado. Não sei se quem governou como ele governou nestes quatro anos podia ter uma melhor opção. Julgo, no entanto, que não foi completamente bem sucedido, até porque MFL recordou a dado passo que ela nunca tinha sido primeira-minstra e não era ela que estava a ser julgada nestas eleições.
Pareceu-me que a táctica agressiva de Sócrates, com constantes interrupções da sua opositora, o terá penalizado junto da opinião pública, e que as "cartadas" fortes que colocou em cima da mesa não foram suficientemente fortes para embaraçar ou atrapalhar MFL. Apenas no caso das SCUT´s a líder do PSD vacilou e produziu uma explicação pouco clara. Mas, MFL esteve melhor quando o acusou de ter feito uma reforma da segurança social escondendo dos portugueses as consequências dssa reforma. Disse, e Sócrates não a desmentiu, que dentro de 10 anos os portugueses receberão metade do último salário. Não disse foi o que acontecerá caso o PSD ganhe as eleições.
Esteve bem quando arrasou a reforma da Educação de Sócrates e quando o acusou de ser arrogante e de pretender fazer uma reforma contra os professores. Sócrates, nessa altura da conversa foi obrigado a admitir implicitamente que Maria de Lurdes Rodrigues não será ministra da Educação caso ganhe as eleições. Afirmou, de forma áspera, que um novo Governo terá novos ministros. Para bom entendedor...
Em conclusão é legítimo afirmar que se a coisa era mais dificil para Manuela Ferreira Leite perante o animal feroz a senhora safou-se.
Todos percebemos que ela não pode com o seu adversário que tem dele uma pequena opinião, que acha que o facto de uma pessoa com a a carreira dele ser primeiro-ministro é apenas um dos equívocos do regime. Foi coerente com aquilo que pensa dele particularmente e das suas políticas e anunciou que não formará governo com Sócrates. Foi clara.
Este debate teve outros vencedores ou pelo menos o empate verificado não prejudica as aspirações de BE, CDU e PP. Uma clara vitória de Sócrates - ou de MFL no caso de Paulo Portas - poderia criar a dinâmica de voto útil que estes debates não permitiram instalar. Julgo, aliás, que estes debates permitiram colocar de forma clara perante os cidadãos a ideia com cada vez mais adeptos de que há na política portuguesa mais do que o PS e o PSD.
Ferreira Leite e Paulo Portas não excluem coligação
Paulo Portas é o opositor ideal para quem queira melhorar a sua imagem social. As diatribes contra o Rendimento Social de Inserção e contra os Malandros dos que dele beneficiam humanizam quase instataneamente a face, mnuitas vezes crispada, do seu opositor de ocasião. Ontem, o debate não fugiu à regra. Manuela Ferreira Leite condoeu-se em público com a aspereza. violência na verdade, com que Portas se referia aos malandros do rendimento mínimo garantido que ele coloca como um dos problemas orçamentais do país que urge resolver imediatamente.
Imagina-se que Portas terá, regularmente, pesadelos com os malandros do RSI a assaltarem as finanças públicas e a fugirem com sacos das nossas notas deixando os Portas deste mundo desprovidos de recursos necessários para fazerem o que ... faz falta. Pesadelos.
Na questão das PME Portas, por outro lado, lidera a defesa dos interesses de todos aqueles que um dia, enlouquecidos por qualquer razão estranha, decidiram abrir um negócio ou criar uma pequena ou média empresa, colocando-se a jeito para todo o tipo de saques em que a incompetente Administração Pública é perita. Portas não é aquele que mais fala de emprego e do flagelo do desemprego mas é o que mais fala de PME's e dos seus interesses. Devo reconhecê-lo, embora me custe admitir que a esquerda, à esquerda do PS, não tem sido capaz de ocupar este espaço político. No dia das eleições pagará por isso.
PS - No debate entre Manuel Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa, aconteceram dois momentos significativos: a dado passo Jerónimo de Sousa recusou subscrever a proposta do programa do BE de acabar com as deduções do PPR's, dando como contrapartida a gratuidade da Educação e da Saúde. Jerónimo é cauteloso e sabe que apenas uma pequena percentagem, ínfima, de cidadãos percebem e não se assustam com a proposta do BE; a dado passo Manuela Ferreira Leite recorreu à clássica chantagem da suprema importância para cada um de salvar o seu emprego como razão suficientemente forte para que os trabalhadores assistam a uma perda de direitos. Jerónimo retorquiu que no tempo da escravatura havia muito trabalho, não havia era nenhum tipo de direitos. Manuel Ferreira Leite mostrou, pelo seu olhar, que tinha percebido a clara mensagem do líder comunista.
Vicent Van Gogh, Jardim dos Poetas, 1888.
Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.
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Jorge Luis Borges in A Cifra
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Etiquetas: poesia
Sócrates conseguiu pôr Louçã à defesa
Nesta coisa dos debates, cada um puxa a brasa à sua sardinha e quem aqui escreve não escapa a essa regra universal. Os jornalistas, no entanto, quando não estão a emitir opinião, devem ser imparciais e rigorosos. A notícia do DN falha grosseiramente nesse aspecto. O jornalista, cujas antipatias pelo BE são notórias, e legítimas do ponto de vista individual, inventa um debate que, julgo eu, não terá acontecido. Identifica mesmo um momento em que Louçã terá estado à beira de "perder a cabeça" quando referiu a evolução pessoal de Sócrates que terá mudado da juventude do PSD para o PS. A simples ideia de que Sócrates terá colocado Louçã à defesa é uma construção fruto de uma fértil imaginação. Não é suposto o jornalismo noticioso fertilizar-se no campo amplo da imaginação.
Louçã procurou encostar Sócrates à direita e à corrupção. Sócrates procurou mostrar o radicalismo de Louçã
Não vi o debate em directo mas os bons serviços da RTP permitiram-me visioná-lo antes de terminar o dia.
Foi o mais duro e o mais disputado de todos os debates ( não vi apenas o debate entre Portas e Jerónimo) a que assisiti. Julgo que este era o debate, o único que se situa num plano de igualdade, em termos da sua importância política, com o debate entre Sócrates e Manuela Ferreira Leite.
Sócrates é um político hábil que não treme na hora de fazer a definição do campo político de cada um e que tem uma aguda consciência do tipo de aceitação que as propostas mais "radicais" do BE podem despertar em amplos sectores da sociedade. Tentou usar esse facto para encostar Louçã a uma visão radical da economia e dessa forma assustar a classe média e mesmo sectores mais desfavorecidos da população. Pretendeu diminuir a influência do seu adversário junto de uma esquerda que estará por esta altura desavinda com o seu PS, mas que ele admite, ainda recuperar. Mas não foi bem sucedido. A utilização do programa do BE no capítulo das nacionalizações não revelou nada de novo. Sugeriu um tratamento idêntico para o sector financeiro, neste particular das nacionalizações, do que para o sector da energia e Louçã explicou o papel que atribui ao Banco Público na promoção de uma política pública de crédito não defendendo a nacionalização dos bancos comerciais. Na nacionalização da GALP, Louçã saiu-se bem como habitualmente, e Sócrates não foi convincente no argumento patriótico de que tinha evitado a venda da GALP à ENI, pois como se sabe vendeu-a a Amorim e à família Eduardo dos Santos.
Sócrates recorreu ao programa do BE para explicar estas propostas e para falar dos PPR's. Mas, a resposta - que alguns referiram ter sido menos clara - estava preparada. O BE quer anular as deduções num quadro de acesso gratuíto ao ensino e à saúde, o que se traduzirá numa vantagem consideradas as deduções actuais e os custos que os cidadãos suportam. Mas, este ataque provocará estragos junto da classe média e foi um dos mais eficazes de Sócrates.
No resto um desempenho firme e claro de Louçã que esteve quase sempre no ataque e que liderou claramente o debate. Parece-me que o líder do BE saiu relativamente bem das acusações de radicalismo e conseguiu dar uma ideia de equilíbrio, sensatez e de uma séria preocupação com a situação dos mais desfavorecidos acompanhada por uma proposta de mudança política. Mesmo quando referiu os impostos sobre as grandes fortunas e refriu os singelos 25 milhões que Amorim passaria a pagar anualmente sobre os seus 2,5 mil milhões esteve bem e deve ter merecido amplo apoio.
Sócrates deu luta mas a tarefa estava acima das suas possibilidades actuais.
PS - gostei de escutar a referência inicial de Louçã às diferenças entre o PS e o PSD. Gostei de escutar as referências de Louçã aos dislates de MFL sobre a "asfixia democrática". Gostei de escutar as referências de Louçã às convergências para a aprovação de leis importantes como a da IVG.
A arte de desenvolver os pequenos motivos para nos decidirmos a realizar as grandes acções que nos são necessárias. A arte de nunca nos deixarmos desencorajar pelas reacções dos outros, recordando que o valor de um sentimento é juízo nosso, pois seremos nós a senti-lo e não os que assistem. A arte de mentir a nós próprios, sabendo que estamos a mentir. A arte de encarar as pessoas de frente, incluindo nós próprios, como se fossem personagens de uma novela nossa. A arte de recordar sempre que, não tendo nós qualquer importância e não tendo também os outros qualquer espécie de importância, nós temos mais importância que qualquer outro, simplesmente porque somos nós. A arte de considerar a mulher como um pedaço de pão: problema de astúcia. A arte de mergulhar fulminante e profundamente na dor, para vir novamente à tona graças a um golpe de rins. A arte de nos substituirmos a qualquer um, e de saber, portanto, que cada pessoa se interessa apenas por si própria. A arte de atribuir qualquer dos nossos gestos a outrem, para verificarmos imediatamente se é sensato. A arte de viver sem a arte. A arte de estar só..
Cesare Pavese in O Ofício de Viver
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Etiquetas: escritores
Freeport: polícia inglesa confirma pagamento de “luvas”
Uma porcaria inevitável o reavivar do caso Freeport neste período eleitoral. Será que alguém pode negar que há uma agenda escondida que manipula este caso e as notícias a ele associadas. Só agora é que se soube que existiam luvas? Só agora é que a polícia inglesa estava em condições de revelar este facto?
Quaqntos portugueses no seu juízo perfeito acreditam que o licenciamento do Outlet decorreu com normalidade? Quantos portugueses ficarão surpreendidos com esta revelação?
A questão é outra: importa saber, hoje como desde o primeiro dia, quem recebeu o dinheiro e esta notícia não adianta nada relativamente aos envolvidos.
O Esquerda.Net, no âmbito das candidaturas autárquicas do Bloco de Esquerda disponibiliza as pequenas entrevistas com os diferentes candidatos. Pode ver aquela que se refere à minha candidatura aqui.
APRESENTAÇÃO DE CANDIDATOS. A candidatura do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas de Sines apresentou os seus candidatos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Sines. (ler mais aqui)
A exibição do escalpe político de Carlos Pimenta não traz consigo a novidade da última realização de Tarantino. Tanto quanto sei não terá sequer sido exibido o corte do escalpe do político/empresário social-democrata. Ainda bem.
Noutros tempos as convenções partidárias serviam para escalpelizar a situação política e partidária e para debater e decidir as orientações políticas para o futuro. Agora, que as referidas cerimónias se alinharam pelo padrão Enver Hosha, tornaram-se mega operações de propaganda e de exibição de uma completa subserviência relativamente ao querido chefe. Vai-se lá para escutar a palavra do chefe, a palavra que nos redime e nos salva, a verdade dele ou a falta de verdade dos mauzões que querem derrubar o nosso chefe, Deus nos livre. Vai-se lá para que o chefe nos veja e não nos esqueça. Tornaram-se por isso aborrecidas, muitas vezes patéticas, inconciliáveis com noites mal dormidas pelo que os militantes que não descansam adequadamente dormem a sono alto durante os trabalhos ou olham no vazio com ar de quem está com sérias dificuldades em perceber o que se está a passar. Alguém, perante este quadro confrangedor, terá tido a ideia de recorrer aos escalpes. Foi assim que, convenção após convenção, são exibidos aqueles que, outrora perdidos sem a orientação do nosso querido líder, reconhecem, finalmente, que apenas e só a sua sábia orientação política os pode salvar. Normalmente, aqueles que se disponibilizam para serem escalpelizados perante a multidão ávida de troféus são, mais tarde, recompensados sofrendo um significativo upgrade nas suas carreiras. Ora, o empresário Carlos Pimenta não necessita nada dos favores socialistas nem de upgrades para a sua extremamente bem sucedida carreira empresarial. Talvez tenha sido por isso que a tentativa dos socialistas lhe fez tantas comixões na cabeça.
"Quem não quer um governo de direita tem de votar PS", defende Costa
A intervenção de António Costa destinou-se a fazer a mais básica chantagem sobre o eleitorado: agitar o espantalho da ingovernabilidade e do regresso da direita e defender que quem é de esquerda apenas e só pode votar no PS. Tudo o resto que fica fora desta simplificação grosseira da realidade não passa pelos neurónios de Costa. Note-se que, por enquanto, ele não defendeu a ilegalização dos outros partidos de esquerda, cuja importância ele, bom homem de esquerda, não contesta. Ele limita-se a afirmar num tom peremptório que quem é de esquerda não vota neles, vota no PS.
O debate político no PS foi há muito substituído por estes números circenses.
Golo de Liedson vale empate insuficiente
O título deste post podia ter sido "Infeliciade, Conservadorismo e Inépcia".
Mas, a imagem forte que ficou - o resto foram sobretudo remakes da campanha, toda ela - foi a entrada tardia de Liedson e a sensação, quase imediata, que a possibilidade de marcar um golo passaria sempre por ele e, preferencialmente, por cruzamentos, já que Liedson destaca-se sobretudo na sua eficácia no jogo aéreo, desde que servido das alas. O golo, numa molhada de jogadores, sem necessitar de levantar os pés do chão com uma conclusão fulminante, um verdadeiro tiro, é um exemplo claro de um jogador especial dentro da área sobretudo, mas não só, com a bola a sobrevoar a mesma. Queiroz não entende assim tal como Paulo Bento que, aliás, eliminando os extremos no Sporting sujeita Liedsion a prolongadas secas. Mas, o conservadorismo de Carlos Queiroz obrigou a um esquena de losango em que o meio-campo apareceu com quatro unidades, uma delas o inconcebível Pepe - que ou joga no eixo da defesa ou não tem lugar nesta equipa, diga-se o que se disser. O erro capital de Queiroz, foi, no entanto, a não entrada de Liedson logo no ínicio do jogo. As melhores oportunidades de golo criadas pelo jogo colectivo da equipa, na sua fase de maior ascendente, foram ingloriamente desperdiçadas. tendo faltado Liedson que, coitado, normalmente não usufrui de oportunidades daquele nível.
O conservadorismo de Queiroz é o principal responsável pelo empate neste jogo, e pelo não apuramento pra o Mundial, mas, temos que reconhecer que a superior qualidade de jogo dos portugueses, perante uma Dinamarca mediana, deveria ter permitido um outro resultado. A Inépcia frente às balizas e a inépcia a defender de que o lance do golo dinamarquês é testemunho - pode gabar-se a excelente execução de Brendten, mas não nos esqueçamos que ele tinha dois assitentes de alto nível, avaliados em mais de 70 milhões de euros, Pepe e Bruno Alves, ambos encantados com a execução do calmeirão dinamarques - foram-nos fatais. Jogámos com um jogador tão importante mas, que, ao longo de todo o apuramento ainda não teve importância nenhuma: falo de Ronaldo que voltou a desiludir, incapaz de pegar no jogo e resolver. Apenas mais um entre os pares e até agora ainda nunca um primu inter pares.
Ficou a infelicidade dos árbitro. Passa-se qualquer coisa, de facto. Os árbitros erram consecutivamente para o nosso lado e este não fugiu à regra não marcando um penálti tão óbvio. A nossa seleção não aguenta num quadro de incompetência e inépcia instalados, este tipo de erros graves. Mas, bastaria que Simão tivesse marcado nas duas soberanas oportunidades de que dispôs ou que Ronaldo fizesse os 2mínimos olímpicos" ou que Liedson tivesse entrado desde ínicio para que o senhor Bussaca, da vaquinha, não nos tivesse incomodado apesar da sua manifesta incompetência.
Queiroz está prestes a concluir uma desastrosa campanha que estava para ser uma camapanha alegre. Está na altura de os nossos dirigentes começarem a pensar no pós-Queiroz.
PS - DECO fez uma bela exibição, sobretudo na primeira parte e no ínicio das segunda. Deu uma boa resposta aos dislates de Madaíl.
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Etiquetas: Paixões.
Manuela Moura Guedes: "Temos pronta uma peça sobre o Freeport"
O fim do Jornal Nacional da TVI é uma decisão que assenta como uma luva no clima de críticas à "asfixia democrática" e ao Governo que a terá promovido.
O facto de Manuela Moura Guedes vir no mesmo dia revelar que tem uma peça sobre o Freeport preparada para ser emitida, sendo o Freeport o que é no contexto da relação entre a TVI e o Governo, apenas pode ser entendido como uma pura e simples coincidência.
A pura e simples suspensão do Jornal Nacional seria, ter-se-á pensado, insuficiente para fazer os estragos mais amplos na imagem do Governo. Fazia falta recolocar o caso Freeport na ordem do dia, depois de Judite de Sousa e Sócrates, alguns dias antes, terem dado o caso como quase encerrado.
Dito isto devo esclarecer o seguinte: não coloco a jornalista Manuela Moura Gudes como um símbolo da liberdade de informação em Portugal. Acho o jornalismo que ela pratica uma coisa abjecta e pura e simplesmente não consumo. Se a coloco nalgum lugar é na galeria de algum péssimo jornalismo que se faz em Portugal. Por sorte passei pelo canal quando Marinho Pinto estava a começar a ser entrevistado e gostei que me fartei, como escrevi na altura aqui no blogue. Segundo, não faço ao Governo a infâmia de o achar tão estúpido que tenha resolvido cometer harakiri político. Sócrates só perde com este episódio e Sócrates, já o mostrou, é um mestre na arte da gestão da imagem do Governo. Aliás, havia um tempo para tomar uma decisão desta natureza, se é que existe aqui uma decisão do Governo, hipótese que não me parece credíve,l e esse tempo passou à muito.
A justificação da ligação dos socialistas espanhóis à Prisa é uma afirmação sem ligação à realidade, mas que é utilizada com veemência no discurso político interno.
Diga-se o que se disser e tenham ou não existido pressões o que é um facto é que o Governo e o PS são os únicos a perder com esta telenovela, não fosse a TVI uma especialista.
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Frente-a-frente entre José Sócrates e Paulo Portas marcado pelas divergências sociais
Não sei se o atraso de Sócrates impediu o trabalho de maquilhagem, mas a verdade é que o primeiro-ministro não tinha aquele ar bem acabado que no dia anterior tinha suscitado a Judite de Sousa uma referência a uma "ideia europeia" sobre o ar sexy do dito.
Mas, os debates, já se sabia, são tudo menos sexys. São mais ou menos duros e mais ou menos esclarecedores. O de ontem não adiantou nada. Estão ambos muito convenientemente instalados nos seus territórios e se um está num processo de defesa dos anteriormente conquistados, ou pelo menos de minimização de perdas, o outro está num processo de clara reconquista para os quais mobiliza as armas do costume.
O que os torna uma dupla sui generís no actual quadro político é que fazem falta um ao outro para atingirem os seus objectivos. Cada um deles é a outra face o "querido inimigo" do outro.
Sócrates parece mais de esquerda do que nunca quando do outro lado está Portas, com as suas inenarráveis investidas contra os malandros do rendimento social de inserção e contra as políticas sociais que, segundo ele, se deveriam reduzir a menos impostos para as empresas deixando-lhes o ónus - e o proveito - de fazerem a redistribuição da riqueza. Ou quando insiste num modelo, fracassado em todo o lado, de transferir para o sector financeiro a gestão da segurança social. Apenas quando tem pela frente um programa tão deliberadamente privatizador da economia e de minimização dos serviços públicos, substituídos por negócios privados, Sócrates se pode dar ares de esquerda. Mas, Sócrates foi soft quanto baste com o seu adversário, exibindo mesmo alguma condescendência com Portas. Sócrates está interessado no crescimento de Portas e acha mesmo que esse crescimento será fatal para a hipótese do PSD ganhar as eleições. Nada de novo nas eleições à portuguesa. Mas, Sócrates admite - e é isso que conta no PS, por enquanto - que irá governar com Portas se as coisas correrem bem aos dois. Ontem, de forma morna, esforçaram-se ambos para que isso fosse possível.
Espanha reforça apoio a desempregados sem subsídio
Os socialistas espanhóis decidiram reforçar o apoio aos desempregados que já não estejam a receber subsídio de desemprego. A medida que pode representar um valor mensal de 420 € acrescido de um montante retroactivo que pode alcançar 3360€ foi bem recebida pelos sindicatos incluindo as Comissões Operárias e será apoiada por todas as esquerdas parlamentares. A direita espanhola ainda nada disse sobre a sua posição.
O Governo espanhol com esta medida abrange 700 mil desempregados e gasta cerca de 1,342 mil milhões de euros, menos de metade do que o Governo Português já espatifou no BPN.
Como se sabe o Governo espanhol já tomara outro tipo de medidas para melhorar os níveis de justiça social, exigindo aos mais afortunados o pagamento de impostos suplementares.
É caso para dizer que socialistas há muitos os nossos é que, infelizmente, não são dos melhores.
Sócrates diz que a verdade está a vir ao de cima no caso Freeport
Judite de Sousa pareceu-me uma entrevistadora muito sexy, muito adequada para entrevistar um político que ela própria, para coroar a sua entrevista, considerou um dos mais sexys da Europa. Sexy, mas não incisiva, não pertinente, nem por sombras incomodativa para o canddiato do PS. Muito conveniente. Tal como a vidinha da gente, vitimas de Governos como o do engenheiro, muito sexy mas muito injusta,incompreensível muitas vezes.
A abordagem do caso Freeport, tal como foi feita, foi um exemplo dessa postura. Julgo que o assunto não devia ter sido objecto de qualquer pergunta. Julgo que a resposta de Sócrates não faz sentido. A verdade não pode estar a vir ao de cima, porque, nestes casos a verdade, ou a mentira, revelam-se por inteiro com a conclusão do processo. A menos que existisse algum mecanismo de revelação parcial, e por capítulos já agora, da verdade.
Quanto ao mais a táctica da bipolarização e a passagem, ou a tentativa, da mão pelo pelo dos professores não vai levar a um novo milagre de Fátima. Sócrates não vai, recorrendo apenas à campanha, reverter o apoio que perdeu na sociedade portuguesa. Julgo que em 27 de Setembro vai ficar menos sexy.
Protestar en Venezuela será delito
La fiscalía procesará a los ciudadanos que se manifiesten contra el Gobierno
A procuradora geral da república venezuelana, Luísa Ortega, anunciou que abrirá processos contra todos os cidadãos que por qualquer razão se manifestem ou protestem e que, na sua opinião, apenas pretendam desastabilizar o Governo constitucionalmente eleito.
Se isto é o Socialismo XXI, estamos desgraçados. Chavez é um ditador e certamente um dos mais perigosos. Não é por ter combatido a desigualdade social e ajudado a diminuí-la que tem legitimidade para subverter a democracia.
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Etiquetas: Política.
Ferreira Leite acusa Governo de apoiar apenas os grandes grupos
Não é nada de novo mas nem por isso é menos verdade: o Governo do PS apoiou, apenas e só, as grandes empresas e desprezou as pequenas e médias empresas. Mas, os anteriores Governos do PSD/PP não fizeram melhor. Manuela Ferreira Leite tem mesmo a seu crédito o Pagamento Especial por Conta que sacou recursos a empresas que, por força das dificuldades provocadas pela crise, não conseguiam resultados de exploração positivos. Claro que agora quer anulá-lo, mas foi ela e o PSD que o criaram. Claro que o Governo nunca tomou uma única medida para acabar com a pouca vergonha do IVA cobrado antes das empresas o receberem dos seus clientes, muitas vezes da própria Administração Pública. Mas o PSD e o PP antes dele também não o fizeram. PS, PSD e PP são co-responsáveis por grande parte das dificuldades que as empresas atravessam. Dessa forma têm responsabilidades solidárias no desemprego gerado por essas dificuldades.
Nenhuma política virada para o emprego e o desenvolvimento económico pode ser concretizada sem se atender à importância das pequenas e médias empresas. A opção desastrosa do PS, que por isso - entre outras coisas - será penalizado nas urnas, de favorecer os grandes grupos monopolistas não sujeitos à concorrência internacional não é aproveitada pela esquerda que revela dificuldades em lidar com o tema "pequena e média empresa".
PSD e PP capitalizam um descontentamento que é real e que tem a sua base numa política desastrosa de sucessivos governos a quem essa importante parte da vida económica apenas tem erecido desprezo e repressão fiscal agravada.
Mário Soares: “A grande crise ainda não passou”
Diz o velho socialista ultimamente muito influenciado pelo socratismo dominante: "Não se procedeu ainda a uma análise crítica, séria e transparente, para o público em geral, do porquê da crise e das suas consequências a médio prazo"
Pois é, mas isso até não seria do interesse do Governo, pois não?
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Etiquetas: Protagonistas.
A candidatura do SIM à autarquia de Sines organiza-se em volta dos titulares dos cargos polítcos, eleitos em 2005 nas listas da CDU, que, colocados perante outras escolhas do seu partido para o próximo ciclo político, reagiram organizando um movimento de cidadãos que os suportasse. Trata-se de um movimento de base familiar centrado naqueles que exercem o poder político e nas suas famílias e nos que trabalham na autarquia nomeados ou admitidos por quem exerce o poder político.
Para os que, como é seu hábito, diferiam para daqui a quato anos a clarificação depois da entrada em vigor da linmitação dos mandatos, o SIM veio claificar as coisas. (ler mais aqui)


