Mostrar mensagens com a etiqueta Cidades.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidades.. Mostrar todas as mensagens

Lisboa: António Costa quer ganhar corrida entre Metro e um Porsche
Esta é uma atitude muito pedagógica para os lisboetas. Depois de verem o bem sucedido exemplo do seu Presidente todos eles deixarão de entupir o IC19 e as vias de acesso à capital com os seus Porches.
Passam-se décadas e a converseta sobre a mobilidade continua neste rame-rame a ignorar o essencial: as centenas de milhares de pessoas que a cidade expulsou -conseqências de políticas públicas de habitação ou da sua ausência, que é uma forma de política - para as perifierias e que são fundamentais para tabalharem na cidade, todos os dias. Resolver os seus problemas sem mudar significativamente a forma como se faz a cidade, isto é a forma como se controla o desenvolvimento urbano, é como querer ir à lua no foguetão do Noddy. É por isso que os "Pedros Santanas Lopes" deste mundo têm depois tantas hipóteses de ganhar cidades como Lisboa.

PS - em Loures a coisa deu para o torto. Talvez porque nessa altura ele colocou um burro a competir com um Ferrari e a malta achou que seriam muito burros se lhe dessem a Cãmara. E agora, que pensarão os lisboetas desta graçola?


Decorreu em Beja o encontro dos municípios com Centro Histórico. Pagava para ter assistido, mas, infelizmente, a divulgação do evento não foi suficiente para pessoas como eu terem dele conhecimento.
Gostava particularmente de ter escutado as intervenções da urbanista Françoise Choay e do engenheiro português, João Appleton, pessoas que admiro nas suas áreas de intervenção específica.
Quem quiser saber o que se passou recomendo a leitura do que escreveu Carlos Dias na edição do Público do passado dia 17 ou aqui.
Sintomática e brutal foi a afirmação do director do Museu de Évora, citado por Carlos Dias, de que a população no centro histórico alentejano chegará aos censos de 1521, devido ao abandono.

PS - A Câmara Municipal de Sines, tanto quanto sei, não se fez representar nesta edição. Uma pena atendendo à sua experiência na promoção da degradação e do abandono do Centro Histórico. Podia ter introduzido uma nova dimensão de análise do problema.


 

Pedra do Homem, 2007



View My Stats