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Como aqui escrevi gostei do desempenho da candidata do PS francês no debate com Sarkozy. Excedeu as minhas expectativas, formadas pela leitura das referências na imprensa portuguesa, parecendo-me que as propostas políticas que formulou eram bem mais à esquerda do que a maioria dos PS´s que por aí andam. Como então escrevi, o debate permitiu perceber que existia um candidato de direita e uma candidata de esquerda. O que não é de somenos nos tempos que correm.
Eduardo Lourenço, no artigo que hoje assina no Público, escreve que "(...) trata-se de um confronto sem concessões entre uma nova esquerda assumidamente social-democrata na ordem política e militante na ordem social e uma diretia sem complexos e voluntarista no estilo de acção(...) Uma vitória de Segoléne Royal será uma pequena revolução no campo socialista, remodelado a fundo no seu tipo de intervenção eleitoral por uma candidata carismática e eticamene exigente(...)"
A provável vitória de Sarkozy releva da opção maioritária dos franceses, independentemente da sua orientação política, por um candidato que lhes garanta a manutenção de uma ordem social que, embora tolerante com o acesso dos imigrantes ao país, [Sarkozy promete dificultar esse acesso] estruturou mecanismos de segregação e de discriminação sobretudo no acesso ao emprego que garantem aos franceses puros a partilha dos lugares e que fazem recair sobre os imigrantes os principais impactos do desemprego crescente. Mecanismos que passam pela repressão policial mas também pela segregação espacial com a deslocação para os subúrbios. Esta localização residencial conjuntamente com o nome, de origem magrebina ou africana, são fatais para os jovens candidatos a qualquer emprego.
Os franceses vão escolher Sarkozy para tentarem garantir um futuro que o candidato se prepara para implodir, depois de durante uma década ter auxiliado Chirac a enfraquecer a estrutura que o suportaria.


 

Pedra do Homem, 2007



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