A próxima realização de eleições em Lisboa levanta a questão da Assembleia Municipal. Do ponto de vista legal não existe qualquer possibilidade de obrigar o PSD a abdicar da maioria política que detêm no orgão. Mas do ponto de vista político é muito dificil dissociar a validade do mandato dos dois orgãos. A população, supostamente, escolhe um orgão executivo e um orgão legislador e fiscalizador da acção executiva. Não escolhe cada um deles independentemente do outro. A população deve por isso poder voltar a decidir em sentido lato. Mas, a escolha para a AM não determina por si só a composição do orgão já que existem as inerências dos Presidentes das Juntas de Freguesia ( uma das aberrações do actual sistema). Devem por isso realizar-se igualmente eleições para as Juntas de Freguesia. É claro - uma das preversões do sistema - que a função fiscalizadora foi remetida para os vereadores da oposição e as Assembleias Municipais são sobetudo câmaras ratificadoras das decisões dos executivos e vegetam, por aí, numa apagada e vil tristeza.
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A Presidente da Câmara de Setúbal eleita pela CDU foi constituída arguida no caso "das reformas antecipadas" que já tinha estado na base da saída compulsiva de Carlos Sousa, renovado pelo PCP.
Esperamos todos pelas explicações de Jerónimo de Sousa relativamente a este caso e a esta situação concreta. Vamos para eleições antecipadas? A Presidente da Autarquia vai suspender o mandato ou o PCP vai pura e simplesmente substituir a autarca? Será que neste caso Jerónimo de Sousa entende que compete à CDU "dar um passo em frente" no sentido de dar a palavra aos setubalenses?
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