Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros, comemora hoje um ano de mandato. Em declarações à Antena Um fez algumas afirmações importantes:
- Há uma menorização da actividade dos engenheiros em Portugal.
- Se tudo continuar na mesma dentro de alguns anos não haverá engenharia portuguesa.
- As pessoas falam de qualidade de construção mas querem pagar pelo projecto e pela fiscalização menos do que pela actividade de mediação imobiliária.
Eu acrescentaria que nalguns casos há mesmo uma, ignorante e retrógrada, diabolização da actividade dos engenheiros. Que faz o seu caminho, na nossa sociedade, e que se coloca hoje no campo das coisas socialmente adquiridas, no campo do politicamente correcto.
Nas questões do urbanismo e da construção, os engenheiros - civis neste caso - são os maus da fita. As cidades são horríveis? A culpa é dos engenheiros. As cidades são feias, com uma arquitectura sofrível ou mesmo péssima? A culpa é dos engenheiros!
Aquela obra notável que a todos espanta, e que é referida em toda a comunicação social, terá tido a participação de algum engenheiro quer na fase de projecto quer na fase de construção? Se teve, ninguém sabe
No entanto, o Bastonário tem os meios e a legitimidade para alterar esta situação. Defendendo a actividade dos engenheiros. Foi para isso que foi eleito. Necessita do apoio de todos os engenheiros. Necessita de ser firme e claro na repressão de práticas profissionais indignas. Citando um conhecido professor de finanças, promovendo " a boa moeda " e ajudando a expulsar a "má moeda".

«PS confirma candidaturas de Carrilho e Assis às câmaras de Lisboa e Porto»

Parece-me que, desta vez, se o nosso 'Pedro' se candidatar, não terá muitas hipóteses com o famoso argumento do 'colo'...



A medida em que me meço
Mede a medida de um ponto
De encontro do que conheço
Co´aquilo com que não conto

Ponto de encontro da sorte
Com o traçado da corrida
Em que a coragem na morte
Nasce do medo da vida

Veneeno,punhal,saída
Porta aberta para o fim
Loucura comprometida
Com o que conheço de mim

É nesse ponto-momento
Que no limite do excesso
Me transformo no que invento
E finalmente apareço

Ponto de Encontro - Na Linha da Vida/ Camané

No dia 5 de Abril a Biblioteca-Museu República e Resistência relembra José Barros Moura, o ex-deputado falecido em 2003. Barros Moura foi militante comunista até ser expulso em 1991, tendo sido deputado europeu por este partido. Foi depois deputado europeu e deputado nacional pelo PS. Presidiu à Assembleia Municipal de Felgueiras tendo denunciado a gestão da sua camarada Fátima Felgueiras. Foi por isso, vergonhosamente, afastado das listas de deputados do PS. Tinha razão quanto à senhora e à sua gestão - do tipo "saco azul".
Defendia uma significativa mudança na forma de governar as autarquias. Era um homem avançado para o seu tempo e para o seu País. Que mostra uma extrema relutância em "sair do pântano".

Foi anunciada a candidatura de Catarino Costa à Câmara de Setúbal pelo PS. Trata-se do actual presidente da comissão política concelhia.
Esta escolha parece indicar que o PS desistiu, desde já, de conquistar a autarquia que a CDU recuperou em 2001.
Mas tem um significado político que, aliás, se percebe pela simples observação dos protagonistas; apesar de algumas mudanças na liderança distrital não existe qualquer renovação nas estruturas locais do PS. Os protagonistas arrastam-se desde há décadas. Sempre as mesmas caras. Sempre a mesma falta de visão e de perspectiva.
A lógica de mudança e de renovação é meramente familiar. Como se a democracia e a monarquia fossem uma e a mesma coisa. A família Catarino Costa é disso um bom exemplo.
Carlos Sousa pode avançar tranquilo.

Os candidatos do PS às autarquias de Lisboa e Porto foram formalmente anunciados pelo coordenador socialista das autárquicas, Jorge Coelho.
Boa escolha em Lisboa. Julgo ser a melhor possível por muito que isso custe ao líder da concelhia socialista e a outros. As sondagens, os apoios fora do partido e a ausência de alternativas ditaram a sua lei.
Tudo parece indicar que desta vez não vai haver coligações. O BE e a CDU não vão entender-se, cada um deles a fazer uma leitura diferente da sua influência política na capital. O BE lembrando os resultados das últimas legislativas superiores aos da CDU. A CDU lembrando a influência autárquica que acumulou ao longo de anos.
No entanto Carrilho pode ganhar sozinho. Santana Lopes com o seu regresso facilitou como nunca a vida ao PS. A hipótese da sua candidatura constituiria, depois de tudo o que se passou, o cenário mais animador para o PS e para toda a esquerda. A candidatura de Carmona Rodrigues, o melhor que o PSD tinha à mão, foi muito prejudicada pela forma como Santana o remeteu a um papel secundário nestes meses que faltam até Outubro.
Não será improvável termos na Câmara de Lisboa um cenário muito semelhante ao verificado nas eleições de Fevereiro. Uma esmagadora maioria de eleitos de esquerda e o PS com maioria absoluta ou quase.
O Porto e Assis são outra coisa. A coligação está fora de questão. É conhecida a posição do BE relativamente à actuação da CDU no consulado de Rui Rio. Mas quer-me parecer que a esquerda subestima a capacidade e a influência de Rui Rio. E quanto a Assis... não me parece.

O grupo PT como se sabe lucrou, em 2004, qualquer coisa como 500 milhões de euros. Eufóricos com a excelência do resultado a empresa decidiu, para comemorar, despedir, imediatamente, 1000 trabalhadores. Irá gastar com isso metade dos lucros de 2004.
Na minha humilde condição de cidadão dei por mim a pensar num cenário alternativo de aplicação dos lucros e que era basicamente o seguinte:
- Em primeiro lugar a empresa reflectia parte desses lucros numa significativa diminuição do preço dos (chocantemente caros!!!) serviços prestados
- Em segundo lugar aplicava a parte restante na reposição dos serviços às populações que a empresa, e os seus magníficos gestores com a cumplicidade do Estado, destruíram ao longo dos últimos anos. Com uma grande eficiência assinale-se.
Como na empresa ninguém liga a este cenário alternativo, da mesma forma que não ligam minimamente aos interesses das populações, tentei perceber porque razão a empresa continua a existir.
Os princípios da economia do mercado dizem que numa lógica de equilíbrio entre a oferta e a procura quando o preço é alto a procura baixa pelo que existe a necessidade de baixar os preços e assim sucessivamente. Como é possível existirem empresas que vendem muito acima do preço de custo, com diminuição da qualidade do serviço, com lucros crescentes e conseguem ainda assistir, ironicamente, ao aumento da procura?
Alguém me sugeriu que a lógica da economia de mercado não se aplica aos monopólios mesmo aos disfarçados.
Como deveríamos neste caso chamar à entidade responsável pela garantia da defesa dos direitos dos consumidores (existe?)? Talvez "comissão empenhada por zelar pela boa saúde dos monopólios".

PS - A PT leva neste momento 48 horas para voltar a ligar o telefone, de um particular ou de uma empresa, após ter sido efectuado o pagamento da quantia em falta. A alternativa é pagar numa loja Portugal Telecom. Encontrar uma loja Portugal Telecom é trabalho para a mais avançada "arqueologia" das comunicações. Podemos encontrar "o sítio" onde "antigamente" funcionava pois em Portugal foram quase todas fechadas. Alguém será capaz de explicar a estes senhores que 48 horas, hoje, é muito mais tempo do que 10 dias há cinco ou seis anos atrás?
Vou tentar não me atrasar novamente com o pagamento sob pena de ter que ir a Lisboa pagar o telefone à Andrade Corvo, para não ter que esperar 48(000000)horas pela ligação. Nunca gostei da monarquia!!!

O livro do filósofo José Gil é um daqueles que uma vez iniciada a sua leitura é difícil de interromper. Uma vez lido, e mesmo ainda durante a leitura, torna-se motivo de conversa com os nossos amigos e conhecidos igualmente "absorvidos" pelo "O Medo de Existir".
Já não sei qual a causa próxima que me levou a adquirir o livro, mas admito que tenha sido a notícia da publicação acompanhada da referência ao facto do filósofo ter sido classificado como um dos 25 mais importantes pensadores do nosso tempo. A razão mais forte terá sido, no entanto, tratar-se de uma reflexão sobre a situação de Portugal.
As ideias de José Gil, as suas teses, são facilmente(?) compreensíveis mesmo se nunca tínhamos pensado nelas.
Dois conceitos entre outros: Portugal o país da "não-inscrição" e a sociedade portuguesa como "espaço não público".
José Gil identifica Portugal como o País da não inscrição sem que essa situação se tenha alterado com o 25 de Abril. Esse conceito traduz a dificuldade que temos em lidar com o passado, o desejo de apagarmos o que nos desagrada, como se nunca tivesse existido. A inscrição, segundo o autor, implica "acção, afirmação, decisão com as quais o indivíduo conquista autonomia e sentido para a sua existência. Foi o salazarismo que nos ensinou a irresponsabilidade – reduzindo-nos a crianças, crianças grandes, adultos infantilizados."
Com o 25 de Abril, segundo o autor, Portugal fez a não inscrição da ditadura, longa de 48 anos, no real. O perdão aos Pides e aos responsáveis políticos pretendeu "recobrir com um véu a realidade repressiva, castradora, humilhante de onde provínhamos."
A situação actual é marcada pela não-inscrição associada à dominância do discurso político "as únicas oportunidades para inscrever o que quer que fosse da existência individual ou colectiva deviam necessariamente passar pelo poder político." O autor identifica várias manifestações dessa não inscrição com factos que no passado recente envolveram protagonistas do sistema político que apesar de apanhados em ilegalidades ou envolvidos em escândalos não deixaram de regressar "à tona incólumes" e reassumirem os seus privilégios. "Nada tem realmente importância, nada é irremediável, nada se inscreve." Cada um de nós pode referir, da sua experiência pessoal, dezenas de exemplos de não-inscrição: aquele senhor, muito bem visto na terra, que fez fortuna, sem nenhum esforço, com a valorização dos seus terrenos decidida pelo seu "compadre" que é autarca; o senhor autarca, ainda hoje capaz de ganhar sucessivas eleições lá na terra, que comprou uma bela casa para a filha em Lisboa, porque o seu compadre é agradecido e um homem tem que ter algum proveito; aquela gente toda que aplaude a fuga à justiça da sua presidente da Câmara; aquele jovem engenheiro municipal, do partido, "muito competente" que fez fortuna em pouco tempo e deixou a câmara muito mais pobre ou aquele senhor do partido que foi dirigir uma empresa do Estado e ficou rico embora a empresa tenha empobrecido, e que lá na terra é uma pessoa muito estimada, sempre disposto a ajudar os pobres. A tudo vamos assitindo e comentando "é a vida".(…)

O PS vai confirmar Carrilho como o seu candidato à Câmara de Lisboa. Tudo o indica. Ferro Rodrigues desistiu de se candidatar. Está com outras ideias. E João Soares não pareceu convincente, na sua tentativa de regresso, com a exigência, inesperada, de que não o retirassem das sondagens.
Julgo ser o melhor candidato possível. Tem capacidade política, prestígio nacional e internacional. O facto de ter sido ministro da cultura não é irrelevante para um bom desempenho. As questões culturais são hoje questões maiores da cidadania e de um moderno projecto da cidade.
Carrilho diz que aprendeu muito no último ano. É bom sinal. Espero que consiga apresentar um projecto de candidatura inovador, socialmente empenhado, capaz de inverter a lógica dominante de produção de uma cidade para os “happy few” uma cidade que excluiu para as periferias - 300 mil entre 1981 e 20001 - aqueles que todos os dias são necessários para nela trabalharem. Uma cidade democrática, interclassista, multicultural, com um espaço público qualificado, uma cidade libertada do sufoco e da ditadura da circulação automóvel.

A notícia de que Sócrates apoia a ida de Guterres para a chefia do ACNUR parece confirmar a ideia de que o antigo primeiro-ministro socialista não será o candidato presidencial do PS.
Não sendo Vitorino a alternativa, como se sabe não foi por essa razão que recusou ir para o governo, quem será que Sócrates vai tirar da cartola?
Do meu ponto de vista Freitas do Amaral não abdicou definitivamente do seu "sonho" presidencial, contrariamente a algumas leituras, apressadas, feitas logo após o anúncio da sua presença no governo. Acho, aliás, que a sua presença no governo e o, esperável, ataque de que tem sido alvo por parte da direita melhoram as suas, já elevadas, possibilidades de se constituir como o "candidato das esquerdas".
Mas existe ainda Ferro Rodrigues que acabou de recusar ser candidato a candidato para a Câmara de Lisboa, evitando uma corrida contra Manuel Maria Carrilho. Não é a primeira vez que se fala da hipótese presidencial para o popular ex-líder do PS. A julgar pelos resultados que o partido obteve sob a sua liderança e tendo em conta a sua influência à esquerda dificilmente se encontrará melhor candidato.
Não deixaria de ser uma ironia suceder ao seu "amigo" Jorge Sampaio, mantendo a linha "sampaísta" em Belém. Tudo depois de uma demissão provocada pela famosa decisão de Sampaio de aceitar Santana Lopes como herdeiro de Durão Barroso.
Quer Freitas quer Ferro são bons candidatos contra Cavaco, aquilo que muita gente - a começar pelo próprio (?) - não acha de Guterres.

O PS não vai avançar com a revisão da lei eleitoral autárquica antes das eleições. Augusto Santos Silva mostrou-se céptico em relação a esta revisão argumentando que existiam muitas dúvidas sobre a razoabilidade de rever uma lei eleitoral em ano de eleições.
Este argumento já foi utilizado noutras ocasiões com a mesma eficácia.
O bloco central, que transmite muitas vezes a impressão de ir mudar a lei, ano após ano, com base em diversas “dúvidas de bloqueio”, mantém tudo na mesma.
A posição do PSD neste processo é de um claro oportunismo político quase a roçar a chantagem política.
Antes de 20 de Fevereiro o PSD acusou o PS de ter retirado a lei cuja aprovação então se anunciou. Já então o PS argumentou com a falta de consenso para justificar a sua retirada. Nessa altura o PSD, pela voz de Rui Rio, deixou claro que o PSD aceitara o projecto do PS.
Agora veio impor a aprovação da "sua lei" para permitir viabilizar a revisão constitucional. Um projecto de lei disparatado que parece ter como único objectivo melhorar a governabilidade das autarquias. Uma falsa questão. O que interessa é reforçar o controle democrático do exercício do poder, combatendo o caciquismo emergente e restituindo democraticidade ao exercício do poder local.

Mas fiquei a pensar nisto.

O fim do "País Relativo"

Deixam saudades.

Luís Filipe Menezes, o ex-futuro próximo candidato à liderança do PSD – será derrotado por Luís Marques Mendes, naturalmente apoiado por uma extraordinária "maioria albanesa" – teve uma boa ideia. Todas as boas ideias merecem divulgação. O homem defende que na formação dos executivos municipais a escolha possa incidir sobre todos os cidadãos eleitores do concelho e não ficar limitada ao conjunto dos deputados municipais.
Podia ser a única boa ideia de Luís Filipe Menezes mas já lhe dá alguma vantagem sobre Marques Mendes que ainda não teve nenhuma.

Na última quadratura do Círculo, Lobo Xavier manifestou a sua convicção de que o PS irá, mais tarde ou mais cedo, aumentar os impostos. Quais? Segundo Lobo Xavier o PS irá aumentar aqueles que mais agradam a Francisco Louça e ao Bloco de Esquerda, isto é, os impostos sobre os lucros dos bancos, sobre as mais-valias bolsistas e sobre as grandes fortunas.
Percebe-se a ideia de condicionamento da acção do Governo, vinda de quem vem.
Não deixa de ser,ironicamente,um bom conselho. Mas,certamente,Lobo Xavier pode dormir descansado.

A propósito do dia da água a Antena Um promoveu um debate sobre a situação de seca no Alentejo, no contexto da existência do Alqueva.
O que mais me chamou a atenção foi uma intervenção "contundente" de um senhor Carlos Silva que suponho ter um cargo de grande responsabilidade na empresa gestora do projecto do Alqueva.
O referido senhor – confrontado com o facto da água existir armazenada na grande barragem, mas não existir no local onde faz mais falta, os campos secos do Alentejo– explicou que existe um tempo "enorme" entre a decisão de construir uma determinada obra e o momento em que essa construção se pode iniciar. E enumerou os meses gastos com a adjudicação do estudo prévio, a execução do mesmo, a sua aprovação, o concurso para adjudicação do projecto de execução, o prazo para a sua execução, a sua aprovação, o concurso para a adjudicação da empreitada de construção e a sua adjudicação, além da questão dos financiamentos. Muitos meses, vários anos concluiu, esmagador, o referido senhor.
Não explicou, no entanto, qual a razão pela qual só agora estão em construção as obras que permitirão levar a água aos que dela necessitam. Ou melhor porque razão existe uma diferença de tantos anos entre o dia em que a água está armazenada e o dia em que as populações podem utilizá-la, pelo menos para rega e para matar a sede aos animais.
É que a sua “lógica aditiva” tinha um pequeno buraco negro. Nada dizia sobre o método de determinar a data a partir da qual se deve contar aquele tempo todo que as coisas levam a "organizar-se", segundo a sua douta explicação. Há um método, muito aplicado no nosso País, que é o de que o tempo conta desde que "a gente" se lembra. Há um outro, em franco desuso, no qual o tempo é contado de forma regressiva a partir do dia mais próximo em que "a coisa" pode estar ao serviço dos seus destinatários.A este método, os mais antigos, chamavam planeamento.
Todos sabemos já que não foi este o método utilizado e que há um “buraco negro” nesta história. Por onde, aliás, escorre, inútil, a água do Alqueva.

A pergunta que o PS pretende colocar aos portugueses, no referendo a realizar brevemente, sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) é a mesma utilizada no referendo de 1998. Um disparate. A questão é a de saber se concordamos ou não com a despenalização da IVG até às 10 semanas. O resto, as condições em que essa interrupção é realizada, está coberta pelas leis gerais, e não vem agora ao caso. Vital Moreira explica tudo aqui.

Não escrevo mais entradas sobre futebol.

O ministro das finanças mostrou que está mais adaptado às necessidades da actividade política. Instado pelo PCP sobre quais as circunstâncias em que poderia aumentar os impostos - a mais ingénua das perguntas disponíveis - respondeu que "não gosto de falar sobre cenários".
Já se percebeu que o Governo não quer aumentar os impostos mas não está seguro de o conseguir evitar.
Já se percebeu, igualmente, que a oposição vai insistir por aí.
Nos próximos meses chova ou faça sol lá virá a pergunta sacramental " vai ou não aumentar os impostos?"
Importante, no programa de governo, a questão do combate à pobreza com uma prestação suplementar de forma a que nenhum idoso receba menos de 300 € por mês. Mas a causar alguma decepção a calendarização apresentada. Em 2006 beneficiam os idosos com mais de 80 anos e só no final da legislatura estarão a beneficiar todos os idosos com mais de 65 anos. Fica muita gente de fora.
A oposição estava tão fixada nos impostos que não apareceram críticas a este respeito. Os idosos mais pobres, muito esperançados nesta medida, irão ficar decepcionados.
Fica uma declaração de Sócrates de que importa corrigir as condições estruturais que fazem do nosso País aquele com a mais injusta distribuição da riqueza. Aguardam-se esclarecimentos futuros sobre essas condições estruturais e sobre as soluções.
Importante também o facto de o primeiro-ministro ir participar activamente no referendo para legalizar a interrupção voluntária da gravidez e a rápida iniciativa da bancada do PS nessa matéria.
E o fim do escândalo das férias judiciais de dois meses. Um mês para todos. Somos todos iguais quer os senhores magistrados queiram ou não.
Tempos difíceis mas alguma esperança de trabalho árduo e com "trambelho" . Coisas boas e coisas menos boas numa primeira impressão positiva.

O mau tempo beneficia a equipa que joga pior, não é?


 

Pedra do Homem, 2007



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