... da credibilidade é o que parece ter atingido o comentador político José Miguel Júdice. No seu artigo da passada sexta-feira no Público, Júdice, arrasa a recandidatura de Marques Mendes a partir de uma perspectiva que seria a do sector cavaquista que o apoia. A tese - concedamos que a coisa merece tal distinção - é a de que o apoio a Mendes por parte de Cavaco e dos seus seguidores é a prova provada de que o Presidente quer a todo o custo contribuir para a reeleição de José Sócrates em 2009. Para reforçar esta tese Júdice acha que o apoio do sector cavaquista não se baseia"apenas no receio da vitória de Menezes. É que esse receio só poderia basear-se na convicção de que o autarca de Gaia não ganharia a Sócrates (...)"
Pelos vistos para resolver este receio optaram por apoiar Mendes certos que estão, segundo Júdice, que assim garantem a vitória de Sócrates em 2009. Entenderam?
É caso para dizer que os ares da frente ribeirinha e a exposição da campanha autárquica para Lisboa não fizeram nada bem ao comentador.
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Etiquetas: Distorsões
Bagão Félix, o todo-poderoso ministro dos governos de Durão Barroso e de Santana Lopes, viu o Supremo Tribunal Administrativo declarar nulas por falta de fundamentação as decisões que levaram à demissão de 18 chefias dos centros distritais do Instituto de Solidariedade e Segurança Social. A brincadeira vai custar ao Estado 1,0 milhão de euros. Dinheirito que muita falta faria para outras coisas.
Aguardam-se comentários do sempre tão prolixo político/comentador que faz da redução do desperdício do Estado uma das suas bandeiras.
As leituras do que se passa no BCP e do que será o seu futuro próximo motivaram neste fim-de-semana algumas leituras contraditórias. Em causa estaria a posição a adoptar pelo BPI na resolução da crise. Enquanto o Público, na passada sexta-feira, titulava no seu caderno de Economia que "BPI vota contra Teixeira Pinto e quase elimina hipótese de alteração de estatutos" o Expresso, na edição de sábado, fazia uma chamada de primeira página com o título"BPI vota contra Paulo Teixeira Pinto" que era depois desenvolvida no Caderno de Economia. O problema é que no referido Caderno o editor de Economia, Nicolau Santos, escrevia que o BPIse preparava para ter uma voz activa nos destinos do BCP "votando inevitavelmente contra as propostas apoiadas pelo fundador do BCP"
Acontece aos melhores mas registe-se a tentativa de corrigir o erro na primeira página.
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Etiquetas: Finanças
No Público de ontem Carlos Dias assina um trabalho cujo título é "Terras de Sines regressam aos antigos proprietários". Este trabalho, indisponível online, tem como causa próxima a decisão do STA de ordenar a reversão das propriedades da Ortiga, do Burrinho e de Morgavel aos seus proprietários.
Este processo nada edificante tem como réus o Estado Democrático, através dos sucessivos Governos e das autarquias envolvidas na gestão dos terrenos expropriados. Selvaticamente expropriados pelo regime fascista, diga-se, ao abrigo do Decreto-Lei que permitia o recurso à figura da expropriação sistemática, mesmo sem utilidade pública e com a fixação das indeminizações a variar em função da importãncia social dos expropriados.
Falta saber como e quando as reversões se tornam efectivas e quem vai pagar as indeminizações às vitimas. Falta saber, no caso das autarquias, quem pagará as indeminizações devidas pela alienação de terrenos expropriados para urbanizações a troco de largas dezenas de milhões de euros ao longo dos últimos anos.
PS - Este processo já teve muitos protagonistas que deram o salto passando do campo dos que defendiam os interesses dos expropriados contra o Gabinete da Área de Sines, esse terrível representante do fascismo, e passaram a tentar impedir, por todas as forças, a reversão dos terrenos e ignoraram politicamente os direitos dos expropriados. mas mais recentemente foi Paulo Portas a fazer a pirueta mais trágico-cómica deste processo. Numa celebrada reunião com os expropriados realizada em Sines, Portas então na oposição, essa maternidade de todas as promessas mesmo as mais demagógicas, prometeu mover océu e a terra para que os direitos dos Zés e das Marias expro+riadas fossem respeitados. Prometeu uma luta sem quartel. Passados alguns meses Manuela Ferreira Leite, colega de Governo de Portas, assinaou os despachos que permitiram ás Finanças alienar os terrenos dos expropriados e dessa forma ajudar a combater o défice.
A direita acha que o caso da não aplicação da lei sobre a IGV à Madeira se deve resolver em tribunal. Ao que parece deixa de ser um caso político para passar a ser um caso de polícia. Foi esta a forma encontrada pela direita política para contornar a última diatribe de Alberto João e dos seus sequazes - esses grandes construtores de claustrofobias democráticas - de afronta aos valores da República.
O Presidente da República parece que alinha pelas mesmas ideias do PSD e do PP.
Fica a expectativa, depois das declarações de Sócrates na SIC, sobre o significado real dessas declarações. Sócrates afirmou que:"Não admito outro cenário que não seja o de aplicar a lei também na Região Autónoma da Madeira".
Alberto João Jardim se é especialista nalguma coisa é em transformar entradas de leão dos políticos do "contenente" em saídas de sendeiro.
... ao sexto-dia. É o que se poderia dizer do Festival de Músicas do Mundo de Sines que na sua nona edição pareceu iniciar-se ontem, apesar do arranque ter sido dado em Porto-Côvo na passada sexta-feira. Muito por força do ambiente único que se consegue no Castelo de Sines, o local de eleição para a realização deste Festival.
Mesmo que um dos grandes momentos desta edição, a actuação da cantora Mamani Keita, no passado sábado em Porto-Côvo, já tenha acontecido, a noite de ontem ficou como a primeira noite. Casa cheia - alguns milhares de pessoas num Castelo com melhores condiçõe para o público - e o ambiente do FMM na velha zona histórica da antiga vila piscatória. Não faltaram os comensais do costume, na repetição de um gesto inútil, a atrasarem o ínicio da música, nem o momento político do discurso presidencial, que já foi, em tempos, uma mensagem de boas-vindas, a marcar o arranque. A música servida, ontem, pelo repetente Trilok Gurtu, pelos Bellowhead e pela africana Oumu Sangaré, continua ao sabor dos sons do mundo até ao próximo sábado. Mesa farta.
"O jardim infantil da revolução" de José Medeiros Ferreira sobre as confissões de José Manuel Fernandes no Público. Na mouche com um fino sentido de hunor.
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Etiquetas: Polítca.Derivas
A Ministra determinou o arquivamento do processo Charrua, por entender que eram "naturalmente inaceitáveis as limitações ao direito de opinião e de crítica política". Mas, sabe-se já, a directora da DREN permanecerá no seu lugar, a partir do qual ensaia tentativas contra os direitos que a Ministra entende defender, e o professor Charrua, afastado da DREN por causa do tal delito que afinal não é, não volta ao cargo do qual foi afastado de uma forma "naturalmente inaceitável".
Os despachos são bons as consequências políticas é que são naturalmente inaceitáveis.
"Foi pouco tempo mas continua a facturar" no Zero de Conduta, sobre o singular percurso de António Mexia, sempre contra a presença excessiva do Estado na economia mas sempre a aproveitar os imcomparáveis negócios proporcionados pelo mesmo Estado.
... do que nunca. A Ministra da Educação mandou arquivar o processo contra o professor Fernando Charrua que a directora da DREN mandara instaurar. A ministra entendeu, muito bem, que "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável"
Falta tirar daqui as últimas consequências: demitir a directora atacada de um excesso de zelo de natureza censória e reintegar o professor Charrua nas anteriores funções.
Sines Local – onde jovens artistas se encontram / confrontam com as pessoas e os seus espaços.
Sines Local – que deseja reforçar a ligação dos artistas com a região através da construção de projectos tendencialmente inéditos.
Sines Local, experiências de fruição em que os artistas são parceiros do Centro Cultural Emmerico Nunes".
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Etiquetas: Sines. Cultura
... estavam reunidas as condições mínimas... decidi avançar. Talvez bastasse a Luís Filipe Menezes dizer isto em vez da leitura daquela listagem de razões, mais ou menos extraordinárias, cujo clímax foi o compromisso de "dar voz aos desempregados sem esperança, aos jovens sem horizonte, aos idosos abandonados à sua sorte, aos funcionários públicos perseguidos, aos professores diabolizados pelo actual Governo".
Menezes percebeu, tarde, que mesmo não indo a votos para a escolha do líder do PSD seria ele o grande derrotado. Com a agravante de que perder por falta de comparência seria entendido pelos militantes como a última vez.
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Etiquetas: Política.
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Etiquetas: Sines
O Festival de Músicas do Mundo de Sines experimenta este ano, durante dois dias, um formato incompreensível. A organização decidiu recolher o Festival ao auditório do Centro de Artes. Trata-se de uma tentativa semelhante à de pretender meter o Rossio na Betesga. O auditório tem cerca de 150 lugares sentados e, com jeito, aguenta mais trinta ou quarenta de pé. Qualquer dia do FMM chama mais de 2000 pessoas e nas grandes noites no Castelo são comuns lotações superiores a 5000 pessoas. Na sexta-feira em Porto-Côvo, com uma noite péssima e um frio de rachar, estariam mais de 1500 pessoas e as entradas custavam 5 euros. Porque razão se realizam espéctáculos com entrada livre num recinto que nunca levará mais de 200 pessoas? Se descontarmos as reservas antecipadas para a NomenKlatura, para os quadros das empresas que pagam a coisa e para alguns sortudos, quantas reservas estariam disponíveis para o povo em geral?
Pelos vistos existe a vontade política de inscrever o Centro de Artes no roteiro do Festival. Ora, se a vontade política pode muito o que é um facto é que, nesta altura, já não consegue aumentar a lotação do pequeno auditório. A opção foi diminuir, à força, a audiência do Festival.
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Etiquetas: Bizarrices.
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Etiquetas: artes
... o alíbi de Luis Filipe Menezes para não ir a votos disputar a liderança com Marques Mendes. O autarca de Gaia sabe que não tem apoio no partido para disputar a liderança. Sabe que a sua falta de credibilidade é, infelizmente para ele, directamente proporcional à sua falta de ideias e de coerência. A questão do pagamento de quotas até ao dia das eleições é um argumento idiota. Cinquenta dias não chegarão a qualquer militante para regularizar a sua situação?
Marques Mendes explicou na RTP 1 que o que está em jogo nesta questão das quotas é de outra natureza: o pagamento das quotas deve ser individual e deve ser impossível a alguém constituir sindicatos de voto com recurso ao pagamento colectivo das quotas de muitos militantes. Mendes falou em caciquismo e percebeu-se que se referia ao autarca de Gaia, mas Rodrigues dos Santos, que, manifestamente, tinha lido muitos jornais no fim-de-semana, não queria ir por aí. Repetiu até à exaustão a mesma pergunta: "Não acha mal ir a votos sem adversários?" Mendes respondeu, a dado passo, que não era responsabilidade sua "arranjar adversários". Rodrigues dos Santos, se estivesse a perceber alguma coisa, teria terminado aí a entrevista.
As músicas que se ouvem em Porto Côvo - 1
também se ouve música em casa-1
José Sócrates prometeu medidas que reforcem o apoio à natalidade. Um reforço pressupõe que já existe qualquer coisa. Vejam-se os valores que o abono de família atinge cá no burgo e pasme-se. A isto chamam, os do costume, Estado Social e, num momento de particular desvario, integram a criatura no famigerado "modelo social europeu".
Em Portugal existe um modelo claro de penalização da natalidade disfarçado do seu contrário e a dar-se ares de ser um sistema com preocupações de justiça social. Aumentar o que existe para o dobro não aquece nem arrefece a normal evolução da coisa.
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