"FC Porto elimina o Sporting da Taça de Portugal no desempate por penáltis"
O Sporting jogou francamente melhor e fez a melhor exibição desta época. Perdeu nos penaltis e francamente não penso que o árbitro, muito mau, tenha asneirado só para um dos lados.
Paulo Bento hoje merece os parabéns.

PS - não podem arranjar uma pequena vespa para as "recuperações" do Rochemback?


"Fátima Felgueiras condenada a 3 anos e 3 meses de prisão com pena suspensa"
Apostei antes da leitura da senteça numa condenação com pena suspensa. Não falhei. Aposto agora que após o recurso Fátima Felgueiras será completamente ilibada e não perderá o mandato. Afinal são paenas 177 euros que separam a autarca da pura e absoluta legalidade.
Alguém já escreveu - julgo que Manuel Carvalho no editorial do Público de ontem - que para se condenar alguém por corrupção é no mínimo necessário que corruptor e corrupto a uma só voz exijam a condenação. Penso mesmo que terão que insistir muito para o conseguirem.
Uma das verdades incontestáveis do nosso sistema políticoé a de que a corrupção nunca existiu.
Se tudo correr com celeridade a dona Fátima pode voltar a canddiatar-se pelo PS em 2009.

O post de João Paulo Sousa no "da Literatura". Simplesmente brilhante.

A ministra da educação está a esta hota na SIC Notícias a justificar o injustificável. tem sido assim ao longo da noite confirmando a declaração do BE de que "ministra e Governo ficaram "aflitos" depois da manifestação". A ministra não tem parado saltando de uma televisão para a outra repetindo had nauseum a mesma cassete. Mas a ministra evolui, acabou agora mesmo de esclarecer o pivot da SIC Notícias que esta manifestação é uma forma de pressão sobre os professores que nas escolas aplicam o modelo de avaliação por si proposto. A ministra, provavelmente cansada com a empreitada que recebeu para esta noite, fala como se os professores que se manifestaram fossem apenas algumas dezenas de milhares de profesores e não mais de 85% da classe. A ministra, provavelmente cansada com esta luta e com esta força dos professores, coloca no mesmo saco os professores que - legitimamente - não se manifestaram e que por isso ela entende estarem a favor do modelo e os outros que se manifestar mobjectivamente contra o seu modelo. Podemos concluir que a Ministra, provavelmente desgastada com esta luta, perdeu o sentido das proporções.


Cento e vinte mil professores em defesa da escola pública contra uma política cega que a quer liquidar. Cento e vinte mil a transformarem Lisboa, pela segunda vez no ano, na Cidade Capital da Democracia. Cento e Vinte mil unidos, pese todas as suas diferenças, em torno do interesse comum que é o interesse dos que defendem a importância dos professores para a construção de um ensino de qualidade. Professores respeitados, professores considerados, professores com o melhor das suas energias canalizadas para o ensino.
Só o mais descarado autismo disfarçado sob um balofo palavreado de uma pretensa defesa do interesse público pode pretender ignorar o que s passou no espaço público da cidade.
Contra esse autismo aos professores só lhes resta continuar a lutar e percebemos todos que os "Professores prometam "guerra o ano todo" e admitam antecipar greve nacional". Contra esta surdez imensa não lhes resta outra alternativa. Esta política uniu a classe como nunca e estão criadas condições para lutar por todos os meios democráticos contra estas políticas.

"Ministra não vai recuar no modelo de avaliação de professores". Esta ministra e esta política da educação são capazes de mobilizar os professores de uma forma nunca dantes vista. mais de cento e vinte mil professores em luta num total de pouco mais de 140 mil. Nunca uma classe profissional se uniu desta forma contra uma política e contra os seus agentes. E a ministra a fingir que não tinha visto e a pretender negar a importância da coisa. A ministra pode estar convencida da justeza das suas posições mas há duas coisas que ela não faz e devia fazer, porque integra um governo democraticamente eleito: 1) devia ter a humildade de respeitar esta manifestação tão forte de descontentamento e aceitar rever o conjunto de situações que a determinam, em particular o modelo de avaliação dos professores que quer impor; 2) devia respeitar o termpo democrático da manifestação e convocar as suas conferências de imprensa para antes ou para depois, não para o exacto momento em que elas se estavam a iniciar. Revela falta de respeito pelos manifestantes.
E por fim na sua declaração a ministra referiu a sua determinação em ultrapassar os obstáculos e os escolhos parecendo claro que se estava a referir a estes manifestantes e a esta manifestação. Será possível ser-se ministro da educação considerando que a quase totalidade do corpo docente é um obstáculo e um escolho? Parece que José Sócrates acha que sim?

Gustave Caillebotte (1848-1894)

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"Taça UEFA: Só Ronaldinho parou um Braga de alto nível "
Que contentes que estavam os italianos quando Ronaldinho descobriu um golo impossível. Que exibição do Braga no Giuseppe Meazza . Lembram-se de alguma equipa portuguesa que tenha jogado tão bem contra o Milan nos últimos anos? Têm que recuar ao super-Porto de Mário Jardel. Que regalo.
Jorge Jesus vai em frente com este Braga que colocou a jogar a um nível muito elevado. Esta equipa é candidata ao título nacional até porque ninguém joga melhor em Portugal. Deve-o em grande parte ao facto de ser ter ao seu serviço o melhor treinador português da actualidade. Será que alguém leva os vídeos ao Soares Franco antes do Pinto da Costa lhe botar mão?

"Santana Lopes assume candidatura à Câmara de Lisboa"
Escrevi um mês atrás que era a melhor escolha paa o PSD. Não vejo ninguém que melhor promova a união os eleitores mais à direita e é claro que para o CDS esta candidatura é quase fatal. Mas para António Costa, longe de conseguir sózinho qualquer coisa parecido com uma maioria absoluta, esta candidatura traz muitas preocupações. Não vai ser com Roseta e Sá Fernandes que consegue a coligação capaz de se aproximar desse objectivo. Vai te que dialogar com a CDU e com o BE. Talçvez o menino guerreiro obrigue à redefinição da política de alianças à sua esquerda. Há por aí muita fanfarronice à esquerda na avaliação do peso de PSL, mas na realidade quase toda a gente sabe que esta candidatura é forte, a amis forte que pode surgir à direita.
MFL não perde muito com o seu consentimento. Se PSL perder é sobretudo uma derrota pessoal e livra-se de um opositor interno e de um candidato ao seu lugar. Se ganhar fica por lá entretido 4 anos pelo menos e o PSD sob asua liderança reconquista a auatqruia da capital. Nada mau.

"Vale e Azevedo enganou o BPN em dois milhões de euros"
Nesta história o que mais me comove é a parte das canalizações. O valor das rendas em atraso, uns míseros 416 mil euros alguns meses atrás, não me aquece nem me arrefece, mas as canalizações, meu Deus como é possível?
O senhorio não saberia que JVA era um entendido em canalizações? Ele que sempre mostrou capacidade para entender os sentidos de circulação dos bens e serviços que alimentam a nossa sociedade e que no cruzamento entre futebol, banca privada de negócios e imobiliário soube sempre colocar-se como um competente guarda-linha capaz de canalizar os capitais circulantes para os seus ávidos bolsos.
Nesta história do BPN, há qualquer coisa de romântico. JVA parece roubar aos ricos para dar, senão aos pobres, a si próprio. Que moral haverá nesta história que não seja a moral de que no sistema financeiro internacional só não rouba quem não pode. E já agora como se pode falar em roubo se na verdade a garantia passada foi aceite como boa e permitiu o encaixe de uns agradáveis dois milhões de euros ao impoluto e criativo JVA.
Voltamos à base: Um euro é um euro.

"Manuel Monteiro abandona liderança do PND"
Manuel Monteiro é o único líder político que foi capaz de trocar um táxi por uma bicicleta com as rodas vazias. Farto de pedalar em vão, resolveu abandonar a liderança. Deve ter sido um processo fácil, resolvido entre si e si próprio. Agora vai tentar ser eleito deputado por Braga pelo ... PND cuja liderança abandona. Milhares de miltantes devem estar, por esta altura, perdidos, algures no País, esperando por orientações políticas claras. Será que alguém telefona ao deputado da Madeira?



Nunca pensei que o tal de "efeito Obama" se manifestasse tão depressa.

Na vitória histórica de Obama, lembremos Martin Luther King (1929-1968):

"Eu tenho um sonho de que um dia os meus quatro filhos vivam numa nação onde não sejam julgados pela cor da sua pele, mas pelo seu caráter."

"Se um homem não descobriu algo por que morrer, não está preparado para viver."

"O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor."

"O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício."

Este é o tempo de comemorar esta vitória de um candidato progressista sobre um outro cujo projecto no essencial mantinha a orientação da administração Bush.
Mas há uma leitura que é clara: nunca como nestas eleições a vontade de mudança foi tão manifestamente expressa por tantos americanos e nuca como agora - por razões diferentes como afirmao Rui Tavares - existiu uma tão grande coincidência entre a vontade dos americanos e o resto do mundo.
Quanto à afirmação de Rui Tavares de que "desde Roosevelt que a América não está à beira de eleger um Presidente tão vincadamente progressista da ala esquerda do Partrido Democrático, superando os bloqueios geopolíticos da política americana" tenho as minhas dúvidas. Quem nos dera que assim fosse. Mas será que existem razões objectivas para fazer esta afirmação? Talvez o Rui Tavares nos possa esclarecer.

Pode ver aqui a expressão Estado a Estado da vitória de Obama.

Não foi apenas a vitória de um democrata depois de longos e penosos anos de presidência republicana, foi a vitória conseguida com a maior participação popular em cem anos e com o resultado mais expressivo das últimas décadas. Uma cabazada infligida pelos americanos a um partido que durante dois mandatos lhes fez a vida negra quer no plano da política interna quer no plano da política externa. Uma vitória construída em estados nos quais tradicionalmente os republicanos ganham. Uma vitória clara logo desde o ínicio das projecções da CNN quando por volta das 2 da manhã Obama já tinha 112 votos eleitorais contra apenas 34 de McCain.
Obama candidatou-se com um discurso de mudança e recebeu dos seus cidadãos esse mandato. Alguns eleitores estiveram nas bichas eleitorais mais de 3 horas para poderem manifestar o seu desejo de mudança. Vamos agora esperar pela expressão práctica desse projecto e pelos seus resultados.
A América está de parabéns e nós também.

"Liga dos Campeões: Sporting vence Shakhtar (1-0) e chega pela primeira vez aos "oitavos".
O jogo foi em grande parte horrível. Custa ver jogar tão mal, com uma incapacidade de trocar a bola entre os jogadores e um cagaço geral instalado, contra uma equipa fracota. Mas ganhou-se o que do ponto de vista financeiro tem as consequências que se sabe.
Como diz um amigo meu, eu quero lá saber se eles jogam bem, eu quero é que ganhem.
O SCP ganhou mas apetece perguntar se haverá jogos assim tão maus na Liga dos Campeões.
A fraca assistência em Alvalade explica-se pelo facto de mesmo entre os adeptos do Sporting, conhecidos sofredores, a autopunição estar em declínio.

PS - como será possível uma equipa com alguns jogadores tão bons atacar tão pouco e tão mal?

"Mário Lino: ampliação do terminal de Alcântara cria "mínimo impacto visual"
Todos são capazes de reconhecer ao ministro das obras públicas uma apurada sensibilidade que o leva a ver e a dizer coisas que os simples mortais jamais diriam ou afirmariam ter visto. Foi assim no caso do deserto e do jamais e parece ser assim, agora, com esta providencial explicação ao povo ignaro - excluindo os estivadores arregimentados - sobre o inexistente impacto visual dos contentores. A explicação é de antologia e podemos mesmo afirmar que Jorge Coelho, seu antecessor socialista no cargo, nem nos seus melhores dias se aproximou deste nível de clarividência: "A ampliação do terminal de contentores de Alcântara] é um projecto que está pensado para criar o mínimo de impacto visual e para trazer grandes benefícios, porque o terminal de contentores não é apenas um terminal de contentores, é também à acessibilidade [ao terminal de contentores]"
Perceberam? Esta oração de sapiência de Mário Lino merece um título. Proponho "Um Terminal a as suas circunstâncias"

Hoje é um dia importante. Se Obama ganhar as eleições americanas as coisas podem melhorar em termos globais. Eu acredito que isso pode acontecer mas, apesar das sondagens, eu, que sou um azarado nestas coisas de eleições, ainda duvido que o homem consiga a vitória.
Espero, no entanto, que Obama triunfe. Apesar de saber que ele não é de um gajo de esquerda, tal como nós a entendemos, apesar de saber que em muitos aspectos o seu programa é mais à direita do que o da senadora Clinton, apesar de saber que o regime americano é na sua essência um regime de partido único, deposito esperanças na vitória de Obama. Quero que Obama ganhe. Quero que Mc Cain perca.
Espero que alguma coisa mude e que seja no bom caminho. Espero que a eleição de um negro para a Presidência americana seja sublinhada pelo carácter progressista dessa personagem e pela sua vontade de transformar a sociedade americana numa sociedade mais justa e a América, enquanto país, uma democracia capaz de trabalhar para a paz global e o desenvolvimento sustentado, acabando com o estado belicista, predador dos recursos naturais, instrumentalizado pelos fanáticos religiosos, que os republicanos tão criteriosamente estiveram a construir ao longo dos últimos anos.

"PSD acusa PS de ter como projecto o “capitalismo de Estado”.
Paulo Rangel(PR) descobriu, conforme revelação do próprio nas jornadas parlamentares do PSD, que o projecto do PS é o "capitalismo de Estado" ou "neo-socialismo" embora tenha logo acrescentado que isso não inclui as "medidas excepcionais de intervenção nesta crise financeira", que essas, ao que parece, são de outra natureza, como aliás nós já tinhamos desconfiado, nada do tipo socialista seja ele neo ou um socialismo já mais envelhecido do tipo carrascão.
Claro que esta acusação foi depois compatibilizada com o anúncio da grande vitória do PSD que representa a decisão do Governo de que "o Estado vai pagar a curto prazo dívidas às empresas no valor 2450 milhões de euros" que é, insiste PR, independentemente dos resultados - com neo socialistas nunca fiando -uma grande vitória do PSD, das maiores vitórias nesta legislatura.
Vamos lá ver se entendemos o criativo líder parlamentar do PSD. O PS tem um projecto neo socialista, que não aplica quando actua na crise financeira, e quando a reboque do PSD resolve pagar as dívidas do Estado às empresas. Quando é que afinal o PS é neo socialista e pratica o capitalismo de Estado? Será que Paulo Rangel nos vai explicar?
Sabemos que é dificil a explicação já que o mesmo PR acusa agora, quase em simultâneo, o Governo de "andar a reboque" da agenda do PSD . Será que o PSD tem uma agenda neo socialista? Será que na agenda do PSD se oculta um projecto de capitalismo de Estado? A ser verdade que o PS anda atrás da agenda do PSD não teme PR que o PSD mais a sua agenda passem a ser requisitados para tudo o que é lugarejo na expectativa da pronta intervenção do Governo, seja a anunciar um novo hospital -como aconteceu em Évora, com evidencias claras de se estar perante uma descarada cópia da agenda do PSD, que PR distraidamente tinha deixado aberta em sítio particularmente exposto - seja a anunciar o aumento do cemitério, a construção de uma via rápida, a primeira marginal no interior ou até a cura para as sezões de um lugar muito atreito a doenças reumáticas?
PR anda confuso e triste e deu-lhe para combater a tristeza da sua oposição com este humor requintadamente britânico. Quer ele fazer-nos crer que não percebeu ainda que o projecto do PS não é nada dessas coisas dos neo, nem do Estado, o projecto do PS é a maioria absoluta pura e dura em 2009 à custa dos votinhos dos neo socialistas do PSD e da direita que já só choram com a oposição do PSD e o humor do PR.

O facto, que só agora conheci, de a Caixa Geral de Depósitos ter recentemente injectado 200 milhões de euros no BPN dá outro "enquadramento" à nacionalização.
A actuação do Governo, à data, foi de uma tremenda irresponsabilidade e ao que parece o BP não foi capaz de chamar a atenção do Ministro para a irresponsabilidade da actuação.
Os dinheiros dos contribuintes estão a ser jogados nestas roletas em que os accionistas sacam o que querem e nunca ninguém os chama à responsabilidade.

"PSD tem posição de abertura, mas quer esclarecer razões da nacionalização"
Este Paulo Rangel, por detrás daquele ar aborrecido que Deus lhe deu, revela, sempre que pode, uma imaginação muito fértil.
Está de acordo com a iniciativa do Governo mas não lhe chama nacionalização, porque essas, esclarece, sé se fazem por razões ideológicas. Ficamos a saber que para Paulo Rangel quando o Estado nacionaliza nem sempre nacionaliza. Quando nacionaliza para evitar a bancarrota, por exemplo do BPN, não nacionaliza, porque se trata de um imperativo do Estado proteger os depositantes que tinham confiado ao Banco as suas poupanças. Se não nacionaliza o Estado estará a fazer o quê no entender de PR? Como está a salvar os depositantes talvez o Estado esteja a salvá-los pelo que se deverá chamar Estado-Salvador e à acção do Estado, Salvação.
Quando o Estado nacionaliza, por exemplo, parte da GALP - o que como sabemos não aconteceu, embora alguns achem que devia ter acontecido - aí não há dúvidas para PR o Estado nacionaliza porque só uma razão ideológica, acha PR, pode levar o Estado a nacionalizar parte de uma empresa que é muítissimo lucrativa embora à custa dos preços altíssimos que todos nós pagamos pelos seus produtos.

"CDS quer explicações de Vítor Constâncio sobre supervisão ao BPN"
Lá vem o CDS a atirar-se ao Banco de Portugal. Quanto aos gestores, seus amigos e certamente generosos financiadores, o CDS nada diz. Afinal, para o CDS, se esta gente vigarizou as contas e geriu o Banco em proveito próprio, à margem das regras estabelecidas, isso só aconteceu por culpa do Banco de Portugal.
Se pudesse o CDS demitia a direcção do BP e colocava lá os gestores do BPN ou alguns do BCP que ficaram desempregados, coitados. É que para o CDS a regulação é uma coisa muito séria e o sistema capitalista uma coisa muito perigosa. Todos os cuidados são poucos.

"Vítor Constâncio: "operações de centenas de milhões de euros do BPN eram clandestinas"
O Governador não foi capaz de dizer alguma coisa sobre as responsabilidades nesta situação mas foi capaz de indicar que a actual gestão e a que a precedeu nada tiveram com estes factos. Ainda bem que desta forma se colocam estes gestores a salvo de responsabilidades que não são as suas. Mas. e os outros, os responsáveis, porque não sabe nada o Governador, ou porque sabendo não os indica? Não deveriam estar sujeiros ao mesmo tipo de escrutínio?

PS - o Banco de Portugal enquanto entidade reguladora mostra uma completa ineficácia, embora não seja fácil lidar com gestores deste calibre. A sua actuação é mais do tipo de nos vir anunciar o mal do que de conseguir preveni-lo. Será na sua reforma que o primeiro-ministro pensa quando fala de necessidade de reformar as instituições de regulação do sistema financeiro?

"Governo anuncia nacionalização do BPN"
Neste preciso momento em conferência de imprensa conjunta o ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal explicam ao País as razões que levaram à declaraçãoc dsa nacionalização do Banco Português de Negócios.
Saliento a declaração de Teixeira dos Santos de que os problemas do BPN vêem de trás e não se devem em particular à situação provocada pela actual crise financeira.
Saliento igualmente o significado político deste gesto que coloca outra vez as nacionalizações como uma forma possível de intervenção do Estado na economia. Para já -será apenas nestes casos? - para ser o Estado a por cobro a uma situação de falência de um Banco e para por termo a prácticas de gestão que contrariam violentamente - não me occore outra expressão - as regras que os reguladores supostamente com a sua acção preventiva deveriam impedir.
E os gestores deste banco e os accionistas da SLN, que contas vão eles prestar ?

A pobreza pode diminuir mas sem que a desigualdade na distribuição da riqueza diminua, antes pelo contrário. Todos sabemos isso, e é por isso que uma política de esquerda deve promover activamente a justiça social e recusar o assistencialismo. Claro que numa situação em que existem necessidades básicas de milhões de portugueses recusar a importância da intervenção do Estado em programas do tipo Rendimento Mínimo Garantido é uma completa insensatez. O mesmo já não se passa quando o Estado se limita a promover políticas assistencialistas e nada faz para promover uma mais justa distribuição da riqueza. Devemos ser implacáveis nessa denúncia.
Ana Gomes reflecte sobre esta situação nest seu post em que admite serem "Acabrunhantes os resultados do estudo recente da OCDE sobre as desigualdades de rendimentos " em Portugal Pior do que nós só o México e a Turquia."
Para a deputada socialista "Sem querer desvalorizar a importância da diminuição da pobreza, é preciso reconhecer que, infelizmente, ela é bem compatível com o aumento das desigualdades - como os números sobre Portugal demonstram. Qualquer coisa está mal, quando em Portugal a média dos salários é pouco mais de metade da média da zona Euro - na Grécia, a média é três-quartos... Os números da desigualdade em Portugal representam um falhanço de todos nós que assumimos responsabilidades políticas, das nossas instituições e do modelo económico que Portugal tem seguido. Como socialista, tenho vergonha destes números."
Qualquer socialista tem vergonha destes números. Pelo menos os verdadeiros socialistas, os que não se conformam com as desigualdades, aqueles que não se conformam em balizar as políticas deste Governo pelos padrões dos Governos do PSD.



Acho que ainda não se mencionou, em número suficiente, quão belo era Paul Newman (para sua infelicidade). Na foto acima, tirada em 1958, a sorrir para Joanne Woodward, actriz e sua mulher.



Este blogue precisava de uma boa fotografia do Sarkozy.

Esta, da autoria de Annie Leibovitz, foi publicada na memorável edição da Vanity Fair de Setembro passado, num artigo sobre a jackielização de Carla Bruni. Para além do artigo em causa, disponível aqui, merecem atenção as peças sobre Mark Salinger, Paul Newman e as supermodels dos anos 90 - the one and only.

Diria para comprarem, caso ainda se encontrasse à venda.

A posição da Associação das Pequenas e Médias Empresas suscitada pelo famélico aumento do salário mínimo anunciado pelo Governo rivalizou, em despropósito e falta do mínimo bom senso, com a líder do PSD. O anúncio de uma posição chantagista traduzida no "se aumentam não renovamos os contratos" dá uma imagem muito mais nítida do [baixo]nível do nosso sector empresarial do que muitos estudos sociológicos. Mas a ANPMES não está satisfeita com a imagem que de si própria deu ao País, vai daí resolveu opinar sobre a profundidade da coisa. Afinal o que eles querem é "diminuir impostos sobre trabalho" já que nunca lhes passou pela cabeça achar excessivos uns "uns míseros 450 euros/mês".
Mas acharão mesmo que esta alteração se traduz num aumento da carga fiscal insuportável sobre as empresas, tão exorbitante que justifique que elas não paguem a sua parte das contribuições sobre os salários? Sinceramente, é preciso lata e depudor em doses muito elevadas. Será que a ANPMES está disposta a apoiar uma alteração da forma de contribuição para a Segurança Social trocando a actual forma baseada no salário por uma baseada no produto?

Paseo a Orillas del Mar, Joaquin Sorolla, 1909
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...


Miguel Torga


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"Estado exige IVA mesmo que transacções não sejam pagas".
Afinal parece que esta evolução positiva no sentido de o IVA não poder ser exigido quando as empresas ainda não oconseguiram cobrar vai ser alterada. Para pior, como é da praxe deste Governo. Tenho experiência própria deste tipo de abuso fiscal- legalmente permitido mas nem por isso menos chocante - e, não por acaso, num contrato com uma autarquia. Foram milhares de euros de coimas e outras paqtifarias porque a referida autarquia não me pagou as facturas no tempo devido. A maior ironia é que para receber tive que recorrer aos tribunais e quando acederam a pagar exigiram-me documento comprovativo de ter a situação fiscal..... regularizada. Finos.

Do professor Paulo Morais, ex-verador da Câmara do Porto no 1º mandato de Rui Rio responsável pelo urbanismo, ler com a máxima tenção o artigo de opinião que é hoje publicado no Jornal de Notícias.
Transcrevemo-lo de seguida:

"Peço justiça

Há já alguns anos que venho denunciando junto do Ministério Público crimes cometidos em Portugal, ao nível do urbanismo e do ordenamento do território. A sua existência, à vista de toda a gente, não carece de prova.
O cenário propaga-se por todo o país: mamarrachos que desfeiam a paisagem, uma pressão imobiliária que compromete a qualidade de vida colectiva.
Quem, como eu, conhece as teias que a corrupção tece neste domínio tem o direito e o dever de identificar os casos, os responsáveis e os culpados. Assim, ao longo de anos, venho carreando para o sistema de Justiça documentos que atestam os crimes, os actores políticos envolvidos e os empresários que tentam (ou conseguem) corrompê-los. Venho ainda explicando de forma detalhada como se urde esta malha, quais as conexões entre Administração Central e Local, por um lado, partidos políticos e interesses económicos, por outro.
O resultado da corrupção, apesar das suas múltiplas e imaginativas formas, resume-se sempre a um de dois tipos: na alteração aos instrumentos de planeamento "a pedido", valorizando terrenos dos poderosos que controlam os partidos; ou em autorizações e licenciamentos de operações urbanísticas que nem sequer cumprem os referidos planos e, por isso mesmo, ilegais.


Estas são hoje as formas mais sistemáticas de transferência da riqueza que é de todos para as mãos de alguns, tornando os ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres.

São situações deste tipo que denunciei junto do sistema de Justiça. Em primeiro lugar, porque é a este que se deve sempre recorrer num estado de direito democrático, por muito moribundo que esteja. Em segundo lugar, porque entendo que é meu dever de consciência ética permitir que todos os que venho acusando possam defender-se no local próprio, ou seja, nos tribunais. Qualquer acusação noutro contexto teria contornos de linchamento popular, que eu não poderia permitir e muito menos alimentar.

Volvido todo este tempo - após inúmeros depoimentos no Ministério Público, em Lisboa, no Porto, na Polícia Judiciária - penso que é tempo de clamar por justiça. Já o fiz nos locais próprios. Tomo agora a iniciativa de o fazer publicamente.
Por ora, em meu nome, e por imperativo de cidadania, peço justiça. Mais: em nome de todos quantos empobrecem à mercê destas máfias que nos dominam, exijo-a."


Uma voz particularmente informada e corajosa contra a máfia corrupta que faz do urbanismo o novo eldorado em que alguns enriquecem enquanto todos os outros empobrecem.

olhar de frente, olhar de rio fugindo para o longe
homem lugar de luz poente, a andar
espelho de rocha e mar
vento, praia, riscos de asa e barco
o Outono transformado
a palavra certa, procurada, desafiada
.

Deserto, 1998 de Malato de Sousa
Prova gelatina e prata 50 x 60 cm



I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sweep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"
....

Coldplay - Viva La Vida



Morreu o Acácio Barradas que tive o privilégio de conhecer e de ser seu amigo. Era uma boa pessoa, além de ser um homem muito interessante, com uma vida intensamente vivida. Conhecio-o já tarde mas recordo o fascínio que me suscitava falar com ele, escutar as coisas que ele sabia os acontecimentos que tinha presenciado. Jornalista, reformado desde 2001, dirigente sindical empenhado na defesa do jornalismo e na actividade do sindicato dos jornalistas, foi um espectador privilegiado do apogeu do colonialismo português em Angola, do seu declínio e final. Ainda recentemente dava o seu testemunho sobre os acontecimentos desse período na série "A Guerra" de Joaquim Furtado que passou na RTP-1 e em 2005 editou o livro "Agostinho Neto . Uma vida sem tréguas.1922-1979."
Ficam as saudades e as memórias


Esta é uma fotografia para a posteridade. Reune num mesmo espaço "Os Parceiros" que o Presidente da Câmara de Sines resolveu escolher para criar a Associação PRO ARTES. Diga-se que o autarca recebeu da Câmara mandato para concretizar a instituição com os parceiros da área cultural. A escolha foi feita.
O continuado exercício do poder tem sempre destas contradições: à medida que cria a sensação de um poder absoluto e de uma completa impunidade afunila cada vez mais o leque dos "parceiros". Em primeiro lugar as instituições da sociedade civil que ainda não tenham sido subjugadas pelas políticas concretas, materializadas no sábio controlo dos dinheiros públicos e no controlo das doações das empresas, são substituídas por pessoas individuais. Depois essas pessoas, para garantir a pureza do processo, são criteriosamente escolhidas entre familiares e amigos próximos ou dependentes de quem exerce o poder.
Que diz a isto o PCP?

A espera de Sebastião, o rei desaparecido em Alcácer Kibir, que alimentou durante séculos o noso imaginário messiânico, encontra agora uma nova expressão noutro Sebastião, Manuel de seu nome, como o desafortunado ministro que o nomeou, presidente, dado como desaparecido em estudo incerto, da auto-extinta Autoridade da Concorrência.
Dá-se um jerrican de gasóleo e duas garrafas de litro e meio de gasolina sem chumbo a quem provar saber do seu paradeiro.

"Crise resulta de "práticas abusivas e ganância de proporções históricas". De quem fala José Sócrates? Quem são os que pactuaram com "lógicas de gestão orientadas para o imediato"? Quem foram os que pactuaram e promoveram uma "regulação totalmente permissiva, práticas abusivas e uma ganância com proporções históricas" ? Quem foram os que criticaram, aqueles que exigiram avant la lettre, quando a suposta infinita prosperidade dos mercados livres embasbacava os políticos de vistas curtas por toda a Europa, "a regulação efectiva dos mercados financeiros" ?
Uma das ironias desta crise é a tentativa atabalhoada dos dirigentes socialistas de se colocarem apressadamente do lado bom da história. Do lado dos que criticaram a crescente diminuição do peso do Estado na economia e a entrega de sectores estratégicos a poderosos monopólios privados que prosperam protegidos, pelo Estado, de qualquer concorrência. Do lado onde não não estiveram, para nosso mal, nos últimos anos.
Ainda agora, analisado mais de perto o receituário para sair da crise, vemos que o Estado instituiu o "rendimento máximo garantido", na feliz expressão do socialista José Reis, para grantir os lucros aos banqueiros e para lhes permitir namter a canga apertada sobre os cidadãos. Veja-se o escândalo da quase imutabilidade das taxas de juro e do desajuste entre a baixa do preço do petróleo e a baixa do preço dos combustíveis. A este propósito onde andará o tal Sebastião? A este propósito o governo de Sócrates disse nada.

"Sp. Braga esmaga ingleses do Portsmouth com goleada e exibição de luxo". Alguns jornais desportivos portugueses foram mesmo obrigados a colocar a coisa na primeira página. Este Braga é de primeira e isso deve-se sobretudo a ter ao seu serviço aquele que é indiscutivelmente o melhor treinador a trabalhar em Portugal. Se tudo correr como normalmente acaba a treinar o Porto.
Compare-se a exibição do Braga, contra uma equipa forte, com o desconchavo da exibição do Sporting em Donetz e pense-se no que Jorge Jesus faria com um plantel como aquele de que Paulo Bento dispõe.

Sous le ciel de Paris
S'envole une chanson
Hum Hum
Elle est née d'aujourd'hui
Dans le coeur d'un garcon
Sous le ciel de Paris
Marchent des amoureux
Hum Hum
Leur bonheur se construit
Sur un air fait pour eux
....
...
Sous le ciel de Paris
Coule un fleuve joyeux
Hum Hum
Il endort dans la nuit
Les clochards et les gueux
Sous le ciel de Paris
Les oiseaux du Bon Dieu
Hum Hum
Viennent du monde entier
Pour bavarder entre eux
...


.

O Estado agora garante o rendimento máximo garantido aos bancos. Quem o disse foi José Reis, o economista socialista convidado das jornadas parlamentares do BE que decorreram em Coimbra. Não há nada como chamar o nome às coisas.
Mas, da crise que assola o sistema o professor de economia aproveita para saudar o regresso do Estado e da economia política depois de um periodo em que se defendeu o Estado mínimo e se pretendeu negar ao Estado a capacidade para dfinir as grandes opções de desenvolvimento.


Moon river wider than a mile
I' m crossing you in style someday
You dream maker, you heartbreaker
Wherever youre going Im going your way
Two drifters off to see the world
Theres such a lot of world to see
Were after the same rainbows end
Waiting round the band
My huckleberry friend, moon river
And me



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Por absoluta falta de tempo ainda não tive oportunidade de escrever mais detalhadamente sobre o encontro de História do Litoral Alentejano que o centro Cultural Emmérico Nunes em boa hora levou cabo. Pela qualidade excepcional dos participantes tratou-se, sem qualquer margem para dúvidas, da mais importante iniciativa cultural que ocorreu em Sines nos últimos anos. Voltarei ao assunto brevemente.
Ficam aqui alguns registos fotográficos do Encontro e aproveito para chamar a atenção para o facto de este Encontro ter permitido revitalizar - embora por um fugaz instatnte - o Centro Histórico de Sines, chamando a si as pessoas, o conhecimento, a discussão e as ideias à volta das quais elas se reuniram. As pessoas que ocorreram ao Encontro e os participantes que ocuparam o espaço público quase sempre deserto, hoje em dia, animaram o velho e fatigado coração da cidade de Sines.
Ainda por cima as sessões ocorreram em três belos edificios cujo futuro, no caso de dois deles, está ameaçado. Com particular destaque para o edifico dos correios que, por uma criminosa decisão de lesa património público, foi subtraído à sua função, esvaziado e colocado à venda enquanto a instituição se deslocava para uma das novas perifierias a que os "entendidos" em urbanismo chamam centralidades. Sem que dessa deslocalização tenha resultado qualquer benefício para a população, a menos que se cosidere um benefício geral a utilização das actuais exíguas instalações embrulhadas na casca modernaça com que os actuis CTT acham que se devem embrulhar para se sentirem, ou fingirem que são, modernos. Aliás, durante uns breves meses o BPI - uma instituição exemplar na sua acção, ao recusar sair das instalações que ocupa junto ao Castelo apesar dos constrangimentos que o IPPAR lhes coloca, o que chama a atenção para a importância das pessoas que ao nível local dirigem as instituições - colocou em evidência as potencialidades do edificio dos correios.
Bem sei que os CTT colaboraram com o CCEN, cedendo gratuitamente as instalações, mas isso não os iliba de deverem ser criticados pelas decisões profundamente erradas que tomam. Erradas dum ponto de vista que excede em muito a simples equação do deve e haver do negócio da empresa.
Como é do conhecimento geral a autarquia fez uma estupida oposição a esta iniciativa. A auatarquia quer dizer o seu presidente e sendo lamentável que assim seja não é por isso menos rigorosa a afirmação. A Câmara não se sentiu confortável por ter entre si gente como aquela que aqui veio falar da sua investigação sobre a nossa história mais antiga , mais recente ou mesmo sobre a história contemporânea. Foi por essa inultrapassável oposição do "autarca mor do regime" que o Encontro não se realizou no Centro de Artes e foi por essa razão que escapámos a ficar durante estes dois dias fechados na "Urna dos Mateus". Ganhámos todos. Ganhou a cidade, que é uma cidade histórica, com edificios relevantes, com actores importantes ao longo de séculos, como o engenheiro italiano Alexandre Massai, que está, aliás, sepultado no CCEN. A cidade que não é o Centro de Artes, ao contrário da boutade do arquitecto autor do projecto do dito, beneficiou e pudémos constatar que, afinal, o melhor modelo de organização dos trabalhos era mesmo este: de portas abertas para o coração da cidade. O que levou o Luís Arroz - que moderou sábado de manhã a mesa dedicada à História Contemporânea - a salientar que o facto de o encontro não se te realizado no Centro de Artes se ter tornado um, provavelmente involuntário, bom serviço feito à cidade de Sines e à sua zona histórica e a chamar a atenção para a responsabilidade de todos nós na defesa deste património.

Woman at Dawn, Caspar David Friedrich (1774-1840)

"O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade. "

Immanuel Kant ( 1724-1804)


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Foi um grande sucesso o 1º encontro de História do Alentejo Litoral. Durante dois dias dezenas de conferencistas apresentaram as suas comunicações com a presença de um público atento que se dividiu pelas três salas em que o emcontro dcorreu.
O Centro Cultural Emmérico Nunes está de parabens e através desta sua iniciaitva estão de parabens a cultura, o associativismo e a democracia.


Um organização do Centro Cultural Emmérico Nunes que decorre amanhã e depois.


ANA CASTANHITO
HARPA CÉLTICA / VOZ

RUI VINAGRE

GUITARRA PORTUGUESA

ANTIGOS CORREIOS - SINES
18 DE OUTUBRO, 21:30 HRS

Entrada Livre

no âmbito do
ENCONTRO DE HISTÓRIA DO ALENTEJO LITORAL
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"Distrital do PSD apoia Santana à Câmara de Lisboa"
Manuela Ferreira Leite escolheu o melhor candidato possível do PSD à CML. Em boa verdade escolheu o único candidato do PSD que tem algumas hipóteses de ganhar, e não são assim tão poucas, a câmara a António Costa.
Vindo da dona Manuela não é coisa de somenos. As escolhas da senhora são, como se sabe, pouco compreensíveis pelos simples mortais. Santana é o candidato da direita que derrotou o unanimente considerado melhor presidente de esquerda - uma afirmação exagerada que a realidade não confirma, infelizmente - e não vejo mais minguém capaz de defrontar com êxito António Costa.
As declarações da esquerda são em muitos casos patéticas. Desvalorizar Santana e depois achar que ele abre o caminho a António Costa, numa lógica de candidato federador de todas as esquerdas é do domínio do puro disparate. Se o homem é assim tão fraco não faz sentido qualquer acto federador fruto de uma pulsão unitária capaz de atenuar as fortes identidades de cada um.
Talvez o homem não seja assim tão fraco. Santana percebeu melhor do que qualquer outro como a gestão dita de esquerda em Lisboa se movia presa das mesmas contradições e das mesmas insuficiências que limitavam e tolhiam a direita. Minimizou a diferença incorporando no seu discurso partes do discurso tradicional da esquerda. Deixou o resto para o "carisma" que é o que fica quando não há mais nada de relevante a separar aquilo que era suposto ser diferente. Foi o que se viu.
Não me parece que existam razões, de nenhuma ordem, para António Costa estar contente. A menos que o voto de Pacheco Pereira o anime assim tanto.

"Governo quer carta-branca do Parlamento para apoiar os bancos"
A julgar pelas notícias o Governo quer que a sua maioria absoluta parlamentar lhe dê carta branca, isto é, solicita autorização para legislar sobre o pacote de apoio aos bancos sem prestar contas nem adiantar explicações "sobre os termos em que a garantia de 20 mil milhões de euros (com risco soberano) pode ser usada pelo sector bancário no mercado de capitais de médio prazo (emissão de divida no segmento obrigacionista e de titularização)".
Nada mal para um Governo que tem maioria absoluta e que recebeu essa maioria absoluta para apoiar a maioria da população que neles confiou.
Será que este Governo acha que esta é a altura ideal para conduzir a governação numa lógica de segredo e de diminuição da transparência da acção política?

PS- Se o Governo quer carta branca os deputados socialistas dir-lh-e-ão que "carta mais banca não há".

“Orçamento responde às dificuldades internacionais”
Sócrates colocou o assento tónico no apoio `as PME's salientando mesmo a redução a metade do PEC. Ora este PEC é, em situações em que as empresas não têm actividade e não conseguiram ainda fechar, - o fecho de empresas na hora quando é que aparece? - uma forma fácil de sacar dinheiro aos pequenos empresários, pelo que além da redução havia que clarificar algumas regras iníquas da sua aplicação. Diz Sócrates que se "há um ponto de preocupação deste Governo é o de que aqueles que precisam de ser ajudados são os empresários e, em particular, as PME. Os mais atingidos [pela crise internacional] são os que mais precisam de acesso ao crédito para financiar as suas actividades e criar riqueza".
O primeiro-ministro tem dificuldade em aprender. Com a crise nos mercados internacionais ele que tem sido um dos governantes que melhor têm incorporado a cartilha liberal na sua acção e que esteve sempre de alma e coração com o Pacto de Estabilidade e Convergência, controlando o défice à custa do agravamento das desigualdades sociais e da redução do peso das políticas sociais na despesa pública, veio até dizer que era necessário regressar a Keynes. Agora que a generalidade dos portugueses estão a pagar os erros - em proveito próprio - do sistema financeiro e dos seus incompetentes supervisores, receita como solução mais apoio aos empresários. Será que ainda não teve tempo de pegar no Keynes? Será que já ouviu falar alguma vez do mercado interno e da importância que as poupanças das famílias têm para esse mercado? Será que não lhe passou pela cabeça melhorar o nível de vida dos portugueses através de um apoio especial ao reforço dos salários? Bastava-lhe gastar quanto do que disponibilizou para apoiar a banca falida mas com os bolsos cheios? Sem reforço do poder de compra dos portugueses quem é que vai comprar às tais empresas que agora decidiu apoiar?
Sócrates aquilo que faz é diminuir um pouco a pressão brutal que tem vindo a fazer sobre as empresas e sobre os pequenos e médios empresários. Sócrates é fraco com os poderosos e fortissímo com todos os outros, para mal dos nossos pecados.


escultura de Anish Kapoor, Chicago
Apesar de JCG já anteriormente o ter nomeado, reforço que é ler todo o artigo de Mário Soares e de outros que de facto pensam o Mundo e têm coragem para nomear as fragilidades que sempre aqui estiveram, à vista de todos, mas sentidas mais por uns do que por outros, é certo.
Nada que não tenda para o equilíbrio sobrevive no Universo, seja ele qual for.
Talvez não seja afinal tempo de ouvir a grande maioria dos políticos que temos, os banqueiros que temos, o poder que temos. É tempo de ouvir os que pensam realmente sobre as coisas e raramente têm voz. É tempo de ter coragem para marcar um ponto de partida e gerar uma nova tendência, para a qual, creio, as pessoas estão mais preparadas do que o poder que falsamente as representa.
" Esperemos que os políticos conheçam a História e tenham a coragem de livrar o mundo de novos cataclismos, lutando pela paz universal, pelo desenvolvimento sustentável e por mais justiça social e bem-estar para todos. Não são só receitas do socialismo democrático. São também uma forma de um novo capitalismo, regulado e esclarecido, preocupado com a justiça social e o ambiente, que suceda e substitua o capitalismo financeiro e especulativo, que tanto mal nos tem feito... "

Soares parte da situação verificada não só na América mas também na Europa para dizer das coisas o mais que elas são. O essencial está aqui: "(...)A questão, como tenho dito e repetido, não é remendar a crise e tentar salvar o sistema, os banqueiros e os gestores que dele se serviram é que são responsáveis. É mudar o sistema neoliberal, que nos conduziu onde estamos. Como? Regulamentando a globalização, introduzindo regras éticas estritas, o que passa, necessariamente, pela reforma do FMI, do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio, integrando estas instituições obsoletas no universo das Nações Unidas, democratizando-as, combatendo a corrupção, punindo os culpados e acabando com os paraísos fiscais, por onde passam tantas negociatas menos transparentes.(...)"
O problema é que a solução de Soares choca com "os líderes políticos fracos, que nos governam, têm tendência a aceitar qualquer disparate na ânsia de esconder as suas fragilidades..."
Pois é, embora Soares não o diga, entre esses líderes fracos está o nosso que, contentinho que sempre esteve com o liberalismo dominante, se coloca agora a jeito para citar Keynes e outros que tais que ainda não lhe disseram.


Paris e Tokyo inauguram grandes exposições sobre um dos Mestre que mais pintou, que mais viveu.
O cânone resiste sempre e ainda bem. E o que há para além dele? Apenas a sua reinvenção a que ele tanto nos instiga.
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"FMI alerta governos para não esquecerem economia real que precisa de incentivos"
Até o FMI apela aos governos para não se esquecerem da economia... real. É que os Governos, empossados como defensores e representantes dos interesses da Banca, já esqueceram as pessoas há séculos mas que se tenham também esquecido das empresas e da restante actividade económica, nem ao FMI lembrava.
Vejam só a criatividade dos socialistas britânicos que entenderam realizar a nacionalização parcial de três bancos que estavam com a corda na garganta. Tanta criatividade. Porque será que fica toda a gente -de direita e outros que nem por isso - quando alguém sugere a renacionalização de parte da GALp e de parte do sitema bancário. renacionalização a sério não apenas a simples utilização do dinheiro público para pagar os erros de gestão e proteer os accionistas cumplices do descalabro. O facto de o PCP, via Jerónimo de Sousa, ter proposto a nacionalização de parte da GALP e da Banca levou os do costume a bradarem aos céus com o regresso da barbárie. Claro que nos casos dos camaradas Brown e Sócrates de garantirem o dinheirito dos bancos, mesmo que recorrendo a nacionalizações parciais, estamos no domínio da pura modernidade.

O Governo disponibiliza mais de 10% do PIB para apoiar a banca. O mesmo Governo que foi incapaz de garantir aos portugueses que os seus depósitos estão assegurados pela totalidade.
O Governo usa os recursos publicos para fazer uma espécie de aumento do capital da banca comercial que deveria ser assegurada pelos proprietários e accionistas dos bancos. O mesmo Governo que é incapaz de actuar de forma a garantir que as medidas de controlo da subida da taxa de juro encetadas pelo BCE se traduzem, internamente, numa redução da Euribor e significam uma redução efectiva dos encargos dos portugueses com as suas dividas. Razão tinha o Cotra-Informações quando chamava ao ministro das Finanças o "Teixeira dos Bancos" sendo certo que Sócrates é o seu patrono.
Sócrates, agora deu-lhe para citar Keynes a torto e a direito, mas suspeita-se que as traduções estão truncadas ou o seu inglês técnico não lhe permite chegar em boas condições ao original.


Henri Matisse, 1906
Nas leituras deste Domingo relembrei que o amor é mesmo a banalidade mais difícil de acontecer. O que parecem as particularidades dos nossos amores, são afinal o lugar-comum de todos os que já amaram.
" Quando olhamos para o ser amado ( um anjo) e, não sendo o nosso amor correspondido, imaginamos o prazer que estar no céu na sua companhia pode trazer-nos, tendemos a ignorar um risco importante: os atractivos dessa pessoa podem esmorecer se ela decidir amar-nos. Apaixonamo-nos porque desejamos fugir de nós próprios com uma criatura tão ideal quando somos corruptos. Mas o que sentir quando um ser de tão rara perfeição um dia decide realmente retribuir o nosso amor? Só podemos ficar chocados. Como é possível que uma pessoa que parecia tão maravilhosa ter o mau gosto de apreciar alguém como nós?" (...)
Talvez porque a origem de um certo tipo de amor está no instinto de fugirmos de nós próprios e das nossas fraquezas, mediante uma aliança como o belo e o poderoso. Mas se o ser amado nos dá troco, somos obrigados a olhar para nós próprios e, desse modo, recordados dos motivos que nos levaram a amar. Se calhar não era bem o amor que nós queríamos, mas sim alguém em quem acreditar, mas como continuar a acreditar no ser amado a partir do momento em que ele acredita em nós?"

in Ensaios de Amor, Alain de Botton


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"Conclusões de um inquérito parlamentar
Sarah Palin cometeu abuso de poder no Alasca"

Face às sucessivas declarações de Palin, ao seu cada vez mais nitido perfil de direita radical, à sua inexperiência política, claramente incapaz de a recomendar para as funções de vice-presidente, e à forma como terá lidado com o poder de que já dispôs - de que este caso é um exemplo chocante - somos levados a pensar no que terá levado McCain a escolher esta senhora?
Será que depois de Bush os republicanos estão firmente convencidos que em termos eleitorais a regra é apenas "quanto pior melhor"?
Esta revelação devia ou não ser suficiente para a senhora se afastar da corrida? Talvez não fossem boas notícias para Obama, já que depois de Palin dificilmente os republicanos encontariam alguém tão ...conveniente.

O Encontro de História do Alentejo Litoral tem lugar nos próximos dias 18 e 19 de Outubro em Sines. O encontro, depois da sessão de abertura, no dia 18, sábado, organiza-se em três mesas de trabalho cada uma em seu local da cidade mas todos organizados em torno do Coração do Centro Histórico, a Praça Tomás Ribeiro.Os locais são o edificio dos correios, que foi criminosamente abandonado e colocado à venda pela instituição, o edificio "A Arca" e o Centro Cultural Emmérico Nunes. Os temas tratados em cada uma delas são os seguintes: mesa1- "Da Pré-História aos Romanos";mesa 2 - "Época Medieval : Período Islâmico e Cristão" e "Época Moderna" (período da tarde); mesa 3 - "Época Contemporânea".
No dia 19 tem lugar uma sessão, de manhã, no edificio dos antigos correios, dedicada aos "Patrimónios".
O encontro conta com 27 comunicações de investigadores que dispensam apresentações. Terão ainda lugar 7 conferências de abertura proferidas por Carlos Tavares da Silva, Cláudio Torres, Hermenegildo Fernandes, José António Falcão, Luís Farinha, Fernando Rosas e Luís Raposo.
A Comissão de Honra do Encontro, a quem compete realizar a sessão de abertura, inclui o Director Regional de Cultura de Évora, José Nascimento, o Presidente da Assembleia Municipal de Sines, Francisco do Ó Pacheco, a Presidentre da Admnistração do Porto de Sines, Lídia Sequeira, António Correia, Presidente da Junta de Freguesia de Sines, e João Madeira, Presidente do Centro Cultural Emmérico Nunes.
A iniciativa conta com os apoios da APS, da CA, dos CTT, da PSA Sines, do Hotel Sinerama, e da Romão Vaz, SA.


PS - Não é erro nosso, nem erro seu: a Câmara de Sines não apoia este evento com base numa avaliação da sua importância, feita a partir do umbigo do seu presidente. Ao que pode chegar o poder local democrático.



O escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clezio vence o Prémio Nobel da Literatura

" De même, en 1978, dans L'Inconnu sur la terre, sur un ton lyrique qu'il ne s'est pas toujours autorisé, il affirmait : "Je veux écrire pour la beauté du monde, pour la pureté du langage. (...) Je veux écrire pour être du côté des animaux et des enfants, du côté de ceux qui voient le monde tel qu'il est, qui connaissent toute sa beauté..."

Inaugurou hoje no CCEN e os que quiseram comparecer puderam contar com uma visita guiada pelo professor António Quaresma que nos conduziu pela excelente exposição.
Uma exposição de grande qualidade e de grande importância que depois de permanecer algum tempo em Sines irá ser vista em outros locais.
Foi hoje também feita a apresentação da obra Alexandre Massai - A "Escola Italiana" de engenharia militar no Litoral Alentejano ( Séculos XVI e XVII ) da autoria do historiador António Quaresma que contou com a apresentação do professor Dr. João Carlos Garcia ( Faculdade de Letras da Universidade do Porto).

"Manuel Alegre justifica quebra de disciplina com "livre exercício”"
Martins e Sócrates não conseguiram colocar a mordaça neste. Faz confusão que se possa condicionar a posição dos deputados a uma suposta disciplina partidária em questões desta natureza. Faz ainda mais impressão que noventa e nove por cento dos deputados aceitem alegremente esta imposição. Vai haver eleições no próximo ano e a malta não quer perder o emprego. No actual contexto onde é que arranjam um emprego com estas regalias e com esta remuneração, com aquilo que sabem fazer? Basta-lhes dobrar a cerviz, coisa em que muitos já se doutoraram.

"Parlamento: casamento entre homossexuais chumbado"
O PS é a favor do casamento entre os homossexuais mas não agora. Quando será? Mas se se trata de um direito que o PS reconhece como pode em simultâneo negá-lo?
Quando será este seráfico PS de Sócrates e Martins capaz de afrontar a padralhada que destas questões tem o entendimento que se sabe: beatos por fora preversos por dentro até ao tutano.
Porque raio condiciona o PS os direitos de milhares de cidadãos às posições da direita mais troglodita e da sempre reaccionária igreja católica?
Sai uma hóstia dupla para Sócrates e Martins.

Com data de 7 de Outubro recebemos um comunicado da "UNIÃO LOCAL DOS SINDICATOS DE SINES, SANTIAGO DO CACÉM, GRANDOLA E ALCÁCER DO SAL da C.G.T.P. – INTERSINDICAL N" cujo título é " Refinaria, acidentes quando acabam?".
A preocupação dos sindicalistas tem todo o sentido face ao números de acidentes, alguns com consequências dramáticas sendo de referir uma morte e um trabalhador em coma com lesões muito graves.
Neste dias de trabalho intenso, com um ritmo implacável, escutam-se muitas conversas sobre as condições de trabalho e de segurança na refinaria. Ou melhor sobre a falta delas. "Carne para canhão", "vale tudo menos tirar olhos", "os fins justificam os meios" são expressões que se vão escutando nas mesas dos cafés ou quando nos cruzamos com alguém que tem feito todas as paragens e não encontra razões, de nehuma espécie, para dizer que as coisas estão a melhorar, antes pelo contrário. Melhorar do ponto de vista das condições de segurança e das condições gerais de trabalho dos trabalhadores, entenda-se.
A União dos Sindicatos vem dizer que " Consideramos que uma instalação deste tipo, reúne um conjunto de riscos que se não forem perfeitamente avaliados e prevenidos podem causar danos irreversíveis nos trabalhadores, suas famílias e população em geral.
Pelo grande número de trabalhadores envolvidos, espera-se que haja preocupações acrescidas e cuidados especiais com a formação e a informação.
"
Mas enquanto apela aos trabalhadores "a cumprirem todas as normas de segurança especificadas para este tipo de instalações e a não se intimidarem com as pressões e ritmos de trabalho que nestes casos muitas vezes possam estar sujeitos." refere o facto de que "A Direcção da Refinaria, sem que para tal tivesse poder legal, pura e simplesmente, comunicou a recusa do plenário [solicitado por um dirigente sindical ], alegando condições de segurança."
As condições de trabalho parece que são pouco respeitadoras de direitos e articulam-se mal com a dignidade no trabalho, talvez por isso a União dos Sindicatos termina o seu comunicado com uma dupla exigência a de "respeito pelas condições de trabalho!" e de "dignidade no trabalho".
Quando se perde isto está tudo perdido.

Para perceber bem a posição dos defensores oficiais da actual liderança socialista, nesta e noutras matérias, não há nada como ler aqui e aqui.

Durante o debate José Sócrates respondeu apenas ao que lhe interessava. Sempre que a pergunta era mais concreta e implicava uma resposta embaraçadora Sócrates optava, invariavelmente, por ignorar a questão. Claro que no caso do Call Center a resposta do primeiro-ministro não iludiu o essencial da questão, que tinha a ver com o facto, chocante, de a Segurança Social recorrer, ela própria, a empresas de trabalho temporário.
Mas uma pergunta colocada por Louçã foi ignorada por Sócrates, com a desatenção generalizada dos jornalistas embasbacados com o brilhantismo da resposta do call center de Castelo Branco. Louçã perguntou a Sócrates se ele podia garantir que a descida da taxa de juro de referência ia traduzir-se na mesma medida numa diminuição da taxa Euribor. Sócrates fez que não ouviu. A resposta que ele não quis dar apareceu um dia depois. "Euribor agrava-se apesar do corte de taxas na Zona Euro" Pois é, não estávamos perante uma boa notícia para os cidadãos, estávamos perante uma boa notícia para os banqueiros. O controlo da taxa de juro do crédito à habitação exige uma acção política forte capaz de conter e reprimir a especulação. Nada que se possa esperar deste governo.


A exposição SINES - TRÊS SÉCULOS DE CARTOGRAFIA inaugura já na próxima sexta-feira dia 10 de Outubro, pelas 18.30 hrs no Centro Cultural Emmerico Nunes em Sines e estará patente ao público até ao final do ano.


É também lançada e apresentada a obra Alexandre Massai - A "Escola Italiana" de engenharia militar no Litoral Alentejano ( Séculos XVI e XVII ) de António Martins Quaresma pelo autor e pelo Professor Dr. João Carlos Garcia ( Faculdade de Letras da Universidade do Porto) .

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"Manuel Sebastião: estudo da Concorrência sobre combustíveis "é insuficiente"
Vejam lá que os portugueses, aquele conjunto de pessoas eternamente desconfiadas, hipercríticos e invejosos, já tinham desconfiado.
Mas os estudos insuficientes têm um conjunto enorme de vantagens que Manuel Sebastião, por evidente modéstia, se coibiu de realçar perante os snr. Deputados: 1) permitem resultados úteis que um estudo mais rigoroso não possibilitaria; 2) a validação dos resultados, para os fins em vista, não é afectada pelo carácter insuficiente dos estudos, porque à data em que os resultados são apresentados o estudo é não só suficiente como até um pouco exagerado; 3) quando se descobre a insuficiência do estudo avança-se imediatamente com uma proposta de tornar o estudo suficiente, num prazo necessariamente suficiente, iludindo o objectivo inicial que era tornar o mercado mais concorrencial e mais justo para os consumidores e para as empresas; 4) enquanto o pau vai e vem ganham os infractores, neste caso as gasolineiras que, com base num estudo insuficiente, foram ilibados por Manuel Sebastião e seus pares da acusação de cartelização dos preços, embora com os dados insuficientes que nós temos todos achamos que ela existe mesmo e nós somos as suas vítimas diárias; 5) para quem tinha dúvidas que Manuel Pinho tinha liquidado a AdC estes estudos mostram à evidência que a dita faleceu por insuficiente independência e por diagnósticos insuficientes.

"Manuel Sebastião: investigação aos combustíveis estará pronta em Março de 2009".
Este Manuel Sebastião é um apressado do caraças. Vejam lá que quer corrigir uma investigação, que já deu como terminada e boa em Junho de 2008, já depois de amanhã, em Março de 2009. Mas que pressa é essa óh Manel ? Porque raio não se lembrou o homem de indicar 2011 ou 2012, uma data mais de acordo com o calendário das inaugurações regularmente indicadas pelo primeiro-ministro, assim um espécie de dead line do regime?
As gasolineiras têm que fazer alguma coisa para devolver a confiança aos consumidores. Este tipo de pessoas com estas pressas incompreensíveis não ajudam a restabelecer a confiança.

...Teixeira dos Santos não terá esclarecido o que entende por garantia de todas os depósitos bancários. O que o ministro disse foi que "Mas uma coisa eu quero assegurar de uma forma clara a todos os portugueses: aconteça o que acontecer, as poupanças dos portugueses em qualquer banco que opere em Portugal estão garantidas."
Entretanto fala-se em garantias até 40 mil euros ou até 100 mil euros. Será que o senhor ministro se importava de ser claro?

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Hoje no Público

"Teixeira dos Santos: depósitos bancários em Portugal garantidos “aconteça o que acontecer”
Uma posição que se aplaude. Mas Teixeira dosSantos tem que esclarecer se a medida se aplica à totalidade dos depósitos. Especialmente para as pessoas de menores recursos que constituiram as suas poupanças ao longo da vida de trabalho, esta garantia deve ser pela totalidade.
Mas esse deve ser o príncipio geral. Os cidadãos não devem ser penalizados pelos erros das instituições financeiras.
Convêm no futuro alterar as regras obrigando os bancos a garantirem de forma diferente os depósitos dos seus clientes.

Em vez de fazer apelos ridículos à confiança no sistema financeiro a senhora Merkel assegura aos depositantes alemães que os seus depósitos estão integralmente garantidos.
Aqui, ao que parece, os depósitos estão garantidos até ao valor de 20 mil euros por depositante. Quer dizer que se isto continua a evoluir como tem evoluido cidadãos que economizaram alguns milhares de euros ao longo a vida e que hoje se valem disso para compensar as reformas miseráveis que auferem pdem perder tudo de um momento para o outro. Porque será que o Governo português nada diz sobre esta situação para lá das declarações a apelar a uma confiança há muito perdida por toda a gente?
Outra proposta sensata - feita por Louçã - de controlar a subida da taxa de juro dos empréstimos à habitação não mereceu igualmente qualquer referência por parte do Governo.
Apenas se preocupam com os banqueiros.

"FC Porto ganha em Alvalade e é líder provisório."
Paulo Bento mostrou mais uma vez a sua eficácia a perder jogos. Depois da derrota na Luz e da boa segunda parte contra o Basileia, PB cuidou de evitar que essa segunda parte se repetisse. Como? Colocou o nulo Rochemback a (não)jogar o tempo todo; retirou da equipa inicial o jogador que melhor tinha jogado contra o Basielia, Rogmanolli; encostou João Moutinho à esquerda - se a federação permitisse, PB encostaria Moutnho a uma linha imaginária para lá da segunda circular - naquela lógica de diminuir, tanto quanto possível, a sua importância no jogo da equipa; manteve o nulo Djaló o tempo todo em campo; retirou o avançado do Sporting que melhor jogava - Postiga - antes que pudesse provocar estragos. Não falo de Rui Patrício que, devido à sua altura, é o guarda-redes da primeira Liga que vê de mais-perto as bolas a entrarem, sem necessitar de esboçar qualquer gesto.
Paulo Bento é tão mau treinador quanto Soares Franco é presidente. Estão intimamente ligados pelo que o Sporting é que vai perder com a permanência de ambos. Quem estiver com dificuldades e necessite de uma vitória para moralizar não há nada como arranjar um joguinho com o Sporting. Volta tudo à normalidade num ápice.

via esquerda.net

"Quer entender as origens da crise financeira actual e ainda rir sem parar? Pois veja este vídeo retirado do programa humorístico Bremner, Bird & Fortune, produzido para o Channel Four britânico. Emitido em 7/10/07, mantém toda a actualidade e tem legendas em castelhano. Os humoristas John Bird e John Fortune desempenham os papéis de um entrevistador e de um investidor que explica os mecanismos da crise. E nada do que é dito é falso.(...)"

"Vamos ter uma peça de um grande arquitecto asiático; mais à frente de um grande arquitecto americano [o brasileiro Paulo Mendes da Rocha que irá elaborar o projecto do novo Museu dos Coches]. A 09 de Dezembro espero que o senhor primeiro-ministro esteja em condições de anunciar outro projecto mais à frente de um arquitecto africano".
António Costa vai ser o candidato do PS nas próximas eleições. Compreende-se muito bem a sua estratégia de arregimentar os diversos vereadores independentes para os colocar no mesmo pote eleitoral. Como demonstrou com Sá Fernandes, os acordos não são instrumentais da sua necessidade de construir uma base política para concretizar um projecto iniovador para a cidade. Servem apenas para ganhar os apoios que os votos não permitiam e diminuir conflitos. Quem se lembra do acordo celebrado entre o PS e o BE que permitiu a Sá Fernandes ocupar um lugar a tempo inteiro na autarquia? Que será feito dele? Que resultados prácticos teve na vida da cidade a celebre cláusula dos 20% de habitações a custos controlados?
Mas o que me parece mais lamentável em António Costa é, além de uma falta de entusiasmo que consegue esmorecer cada vez mais, a previsibilidade das suas opções. Se durante a campanha já me parecia o mais decepcionante de todos os candidatos, discursos como este apenas acentuam a nitidez da pequena ideia que o autarca tem da cidade -onde agora já vive, depois de ter saído do seu condomínio fechado - e do que nela se pode fazer.
A arquitectura é apenas instrumental desse tipo de política. Já agora alguém recomende ao autarca para não esquecer um arquitecto da Oceania, Lisboa aguenta e a frente ribeirinha não pode dispensar nenhuma gota de .... biodiversidade.

(via arrastão)

De facto um grande momento de televisão e, afinal, a confissão de que se os portugueses pouco mudaram com o choque tecnológico de José Sócrates e sus muchachos talvez não se possa dizer o mesmo das nossas ... vacas.



Aproxima-se a data em que terá lugar o 1ª Encontro de História do Litoral Alentejano.

É chocante a forma como os diferentes governos estão a lidar com esta crise financeira. A receita parece ser apenas e só socializar os prejuízos injectando biliões de euros e dólares nas empresas falidas e assobiar para o ar quando se trata de socorrer as grandes vítimas desta crise, as famílias endividadas, sem emprego, na iminência de perderem os seus bens hipotecados.
A nenhum governante ocorreu ainda a ideia peregrina de auxiliar imediatamente as famílias de baixos recursos que estão a sofrer na pele as consequências desta crise que foi provocada por uns milhares de loucos, incompetentes, que são por sinal das pessoas mais ricas e mais bem pagas deste planeta. Esta crise veio evidenciar de forma ainda mais nitida que grande parte do pessoal politíco é gente a soldo dos interesses das grandes empresas. Veja-se o caso do secretário Paulsson, autor do famigerado plano-Bush ara salvar as empresas hiper-falidas de Wall Setrret. Quem é ele e de onde vem? Percebe-se aqui e aqui que estamos perante o até há dois anos, antes de assumir a pasta de Secretário de Tesouro da Administração Bush, Presidente-Executivo da Goldman Sachs, que agora está em "posição de direccionar os fundos de modo a ajudar a reforçar a sua própria situação financeira. Isto é, estamos perante um claro conflito de interesses. Isto é qualquer coisa que precisa de ser dita"[ declarações da senadora democrata Dennis Kucinich citada por Ana Gomes)] .
Tal como precisamos de entender a posição da Comissão Europeia e do seu presidente Barroso que à sombra da lei da concorrência impede desde há anos qualquer ajuda dos Estados às empresas e aos cidadãos em risco de insolvência e que agora injectam biliões para corrigirem as perdas do sistema bancário provocadas pela ganância dos seus gestores.
Porque ninguém pensou em congelar os patrimónios daqueles que ao longo de anos enriqueceram enquanto criteriosamente iam preparando esta calamitosa situação ? Poque razão nenhum destes gestores fraudulentos vai parar com os costados atrás das grades? Porque será que nenhum dos Estados é capaz de injectar um décimo dos fundos para aliviar a pressão insuportável que esta situaçõ provoca sobre a vida das famílias? Ou muito me engano ou esta situação e a forma miserável como os diferentes governos a estão a gerir vai contribuir para uma significativa alteração da situação política no velho mundo.

"PS aprova disciplina de voto contra casamentos homossexuais".
Vai ser o voto amestrado, o voto controlado. Tratando-se de uma matéria desta natureza, não é o Orçamento Geral de Estado nem a votação de uma moção de censura, em que cada deputado devia poder expressar a sua posição pessoal sobre a questão, que sentido faz invocar um pretenso interesse partidário para impor a censura e um comportamento único?
Que cinismo na declaração de que mais tarde vão ser eles a aprovar esta legislação. Quando for oprtuno? Para quem?

"Sócrates assegura que famílias portuguesas com poupanças podem estar tranquilas". Quem escuta as palavras do primeiro-ministro - ditas num tom manifestamente titubeante, que a crise é mesmo grave - a pretender transmitir confiança às familias fica em primeiro lugar estupefacto com o facto de a mensagem ser enviada aos detentores de poupanças. Sinal de que o sistema não está minimamente seguro e que o descalabro pode estar por um fio.
Foi Sócrates quem escolheu o destinatário da mensagem. Podia muito bem ter aproveitado para tranquilizar os titulares de empréstimos à habitação e para anunciar o controlo da subida da taxa Euribor - ou para anunciar meddias de apoio às famílias mais desfavorecidas - que se encontra mais de um por cento acima da taxa do BCE o que implica que "Prestações dos empréstimos para compra de habitação não param de subir".
Mas, já me esquecia, as intervenções do Estado só são legítimas para salvar os grandes instituições financeiras da falência e justificar o saque organizado durante anos pelos detentores do capital e pelos gestores de topo. O Estado não pode descer ao nível de pretender salvar os milhares de familias da ruína, provocada pelos canalhas que enriqueceram a troco disso.

para não nos sentirmos tão sós neste vasto e indecifrável Universo...

Hoje, dia 01 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial da Música



... lá, onde somos totalmente estranhos e ainda assim insistimos em procurar vida

"Nuvens a 4 km de altitude sobre o ártico de Marte produzem neve, mas os flocos vaporizam-se antes de tocar o solo, que é extremamente seco. A neve foi observada pelo "lidar", ou radar de laser, da estação meteorológica da sonda Phoenix . Esse instrumento emite pulsos de raios laser em alta velocidade e registra o reflexo da luz nas partículas presentes na atmosfera".
(...)
A região de Marte onde a Phoenix está encaminha-se para o Inverno, e a partir de 1º de abril de 2009 o Sol não nascerá mais ali, o que inevitavelmente paralisará a sonda. Ao contrário dos robôs, a Phoenix não tem rodas que possam levá-la para climas mais ensolarados. Goldstein diz que pode ser possível ressuscitar a Phoenix meses mais tarde, quando o Sol voltar ao ártico, mas que não aposta nisso. "O frio até lá será tanto que os materiais da Phoenix ficarão quebradiços".

Fonte: O Estado de São Paulo/ Vida e Ciência, 29/09/2008
Fotografia: Nasa, superfície polar de Marte, 2001


 

Pedra do Homem, 2007



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