Messi é o jogador do ano, à frente de Ronaldo

Messi foi o melhor jogador do ano de 2009. Parece que para esta escolha conta muito os troféus conquistados pelo vencedor. Mas, independentemente dos troféus, Messsi foi o melhor jogador do ano e arrisco a afirmação de que vai bisar embora não me espante que um dos outros dois baixinhos do Barça lhe sucedam. Messi é baixote, atarracado, não será o melhor veículo publicitário, com excepção das coisas para os putos, tipo playstation, mas com a bola nos pés e aquela corridinha peculiar com os pés juntinhos sempre a abrir, com a bola colada aos pés, é o maior descobridor de caminhos para o golo do futebol actual.
Messi é mesmo o melhor jogador do mundo nos tempos que correm. Perto dele andarão Ronaldo, Kaká e os dois baixinhos Iniesta e Xavi. Francamente não me parece que o sueco do Barça seja deste campeonato. Há um jogador em Itália que é também muito bom mas não tem tido sorte com as equipas em que actua e em particular com um treinador casmurro que encontrou no Porto: falo de Diego, um dos melhores do mundo, hoje por hoje.

Ricardo Rodrigues não vai recorrer de decisão da Relação
Ricardo Rodrigues tem dado a cara pela defesa das posições do Governo no que se refere ao combate à corrupção, ou melhor, à falta dele.
Pouca gente terá percebido a razão da notoriedade deste antigo membro do Governo Regional dos Açores que, com a eleição de José Sócrates, saltou para a primeira linha parlamentar.
Esta notícia também não ajuda muito a esclarecer a não ser pela exuberante manifestação de bom senso que Ricardo Rodrigues mostra quando decide não recorrer da decisão da Relação de não pronunciar por difamação o jornalista que o acusou de pertencer a um "gangue internacional na qualidade de advogado, sócio e procurador de uma sociedade offshore registada algures num paraíso fiscal".
A menos que esta associação seja considerada, o que não me parece credível, um curriculo não negligenciável quando o que está em causa é a luta contra a corrupção, a evasão fiscal ou o enriquecimento ilícito.
Mas Ricardo Rodrigues talvez seja afinal destacado epla sua capacidade para surpreender os agentes da justiça. Veja-se a perplexidade manifestada pelo juíz da primeira instância perante o despacho do MP no qual se podia ler que, apesar das "dúvidas" sobre a sua contribuição "nas actividades subsequentes à burla levadas a cabo pelos principais arguidos", o advogado alegou "desconhecimento da actividade delituosa".
"Desconhecimento da actividade delituosa" devia aliás ser uma justificação a ser universalmente aceite sempre que pessoas, sejam elas quem forem, sejam acudsadas de envolvimento em .... actividades ilícitas, quem é que vai acusar alguém de envolvimentob em actividades.... lícitas?

PS - só por manifesta guerrilha política alguém se pode vir a lembrar de questionar o relevo político de um deputado com este perfil.

Benfica voltou a ver melhor o FC Porto
no retrovisor
Em termos prácticos quem decidiu o jogo foi o melhor jogador a actuar em Portugal e um dos melhores a actuar em toda a Europa: Javier Saviola. Assim sendo até se pode concluir que está tudo bem, já que os melhores jogadores destinam-se a decidir mesmo nos momentos mais dificeis.
Mas, há sempre um mas, neste caso pesaram muito as más opções de Jesualdo Ferreira que fez actuar de ínicio uma equipa mázinha e não foi lesto a corrigir os erros iniciais. Com Varela de ínicio e com Belluschi outro galo teria cantado. Quando o peso pluma argentino entrou o relvado já tinha virado um batatal e se quisermos podemos comparar o rendimento de Saviola no primeiro e no segundo tempos para percebermos o peso do relvado no rendimento de jogadores que fazem da técnica o seu principal argumento. Com uma equipa muito defensiva, com um meio-campo mais músculo que cérebro e com o melhor avançado dos tempos que correm no banco, Jesualdo tomou as decisões certas para perder. Acontece aos melhores.

Vacinação contra gripe A de crianças até 12 anos começa hoje
Dirigi-me ao Centro de Saúde para obter informações sobre a vacinação do emu filho com a vacina contra a gripe A. Nos últimos dias fora ionformado que o Governo decidira antecipar a vacinação de crianças com mais de 3 anos, não incluídas nas fases anteriores.
Afinal, no meu caso, há amrcações de vacinas até ao final de Dezembro para os grupos A e B. Serei contactado e provavelmente a vacinação só ocorrerá em Janeiro.
Qual será o interesse de se divulgar uma noticia que parece partir do conhecimento de que um determinado procedimento vai poder ser adoptado em todo o país? Porque razão não fizeram em primeiro lugar o levantamento rigoroso da situação em cada distrito para depois darem a notícia com as necessárias reservas?

"Comungo das suas precoupações preventivas ( lidas no seu blogue) para o caso em referência.
Mas permita-me que para além da pertinente questão da construção anti-sismica e sua fiscalização, de perguntar se sabe que na nossa região há:
1 . Um hospital de campanha ou tendas algo similares, em reserva, que se monte e instale em caso dum grave desastre que afecte nosso hospital regional?
2 - Existe algum estudo ou sistema de meios que se desloquem - ex:helis - que transportem feridos caso as estradas fiquem interrompidas?
3 - Existe um sistema alternativo ou formação pessoal do que se deve informar às populações que fiquem sem esses meios, num caso dum sinistro que lhe corte as que utiliza habitualmente?
Creio na grande importância da prevenção, mas todos somos poucos para a instituir."

Joaquim Silva
Capitão da Marinha Mercante

O CDS reage a partir da sua juventude- são sempre altruístas e genuínos, os jovens - à decisão do Governo de tributar os bónus dos banqueiros.
Segregação Social Inaceitável é o que denunciam os jovens centristas. Está-se mesmo a ver o que vai acontecer aos desgraçados dos banqueiros impedidos de continuar a viver nos condomínios de luxo das Quintas de qualquer sítio, que tinham aliás livremente escolhido, e obrigados - como é possível um governo ser tão populista, Deus nosso - a viverem algures entre os happy fews dos apartamentos de luxo do Parque das Nações e os ainda mais exclusivos mas não suficientemente selectos da Lapa, sujeitos a uma verdadeira segregação social organizada segundo os seus rendimentos económicos depois de violados pelos impostos sobre os bónus decididos pelos socialistas.
Criativos e imaginativos como poucos os jovens centristas - embora muito descaídos para a direita, reconheça-se - na sua pueril luta contra a intolerável intromissão do Estado na vida dos cidadãos, particularmente dos banqueiros, não deixam de lá por isso, fazer as recomendações e os alerta a que a sua boa consciência, e uma elevada responsabilidade social, os obriga: alertam eles para a o facto de " uma medida destas afasta quadros bancários para outros países onde não existem tais taxas sobre bónus, ao mesmo tempo que incentiva formas criativas de atribuir benesses para escapar às tributações".
"Formas criativas de atribuir benesses para escapar às tributações", disseram eles? Seus ganda marotos, seus atrevidões. Então isto diz-se. Desde que este comunicado foi publicado regista-se um inusitado movimento nas fronteiras aéreas e terrestres com a fuga de quadros bancários particularmente avessos aos impostos sobre bónus, sobretudo para Sul para o reino de Marrocos e outros locais do estilo. Entretanto brigadas de jovens altruístas dedicam os seu tempo livre a descobrir novas formas "criativas de distribuir benesses" aos pobres quadros bancários que vão ver os seus bónus tributados.
Ó Teixeira do que é que estás à espera para chamar estes rapazes do PP para um brainstorming. Ou vais tu ao Caldas?

A reflexão sobre a dimensão do sismo da madrugada de ontem prosseguiu nos principais jornais de hoje com destaque para o Público e para o DN. Se procurar com muito cuidado não encontrará uma linha ocupada com a reflexão sobre aquilo que importa fazer, antes muito antes do sismo ocorrer, para minorar as consequências da acção dos sismos. No limite pode encontrar referências à intervenção pós-sismo - a área da protecção civil em que os nossos políticos muito investem - mas quanto à verdadeira prevenção nem uma palavra. Tem sido sempre assim, nos últimos anos. Há uma conjugação que é aparentemente impossível de ultrapassar, que resulta da aliança entre a ignorância tradicional da classe política e a ignorância dos jornalistas. Os políticos infelizmente - por acaso não sei se esta palavra será muito apropriada - não podem, mas pensam que p0dem, fazer um Decreto-Lei em que decidam que os sismos apenas poderão ocorrer no "nosso território" se devidamente autorizados cumprindo com regulamentos por eles elaborados e decidir, en passant, qual a classe profissional que lhes poderá conceder o direito de se manifestarem .... à superficie.
Mas, desgraçadamente, puderam, ano após ano - e já mesmo este ano de uma forma intensamente estúpida - degradar - com leis cada vez mais incompetentes, uma especialidade - as condições de exercício da actividade de engenheiro civil e as condições de segurança estrutural em que os edificios são projectados.
Os jornalistas ofuscados pelos diversos brilhos, efémeros quase sempre, da edificabilidade, recusam-se, por manifesta incompetência e porque é um tema muito... cinzentão e dá muito trabalho, a descer um pouco mais ao conteúdo. Deixam esse trabalho para ... os sismos e para os que algum dia tiverem que escrever sobre as suas consequências devastadoras.
Há uma pergunta que nunca ninguém coloca e que é afinal muito simples: estamos a fazer aquilo que devemos para que as nossas construções resistam aos sismos de acordo com o conhecimento técnico disponível garantindo a protecção de vidas e de bens materiais? E se não estamos, porque razão isso se passa?
A resposta a esta pergunta é que é muito complexa e não se resolve com duas cantigas pelo que não mobiliza nem políticos nem jornalistas. É coisa para estudiosos.

Acordar de repente com as portas dos roupeiros do quarto a dançarem numa sinistra e demorada dança não é das sensações mais agradáveis. Confesso que como tinha adormecido à pouco nem me apercebi imediatamente do que se estava a passar.
Fico agora a saber pela consulta da página online do Público que se tratou de um sismo de magnitude 5,7 (escala de Ritcher) com o epicentro localizado a 193 Km a sul de Faro, no Oceano Atlântico, o que é obra. Pareceu-me que durou muito tempo e fez pelo menos muita impressão, mais do que poderia indicar o facto de se tratar um sismo moderado (magnitude entre 5,0 e 5,9).
Há uma coisa que aconteceu: fiquei sem sono.

Adenda: Se quiser pode ler o que escrevi sobre sismos aqui, aqui ou aqui.
Em alternativa procure as etiquetas Sismos ou sismos e aí encontrará vários textos da minha autoria sobre esta questão.

"A questão da corrupção levanta dois problemas: um de educação ou de cultura e outro relativo ao sistema de justiça.
O primeiro passa por uma atitude de complacência com o «jeitinho». Pede-se um jeitinho, mesmo que se tenha toda a legitimidade para exigir o reconhecimento dum direito. Pedindo um jeitinho, é normal que quem faz o jeito fique credor do outro, assim avolumando a bola de neve… Isto é tanto mais grave quando o «jeitinho» socialmente aceitável pode ser um emprego tendencialmente para toda a vida, coisa pouca: para um quadro médio, cerca de um milhão e duzentos mil euros, em suaves prestações mensais ao longo de 40 anos, acrescido de pensão de reforma! Ou pode ser um licenciamento, legal ou ilegal, mas sem entraves porque o licenciador está a fazer um «jeitinho»… Tudo isto, se vendido a crédito, isto é, sem um pagamento imediato e à vista, é socialmente aceite… esquecendo que o emprego do filho do Zé significa que alguém com mais qualificações ficou no desemprego…
Isto vale bem uma campanha mediática, pondo em contraste o exercício de direitos com o pedido de «jeitinhos»…

Ao nível da justiça, o principal problema decorre ainda da questão cultural: não há quem queira denunciar os casos que conhece porque deixa de beneficiar dos «jeitinhos» ou, se já se assume cidadão sujeito de direitos teme ser acusado de denúncia caluniosa, se não vier a fazer prova do que afirma…
Depois, ninguém estranha que alguém que ganha 2 ou 3.000,00 euros mude de carro, topo de gama, todos os anos, tenha um palácio no Algarve e outro na terra… “É esperto!!!”
Por isso, independentemente do modo como se redija a norma incriminatória do enriquecimento ilícito – e é possível fazê-lo sem violação do princípio da presunção de inocência – o povo e os operadores judiciários continuarão a olhar benevolamente para o tipo do Ferrari como um tipo “Esperto!!!”, que não merece punição, que deve ser acolhido nas recepções do poder, nas comissões de honra das candidaturas…

Há poucas condenações, é verdade! Há poucos processos, comparando com o que se pressente, é verdade! Mas, ressalvando o enriquecimento ilícito, já temos leis a mais, criando demasiados interstícios para fugir… Mais vale um único crime, com versões agravadas ou atenuadas mas aplicável a todas as situações, do que muitos tipos que, logo à partida criam o problema do enquadramento num ou noutro: é corrupção ou tráfico de influências? É activo ou passivo? E por aí adiante…"


Leitor devidamente identificado

Oposição está a esticar a corda, alerta Ricardo Rodrigues
Esta declaração está alinhada com a anterior de José Sócrates que acusou a oposição de querer governar com base numa coligação entre a extrema esquerda e a direita. Ricardo Rodrigues é o vice-presidente da bancada socialista mas é ele e não Assis quem transmite a posição de Sócrates sobre cada dossier. A posição do partido é irrelevante porque como se sabe o partido não tem posição ou se tem ela é irrelevante.
Parece claro que a única estratégia de Sócrates é criar condições para provocar eleições antecipadas e tentar obter uma nova maioria absoluta. omo escreveu São HJosé Almeida no Público do passado sábado até que ponto "levará o PS a demagogia de explorar a ignorância da população sobre o sistema político" para provocar uma crise cujo fundamento é nulo.
De facto o Governo acaba de aprovar o seu Orçamento retificativo para o que contou com a colaboração do PSD, CDS/PP e PCP e a coberto do qual negociou um acréscimo de endividamento da madeira depois de Teixeira dos santos ter dito o que disse. Um sinal de crise e de instabilidade? De facto o Governo conseguiu aprovar com o PSD um acordo sobre a avaliação dos professores. Sinal de crise e de instabilidade? Afinal o que é que o Governo não conseguiu fazer? Foi obrigado a aceitar decisões da assembleia da república sobre o pacote anti-corrupção que, por razões nunca esplicadas, o PS não quer aprovar. Será que isto é motivo de crise e de grande instabilidade?
Bom o PS tem exagerado. E não se coibiu de fazer aquela triste figura do apelo ao Prsidente da República como se a Assembleia da República estivesse a invadir as competências próprias do Governo. Mas se isso acontece porque razão não coloca essa questão em cima da mesa da discussão política no locak próprio: a Assembleia da República. Não sabe o PS que a intervenção do Presidente da Repúbliva não tem fundamento do ponto de vista Constitucional? Clro que sabe, mas limita-se a explorar a ignorância política da população e isso é algo de que os socialistas têm uma aguda consciência.
O PS quer uma nova maioria absoluta para mandar a seu belo prazer, como fez nop assado recente, vetando o Parlamento à irrelevância e agredindo as "corporações" a seu belo prazer. Para fazer as reformas necessárias? Para sanear a dificil situação do país? A realidade em que nos encontramos responde a todas estas perguntas: a governação do PS, salvo alguns aspectos positivos, saldou-se por um enorme fiasco. A incompetência precisa do autoritarismo para sobreviver e esse só é possível com uma nova maioria absoluta. Com a oposição de pantanas, com o PSD á deriva sem liderança sem ideias e com a oposição de esquerda refem do seu radicalismo, cheira-lhes que a maioria absoluta pode estar por aí. É isso que os move e os excita.

Governo quer travar autarcas sob suspeita
Eis aqui uma proposta concreta que vai ajudar e muito à introdução de prácticas anti-corrupção na Administração Local. Passarão a ser inelegíveis autarcas que tenham sido condenados em tribunal ainda que possam enquanto cidadãos recorrer aos tribunais superiores para defenderem o seu bom nome. Mas libertando a função já que ser autarca não é profissão para ninguém sendo antes um lugar, como todos os lugares políticos, de serviço público. Ou devendo ser embora, desgraçadamente, se tenha tornado na "prfissão". Mas a proposta do PS acrescenta uma outra situação que eu aplaudo: quem estiver acusado -apenas acusado -de crimes graves tem que suspender o mandato imediatamente. Excelente. Quem é acusado de crimes graves é acusado de ter exercido o lugar em benefício próprio e em benefício de terceiros pelo que não pode continuar no cargo a fazer mais do mesmo, a complicar o trabalho da justiça a viciar e corromper os resultados eleitorais. Tem que ser afastado imediatamente.
Curiosamente, tal como já tinha acontecido quando da polémica Isaltino, BE e PCP opõem-se à medida defendendo que o afastamento apenas pode ser efectivo depois do trânsito em julgado de uma sentença, remetendo para as calendas o afastamento efectivo já que entre a práctica dos actos, o ínicio das suspeitas e o último recurso e a correspondcnte sentença transitada em julgado podem distar mais de dez anos, dependendo do nível dos advogados contratados.
Ora, como tive oportunidade de escrever na altura dessa polémcia, o afastamento ou suspensão de um autarca não o priva dos seus direitos de cidadão, incluindo o direito de recorrer da condenação a que foi sujeito ou de se defender da acusação a que foi formalmente sujeito. Essa suspensão vai-nos proteger a nós, à sociedade em geral, de que o senhor possa continuar a cometer os mesmos actos que lhe proporcionaram proveitos ílicitos, a ele e aos seus "amigos," e o ajudaram a perpetuar-se no poder. Ou será que alguém duvida que há uma relação de causa efeito entre as prácticas corruptas e uma certa invencibilidade eleitoral?
Espero que a proposta do Governo seja aprovada e tenha efeitos imediatos.

O Porto que é hoje por hoje a equipa mais consistente da Liga vai à Luz, local de todos os perigos, apenas a um pontinho dos lampiões. Quer isto dizer que a recuperação efectuada ao longo destas últimas jornadas, de que o jogo de hoje foi apenas um passo rápido e fácil, tornará irrelevante o resultado que, mesmo sendo negativo, não tornará nada definitivo. Jesualdo não poderia desejar nada de melhor, sendo que depois da tremideira inicial chegar à Luz em primeiro seria quase impossível. Mas, saliente-se, o empate na pontuação foi impedido porque Nuno Gomes já nos descontos arrancou um pontapé subtil compensando com virtuosismo os empenos da idade.
O Porto está em crescendo e apesar de Saviola - este é para mim o melhor jogador que por aqui exerce e um dos melhores que alguma vez por aqui jogou, rejeitado pelos abastados ceguinhos do Real Madrid - e de Jesus, pode rapidamente passar da fase em que "este ano já não ia lá" para a fase em que, claramente, passará a haver um sério candidato ao título, o Porto, e dois, não mais do que dois candidatos em vias de se desassumirem.
Saliente-se que o Porto faz esta bela perfomace depois de ter encaixado mais de 70 milhões de euros, de ter ido aos saldos resgatar a preço zero o Silvestre Varela, de gastar menos de um décimo do que recebeu com dois argentinos bons de bola, e de já ter encaixado este ano na Champions mais do dobro das despesas com o reforço do plantel. Neste campeonato o Porto abusa da concorrência, é um verdadeiro campeão a concorrer com aprendizes. Jesualdo, o treinador mais vezes substituído pelos comentadores da história do clube, merece uma estátua.

Ao domingo o Público publica um novo suplemento de nome Cidades que disponibiliza uma parte da informação que antes se obtinha no Suplemento P2. São cerca de 14 páginas dedicadas à mais fascinante criação do espírito humano: as cidades.
Para abrir a primeira edição - que não está acessível na versão online do jornal do dia - faz-se com três trabalhos - entradas pagas nos centros urbanos, as casas da música do Porto antes da Casa da Música e uma aventura sobre duas rodas entre Cascais e Lisboa - de que o mais importante é o primeiro. Além destes trabalhos algumas rúbricas menores de que saliento a Tribuna dos Cidadãos. Manuel Carvalho dá conta do que são as expectativas do Cidades do ponto de vista do Público. Como leitor prefiro um suplemento sobre as Cidades do que nenhum suplemento mas espero que as novas edições tragam bons momentos de discussão e boas perpectivas sobre os novos problemas das cidades que são afinal os seus velhos problemas.

U. Leiria serena e organizada foi mais forte do que Sporting nervoso e sem confiança
O Sporting jogou 45 minutos abaixo do nível e melhorou, ligeiramente, depois do intervalo. Nada de novo. Nada que não tivesse acontecido no período de Paulo Bento. O Sporting jogou globalmente mal tal como tinha acontecido contra o Vitória de Setúbal. A diferença, uma das diferenças, foi que nesse jogo Rui Patrício defendeu dois ou três remates que teriam mudado o resultado e hoje deu um frango inaceitável num guarda-redes do seu tamanho.
O Sporting está mal e as prendas do Natal tinham que ser substanciais para melhorar este estado de coisas. Claro que Caicedo, André Marques e outros, como Pedro Silva ou Saleiro, não podem ajudar a resolver o problema do clube. Mas será que os actuais dirigentes são todos eles capazes de dar uma boa contribuição para isso?

Adenda: Com o actual plantel não existe nenhuma alternativa válida a Tonel no centro da defesa. Façam as conjecturas que quiserem mas apenas o central Tonel pode impedir que o Sporting sofra golos de cabeça na transformação de lances de bola parada ou em lances pelas alas. De todos os centrais disponíveis é o melhor e o mais eficiente no jogo aéreo a anos luz de todos os outros. Isto parece-me uma evidência.

Orçamento rectificativo aprovado na generalidade com votos favoráveis só do PS
Será que esta aprovação - que, caso não se confirmasse, poderia significar a ingovernabilidade total segundo os ideólogos socialistas que descobriram, horrorizados, essa "coisa" nova na política, que um governo minoritário pode ver propostas suas derrotadas no Parlamento, pasme-se - significa que o Governo e o PS podem proclamar ao País que cosideram que a "maioria parlamentar" afinal desistiu de governar por interposto Governo?

A UE vai propor uma taxa mundial sobre as transacções financeiras
As medidas ou propostas de medidas sucedem-se. Depois de meter a mão nos bolsos dos pobres banqueiros resolveram recuperar a ideia da taxa Tobin ou algo semelhante para conseguirem aliviar os efeitos neastos da crise do neoliberalismo. Lmbram-se de quem sempre defendeu a necessidade de taxar os movimentos de capitais, tributando sobretudo a especulação de curto prazo? Pois é foram os esquerdistas. Acusados de quererem provocar a fuga de capitais, como se a suposta liberdade de que beneficiavam não determinasse a sua fuga especulatva que é o que significa a acumulação privada chocante que os retira da economia.
Bom por este andar ainda se resolvem a encarar a sério a necessidade de se por fim aos offshores e de, por essa via, recuperar as verbas colossais que para aí são desviadas e que ultrapassam em muito todos os apoios mobilizados a nível mundial para combater os efeitos da crise.
O problema da crise é sobretudo um problema político. Um problema de políticas erradas particularmente as políticas neoliberais que tiveram no consenso de Washington, e de certa maneira no PEC, a sua máxima expressão. Curiosamente a UE vai pedir ao FMI - o grande ideólogo e fiscalzador mor da implementação do neoliberalismo a nível mundial e defensor ad nauseum da desregulamentação e liberalização dosmercados financeiros - que ajude a matar o seu filho mais querido, grandes sacanas, isso não se faz. Um problema de más soluções políticas para ultrapassar a crise de que os países da UE, incluindo Portugal, são a prova com o aceno tónico no apoio ao sistema bancário, socializando os seus prejuzos, e deixando a cada um, mais ou menos a seu cargo, a responsabilidade de arcarem com as consequências do aumento das taxas de juro numa primeira fase e com o desemprego numa fase posterior embora com as taxas já em queda.

Obama defende a "guerra justa" na entrega do Nobel da Paz
Um Presidente empenhado pela paz mais alargada possível num mundo de países cada vez maior a receber justamente o Nobel da Paz. Quem se não ele - como pergunta o Público no editorial - para lembrar como a paz é fruto da vontade política e da capacidade das lideranças. Quem como ele para assumir a crítica ao passado recente do seu país e ao seu desprezo pela comunidade internacional ou para criticar a falta de respeito pelas regras que ele própro ajudara a estabelecer a propósito da luta contra o terrorismo? Quem senão ele para nos mostrar que quem faz a guerra, em certos casos, pode estar a fazer o que tem que ser feito pela paz?
Além do mais Obama tem aquilo que outros não têm: uma frontalidade e uma clareza e uma genuina humildade, além da dona Michele para lhe compor o casaco.

Reino Unido instaura taxa sobre bónus na banca só até Abril
O Reino Unido tomou a iniciativa que aqui se notícia. Note-se que sendo uma medida temporária - o que julgo que não faz sentido, pelo menos tendo sido referida para cerca de 6 meses - vai permitir arrecadar mais de 550 milhões de euros.
Se Obama fizer o mesmo nos EU a receita fiscal suplementar será de 15 mil milhões de dólares em 2009.
Entretanto a França tomou uma decisão semelhante aos ingleses. Acima de 27 mil euros os bónus dos quadros bancários serão taxados em 50%. Justo.
E agora José, como vamos fazer? Será que o PS toma a iniciativa ou espera pela coligação negativa? Será que vai recorrer ao alibi da fuga de quadros, ridiculo neste caso? Alibi estafado e falso. Como dizia o Warren Buffet, num documentário na SIC Notícias, a propósito dos escandalosos bónus dos quadros bancários, a maioria deles se vivessem no Quénia não seriam capazes de sobreviver. Isto para dizer que o mérito pelo qual foram bonificados é, numa grande parte dos casos, um mério duvidoso e muitas vezes construído sobre escandalosas fraudes e enormes vigarices.

PS deverá viabilizar hoje diplomas do PSD para combate à corrupção
Espero que deste debate resulte a aprovação da criação do crime do enriquecimento ilícito. Espero igualmente que resulte da discussão a aprovação da quebra do sigilo bancário, “quando está em causa a existência de fraude fiscal" como defende o PCP. Não votaria, em nenhuma circunstância, a proposta do BE que obriga os bancos a comunicarem, duas vezes por ano, para montantes até 10 mil euros ou coisa que o valha, à administração fiscal as contas dos seus clientes. A lei deve destinar-se a todos aqueles que são suspeitos de prácticas corruptas e de enriquecimento ilícito e só no caso de existirem suspeitas. Nesse caso os mecanismos legais devem possibilitar o rápido acesso. Mas a generalidade dos cidadãos não deve ter as suas contas coscuvilhadas pela Admistração Fiscal. As leis devem visar efectivamente os corruptos e não a generalidade dos cidadãos até porque a Adminstração Fiscal não é flor que se cheire e deixa muito a desejar no que se refere a imparcialidade e respeito pelos direitos dos cidadãos. Sobretudo pelos direitos dos mais fracos e daqueles que tem menos possibilidades de se defenderem do "excesso de informação" a que possam ter acesso.

Troca de insultos entre deputados marca primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde
A dona Zezinha, assim a modos que armada em deputada do interior profundo fortemente ruralizada, arreou forte e feio num deputado socialista que a apoquentava com comentários despropositados. Inovadora desde sempre, ela que estabeleceu recentemente fronteiras mais flexíveis entre as diversas bancadas partidárias, veio agora clarificar os limites da flexibilidade-flexível em que se move como ninguém. Há limites, diz ela, para essa "vagabundagem": com palhaços nas redondezas nunca. Bancadas parlamentares que alberguem palhaços não são o tipo de albergue espanhol que ela admitirá alguma vez frequentar. E por favor não mandem Palhaços para Comissões Parlamentares que ela não aguenta.


 

Pedra do Homem, 2007



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