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"BPN: PS deverá recusar pedido de audição parlamentar de Dias Loureiro".
O PS não quer ouvir Dias Loureiro contar que não tem nada para esconder. O PS está habituado a escutar Dis Loureiro noutras momentos mais marcados pela afectividade e pela emoção, como quando fez a apresentação pública da biografia de José Sócrates com o título notável de "o menino de ouro do PS" . O nome já era de ir às lágrimas não admira que o coração sensível do "menino de ouro do PSD" se tenha enternecido.
Mas o que está feito feito está e a "enorme generosidade», «sensatez», «prudência», «coragem» e «capacidade de liderança" que, segundo Dias Loureiro, caracterizam Sócrates foram por este inculcadas no PS que agora reaje assim perante esta vontade expressa do próprio, reprimindo-a mas... para seu bem.
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"fisco e banca explicam abusos nas penhoras"
As penhoras são a última versão do saque ao património das pequenas e médias empresas e dos particulares. As Finanças e a Banca podem apontar o dedo uma à outra que a realidade é a sua cumplicidade num esquema que visa sacar o máximo e a qualquer preço aos do costume: os pequenos emédios empresários e os trabalhadores por conta d eoutrem. Só num Estado selvagem se pode admitir que por dívidas de centenas de euros se penhore uma casa que uma família levou toda a vida a construir e a pagar com o seu trabalho de trinta anos. O mesmo Estado que dá isenções fiscais a poderosos grupos económicos da ordem de centenas de milhões de euros.
A esquerda finge que esta situação não existe e deixa o campo aberto ao demagogo do Paulo Portas que pertenceu aos Governos que apostaram no aumento da receita fiscal à custa da penalização brutal dos mais fracos. Os complexos da esquerda em relação a estas questões fiscais são chocantes e no essencial mostram-se incapazes de perceber que a política fiscal é uma clara expressão de uma política que faz da injusta distribuição do rendimento a sua palavra-chave.
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Uma das frases emblemáticas do advento do neoliberalismo era a célebre: menos Estado, melhor Estado. Na realidade o que se pretendia - e aquilo que efectivamente se conseguiu -era que o Estado cedesse aos privados, em exclusivo, os sectores mais lucrativos da actividade económica, nuitas vezes com a infraestrutura global já concluída e custeada pelo dinheiro dos contribuintes, e que para fazer face à nova realidade - com a perda de receitas - desinvestisse nas áreas sociais e na protecção aos sectores mais desfavorecidos.
As privatizações foram o mecanismo instrumental para concretizar essa diminuição do Estado na economia. A banca foi um dos sectores onde esse efeito mais se sentiu. Dizem-no vários autores que a liberalização do sector financeiro é sempre uma das prioridades da intervenção do FMI, sabe-se agora com que dramáticos resultados em muitos casos.
A nacionalização do Northrn Rock, o banco inglês falido por culpa da sua irresponsável gestão, lança novos dados para este debate. Depois de ter decidido injectar biliões de libras para tentar salvar o banco da falência o governo de Gordon Brown viu-se obrigado a nacionalizar o banco para evitar que esse esforço brutal dos contribuintes ingleses - que suponho não foram consultados sobre este tipo de utilização dos seus impostos - fosse parar por inteiro aos bolsos de um qualquer comprador das ultra-desvalorizadas acções do banco.
Não deixa de ser curioso que o Estado actue desta forma tão intervencionista quando de trata de salvar os representantes do poder financeiro e que se demita pura e simplesmente da defesa dos interesses dos cidadãos.
Claro que há sempre quem ache que aquilo que estava em causa neste episódio era a defesa do dinheiro dos contribuintes, assumindo como boa a argumentação de mr. Brown.
PS - O Público de hoje traz uma chamada na primeira página para a notícia da nacionalização do banco. Eu esperaria que fosse esta a manchete do jornal, mas percebo que não tenha sido essa a opção.
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A reacção dos nossos governantes ao vendaval que assolou as Bolsas à escala mundial foi de uma inusitada tranquilidade. Mais ou menos pela hora em que as cotações dos títulos eram sugadas para baixo - as do BCP rebolam que se fartam pela escada a baixo, mas as do BES não lhe ficam atrás - o ministro das Finanças anunciava a excelência do défice. O primeiro-ministro colocava o acento tónico na confiança e declarava que a economia do país estava melhor preparada para suportar todas as crises que possam advir. Falava o primeiro-ministro das contas públicas mas não certamente do país. Uma recessão da economia mundial vai trazer mais desemprego, mais pobreza e aí - todos os dados o indicam - a situação dos portugueses nao melhorou , antes pelo contrário: com José Sócrates aumentou o desemprego, aumentou a desigualdade na distribuição dos rendimentos, aumentou o esforço fiscal dos mais fracos. A maioria dos portugueses empobreceu enquanto uma minoria nunca viveu tão bem.
O País não está em condições de suportar uma recessão. Vamos a ver se a coisa se resolve com confiança à moda do primeiro-ministro.
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O CDS/PP lançou uma petição para que o Estado seja obrigado a divulgar online as suas dívidas às empresas e aos cidadãos. Trata-se de uma iniciativa justa que todos podem assinar aqui. Só quem nunca se relacionou com o Estado, e em particular com as autarquias, pode ignorar que os atrasos e a irresponsabilidade a eles associada geram custos para as empresas e as famílias cuja responsabilidade morre solteira. No caso dos atrasos no IVA a coisa atingia o domínio da pouca vergonha: o Estado não pagava às empresas - sobretudo as pequenas - que não podiam entregar o IVA que não tinham recebido e em consequência o Estado aplicava-lhes coimas, moras e multas eetc. Um fartote. Claro que alguns adiantados mentais argumentam sempre que às empesas assiste sempre o direito de recorrer aos tribunais. Faz lembrar a história do outro quando no final de um processo complexo lhe sugeriram, "ó Homem apele". Depois de tudo o que lhe acontecera ainda lhe ficarem com a pele era demais, pensou.
Não estimo o CDS. Não ignoro que nada alterou quando participou no Governo. Mas assino.
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