Salvaterra já andou nas bocas do mundo antes das últimas autárquicas. Nessa altura uma denúncia anónima levou o Ministério Público a actuar. O processo foi arquivado por falta de fundamento. Agora a PJ efectuou buscas na autarquia e na casa de alguns autarcas incluindo a Presidente da Câmara. As reacções são as normais: do lado da oposição pedem-se mais explicações e alguns vereadores saltam do anonimato para apontarem o dedo a Francisco Louçã. O dirigente do BE fez e declarou aquilo que é razoável declarar numa situação como esta. Mas não pediu a ralização de eleições antecipadas e isso terá sido um pecado capital para alguns. E eu que julgava que esse papel era para ser executado por Marques Mendes ou pelo seu émulo local? Bom, a saber pelo que está em jogo a comparação com a situação na Câmara de Lisboa é manifestamente forçada. No entanto, para crimes -caso existam, pois então - da mesma natureza as consequências políticas a tirar não podem ser graduadas pela dimensão da autarquia em questão. Os príncipios são sempre do mesmo tamanho.


 

Pedra do Homem, 2007



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