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A mudança de hora que ocorreu este fim de semana é deprimente. Ontem pelas 18h com um dia de sol razoável para esta época do ano estava ainda um fim de tarde agradável com muita gente na rua. No Chiado, em Lisboa, milhares de pessoas passeavam pelas ruas ou descansavam nas esplanadas. Hoje à mesma hora já tinha caído a noite à quase trinta minutos. As pessoas na rua e nas praças iluminadas pela luz do sol são uma condição sine qua nom para qualificar o espaço público.
Durante a semana quem sai do trabalho depois das 18h sai já de noite e ecaba o dia a trabalhar com luz artificial. Quem vai buscar os filhos a um infantário, depois das 17h 30m, fá-lo já de noite regressando a casa ainda a tarde vai a meio ... às escuras.
Não percebo a razoabilidade desta mudança que me parece implicar um acréscimo significativo de consumo energético sobretudo em iluminação pública e privada. Mas, independentemente das vantagens económicas eventuais que são certamente, importantes, há o factor psicológico de não estarmos a tirar o partido devido da nossa luz e do nosso sol, abdicando de um dos principais factores que ajudam a suportar a vida, muitas vezes deprimente, nas nossas cidades.



"Mito o realidad, la ciudad aparece como el lugar de las oportunidades, de las iniciativas y de las libertades individuales y colectivas. El lugar de la intimidad, pero también el de la participación política. De la revuelta y del autogobierno. De la innovación y del cambio. "Ayer, em la manifestación de desempleados, travessando la ciudad, me senti, por primera vez en muchos años, un ciudadano", declaraba um manifestante en París em mayo de 1997. La ciudad es el continente de la historia, el tempo concentrado en el espacio, la condensación del passado y la memoria, es decir, el lugar desde donde se producen los proyectos de futuro que dan sentido al presente. La ciudad es un patrimonio colectivo en el que tramas, edificios y monumentos se combinam con recuerdos, sentimentos y monumentos comunitários. La ciudad es, sobre todo, espacio público y no pareciera que los que alli vivimos, la gran mayoria de la población, pudéramos renunciar a ella sin perder vínculos sociales y valores culturales, sin empobrecermos."

in "Espacio Público" de Jordi Borja.

Fotogafia de Barcelona. Março de 2005.


 

Pedra do Homem, 2007



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