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É o que parece pensar o PS. Além de um acordo político com o ex-autarca modelo do PSD - diz-me com quem andas dir-te-ei quem és - que não terá sido indiferente à escolha de uma candidatura para perder, o PS suporta a manutenção de Isaltino mesmo depois de ele ter sido acusado de um conjunto alargado de ilegalidades. Isaltino não foi ainda condenado. Mas já não é um simples arguido visto que foi entendido existirem razões suficientes para formalizar uma acusação. As justificações de Vitalino Canas, ao semanário SOL, são hilariante. O porta-voz diz que o PS "não tem, por enquanto posição oficial". Pelos vistos a posição do PS-Oeiras é oficiosa ou será clandestina? Estaremos perante o núcleo socialista clandestino de apoio ao camarada Isaltino?
Com que moral falará o PS, sobre que autarquia for, quando tem esta posição em Oeiras?

A desorientação que campeia na câmara de Lisboa não aproveita ao maior partido da oposição. Durante o dia falaram em nome do PS, o vereador Nuno Gaioso, Miguel Coelho, o todo poderoso presidente da concelhia, e o vereador Baptista. Todos falaram em nome do PS e de diferentes PS' s a julgar pelo conteudo das suas afirmações. Parece que cada um se atribiu a si próprio a legitimidade para falar em nome dos socialistas.
Para compor o ramalhete acaba de falar na SIC Notícias o impagável professor Carrilho que recusou responder à pergunta sobre se o futuro da candidatura dos socialistas passava por ele. Pelo meio foi falando de tudo aquilo que a sua actuação na autarquia não lhe permititira. E nós que o imaginávamos em trânsito para algures onde politicamente iria jazer e arrefecer. E ele, recuperado das cinzas, a ser incapaz de se distanciar de uma hipotética (re)candidatura. Só falta o come-back de João Soares para compor um cenário trágico de "regresso ao passado".


 

Pedra do Homem, 2007



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