Auditoria revela que as contas da Câmara de Braga omitem 55 milhões de euros de dívidas
O endividamento autárquico não é nada de novo. O que poderia ser novidade era a adopção de regras mais restritivas no controlo do endividamento. Regras que impedissem que o endividamento crescesse, sempre, nos períodos do ciclo eleitoral. Como se sabe é através do aumento do endividamento, isto é recorrendo aos fundos públicos, que muitos autarcas financiam as suas campanhas e obtêm, com uma perna às costas, a sua reeleição.
Esta noticia o que traz de novo é a forma como a tutela gere os tempos de divulgação dos inquéritos efectuados pelos serviços. Neste caso, pode ler-se aqui, o Secretário de Estado reteve, convenientemnte, o relatório só o divulgando depois das eleições. Mesquita Machado é imbatível em eleições em Braga - certamente por razões que a razão desconhecerá, mas que para os seus indefectíveis e para todos aquele que compartilham com ele a mesa do Orçamento são sobretudo as inigualáveis capacidades do patriarca bragantino - mas nunca fiando e assim o Secretário de Estado, zeloso, resolveu não divulgar o Relatório que dava conta de trafulhices nas contas da autarquia que tinham feito desaparecer 55 milhões de euros de endividamento.
Há autarcas assim: capazes de fazer crescer o endividamento a níveis estratosféricos mas do mesmo modo capazes de o aliviar, sempre que necessário. Mágicos.
A tutela das entidades inspectivas das autarquias devia ser retirada das mãos do Governo. Foi isso que levou à morte o IGAT e outras entidades. Mas, isso é pedir demais a um poder político que está imbuído de uma grande solidariedade ... de classe.
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"Por estes dias de aproximação ao "que de melhor" existe no nosso concelho, em termos de gastronomia e afins ( espero que este ano não exista pizzaria como gastronomia local), anda já muita gente que trabalha nesta terra, MUITO FELIZ por ter de fazer umas viagens de trabalho entre partes do porto (marina - porto de pesca , capitania - terminais e vice versa) através da cidade com "estas vias largas sem buracos, sem movimento e sem obras". Andam tão "contentes" com esta nova localização que deviam pedir indeminização a esta Câmara, não só pelo combustível como pelo tempo que gasta em deslocações. Será que quem usa esta Avenida para trabalhar tem de estar condicionado a umas semanas de Rally paper pela cidade só porque se ocupa as 4 faixas da mesma com um evento? e os Bombeiros do porto? que farão os Bombeiros ? passam por cima das barraquinhas? e os transportes de pesados ( mais de 5 T) vão dar uma pequena volta de 20 km? Tudo porque só duas faixas e um belo passeio não chegavam.... Sines em festa - que bom para quem trabalha."
Pedro Ventura
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