... a declaração de Manuel Monteiro sobre a sua possível candidatura à Câmara de Lisboa. Aparentemente falta-lhe conhecer a " situação financeira e do número de funcionários da autarquia". Podia deixar o email para lhe fazermos chegar a informação? Ou um número de telefone?
O líder do PND concorre para um objectivo mais modesto do que a generalidade dos outros candidatos que querem mudar Lisboa, conquistar a Câmara etc. Manuel vai lá para conquistar "o lugar". Para isso tem feito contactos " com cidadãos independentes e o objectivo é verificar se há convergência de um grupo que poderá disputar o lugar"
Esta clareza de objectivos tem feito falta a Lisboa.
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Na entrevista que deu ao Notícias de Sines o presidente da autarquia de Sines abordou, pela primeira vez, as razões que estiveram na origem da sua decisão de retirar o pelouro dos recursos humanos ao seu número dois. Ora aquilo que se diz pela cidade é que as razões desta tomada de posição foram de uma elevada gravidade. Tratou-se da adjudicação de prestações de serviços à revelia das normas legais em vigôr para a gestão de dinheiros públicos. O presidente apenas se refere a esse facto de passagem quando diz: "(...) havia uma empresa a desenvolver os processos mas quando tomei conhecimento intervi de imediato anulando esses procedimentos.(...)"
Mais, é público e notório que o relacionamento entre os dois autarcas está definitivamente comprometido e que existem clivagens entre os restantes vereadores eleitos pela CDU. Nos serviços percebe-se essas clivagens e a qualidade da gestão é afectada.
Por que espera o presidente para dar explicações cabais aos munícipes?
PS - A oposição - sem ofensa - socialista na Câmara nada diz sobre esta como sobre qualquer outra questão. Se calhar não sabem nada. Foi uma oposição assim que faltou a Carmona Rodrigues na câmara de Lisboa.
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Alberto João Jardim vai ganhar com uma maioria reforçada. Nada de novo ou de surpreendente. O PS leva uma cabazada, para recorrer a uma linguagem futebolística muito apropriada.
Jardim põe e dispõe da Madeira. É estupido afirmar que na Madeira existe uma intolerável promiscuidade entre o Governo Regional, o PSD e as empresas dos dirigentes desse partido. Na Madeira existe, na realidade, um cacique mor - Alberto João - que põe e dispõe no Governo Regional, que dessa forma controla a distribuição dos dinheiros públicos o que lhe permite controlar o Partido atavés da gestão da gula dos seus dirigentes que ao longo de décadas ele soube satisfazer criteriosamente eliminando potenciais rivais. Processo a que a oposição, naturalmente, não escapou. O consumo de líderes do maior partido da oposição aí está para o provar. Cada um que aparece destaca-se, invariavelmente, por ser pior que o anterior. O tempo de permanência diminui porque quem está a dar a cara na oposição "não come"e pode ter a sua carreira profissional em causa.
O problema de Portugal é que existem muitos Jardins, plantados em muitos concelhos, do Partido Comunista ao PS e não apenas no PSD. Gente que utiliza as Cãmaras para dominar todas as estruturas susceptíveis de contribuirem para a cartelização dos votos, em particular as colectividades e associações. Gente que utiliza a imprensa municipal como um orgão de propaganda pessoal e de intoxicação permanente, onde os ditreitos das oposições são negados todos os números. Gente que utiliza os fundos públicos para comprar apenas aos "amigos" ou aos "camaradas", às empresas "boas". Gente que distribui benesses pelas próprias famílias - casas a custos controlados, lugares no quadro da autarquia, estágios para os pequenos recém-licenciados- e pelos apoiantes e que mostra de forma clara, todos os dias, que "quem protesta não come". Caciques em suma.
Afinal o fascismo só formalmente acabou no dia 25 de Abril . Há uma velha cultura que permanece.
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