Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens

A 10ª edição do maior Festival de Teatro do Alentejo, a Mostra de Teatro de santo André, vai estar em cena de 15 a 31 de Maio em Vila Nova de Santo André.
Pode obter mais informações aqui .

FRANCISCO JOSÉ VIEGAS vai estar na livraria A das Artes no dia 27 de Novembro às 18 horas para apresentar e autografar o seu novo livro "Liberal à moda antiga".











Por absoluta falta de tempo ainda não tive oportunidade de escrever mais detalhadamente sobre o encontro de História do Litoral Alentejano que o centro Cultural Emmérico Nunes em boa hora levou cabo. Pela qualidade excepcional dos participantes tratou-se, sem qualquer margem para dúvidas, da mais importante iniciativa cultural que ocorreu em Sines nos últimos anos. Voltarei ao assunto brevemente.
Ficam aqui alguns registos fotográficos do Encontro e aproveito para chamar a atenção para o facto de este Encontro ter permitido revitalizar - embora por um fugaz instatnte - o Centro Histórico de Sines, chamando a si as pessoas, o conhecimento, a discussão e as ideias à volta das quais elas se reuniram. As pessoas que ocorreram ao Encontro e os participantes que ocuparam o espaço público quase sempre deserto, hoje em dia, animaram o velho e fatigado coração da cidade de Sines.
Ainda por cima as sessões ocorreram em três belos edificios cujo futuro, no caso de dois deles, está ameaçado. Com particular destaque para o edifico dos correios que, por uma criminosa decisão de lesa património público, foi subtraído à sua função, esvaziado e colocado à venda enquanto a instituição se deslocava para uma das novas perifierias a que os "entendidos" em urbanismo chamam centralidades. Sem que dessa deslocalização tenha resultado qualquer benefício para a população, a menos que se cosidere um benefício geral a utilização das actuais exíguas instalações embrulhadas na casca modernaça com que os actuis CTT acham que se devem embrulhar para se sentirem, ou fingirem que são, modernos. Aliás, durante uns breves meses o BPI - uma instituição exemplar na sua acção, ao recusar sair das instalações que ocupa junto ao Castelo apesar dos constrangimentos que o IPPAR lhes coloca, o que chama a atenção para a importância das pessoas que ao nível local dirigem as instituições - colocou em evidência as potencialidades do edificio dos correios.
Bem sei que os CTT colaboraram com o CCEN, cedendo gratuitamente as instalações, mas isso não os iliba de deverem ser criticados pelas decisões profundamente erradas que tomam. Erradas dum ponto de vista que excede em muito a simples equação do deve e haver do negócio da empresa.
Como é do conhecimento geral a autarquia fez uma estupida oposição a esta iniciativa. A auatarquia quer dizer o seu presidente e sendo lamentável que assim seja não é por isso menos rigorosa a afirmação. A Câmara não se sentiu confortável por ter entre si gente como aquela que aqui veio falar da sua investigação sobre a nossa história mais antiga , mais recente ou mesmo sobre a história contemporânea. Foi por essa inultrapassável oposição do "autarca mor do regime" que o Encontro não se realizou no Centro de Artes e foi por essa razão que escapámos a ficar durante estes dois dias fechados na "Urna dos Mateus". Ganhámos todos. Ganhou a cidade, que é uma cidade histórica, com edificios relevantes, com actores importantes ao longo de séculos, como o engenheiro italiano Alexandre Massai, que está, aliás, sepultado no CCEN. A cidade que não é o Centro de Artes, ao contrário da boutade do arquitecto autor do projecto do dito, beneficiou e pudémos constatar que, afinal, o melhor modelo de organização dos trabalhos era mesmo este: de portas abertas para o coração da cidade. O que levou o Luís Arroz - que moderou sábado de manhã a mesa dedicada à História Contemporânea - a salientar que o facto de o encontro não se te realizado no Centro de Artes se ter tornado um, provavelmente involuntário, bom serviço feito à cidade de Sines e à sua zona histórica e a chamar a atenção para a responsabilidade de todos nós na defesa deste património.


Aproxima-se a data em que terá lugar o 1ª Encontro de História do Litoral Alentejano.

foto retirada do site do FMM

Siba e a Fuloresta trouxeram a alma nordestina ao litoral do Alentejo. Uma música com um ritmo contagiante que nos traz outros ritmos do Brasil e que convoca para a dança e para a festa. Infelizmente a mudança do exterior para o Auditório tirou impacto a este grupo de excelentes músicos. Como afirmou Siba já que não podia dançar o público podia ao menos cantar.
Dura dez dias a edição deste ano do Músicas do Mundo comemora o décimo aniverário deste Festival que ficará sempre associado ao Castelo de Sines. Chega lá no próximo dia 23 depois de 17 concertos divididos entre o CAS em Sines e o Porto-Côvo. No final serão cerca de quarenta os concertos que serão servidos entre Sines e Porto-Côvo.



"ALEXANDRE MASSAI. A "Escola Italiana" de Engenharia Militar No Litoral Alentejano(séculos XVI e XVII)" é o título desta belíssima obra da autoria do historiador António Martins Quaresma que o Centro Cultural Emmérico Nunes(CCEN) acaba de publicar.
Alexande Massai veio para Portugal em 1589 com outro engenheiro militar italiano, Giovanni Vincenzo Casale, para fortificarem o Porto de Lisboa. Massai acabaria por, um ano depois, ser destacado para a costa alentejana e aí acupou a maior parte da sua vida profissional. Morreu em Sines em 1638, deixando um notável conjunto de obras e "um considerável acervo de cartografia e desenho projectual, nomeadamente representações de trechos da costa e portos e projectos de fortificação e hidraúlica marítima".
É esta figura maior da história de Sines que António Quaresma nos revela através desta inicaitva do CCEN.
O livro enconta-se à venda no próprio Centro, nas livraria Assírio e Alvim/Lisboa e A das Artes/Sines ficando todos nós a aguardar a apresentação pública da obra.


A livraria a das artes promove no próximo dia 29 de Fevereiro às 21h30m uma sessão de apresentação e autógrafos com o historiador Fernando Rosas a propósito do seu novo livro "Lisboa Revolucionária"

Ele vinte anos, e ela dezoito
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro

E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo o cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz
o gosto ao quarto depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura
dos dias em que um beijo bastava

E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: A que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir, vai-te embora
amanhã tenho de ir trabalhar

Não fales, que o bébé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir, o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais

E o homem de pé
parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito que aprender
Se temos…! diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: Que queres que eu responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda…
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano

Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade
de mudar ou deixar mudar

Não fales,…

E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive que imaginar
é preciso explicar que sou eu o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos

Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão, diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença
sei lá, inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
(Espero que não seja preciso, porque não
sei como é que eles vão viver sem os dois salários…)
Vá fala, que o bébé está acordado
o vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho.

Sérgio Godinho - Pano Cru (1978)

Foto tirada daqui.


Sérgio Godinho, acompanhado por um trio de jovens músicos, deu ontem um concerto integrado no ciclo "Cantautores" que decorre no Centro de Artes de Sines. Um excelente concerto para uma pequena plateia - o pequeno auditório estava esgotado desde há semanas- de admiradores. Sérgio Godinho elegeu um conjunto notável de canções. Como dizia um amigo meu à saída: uma seleção tipo "vintage". Mas no conjunto da sua obra mais alguma selecções alternativas seriam possíveis e tal como esta capazes de nos deliciar como se fosse a primeira vez que as escutávamos. É impressionante a frescura e o encanto com que se escutam temas que nos acompanham há mais de vinte anos. Só ao alcance de alguns.

À Margem - agora que o Centro de Artes vai para obras talvez além dos objectivos já divulgados pudessem também tratar da permeabilidade aos cheiros. É que ontem na parte final do concerto o "cheiro da Petrogal"( perdoem-me o rigor) já se tinha insinuado para o interior do auditório. Nos últimos dias o dito cheiro tem feito sucessivas aparições pela calada da noite. Mais seis meses está tudo acabado, dizem-nos há seis séculos.

Numa volta pela Web aparece-me o "Antropocoiso" do Paulo Granjo o autor do "Trabalhamos sobre um barril de pólvora" - Homens em perigo na refinaria de Sines" - ver aqui - que lhe valeu o Prémio Sedas Nunes 2006 para as Ciências Socias, ex-aequo com Irene Pimentel, agora laureada com o prémio Camões.

É este o título de uma palestra que será proferida pelo comandante Joaquim Ferreira da Silva (Membro da Academia de Marinha e da Sociedade de Geografia de Lisboa), habitual colaborador deste blogue, na Biblioteca Municipal Manuel José "do Tojal" em Vila Nova de Santo André no próximo dia 20 de Novembro de 2007 pelas 18.00. Trata-se de uma organização do "CANTO DAS LETRAS", uma das actividades da ASAS - ACADEMIA SÉNIOR DE ARTES E SABERES, em colaboração com a Biblioteca Municipal de Santo André. Fica aqui uma sínopse da palestra: "A baia de Sines, pelas suas condições de abrigo e varamento das embarcações constituiu um dos portos da penetração romana Alentejo dentro. Miróbriga, pela sua localização, protecção das investidas de piratas e vias de comunicação fáceis, foi o polo base dessa penetração. A influência destes dois factores na exploração do interior ibérico, muito em especial a navegação dos barcos romanos entre Roma e a Ibéria face a maior dificuldade de deslocação por vias terrestres entre os dois territórios, constituiu uma razão forte da longa implementação romana em Miróbriga. A somar a riqueza mineira e agricola do Alentejo, forte suporte de exploração de Roma, levam-nos a admitir que o eixo Sines-Miróbriga foi um forte suporte dos governantes da Mérida Romana"


A livraria " a das artes " faz hoje 4 anos. Quatro anos a trabalhar em prol da cultura apostando num conceito moderno de interacção dos autores com os destinatários das suas obras. Os nossos parabéns ao Joaquim Gonçalves. E força para continuar, mesmo contra ventos e marés.

A Quadricultura, Associação Cultural da cidade de Santo-André, promove a 3º edição do Jazz alémtejo nos próximos dias 5,6 e 7 de Julho. Jazz no Parque Central da cidade nova de Santo-André. Para saber mais vá aqui.


Na livraria "a das artes", no próximo dia 16, apresentação do novo disco dos rapazes.


O GATO SA promove nesta altura a oitava Mostra de Teatro de Santo André cujo programa pode consultar aqui. Uma iniciativa sem par nesta zona do Litoral Alentejano, que é realizada num cenário de verdadeira escassez de apoios o que leva a Associação a questionar a própria continuidade da Mostra. Na cena' s 7 foi publicado um Manifesto em defesa da continuidade desta iniciativa que envolve custos inferiores a 20.000 euros. (em 2006 os custos foram de 17.487,96 e o total dos apoios ascendeu a 14.440,00 Euros).
Rídiculos são os apoios de entidades que esbanjam centenas de milhares de euros nas mais diversas inutilidades.
Entretanto a AJAGATO editou a cena's 8, um número especial de homenagem ao Zeca Afonso.


 

Pedra do Homem, 2007



View My Stats