Uma agradável surpresa a participação das pessoas na sessão de apresentação das candidaturas do Bloco de Esquerda à autarquia de Sines. Cerca de 150 pessoas numa terça-feira à noite com os limitados meios de divulgação utilizados, parece-me interessante.
Significativo o facto de terem estado presentes pessoas cuja opção política é outra mas que, num espírito democrático louvável, foram escutar as propostas que apresentámos. Foram duas ou três pessoas mas relevo a sua presença. A democracia faz o seu caminho e estas são manifestações saudáveis do espírito democrático.
O movimento que governa a autarquia também se fez representar, com um interesse óbvio. É necessário alimentar as caixas de comentários anónimos com considerações depreciativas e algumas patacoadas.
No final desta semana os textos e as imagens da apresentação estarão disponíveis no site da candidatura. Até lá o pedradohomem cumpre com agrado o papel de divulgador.
PS - o Estação de Sines divulga uma pequena resenha do que se passou, mais num registo pessoal do António Braz. Agradeço os elogios mas aquilo que interessa destacar no seu comentário é a valorização das propostas e da sua viabilidade e exequibilidade.
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A propósito da cerimónia de anúncio da obra de construção do IP8 entre Beja e Sines, o jornalista Carlos Dias, no Público de hoje, dá conta que "na cerimónia de assinatura do contrato de concessão primaram pela ausência os autarcas das câmaras de Santiago do Cacém e Beja, eleitos pela CDU. O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho, que acaba de se desvincular do PCP, foi muito felicitado por dirigentes socialistas, pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino (outro ex-comunista), e pelo primeiro-ministro".
Pela minha parte, atendendo sobretudo aos perfis, e não falo naturalmente do perfil físico, sugiro que o PS indique Mário Lino para mandatário da próxima campanha do ex-comunista.
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A pequena entrevista do presidente da autarquia de Sines na SIC Notícias foi fracota. A única novidade foi a moderação usada por Manuel Coelho depois da aspereza dos últimos dias. As críticas ao partido, ao seu controleirismo e prepotência, foram atenuadas e sobretudo o pesado jargão pseudo-ideológico dos primeiros momentos foi quase dispensado na argumentação utilizada. Quem vota são as pessoas e Manuel Coelho sabe, ou alguém lhe disse, que quanto mais bater "no seu PCP" mais votos perde e mais inimigos conquista não sendo certo que o "saldo" da operação se revele positivo.
Claro que o actual presidente se vai recandidatar. Para lá do discurso apatetado das trituradoras máquinas partidárias existem divergências políticas reais que tornavam improvável a recanditura de Manuel Coelho pela CDU, sendo certo que isso choca frontalmente com a decisão tomada, desde há muito, pelo próprio, de se recandidatar. O actual presidente da Câmara de Sines habituou-se ao cargo e às suas inerências. É a sua vida e não se imagina a fazer outra coisa. Só a previsão de uma derrota humilhante o faria recuar e mesmo assim tinha que ser uma evidência muito grande que o homem é dado a visões mas de carácter benigno.
A resposta à pergunta sobre se se iria recandidatar foi a confirmação da sua intenção. Mas quem leu as declarações iniciais pós-separação e as referências ao desejo de se sentir livre para concretizar o seu projecto político e a sua visão das coisas, não pode ter ficado com dúvidas.
No argumenário utilizado Manuel Coelho referiu os resultados obtidos por si como comprovativo da justeza da sua posição e da aceitação do "seu projecto". Ignorou duas coisas fundamentais: Manuel Coelho candidatou-se pela CDU que detinha a maioria absoluta desde o 25 de Abril; A sua sucessiva reeleição só foi possível pelo apoio da máquina do partido. Aliás, sem o apoio e o envolvimento dessa máquina nunca teria ganho a primeira eleição e não me parece liquído que tivesse sido reeleito na primeira vez.
Por isso não fica bem escutar as suas declarações que, com a necessidade de se afastar do projecto reaccionáio, estalinista e etc que ele agora descobriu , apontam para um tipo de candidatura unipessoal que em boa verdade não existiu, embora a forma de exercer o poder tenha sido direccionada nesse rumo e nesse desvario, com culpas bastas do próprio partido que o sustentou. Contabilizem-se, a este propósito, as vezes em que na entrevista se referiu ao dever de lealdade para com o Presidente. O "projecto" e a "visão" do autarca evoluíram, passe o despropósito, no sentido de um poder autoritário, avesso à participação das oposições, sistematicamente causticadas na sua linguagem muitas vezes trauliteira, e das populações divididos had nauseum entre os que o apoiam e os outros, apoiado uma pequena nomenklatura pseudo-tecnocrática, confundindo ideias e interesses pessoais com interesse público e confundindo uma visão obreirista da gestão municipal com um projecto de desenvolvimento local moderno e de esquerda, assim como quem confunde a beira das estrada com a Estrada da Beira.
Nada que não se encontre noutros lados neste triste poder local caciquista em que o exercício e o usufruto do poder homogeneiza os conteúdos dos seus protagonistas. Revisitem-se os discursos de alguns protagonistas mais mediatizados, alguns pelas piores razões, que exercendo o poder autárquico romperam com os seus partidos e compare-se com o nosso homem, salvo seja. Lá está o povo omnipresente que os elegeu a ser afinal o alfa e o ómega de tudo o que se passa : por ele se candidataram, por ele foram eleitos a ele se destina, tudo aquilo que fazem todos os dias.
Grande povo com as costas tão largas e uma quase infinita capacidade de carga. Felizmente a história diz-nos que há sempre um momento em que a malta arreia.
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A Câmara de Sines reuniu extraordinariamente por convocatória do seu Presidente para que este anunciasse a sua saída de militante do PCP. Em função desta decisão o Presidente da Câmara adquiriu o estatuto de independente.
Paralelamente o Presidente retirou os pelouros ao vice-presidente, engº Albino Roque.
O que se terá passado nos últimos dias, dentro das paredes - que nesta altura dava jeito serem de vidro - do PCP/Sines que determinou esta situação?
Vamos saber dentro de momentos.
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