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Anselm Kiefer é o artista plástico que mais aprecio. A sua obra é monumental, de uma originalidade marcante. Actualmente, é considerado o maior artista plástico da Alemenha. Esperemos que este projecto se concretize:

"O Plano de Intervenção em Espaço Rural da Floresta Cultural da Comporta deu entrada para apreciação na Câmara Municipal de Alcácer do Sal. O projecto, apresentado informalmente, tem como promotor o pintor e escultor alemão Anselm Kiefer, que pretende transferir para a freguesia da Comporta, junto à localidade de Brejos, toda a sua produção artística, criando um complexo cultural apenas com um ou dois paralelos em todo o mundo. O plano preconiza a implantação da “Floresta Cultural” numa área denominada de Vale Perdido, cedida para o efeito pela Herdade da Comporta. São cerca de 600 hectares entre os quais apenas 1,5 hectares serão intervencionados. As construções são predominantemente “amovíveis ou ligeiras” e contemplam habitação e ateliers privativos para o artista, na denominada “Área de Monte”; ateliers para a realização das obras de arte – maioritariamente de dimensão monumental -, bem como alojamento para os trabalhadores previstos, no “Chão dos Ateliers”; a reconversão para a cultura de uma antiga pedreira/saibreira existente na propriedade, áreas de implantação temporária e colocação das obras de Anselm Kiefer, e áreas de enquadramento. Dado toda a zona ser abrangida pela Rede Natura, para além de outras redes de protecção, houve um cuidado especial com as questões ambientais. Deste modo, não está prevista a criação de novas vias internas, sendo utilizadas as já existentes, a requalificar. Foi feito um levantamento profundo de todas as espécies e habitats a preservar, que não serão tocadas, ao passo que se elaborou um plano de renaturalização, a 40 anos, para as áreas actualmente degradadas, nomeadamente pela acção do nemátodo, que destruiu grande parte da cobertura de pinheiro bravo. Em conclusão, como foi explicado, Anselm Kiefer escolheu a área da Comporta devido à sua localização extraordinária e ao elemento de natureza presente, já que a obra do artista é vincada uma reinvenção da natureza e dos seus elementos. Aliás, o projecto inclui a produção de arte que passará a integrar o espaço natural da herdade, numa verdadeira “floresta cultural”. Esse espólio poderá tornar possível, no futuro, a criação de um núcleo museológico próprio, dedicado à arte contemporânea, que fará parte dos mais importantes circuitos internacionais, contrariando a posição periférica do nosso país no que toca aos sistema de produção e comercialização de arte. Em França, local onde actualmente concentra a sua produção artística, Anselm Kiefer vai ceder o espaço à Fundação Guggenheim. Anselm Kiefer é considerado o maior artista plástico alemão vivo e está representado em praticamente todos os grandes museus mundiais, casos do MOMA, em Nova Iorque, do Guggenheim, em Bilbao e do Centre Pompidou, em Paris. Ainda recentemente foi convidado a integrar a colecção permanente do Louvre, também em Paris. Pedro Paredes, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal reiterou o “grande empenho do actual executivo nas questões da educação e da cultura”, por “este ser o único investimento que efectivamente se reproduz”. Pelo exposto garantiu à equipa que apresentou o plano “brevidade” na sua apreciação, classificando este como “um projecto prioritário”."

por Vasco Pitschieller


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Molho Oeste, 21-01-2009

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pintura de Anselm Kiefer

Pintura de Claude Monet (1840-1926)

(... ) Em espírito eu via o mercado, a bolsa, o bazar ocidental das trocas dos fantasmas. Estava ocupado com as maravilhas do instável, a sua duração espantosa, a força dos paradoxos, a resistência das coisas usadas. Tudo se figurava. As lutas abstractas tomavam a forma de diabruras. A moda e a eternidade engalfinhavam-se. O retrógrado e o avançado disputavam o ponto de onde se cai. Mesmo as novidades novas geravam consequências muito antigas. Aquilo que o silêncio elaborara vendia-se em leilão... Todos os acontecimentos espirituais possíveis produziam-se rapidamente, enfim perante a minha alma ainda meia adormecida. (...)

Paul Valery (1871-1945)

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Gustave Caillebotte (1848-1894)

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Paseo a Orillas del Mar, Joaquin Sorolla, 1909
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...


Miguel Torga


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Deserto, 1998 de Malato de Sousa
Prova gelatina e prata 50 x 60 cm


Woman at Dawn, Caspar David Friedrich (1774-1840)

"O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade. "

Immanuel Kant ( 1724-1804)


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Paris e Tokyo inauguram grandes exposições sobre um dos Mestre que mais pintou, que mais viveu.
O cânone resiste sempre e ainda bem. E o que há para além dele? Apenas a sua reinvenção a que ele tanto nos instiga.
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Corridors, Nuno Cera, 2002
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Claude Monet, Prairie à Bezons, 1874
óleo s/tela, 57 x 80 cm
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fotografia de Yann Arthus-Bertrand

"(...) Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos."

Miguel Sousa Tavares, in Não Te Deixarei Morrer, David Crockett

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"Tornarmo-nos jovens leva muito tempo."
Pablo Picasso


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fotografia de Augusto Cabrita, 1960, fundação PMLJ
- "O sorriso que dás volta para ti mesmo"
- Eu diria, tudo o que dás volta para ti mesmo.
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Pintura de Claude Monet, datada de 1874
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Representa o barco que o próprio converteu em estúdio de trabalho e que manteve junto da sua casa à beira-rio. Daqui, o pintor, podia observar atentamente as tonalidades da natureza, os efeitos de luz, sombra e espelho

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pintura de Daniela Krtsch, óleo sobre tela, 2005 / Fundação- PLMJ
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Vi um dos seus espectáculos há umas semanas na Ler Devagar / Fábrica Braço de Prata , em Lisboa. Apesar de a sua música e atitude nos poder fazer olhar para o passado, nada no seu espectáculo é patético, porque Michel é um desses artistas que já habitam um espaço fora do tempo. A descobrir aqui ou ainda aqui, nesse lugar que nunca existiu ...




 

Pedra do Homem, 2007



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