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"Câmaras querem aumentar imposto sobre imóveis nas zonas mais caras"
As câmaras querem, diz a notícia, ser compensadas pela perda de IMI motivada pela "raquítica" medida de Sócrates, uns meses atrás.
Compensadas? Não há vergonha. As Câmaras por via do IMI obrigaram a generalidade dos portugueses que são proprietários de imóveis -uma das maiores percentagens no âmbito da UE - a multiplicar por dez o esforço que faziam nos tempos da Contribuição Autárquica. Compensadas? O IMI tornou-se num instrumento fácil de saque das famílias e uma forma de aumentar o esforço fiscal dos portugueses à custa do seu rendimento disponível. As câmaras do senhor Ruas não conseguem conjugar aumento das receitas -uma realidade indisfarcável - com redução das taxas máximas. Não só utilizam o valor mais elevado do intervalo estipulado pelo Governo como quando o Governo reduz um décimo nesse valor inventam novas formas de aumentar o saque.
É pena que não dediquem parte do esforço a melhorar a qualidade da gestão, embora saibamos que em muitos casos isso é uma impossibilidade face aos níveis exagerados de iliteracia entre o pessoal político.

O CCEN organiza em Sines entre 18 e 19 de Outubro o "1º Encontro de História do Litoral Alentejano" O encontro conta com a presença de importantes investigadores, com destaque para o arqueólogo Cláudio Torres, que conferenciarão sobre temas que vão "da Pré-História à ocupação romana" passando pela "Presença islâmica e cristã no horizonte medieval" e pela "Época Moderna" até aos "Séculos XIX e XX".

O que é extraordinário é que a direcção do CCEN se tenha deslocado à Câmara de Sines para convidar o Presidente da Autarquia para presidir à abertura dos trabalhos e tenha obtido um rotundo não com base numa sua incompatibilidade - resultado de criticas publicadas num artigo de opinião - com o recém eleito Presidente do CCEN, o historiador João Madeira.

Depois de ter feito um esforço quase titânico para encerrar o CCEN pela asfixia financeira, já que até agora não o conseguiu controlar pelo método cássico e que melhor domina, encher os orgãos de direcção de pessoas de sua estrita obediência, os vulgares yesman ou, melhor dizendo neste caso, "apparatchiks", o presidente da autarquia passa a um outro nível de hostilização. Incapaz de a controlar recupera o delito de opinião para justificar a permanente hostilidade com que continua a tratar a instituição. Mas, na democracia o único delito que devia ser considerado associado à opinião era o delito de não a ter e, acima de todos, o delito de querer controlar as opiniões dos outros. Desse delito o autarca comunista está há muito acusado.


No ínicio da próxima semana a Avenida Vasco da Gama vai ser cortada por vários meses. A primeira justificação para o facto é a realizção de uma pretensa mostra gastronómica do concelho de Sines "a partir deste ano com a nova designação “Tasquinhas Sines" como reza a propaganda municipal.
Esta realização é, desde há vários anos, uma caricatura boçal daquilo que foi na sua origem a Mostra Gastronómica do Concelho de Sines. O facto de os restaurantes da cidade se terem alheado do evento e de ele ter perdido o seu carácter original - quando existia um júri de reconhecido mérito e o evento decorria nos restaurantes da cidade - e de se ter tornado numa oportunidade para, com o gasto de rcursos públicos, se promover a boçalidade e o desprezo por qualquer tradição gastronómica não incomoda o actual presidente comunista que navega nestas águas como peixe na água.
Que esta avenida fundamental seja cortada, interrompida e ocupada durante meses retirando-a da normal utilização dos cidadãos não merece qualqer ponta de discussão. Se a propaganda diz que "daí resultando inequívocas melhorias, quer para o evento, quer para a cidade" está dito. Trata-se de um acordo estabelecido entre o Autarca comunista e a Presidente da Administração do Porto de Sines que, em conjunto, tomaram esta decisão insensata. Depois dos constrangimentos verificados no ano passado a opção é mais do mesmo. Os cidadãos que se lixem!!!
Quando falo da normal utilização dos cidadãos não falo apenas da utilização como importante eixo integrante da rede viária do concelho, falo sobretudo como espaço de lazer e de passeio diário, livre da poluição sonora pimba e dos equipamentos de comes e bebes que aí resolvem colocar.
PS - O autarca comunista não perde uma única oportunidade para atacar os comerciantes da zona histórica. Trata-se de uma operação com poucas perdas eleitorais já que, com o seu contributo, eles são cada vez menos. Bom, não falando nesse outro segmento da actividade comercial que prospera a olhos vistos e que liga pouco aos votos ... que não sejam de castidade.


 

Pedra do Homem, 2007



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