detalhe da capa do Público de hoje.Etiquetas: Economia.Saque.
O Bloco de Esquerda reuniu ontem, com todas as estruturas representativas dos trabalhadores da Repsol. Francisco Louçã e o deputado Fernando Rosas discutiram com os trabalhadores a situação na fábrica tendo concluído que não existem razões objectivas que justifiquem o Lay Off.
A Administração da fábrica limita-se a aproveitar, de forma oportunista, uma possibilidade aberta pelo novo Código do Trabalho, aprovado pelo Partido Socialista, fazendo com que sejam os trabalhadores e os contribuintes em geral a pagar os custos da sua reestruturação.
Sobretudo os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços que, nalguns casos, terão visto os seus contratos de trabalho interrompidos, contribuindo dessa forma para o aumento do desemprego.
Esta empresa teve em 2007 e 2008 avultados lucros e recebeu fundos perdidos do Estado Português para apoiar um projecto de expansão que mereceu a classificação de projecto PIN.
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Entrada na Galp já rendeu 330 milhões de euros em dividendos à Amorim Energia
Trezentos e trinta milhões de dividendos em quatro singelos anitos mais uma valorização da empresa em mais de mil milhões de euros é obra. Como se conseguirá uma coisa assim? Olhando para os felizes beneficiários, apenas uma conclusão é possível: mérito, muito mérito, trabalho intenso, muito trabalho.
Américo Amorim e Isabel dos Santois pertencem àquela categoria de humanos que apenas conseguem alguma coisinha na vida à custa de esforços sobrehumanos e uma dose inquantificável de mérito. No caso de Amorim o seu principal mérito foi o de ter tido a sorte de um Governo o ter "obrigado" a comprar 33% da Galp. No caso da jovem Isabel dos Santos, quem mais do que ela pode exibir o mérito de ser filha do seu pai.
No caso de ambos assinala-se uma penosa, mas não para eles , contradição: os funcionários da Corticeira Amorim, bafejados por salários de miséria e ritmos de trabalho intenso, contribuem com o seu trabalho para o mérito que enche os bolsos do senhor Américo e lhe permite responder, patrioticamente, aos apelos que lhe fazem os políticos de ocasião para enriquecer depressa e bem com aquilo que era suposto ser de todos; a fortuna da sua sócia angolana é, tanto quanto parece, inversamente proporcional à miséria da generalidade da seu povo.
PS - claro que este tipo de posts se inscreve naquilo que alguns identificam como o mal português da inveja. Confesso a minha inveja, mas concedam-me que se trata de uma inveja a um preço justo.
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Corre na cidade de Sines - não abundam as boas notícias nestes dias cinzentos, apesar do sol - que a Petrogal chamou as empesas prestadoras de serviços para lhes solicitar uma redução dos preços, no âmbito de uma política de redução dos custos.
A causa próxima para esta opção - que funcionará como um ultimato para as empresas - terá a ver com a redução dos lucros dos accionistas de referência, como o senhor Amorim, que, coitados, perderam alguns milhões de euros com a malfadada crise, e que foram, ainda que ligeiramente, impedidos de praticarem o preço que lhes apetecia na venda dos combustíveis, não embolsando dessa forma toda a margem que a descida do preço do petróleo lhe proporcionava.
Este conjunto de notícias têm apenas um conjunto de vitímas: as pequenas e médias empresas e os seus trabalhadores.
O silêncio profundo sobre estas questões conduz-nos ao Chico Buarque e á velha música em que ele cantava que a dor da gente não sai no jornal.
Não há muitos políticos capazes de aparecer a dar as más notícias. Do que todos gostam é de aparecer engravatados de sorriso afilado e pose para a fotografia e as televisões quando as notícias são boas.
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Oliveira Costa acusa Dias Loureiro de mentir , não terá sido o primeiro como se sabe, nem será o último. No entanto as declarações de Oliveira Costa são incontornáveis porque desmentem a anulam a estratégia montada por Dias Loreiro e, a serem verdadeiras, colocam-no perante o facto de ter mentido deliberadamente aos parlamentares. Nada que se recomende a um conselheiro de Estado.
Oliveira Costa, a serem verdadeiras as suas declarações, parece ser o peão deste processo a quem coube o papel de ser sacrificado. Sacrificado para que outros tão ou mais responsáveis do que ele possam continuar impunes. Normalmente em Portugal estas coisas resolvem-se sem chegar ao ponto de terem que ser necessários sacríficios.
Mas, neste caso além de Oliveira Costa não parece verosímel que o processo se conclua sem que outros responsáveis possam ir para ao calabouço.
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"Fisco notifica mais de seis mil gestores e administradores de empresas".
Nada de novo. O Fisco vai sacar a estes, na sua maioria sócios-gerentes de pequenas e médias empresas, aquilo que não foi capaz de cobrar aos BCP's e aoutros poderosos da nossa praça. É o costume: o Fisco é forte com os fracos e incompetente e permissivo com os poderosos. Sai ao Governo.
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"Governo apoiou lei que fomenta fuga ao fisco dos bancos"
Ninguém pode acusar este Governo de não ter feito atempadamente as suas opções. Em matéria fiscal o Governo conseguiu aumentar significativamente a receita fiscal com o recurso às famigeradas multas e coimas penalizadoras, sobretudo, dos mais fracos e dos que se defendem com mais dificuldade. Não contente com isso fez saber que quem se queixar das finanças certamente será castigado.
Como diria Henrique Neto este Governo é o Governo das grandes empresas. Claro que é o Governo dos Bancos, das grandes empresas do sector energético, de algumas emperesas de construção civil. Somem-se as isenções fiscais e os apoios dados a empresas do sector energético e avalie-se a real situação da banca, de que exemplos como este são apenas um entre vários.
É necessário sacar muito a milhares de pequenas e médias empresas para poder distribuir estes privilégios aos amigos da Banca.
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"Administradores e gerentes têm de pagar coimas fiscais das empresas"
A eficácia fiscal tão badalada alimenta-se de decisões desta natureza. As coimas fiscais são parte cada vez maior da receita fiscal e têm uma vantagem para um Estado parasitário: independem da dimensão da actividade económica e podem mesmo crescer quando a actividade diminui. Quer isto dizer que as coimas colocam em questão o príncipio da proporcionalidade do acto que penalizam. Muitas coimas são independentes da dimensão económica do acto.
O Tribunal Constitucional rasga a jurisprudência existente e admite esta regressão nos direitos das pessoas. Quem quiser agora criar uma sociedade vai ter que ler muito bem esta decisão, infelizmente os que cometeram o erro noutros tempos já não podem voltar atrás.
Curiosa a distinção feita entre as coimas e os crimes. E ainda há quem diga que o Estado não revela uma particular simpatia para com os que cometem crimes.
Sou capaz de apostar que esta decisão apenas provocará contestação por parte do CDS/PP.
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CGD já repôs o dinheiro retirado das contas para acertar erro no crédito bonificado
Esta é a vocação da Caixa nesta versão socialista.
A propósito da CGD e da sua vocação recomendo a leitura do excelente artigo de Luís Campos e Cunha, hoje no Público. Tudo claro e límpido.
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"Jorge Coelho discorda de apoios pontuais do Estado a alguns sectores económicos".
"O Estado deve ter o papel que está a ter, garantindo o normal funcionamento do sistema financeiro, que é vital para as empresas e pessoas" disse ainda o ex-ministro socialista. Garantir deve ser injectar milhões de euros dos impostos dos portugueses para pagar os roubos impunes dos que durante anos "garantiram o normal funcionamento do sistema".
Por isso quando JC fala de pessoas deve estar a referir-se às pessoas que, coitadas, depois de tantos biliões roubados podiam agora, não fora a compreensão do Estado, ser chamadas à responsabilidade.
Tocante a preocupação de JC com a concorrência. De ir às lágrimas. Todos sabemos que quando JC critica "os apoios pontuais a alguns sectores já tenho algumas dúvidas" porque, diz ele, "se tem de garantir a normal concorrência de funcionamento do mercado" ele está a pensar na Mota-Engil e no concessão do Terminal de Contentores de Alcântara.
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