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Fica aqui para consulta o post que escrevi no Bogue da Candidatura do BE após o resultado do passado domingo. O referido blogue deixou, um dia depois, de estar acessível ao público, porque as eleições concluiram-se e os meios utilizados nessa canddiatura deixam de fazer sentido.

"As eleições de domingo, no concelho de Sines, traduziram-se na obtenção de maioria absoluta por parte do SIM. A candidatura do Bloco de Esquerda não conseguiu os seus objectivos políticos tendo ficado muito aquém dos resultados esperados e tendo perdido cerca de 2/3 dos votos alcançados em 27 de Setembro passados.
Os resultados premeiam uma lógica de bipolarização e traduzem, por parte de muitos eleitores do BE, uma vontade de evitarem uma eventual vitória do PS, tendo optado pelo voto útil no SIM. Não foi nesse sentido que conduzimos a campanha, mas, em democracia, quem decide é o povo.
Não esquecendo as condições dificieis em que decorreu a campanha, compete-me como primeiro responsável da candidatura, assumir por inteiro a derrota. Resta-me a consciência de ter dado o meu melhor em defesa de um projecto alternativo de governo da cidade. Devo agradecer aos cidadãos que integraram as listas e que contribuiram com o seu esforço, em condições muito desiguais, para que ela fosse possível, o seu empenho e a sua participação.
Na democracia quem ganha governa e quem perde, sendo eleito, faz oposição. Desejo felicidades aos vencedores e um bom trabalho de que todos possam beneficiar e aos que ficam na oposição que sejam firmes na defesa dos interesses comuns.
"

Ruben de Carvalho diz que apoio de Carvalho da Silva a Costa não fragiliza campanha
Mas afinal o Carvalho da Silva apoia o Costa, apoia a CDU ou é a CDU que apoia o Carvalho da Silva e indirectamente, pode vir a descobrir-se, apoiará o Costa?
Dizendo eles, os da CDU, que, façam o que fizerem camaradas seus como o sindicalista em questão, nada os fragilizará, como terá sido possível que o Costa e o Carvalho se tivessem encontrado no Chiado e, sem nada para dizerem um ao outro, logo o Carvalho se tivesse lembrado, à laia de um outro Carvalho que se chama Mário, de dizer ao autarca que se assumiu como a versão sustentável 2009 do Valentim Loureiro: " Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto" de eu o apoiar a sua candidatura por Lisboa, embora os meus camaradas da CDU possam vir a dizer que isso não irá fragilizar a sua campanha ou possam mesmo garantir que “não está em causa” o apoio de Carvalho da Silva à CDU , falando de mim próprio está-se mesmo a ver", ao que o Costa, invulgarmente prolixo, lhe terá respondido entre dois sorrisos e uma intensa taganhada: "Cá por mim tudo bem".

A propósito do imobilismo e da imutabilidade na política autárquica à portugue, o sociólogo Fernando Ruivo produz uma explicação fraquinha, eu diria equívoca, mas comumente utilizada. Diz ele, citado pelo Público, "que a resistência à mudança não é apenas uma questão política. "É um problema que advém da sociedade portuguesa, não há uma sociedade civil forte, está fechada até às eleições, tal como acontece com as portas dos partidos"
O problema é de outra natureza: não há uma sociedade civil forte porque o poder que se exerce próximo dos cidadãos, por ser um poder fortemente pessoalizado e sem limitações de mandatos ao longo de 33 anos, estabeleceu como objecivo primeiro da acção política a manutenção do poder dos presidentes. Fê-lo com conveniência dos partidos, pagando o custo de alguns dissabores, e interesse evidente dos próprios. Para o conseguir o primeiro método utilizado é a eliminação e diabolização dos actores. Um presidente de Câmara pouco escrupoloso, digamos assim para facilitar, tem poderosos mcanismos ao seu alcance para eliminar , não fisicamente valha-nos isso, os seus futuros/prováveis opositores. E quem são eles: aqueles que se destacam no tecido social, que adquirem protagonismo e que, tornando-se apetitosos para os partidos concorrentes, podem vir a questionar o seu poder. Sem esses, ou com eles enfraquecidos, a sociedade civil estiola e encerra para obras... perpétuas.
Há outras razões concerteza de que a mais chocante é a ausência de controlo político do poder executivo com a anulação das funções dos orgãos deliberativos e fiscalizadores. Refiro-me à assembleia municipal, essa caricatura, muitas vezes grotesca, de uma verdadeiro orgão de fiscalização do poder executivo.
Lamentavelemente do mundo académico e jornalístico nã ovem nada que se aproveite sobre esta questão. Apenas uma conjunto repetitivo de explicações .... fraquinhas. Quem quise saber algo mais pode ler alguns textos exceleentes de José Barros Moura, José Pacheco Pereira e passe a imodéstia alguma das coisas que sobre a matéria aqui fui escrevendo.

PS - Declaração de interesses: sou candidato à Câmara de Sines como independente nas listas do BE.

A Antena 1 promove no Programa "Portugal em Directo", debates com os candidatos às Cãmaras Municipais de 5 concelhos. Sines, foi um dos concelhos escolhidos, os outros são Oeiras, Évora, Santarém e Setúbal. (ler mais aqui)


Este cartaz dispensa muitas palavras. A única correção que eu proporia à empresa que trata da imagem da candidatura tinha a ver com o conceito. Trocaria a foto tirada em pé a meio corpo por uma outra em que todos eles aparecessem sentados à mesa do Orçamento Municipal a banquetearem-se. ( ler mais aqui)

O Esquerda.Net, no âmbito das candidaturas autárquicas do Bloco de Esquerda disponibiliza as pequenas entrevistas com os diferentes candidatos. Pode ver aquela que se refere à minha candidatura aqui.

APRESENTAÇÃO DE CANDIDATOS. A candidatura do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas de Sines apresentou os seus candidatos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Sines. (ler mais aqui)


A candidatura do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas em Sines procede à apresentação pública, no próximo dia 3 pelas 21h30m no Salão do Povo, dos candidatos que integram as suas listas.
(ver mais aqui)

A candidatura do SIM à autarquia de Sines organiza-se em volta dos titulares dos cargos polítcos, eleitos em 2005 nas listas da CDU, que, colocados perante outras escolhas do seu partido para o próximo ciclo político, reagiram organizando um movimento de cidadãos que os suportasse. Trata-se de um movimento de base familiar centrado naqueles que exercem o poder político e nas suas famílias e nos que trabalham na autarquia nomeados ou admitidos por quem exerce o poder político.
Para os que, como é seu hábito, diferiam para daqui a quato anos a clarificação depois da entrada em vigor da linmitação dos mandatos, o SIM veio claificar as coisas. (ler mais aqui)

( imagem da Cafetaria do Centro de Artes onde decorreu a conferência de Inprensa)


veja as propostas da candidatura do BE à Câmara de Sines aqui.
Nesta conferência de imprensa, a que compareceram apenas a Rádio Sines e o jornal o Leme, foi pela primeira vez convidado formalmente um blogue a estar presente, neste caso o Estação de Sines, bem como a SinesTV, um projecto que dá os primeiros passos e que naturalmente se defronta ainda com muitas dificuldades.


Imagine o Outdoor acima colocado na entrada de uma cidade qualquer? Que objectivos cumprirá a sua colocação? Hipótese um: Trata-se de um Oudoor de divulgação de uma obra realizada pela autarquia e considerada um ex-libris da cidade que, desta forma, se pretende divulgar a todos os visitantes para que não a deixem de visitar. Hipótese dois: Trata-se de um projecto cuja obra vai arrancar dentro de dias e que por isso merece ser divulgado já que corresponde a uma velha aspiração da população. Hipótese três: Trata-se de um Outdoor destinado à divulgação de uma obra, das suas principais características e da sua localização.
A obra não foi realizada. A obra não tem financiamento aprovado nem projectos concluídos nem concursos lançados. O Outdoor não presta qualquer informação que não seja sobre o mau aspecto da coisa. Questão central: a Obra da "Cidade Desportiva" não é consensual entre as diferentes forças políticas candidatas às próximas eleições autárquicas havendo duas que já tomaram posição pública contra a a sua construção.
Afinal, porque razão este Outdoor aparece? A quem serve este tipo de propaganda? Trata-se de um Outdoor pago pela CM de Sines e que se destina a ser utilizado na campanha do candidato do SIM, o actual Presidente do Munícipio. Se o SIM tivesse colocado o Outdoor com o símbolo da sua candidatura era aceitável e ninguém poderia contestar essa iniciativa. Mas, convenhamos que os custos seriam diferentes e talvez não fosse legítimo afirmar que Sines Interessa Mais.(ler mais aqui)



A mandatária da candidatura do Bloco de Esquerda à autarquia de Sines, drª Ana Vilhena, entregou esta tarde no Tribunal o processo completo da candidatura.(ler mais aqui)

Num conselho de ministros particularmente profícuo o Governo parovou entre outras 24 meddas o "Decreto-Lei que constitui a sociedade Polis Litoral Sudoeste – Sociedade para a Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, S. A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, que tem por objecto a gestão, coordenação e execução do investimento a realizar no âmbito do Polis Litoral Sudoeste – Operação Integrada de Requalificação e Valorização do Litoral Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina". Mais vale tarde do que nunca dirão alguns, mas outros muito naturalmente desconfiarão.(ler mais aqui)

Quarta-feira pelas 21h 30m na Cafetaria do Castelo de Sines, debate sobre "Desenvolvimento, Ambiente e Saúde Pública". Este é sempre um ponto de vista que não pode ser ignorado em qualquer debate sobre o Desenvolvimento local ou regional mas, num concelho com as caracteristicas de Sines, esta é uma questão central.


Sines tem as suas ruas e os seus jardins, mesmo os locais mais recônditos, ocupados com grandes outdoors. ( ler mais aqui)


 

Pedra do Homem, 2007



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