Onde terá estado, todos estes anos, escondido este socialista puro e duro? Uma Pedreira de sensibilidade.
Depois de um período de grande desgaste da Ministra, por força de um contínuo ataque aos professores cabe a Pedreira continuar a diabolização quer dos professores quer das organizações sindicais. Executa a tarefa com uma eficácia extraordinária, com um discurso trauliteiro, recorrendeo à chantagem, anunciando ofim do diálogo, sem dó nem piedade. Com socialistas destes, com políticas destas, para que são necessários os partidos de direita?
Ler aqui no "condomínio privado" sobre a requalificação do Mercado.
Saliento:"A câmara de Sines, como é do conhecimento público, pelo menos dos portugueses minimanente informados, pertence ao top ten dos municípios que excederam a sua capacidade de endividamento. Está com a corda na garganta, com o nó bastante apertado, fruto de sucessivas gestões, sempre da mesma força política, a CDU. A CDU tinha fama de competência e rigor na gestão autárquica. O mito caíu por terra, não é possível esconder mais!"
"Sobre a "requalificação" do mercado, e o estado calamitoso em que estão as finanças do município de Sines, gerido pela CDU há três décadas, apenas tenho a dizer o seguinte:
Á grande povão de Sines que deste uma maioria absoluta a esta gente!!! "
Heliodoro Gomes - Santiago do Cacém
A Câmara de Sines decidiu adiar a decisão sobre o futuro do Mercado Municipal. A reunião marcada inicialmente para hoje foi adiada para a próxima semana. Dito de outra forma a parte da decisão que compete à Câmara já que essa decisão é ineficaz sem a aprovação da Assembleia Municipal e mesmo esta, pode ser questionada nos Tribunais. pelos cidadãos em defesa do interesse público.
Claro que na cabeça do actual Presidente a decisão já está tomada e os votos já estão contados. Conta com as maiorias absolutas na Câmara e na Assembleia Municipal e com o sentido da disciplina típico dos comunistas para passar a sua decisão. No entanto as coisas podem não correr assim já que alguns deputados da CDU estão fortemente ligados a esta obra e entendem algumas coisas:
que ela ainda está em condições de prestar um serviço útil à população;
que parte da população prefere abastecer-se neste tipo de Mercado;
que um mercado municipal não é a mesma coisa que uma grande ou média superfície;
que para a Cidade não há nenhum interesse em dispôr de mais uma média ou grande superfície.
O autor do Projecto do Mercado é o arquitecto Luís Jorge da Silva e Santos, membro da Ordem dos Arquitectos, que reside em Oeiras.
Correio do Mercado: " O Presidente está a querer-nos falsear"
Posted by JCG at 10/31/2006 10:09:00 a.m.Com a devida vénia ao Notícias de Sines aqui ficam as declarações do Valter Vieira, comerciante no Mercado de Sines desde à 25 anos:
"O Presidente está a querer-nos falsear porque não nos diz exactamente o que está estipulado para aqui. Mercado só de legumes e peixe...? Não estou a ver. A Câmara nunca se preocupou com obras nem nunca veio pedir satisfações aos comerciantes."
"Sem pudor , o Sr. Presidente da Câmara desta nossa Terra tem vindo a divulgar as intenções da Câmara de realizar vários tipos de «negócios».
As autarquias são pessoas colectivas de direito público que devem assegurar as necessidades colectivas de segurança e bem estar das populações, obtendo e empregando racionalmente ,para esse efeito ,os recursos adequados .
A obtenção e o emprego racional dos recursos encontra-se condicionada pela legislação . Negócios fazem-nos os negociantes!
E, mesmo esses, só utilizariam a alienação de parte do seu património onde decorre uma das actividades a que se dedicam, se decidissem envolverem-se em actividades especulativas na área financeira e alheias à sua actividade inicial .
O último negócio é a «requalificação» da área onde está implantado o Mercado Municipal . Como tem sido demonstrado em anteriores posts e como qualquer leigo pode verificar, a zona não necessita de ser requalificada pelo que é apenas uma justificação para a realização de uma operação financeira e imobiliária!Um negócio!
Será do interesse dos cidadãos a abertura de mais uma grande superfície, sacrificando o mercado, sacrificando a subsistência de dezenas de famílias ? Não. O objectivo é obter fundos para continuar a gastar sumptuosamente.
É um dever cívico demonstrar o nosso descontentamento."
Assunção Duque - militante do BE.
são as grandes resistentes. Atravessaram o tempo, os desmoronamentos da barroca, a sustentação que urge e até as compras e vendas à revelia.
Sem as suas raízes, a sua perseverança e elegância o que acompanharia o olhar de Gama nos mares ao Sul? O que mais nos poderá ainda trazer a ideia de terras sonhadas e percorridas? Esses lugares quentes de cheiros doces que habitam a nossa memória.
Três milhões de euros é o que Manuel Coelho quer receber pela cedência do espaço do Mercado Municipal para instalação de um espaço comercial privado uma média-grande superfície. O modelo que Manuel Coelho diz que está esgotado é o seu modelo de gestão da Aatarquia. Os mercados municipais estão por todo o lado a ser revalorizados como acontece em Lisboa, na Figueira-da-Foz ou por exemplo em Barcelona. Manuel Coelho leu outros livros. Os da contabilidade que lhe mostram um buraco negro de muitos milhões de euros de divida de curto e médio prazo, para onde se deixou cair.
Todos os que defendem Sines têm força suficiente para parar este homem. Como sabemos muitos militantes e eleitores da CDU opõem-se a este desvario. Em defesa de Sines temos que afirmar que o actual presidente da Câmara, cuja legitimidade política é inatacável, não tem legitimidade para este tipo de actuação já que no contrato político que fez com os cidadãos não incluiu esta medida, que não é de simples gestão corrente.
Quando a construção do Mercado foi iniciada o actual Presidente da Câmara ainda estava a chegar a Sines pela primeira vez. Nessa data o actual vice-presidente da autarquia ainda estava a 25 anos de pela primeira vez cá meter os pés.
São estes dois senhores que geraram esta sinistra ideia de demolir o Mercado para arranjarem uns cobrezitos.
Correio do Mercado: "Um visionário à frente da Autarquia."
Posted by JCG at 10/30/2006 01:17:00 p.m."Mais uma vez temos de nos congratular por termos um verdadeiro visionário à frente da nossa Autarquia.
Para quê reunir a Câmara, ou ir à Assembleia Municipal, quando se é dono da razão. Para quê justificar aos empresários e seus funcionários, que pagam as suas taxas e impostos, o fecho do seu local de trabalho, quando na posse de estudos ao mais alto nível. Esperemos que não sejam os mesmos estudos que levaram a que o nosso município seja dos mais endividados do país. Que sejamos o município que continua a libertar mais de metade dos seus esgotos para o mar. Que tenhamos uma infraestrutura de distribuição de àgua potável que leva a que quase diáriamente haja população que fique sem a mesma. Uma zona histórica que mais parece um "registo histórico" de um bombardeamento da 2ª Grande Guerra.
Qual de nós, ao visitar uma localidade pela 1ª vez, não passa pelos seus mercados. Em diversos municípios se tem investido nos seus Mercados Municipais, criando iniciativas paralelas, modernizando as infraestruturas, pois existe uma tendência crescente de utilização destes espaços pelas populações.
O nosso Presidente considera o espaço inadequado e a necessitar de uma intervenção que não é justificável. No entanto nunca se dignou a sequer fazer uma observação pública àcerca do mercado existente todos os Sábados de manhã junto ao que agora pretende demolir. Talvez por que esses mesmos estudos lhe indicam uma boa quantidade de votos vindos do mesmo.
Custa-me a acreditar que, conhecendo pessoas ligadas ao partido a que pertence o nosso Presidente, sejam coniventes com tudo isto.
Julgo ser tempo da população se fazer ouvir, participar na construção do futuro de Sines, fazer frente à prepotência, má educação e incompetência.
Esperemos que haja o bom senso para, após o descalabro económico/financeiro em que se encontra o nosso município, não se deixe desbravar o mesmo de forma a poder tapar buracos."
Micael Raposo - deputado municipal eleito pelo PSD
Fotografia que permite ter uma ideia da integração urbanística do Mercado Municipal. Esta fotogradia, que tem alguns anos, acaba por ser actual já que a envolvente construída do mercado permanece tal como aqui está.
Percebe-se bem como é subtil e harmonioso o jogo de volumes do edificio, com os quatro corpos marcados pelas diferentes alturas e pelas características dos vãos e dos materiais de revestimento utilizados a indiciarem os diferentes tipos de espaços de que o edifício se compõe. Percebe-se, igualmente, como o Mercado permite uma transição suave, equilibrada, para as volumetrias da envolvente.
A foto seguinte reforça essa sensação.

"O vosso estimado blogue tem suscitado questões que normalmente já teriam resultado numa acção popular, figura juridica que Sá Fernandes tão sabiamente tem ultilizado. Eu disse normalmente... "
António Bráz, Sines
Na página da APS podemos ficar a saber que amanhã chega mais um navio vindo da China, de ZHONGSHAN , com Clinker para empoeirar o Terminal Multi-Usos. É o XIN LONG .
Seria interessante sabermos se a louvável acção da senhora delegada de saúde vale para esta carga.
Mas pelos vistos o importador deste produto tem grandes projectos para o Porto de Sines. Será que este tipo de produto já se inscreve na lógica clusteriana do Ministro Manuel Pinho?
... fazer alguma coisa. Por intervenção da Delegada de Saúde de Sines, drª Fernanda Santos, a descarga de klinker foi interrompida no passado dia 28, sábado, pelas 7 . 30 horas.
Boas notícias.
O texto que a MJB aqui publicou merece alguma reflexão. A partir de uma caracterização da alma própria dos edifícios e da sua contribuição para a construção da cidade enquanto entidade subjectiva, a Maria José conclui que a demolição das casas, como o abate dos barcos, é uma "solução derradeira" e que quem se opõe o faz para além da política em nome de algo maior do que a política.
Não entendo a necessidade de validar uma qualquer manifestação de cidadania - é disso que se trata - que se traduza, por exemplo na organização de um protesto contra a demolição do Mercado de Sines, através da evocação do apoliticismo da iniciativa. Nem sei o que isso é.
Sendo a cidade a polis e sendo a política a arte de organizar a vida na polis, que sentido faz reivindicar para a cidadania um carácter apolítico pretensamente purificador da intervenção cidadã? Do meu ponto de vista nenhum.
A cidadania exerce-se no campo da política seja pela intervenção associativa cultural, desportiva, ambiental ou outra, seja pela actividade política nos partidos existentes e nas organizações não governamentais ou nos simples movimentos de cidadãos.
Quem detêm o poder político, sobretudo a nível local, - numa herança de Salazar mas que tem sido muito "estimada" pela democracia - normalmente diaboliza a intervenção cidadã pela sua politização. Se fulano ou beltrano faz isto ou aquilo estamos perante "pura política". Pois claro que sim. Estamos perante o inalienável direito dos cidadãos se manifestarem contra, ou a favor, os destinos da polis. Criticando, discordando, organizando a discordância, militando politicamente manifestando-se das mais variadas formas.
O que está em causa passa sempre pela política. Passa pela decisão política de demolir e pela decisão política de cada um de nós de resistirmos e de nos opormos à demolição.
Passa pela forma como cada um de nós - os que querem demolir e os que nos opomos - se posicionam relativamente à polis, ao seu passado ao seu presente e sobretudo ao seu futuro.
A nossa pequenez colectiva, a nossa pobreza, o nosso subdesenvolvimento, passa muito pela forma como nos demitimos dessa intervenção cidadã. Pela forma como nos demitimos da política e da polis.
Os edifícios e os navios, ano após ano, ganham uma espécie de alma dinâmica que os distingue uns dos outros. O desenho, a história, a idade, as pessoas que os habitaram e por ali passaram, o sol que neles se inscreveu, são alguns dos elementos que ajudam a formar essa entidade subjectiva. Uma cidade é também o conjunto dessas entidades e desses edifícios e eles são, por conseguinte, o rosto das pessoas que ali habitaram. Para os navios também assim é. O navio é nome, o desenho, a cor, a matéria, as pessoas, mas também os mares e os rios que percorreu, os portos onde atracou. Quando se fala da morte de um navio, utiliza-se a palavra abate. Esta palavra reconhece assertivamente que o navio também é um ser vivo.
Não é simples demolir uma casa ou abater um navio, é sempre uma solução derradeira. Quando o fazemos estamos a destruir e a alterar espaços dentro das pessoas, a alterar a memória colectiva, o elo que liga os homens uns aos outros no tempo. É por isso que a demolição e o abate só são efectuados sem quaisquer dúvida quando o navio ou a casa apresenta sinais de tanta destruição que a sua existência afecta negativamente a memória colectiva.
Quando as pessoas se indignam e se opõem a um abate ou a uma demolição é por tudo isto, não são meras lutas políticas. O que está em causa não passa somente pela política, está para além dela, é maior. Por isso, acreditam poder existir outras soluções.
Falámos aqui de uma tensão que se sentia no ar. Iniludível para quem, sem outros recursos, apenas escuta as reacções das pessoas. De todas as pessoas. Mesmo daquelas que admitimos terem votado no PS. Ou sobretudo dessas. A sondagem do DN que dá a Sócrates um trambolhão de 16% pode afinal ter leituras diversas como aqui se refere. Mas do meu ponto de vista não tenho dúvidas o trambolhão de Sócrates corresponde a uma correção em baixa de uma cotação que já não encontra justificação no País. As razões são aquelas que são referidas no "Margens de erro" por Pedro Magalhães.
As notícias para Sócrates vão piorar. A menos que a maioria da população, sobretudo os mais desfavorecidos, tenham razões para sorrir com a actuação do Governo o que é de todo em todo improvável.
... muito especial. Um democrata adepto do quero posso e mando. Esse senhor, presidente da Câmara de Sines, convocou todos os comerciantes do Mercado Municipal para uma reunião. Compareceram todos. O autarca abriu a boca para os calar afirmando: " Não vos convoquei para saber a vossa opinião mas para vos informar que o Mercado vai ser demolido." Pelo meio justificou-se com estudos que mostram não haver espaço para este tipo de estrturas comerciais e com o elevado custo da reparação, um milhão de euros terá dito. Aldrabice pura a vários níveis:
- em primeiro lugar a Câmara Municipal ainda não reuniu nem decidiu sobre esta matéria. No limite terá reunido a célula do partido a que o autarca pertence o que não é a mesma coisa;
- em segundo lugar os estudos não existem, tal como é estúpida e falsa a verba do milhão de euros. O Mercado que é um edifício sem qualquer patologia estrutural ou construtiva - e que foi muito bem contruído - necessita de obras de manutenção que a autarquia por dexleixo não executa desde à anos. Limpar as teias de aranha junto a certas zonas do tecto, por exemplo. E aproveitar para limpar as teias de aranha que entopem a cabeça do autarca e lhe toldam o raciocínio, tornando-o num puro e simples especulador imobiliário, um vulgar pato-bravo.
A única coisa que o autarca não diz aos comerciantes, mas que eles já sabem, é que teso que nem um caracol decidiu vender o mercado ao tio Belmiro para ele fazer um Modelo ou um Continente e construir apartamentos por cima. Em troca de algumas centenas de milhares de euros para atirar para o buraco da dívida municipal. A cidade e os comerciantes que se lixem.
Temos que parar este senhor e este tipo de política!
ADENDA: TODAS AS PESSOAS QUE QUEIRAM OPINAR SOBRE ESTA QUESTÃO PODEM ENVIAR-NOS UM EMAIL QUE SERÁ PUBLICADO QUER SEJA CONTRA OU A FAVOR DA MEDIDA. NÃO PUBLICAMOS EMAILS ANÓNIMOS OU COM IDENTIFICAÇÃO INSUFICIENTE.
Na página da Câmara Municipal de Sines, na Internet, já não consta qualquer referência a este edifício relevante na Cidade. Uma profiláctica limpezaa preparar negócios futuros. Que pena não poderem fazer o mesmo ao edificio. Talvez pedindo ajuda aos senhores do Klinker eles possam fazer umas descargazitas junto ao mercado e ele desaparecer numa nuvem ... de pó.
Mercado de Sines - Vista de poente
Mercado de Sines - entrada principal pela travessa Mariana Godinho
Mercado de Sines - vista de nascente. Parque de Cargas e Descargas
Mercado de Sines - vista Sul
Este edifício é o Mercado Municipal de Sines, construído no ínicio da década de oitenta, era presidente da Câmara de Sines Francisco do Ó Pacheco. A maioria política, então como hoje, era da CDU. Trata-se da obra mais relevante construída em Sines nos primeiros 30 anos após o 25 de Abril. Conjungando a qualidade arquitectónica - de um nível muito elevado - a integração urbanística - excelente, não existindo nada igual até ao presente - e a utilidade que teve para as populações podemos afirmar, sem correr o risco de errar, que estamos perante o melhor equipamento público construído em Sines desde o 25 de Abril. As fotografias valem por si.
O actual Presidente da Câmara já terá negociado com Belmiro de Azevedo a venda do mercado para aí ser construído um Modelo, com habitação nos pisos superiores. Sem perder tempo com pormenores é necessário evitar este crime que Manuel Coelho quer cometer contra a cidade Sines e o seu património construído. Se não é capaz de enfrentar a dívida que construiu demita-se. Mas não destrua o concelho. Há gente para endireitar as finanças da Câmara sem ter que vender a Cidade aos pedaços. Basta!!!
C

Depois de algumas horas de acalmia voltou a actividade no Terminal Portuário. Ninguém toma medidas para parar a descarga deste material nestas condições. Klinker produzido na Chin, sabe-se lá em que condições de trabalho escravo e com que garantias de que o produto cumpre os parâmetros de qualidade exigíveis.
Estes tipos vieram para Sines porque entre outras razões em Setúbal já havia muitos protestos com a poluição gerada.
A APS está de volta na segunda-feira -talvez a descarga esteja já concluída - e a Câmara está a regar a sua própria indignação, para que não deite muito pó.
Etiquetas: Poluição.Saúde Pública.
O presidente da Câmara de Sines passou a tarde de ontem a divulgar uma entrevista na Rádio do Município, na qual manifestava a sua indignação com o que sucedia no Terminal Multiusos. O autarca é, além de Presidente da autarquia e presidente da Protecção Civil Municipal, um fingidor. Finge que não sabe de nada e finge preocupação. É que só por manifesta incompetência ou desleixo poderia invocar ignorância do facto de a descarga se ter iniciado no dia 14 de Outubro. Só o facto de a informação ter caído na rua, por iniciativa deste blogue e depois por o jornal Público ter começado a fazer contactos para saber o que se passsava, levou a Câmara a tomar posição. Apenas ontem. E sem que tivesse tido a iniciativa de marcar uma reunião extraordinária especificamente para este fim.
Insisto no Zeca Afonso."o que faz falta é avisar a malta"
Adenda: Porque razão não recorreu à providência cautelar para interromper a descarga de materiais poluentes naquelas condições? Era o mínimo que devia ter feito. Certamente o juíz entre os direitos da empresa que manuseava a carga e os da população não hesitaria.
... terminal do Porto de Sines, trabalho do jornalista Carlos Dias, hoje no Público Local, sobre a descarga de Klinker no Porto de Sines.
Como dizia e cantava o Zeca Afonso " (...) Quando dizem que isto é tudo treta(...) o que faz falta é avisar a malta(...), o que faz falta é dar poder à malta".
é o último livro de António Lobo Antunes, cujo lançamento ocorreu ontem, ao fim da tarde, no Teatro Maria Matos. A obra foi apresentada pelo escritor José Eduardo Agualusa e o actor e argumentista Ricardo Araújo Pereira.
À noite, o escritor foi o entrevistado de Judite de Sousa, na RTP1. António é previsível na forma como se expressa, mas sempre surpreendente no que diz. António é um escritor com tanto pudor para falar da sua escrita como para se referir a Deus. São raros estes homens. Graças a eles a escrita ainda é a escrita e os livros ainda são livros.
Precisamos ouvir mais estes homens e menos os políticos e os opinion makers. Precisamos ouvir os que falam dos homens, das ideias, das experiências e nos deixam espaços livres para construírmos elos, outras ideias dentro das primeiras.
Globalização da economia: tendências, consequências e desafios
Posted by JCG at 10/26/2006 10:43:00 a.m.é o título de uma conferência a realizar na Biblioteca Municipal de Sines, com o Dr. Ricardo Paes Mamede,Professor de Economia no ISCTE e Investigador do Centro de Estudos «Dinâmia». Esta confererência terá lugar na sexta-feira, dia 27 de Outubro às 21.30 horas.
Os trabalhos foram retomados.
Certamente os resultados obtidos no teste de ontem foram excelentes.
E as condições atmosféricas esta manhã aproximavam-se da excelência.
A nuvem de pó melhorou muito. Já consegue ocultar quase na íntegra o Terminal. Trata-se de uma evolução. Um apuramento. Com a evolução talvez consigam omitir d apaisagem São Torpes, até talvez, com um pequeno esforço, Sines.
Tirando a ironia, que só pode ser negra neste caso, porque razão as entidades com poder na Cidade nada dizem aos cidadãos?
de Sines é tornar-se "um centro petroquímico de nível europeu"!?
O Sr. Ministro tem que explicar a que Europa se refere. Porque há muitos níveis dentro da Europa. Para o Sr. Ministro até parece que estamos noutro continente.
Tenham cuidado com o Manuel Pinho que, argolada após argolada, lá vai continuando no Goiverno certamente por obra e graça do Espírito Santo.
Este tipo quer transformar Sines num "«centro petroquímico de nível europeu»".
Não nos quer bem!!!

Este cenário, visível a partir de qualquer local da zona ribeirinha de Sines, parece parte de um filme que pretendesse apagar a imagem do Terminal Muti-Usos de Sines, envolvendo-o numa nuvem de pó.
Este pó é pó de Klinker. Poluente e perigoso se inalado pelas pessoas.
Não se entende como é que é possível continuar a descarregar esta trampa com as condições de vento do dia de hoje. Estas condições agravam a situação já que arrastam as poeiras na direcção da cidade de Sines. Porque razão a APS não suspende este processo depois de já o ter feito noutros dias em que a operação se revelou, tal como hoje, perigosa para a saúde pública?
Embora nos digam que operar este produto neste Terminal mesmo em boas condições de tempo é sempre perigoso para os habitantes de Sines.
Não se percebe porque razão a Câmara não toma posição?
Será que foi feito um estudo de impacte ambiental deste tipo de operação, para este Terminal, envolvendo este tipo de produtos?
O Terminal dispõe da tecnologia necessária para permitir a operação em situações de ventos fortes, como no dia de hoje?
Porque razão situações como esta não são objecto de prévio esclarecimento à população?
Quem responde a estas questões que qualquer cidadão tem legitimidade para colocar?
Estas imagens fazem parte dos projectos que este Governo, e o seu inefável Ministro da Economia, têm para o concelho de Sines. Uma recuperação e ampliação da velha ideia salazarista. Só que o vellho ditador, que não era de modas, mudava as pessoas para Santo-André e aqui ficavam as casas de putas e as indústriais. Não precisava de mais. Por essa razão acabou com a autarquia e expropriou a totalidade do Concelho. Só algumas famílias mais abonadas. gente com ligações ao regime, recebeu indemnizações condignas. Agora com a modernidade estão a criar um "cluster" que a prazo eliminará as pessoas, o único empecilho ao projecto, já que o desempenho ambiental é o que se vê. Talvez por isso na Zona Histórica de Sines o único ramo de negócios que prospera seja o das Casas de Alterne, passe o eufemismo.
Uma pouca vergonha!!!!
Etiquetas: Poluição.Saúde Pública.
O post de Eduardo Pitta ,no Da Literatura, sobre a Biografia do poeta publicada pela "quasi" e cuja autora é a romena Golgona Anghel.
É o que se sente no ar. As pessoas mais do que das dificuldades do País ou da lentidão das retomas do que desesperam é da cruel parcialidade na governação. Parcialidade que se manifesta nas opções que o Governo toma de impôr sacríficios àqueles que porventura estarão na base da maioria política que sustenta o Governo enquanto não manifesta qualquer vontade de exigir aos mais favorecidos uma participação efectiva na ultrapassagem da crise. Um Governo forte e exigente com os fracos e fraco e permissivo com os fortes.
André Freire, Público de 16-10-2006, num esxcelente artigo com o título "Onde está o reformismo de esquerda do PS?" afirma a dado ponto : (...) em Portugal são precisos 21 e 11 dias de trabalho para pagar o IRS e o IRC, respectivamente. E temos assistido recorrentemente a lucros exponenciais de várias empresas: por exemplo, em 2005 os lucros dos bancos aumentaram 30% (DN, 11/6/06). Há vários outros casos!
Por tudo isto, é incompreensível que os detentores do capital tenham sido tão pouco chamados a participar nos esforços de ajustamento que afectam os restantes portugueses. Portanto, para usar os termos de Adam Prozeworski, em matéria de redução das diferenças entre capital e trabalho o PS parece ter passado do reformismo à resignação. Dito de outro modo, o Executivo evidencia muita determinação, urgência e músculo com os assalariados, e muita lentidão e tibieza perante os mais poderosos economicamente ( e os contribuintes faltosos). Se isto não representa um reposicionamento ideológico, então o que é?"
O politólogo conclui que, contrariamente ao que as sondagens indicam, os custos políticos serão visíveis a médio longo prazo. Discordo porque me parece claro que as sondagens são já manifestamente optimistas e benignas para o Governo. Cresce um descontentamento e uma revolta e o desejo de mudar este estado de coisas que as sondagens são incapazes de avaliar. Julgo que elas funcionarão em situações de normalidade. Mas a situação actual em Portugal é de uma completa anormalidade.
..., no fundo da Europa" escreveu, sábio, Vasco Pulido Valente, no Público da passada sexta-feira. A única maneira de Portugal deixar de ser essa tirinha "no fundo da Europa" para o articulista passa pelas opções sobre a OTA e o TGV e ... pelas Scut´s. Cito algumas das partes do texto, admirável a vários títulos. "(...) Se há alguma coisa historicamente indiscutível é que o isolamento mata. Não se trata só, como certa gente de pouco espírito parece supor, da economia (embora se trate também disso) mas, sem hipérbole, de civilização. Não vale a pena um comentário "erudito". Basta pensar em Portugal. Como nenhum outro factor, a posição periférica de Portugal determinou o atraso e a semibarbárie em que sempre vivemos. (...) As Scut não foram um "disparate" e uma "asneira". Foram um esforço. e um esforço necessário, para ligar o interior ao litoral. Ou, se quiserem, para diminuir a distância entre a civilização do interior e a civilização do litoral. O valor das Scut não se mede em "desenvolvimento". O que interessa saber é se mudaram o interior e, para bem ou para mal, às vezes para muito mal, mudaram. Quem sugere que o príncipio do uitilizador-pagador se aplique às Scut não percebe com certeza esta evidência primária: faz todo o sentido que toda a gente pague uma política que na práctica se destina a transformar todo o país."
Pois é VPV tem esta característica excelente de não encarr(n)eirar na onda geral, pensar pela sua cabeça, e de não se recusar a ver aquilo que é evidente.
o de José Manuel Fernandes, no seu editorial do Público da passada quinta-feira, no qual reitera o seu ataque às SCUT´s e em simultâneo critica a decisão do Governo de acabar com algumas delas. A dado passo escreve o editorialista. "(...) as Scut são desde o ínicio um disparate, uma asneira devida às habilidades inventadas no tempo das vacas magras. Até porque, como provam os estudos habitualmente invocados para sustentar a importância destes investimentos - como os dos professores Marvão Pereira e Jorge Andraz - se os investimentos em infra-estruturas rodoviárias têm algum retorno em termos de desenvolvimento económico (apesar de se dever comparar esse retorno com o que proporcionariam investimentos em ferrovia...), a verdade é que eles beneficiam mais as regiões mais ricas, como a de Lisboa, do que aquelas que realmente servem. Mais: desde o ínicio que a opção por construir estas vias com "portagens virtuais" pagas por todos os cidadãos, pobres ou ricos, com carro ou sem carro, pecou por incoerência.(...)".
O editorialista devia, face ao seu reciocínio anterior, absolutamente correcto, ter concluído: Mais: desde o ínicio que a opção por construir estas vias com "portagens virtuais" pagas por todos os cidadãos. pobres ou ricos, com carro ou sem carro, se caracterizou por uma coerência inatacável, já que a aplicação do príncipio do utilizador-pagador se revestia, neste caso, de uma injustiça chocante e inaceitável. Ontem como hoje.
PS - O tempo das Scut´s foi o tempo das vacas gordas que é o tempo certo para olhar mais longe e afectar recursos à correção das assimetrias e das desigualdades. Para alguns, pelo menos.
Bem sei que a junção de uma fórmula matemática a um nome não seria susceptível de ser admitida por qualquer Livro de estilo que se prezasse. Espero, por isso, que a Administração do Pedra do Homem não me condene ao silêncio até...2015. Não resisti a juntar ao nome do primeiro ministro socialista o nome invertido do famoso herói que roubava aos ricos para dar aos pobres. É que a julgar pelo Orçamento, pelo preço da luzita, pelo aumento das rendas da casa, pela realidade do País -no qual não vive, como se sabe, o Ministro da Economia - e por mais este exemplo, parece que a vocação deste primeiro-ministro é, claramente, tirar aos mais pobres - as corporações, segundo a versão governamental - para dar aos muito ricos - os pobrezitos, que se não os tratarem nas palminhas vão para não se sabe onde, segundo a mesma versão - que prosperam como nunca.
... pois claro, tinham que começar a acabar. O Governo do engenheiro Sócrates não podia deixar passar mais esta oportunidade de alargar a sua "base social de apoio". Marques Mendes veio logo esclarecer que mais vale tarde do que nunca. A direita, em geral, rejubila tal como alguma esquerda que nunca percebeu o interesse da coisa.
Não é dificil a questão das SCUT´s. É uma medida de promoção do desenvolvimento regional e sobretudo de correção das assimetrias entre o interior e o litoral entre o centro e a periferia. Trata-se de uma decisão política que só um político da dimensão - rara entre os seus pares - de João Cravinho podia conceber.
Quem teve oportunidade de escutar o debate entre o engenheiro e a drª Maria José Nogueira Pinto - ontem na SIC-Notícias - percebeu claramente como a clarividência e a clareza dos argumentos de um chocava contra a certeza inabalável fundada na ignorância e no desconhecimento da sua oponente.
Por mais que Cravinho explicasse que a invocação do príncipio do utilizador- pagador no caso das SCUT´s era um erro crasso a senhora insistia nos mesmos argumentos. Os benefícios das SCUT´s são em cerca de 50% apropriados pela região de Lisboa e Vale do Tejo. As regiãões na quais as SCUT´s se situam absorvem 25 % dos benefícios e os restantes são absorvidos pelo resto do País. Os beneficiários das SCUT´s não são só, ou sobretudo, os utilizadores pelo que é - como agora decide o governo do outro engenheiro - errado serem eles a pagar um benefício que é de todos.
Estas obras melhoram a coesão territorial, fomentam a iniciativa empresarial fora dos grandes centros, atenuam o isolamento de grande parte do interior - uma da heranças mais negras do salazarismo - e têm um reflexo enorme no dinamismo da economia porque alargam a dimensão dos mercados e aproximam os consumidores. As regiões mais desenvolvidas - de que Lisboa e Vale do Tejo é o expoente máximo - estão, naturalmente, melhor preparadas para tirar mais partido deste clima favorável.
O resto são cantigas e a tradicional ignorância e incompetência da classe política de que a vereadora do PP na Câmara de Lisboa até não costuma ser exemplo.
Depois de tanto ouvir falar no programa Os Grandes Portugueses fui pesquisar no site da RTP a lista de propostas apresentadas. Esta coisa de escolher na lista o nome do melhor dos portugueses não me soa bem. Não sei se é da escolha, se é da lista ou se é da frase: o melhor de todos os tempos. É que isto dá trabalho! Têm que se ler as biografias, saber quem é quem, engolir em seco e não comentar o facto de lá estarem uns e não outros, etc.
E o resultado destes programas, enfim, fica-se pelo programa ele próprio. Bem, mas ao menos alguns portugueses vão saber pela primeira vez (não por culpa deles) quem foi o Infante D. Henrique, D. João II e Aristides de Sousa Mendes.
Entretanto, como o programa também já passou noutros países, tendo, nalguns, já terminado a votação, por curiosidade, fui ver quem eram os outros grandes finalistas. Nos Estados Unidos, da lista do top ten, oito são políticos (encabeçada por Ronald Regan), os outros dois são Elvis Presley e Oprah Winfrey. Na Inglaterra, Alemanha e França todos os número um são, claro, também políticos, W.Churchill, K. Adenauer e De Gaulle, respectivamente. Mas fiquei muito surpreendida por de entre os que os alemães mais votaram figurarem os jovens irmãos Sophie e Hans Scholl, julgados e fuzilados pelos nazis, fundadores do subtil mas audaz Movimento Rosa Branca ao qual, em tempos, fiz aqui referência.
que se divertissem! A Norma era miúda para levar à certa o Jack! Mas o suicídio da Angie é improvável, bem, depende de quem escrevesse o argumento. Eu acho é que tu não conheces o bravo do John e ainda não te apercebeste da anormalidade de filme/realidade que isto vai ser. Até nós próprios já estamos para aqui a falar dos actores como se eles fossem reais. É que a realidade ultrapassa sempre a ficção.
Maria José nesse teu post só antevejo uma única morte: a da Angelina Jolie obrigada a contracenar com o John Wayne. Suicídio provavelmente. Já a Marilyn e o Jack iam-se, certamente, divertir à grande.
Este Orçamento de Estado é mais do mesmo. Quer isto dizer que as corporações vão continuar a pagar a diminuição do défice, seja pela via da redução da despesa seja pela via do aumento da receita.
As corporações para este Governo são: os funcionários públicos esses ganda malandros, sobretudo os professores, e os pensionistas e reformados, esses insuportáveis mandriões, que dramaticamente vivem cada vez mais, certamente por excesso de cólidade de vida.
Reformas mensais superiores a 400 euros passam a pagar impostos, corrigindo assim essa enorme e insuportável desigualdade. Para juntar a essa pequena contribuição para o desígnio nacional de combate ao défice, caso adoeçam passam a pagar internamento, eliminando essa atroz desigualdade que representava o facto de as pessoas doentes pagarem pelo internamento o mesmo que as... pessoas saudáveis. O IMI, este ano já sem o período de carência, começa a doer a sério aos que compraram uma cazita à décadas e pensavam que pelo menos isso era um bem seguro. Na luzita podem poupar vivendo sobretudo às escuras o que traz ganhos indirectos pelas economias nas despesas públicas com os tratamentos oftalmológicos.
Entretanto o tio Belmiro e os seus amigos passam pela televisão, numa feliz e prasenteira unanimidade, a elogiar a coragem do Governo. Estão cada vez mais socialistas estes homens. Grandes portugueses que a senhora Elisa não colocou ao lado do Camões e do Vasco da Gama. Ganda injustiça, pá.
E ainda há quem critique estas medidas. Quem faça greves e manifestações em defesa dos seus insuportáveis e escandalosos, é bom que se diga, privilégios. Como se houvesse outra alternativa. Abençoado Governo que insiste em acabar com tantas desigualdades, que causam tantos problemas ao nosso País.

image metrics
De acordo com uma notícia publicada no New York Times (15-10-2006) por Sharon Waxman "New Technology That Captures the Soul" a tecnologia de ponta da Image Metrics já está em condições de fazer a "transferência e projecção da alma humana" tal como lhe chamam os seus criadores. São personagens digitais que assimilam as expressões de actores e as "copiam" com uma precisão no mínimo incrível. Expressões de alegria, medo e tristeza é o que de mais básico estes "actores digitais" podem fazer. Os apresentadores desta tecnologia regozijam-se dizendo que os actores digitais podem representar qualquer actor, vivo ou morto. Podem inclusive "conseguir que Marilyn Monroe represente com Jack Nicholson (...) ou Angelina Jolie com John Wayne" ou refazer filmes antigos com actores antigos ou filmes novos com actores envelhecidos. Por exemplo, podem lançar a próxima aventura de James Bond com Sean Connery com o aspecto dos idos anos 70. Ou seja, é só pedir que os Aladinos fazem!Assustador!
Já estamos a presenciar o que às vezes ainda pensamos ser o futuro. A tecnologia desenvolve-se à imagem do seu criador. É ela que o arrasta.
... os malandros dos consumidores de electricidade devem pagar o défice tarifário que a EDP terá acumulado por lhes vender a electricidade ... mais cara da Europa. Quem o disse foi um senhor que é Secretário de Estado de qualquer coisa. Naturalmente o senhor não utilizou a palavra "malandros" nem referiu o facto de a luzita ser tão cara. Ele estava a pensar em "estúpidos".
Naturalmente as afirmações deste senhor, que não foi ainda demitido, não apresentam qualquer contradição com as declarações do ministro da Economia que declarou "estar surpreendido com os aumentos de mais de 15%".
Afinal isto não passa da implacável luta deste Governo contra as corporações. Contra a maior de todas as corporações: a maioria da população que vive com parcos recursos e muitas dificuldades. Naturalmente devem acostumar-se a viver às escuras. Coisa fácil explicaria, sabedor, o tal Secretário iluminado.

Quem são os que viajam para destinos-distantes como as Ilhas Kiribati (na fotografia)? Ou o Burundi que também acaba em i?
Já para não falar no circuito europeu, contam-me as férias em Cuba, na República Dominicana, (o clássico das viagens de finalistas), as férias no Brasil e até na distante Austrália e no enigmático Vietname. Mas nunca ninguém me surpreendeu com a sua viagem ao Quirguistão, ao Brunei, a Myanmar, ao Suriname, ao Equador, nem sequer às minhas sonhadas Islândia e Mongólia. Ou seja, não conheço viajantes. Os que podem ir de férias, escolhem os mesmos locais. Marketing turístico ou a falta de imaginação? Acho que é simplesmente uma visão redutora dos destinos. Esquecemo-nos de mais de metade dos países do mundo.
Os europeus já viajaram pelo poder mas também pela aventura e descoberta. Como diz Sophia "Aos homens ordenou que navegassem / Sempre mais longe para ver o que havia / E sempre para Sul e que indagassem / O mar, a terra, o vento, a calmaria / Os povos e os astros / E no desconhecido cada dia entrassem" . Porém, estando o Mundo descoberto, poucos vão ver as suas longínquas paisagens. Mesmo os mais abastados não viajam pelo prazer de viajar, têm que ter uma razão para o fazer. Raramente se parte à aventura, o destino tem um objectivo subjacente e é normalmente cultural, o que é uma grande chatice!! E depois não se viaja, vai-se de férias já com dia e hora de regresso. Há um distante mundo esquecido que parece continuar a existir mesmo que um dia possamos não conseguir contornar os nossas intolerâncias. Um mundo esquecido que nos protege. E sem nomear essas distantes ilhas onde começa o nono Mundo Perdido de Spielberg e onde se esconde o romântico e sensível King Kong.
A Ler:
O post de Eduardo Pitta O Mar da Língua no DA LITERATURA

Quem se interessar pelo futuro político da Europa não deverá deixar de comprar a última edição do Courier Internacional e ler o trabalho "A falência da Nova Europa", também disponível on-line. Trata-se de uma " radiografia ao estado da extrema-direita europeia" que avança desde a Alemanha, aos Balcãs, passando, como é sabido, pela França, Polónia e até pela vizinha Espanha. Por toda a Europa, o ressurgimento da extrema-direita, demonstra que algo falhou na contrução do ideal europeu, tão subjacente na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia onde podemos ler "Os povos da Europa, estabelecendo entre si uma união cada vez mais estreita, decidiram partilhar um futuro de paz, assente em valores comuns. Consciente do seu património espiritual e moral, a União baseia-se nos valores indivisíveis e universais da dignidade do ser humano, da liberdade, da igualdade e da solidariedade; assenta nos princípios da democracia e do Estado de Direito. Ao instituir a cidadania da União e ao criar um espaço de liberdade, segurança e justiça, coloca o ser humano no cerne da sua acção."
É certo que o estado global do Mundo mudou e o clima da insegurança se propagou. Desconfiamos, temos medo. Dantes, tínhamos curiosidade pelas culturas que desconhecíamos, agora, a primeira reacção a essa diferença parece ser o medo. O próprio terrorismo prolifera sobretudo num crescendo de ansiedades e insatisfação geral. O terrorismo está atento, escolhe o momento para agir, espera até explodir num chão que se inflama rapidamente. A complexidade assustadora deste novo Mundo é a falência da forma como se têm vindo a construir as estruturas políticas e o resultado do modo como a integração do Outro tem sido feita nos espaços da cidadania. O sistema político e por conseguinte a política de poderes está no cerne de toda esta questão.
Os políticos que acreditam na causa democrática, têm que mudar o seu discurso, têm que mudar o tom. E têm que o fazer antes que os extremistas possam arrastar multidões com o seu discurso apocalíptico da última jangada. Os políticos têm que agir de acordo com o que teorizam. Não é tempo de ceder sempre aos mesmos poderes instalados. Têm que chegar às pessoas pela possível partilha da verdade, apelando ao que é importante para todos os seres humanos, independentemente da raça ou crença religiosa. Apesar de não estar no activo, Al Gore, soube fazê-lo e muito bem, trazendo para a ordem do dia questões que interferem com a vida de todos e com a do planeta em que vivemos através de conferências e posterior documentário An Inconvenient Truth.
Perante o ressurgimento dos movimentos populistas na Europa e sabendo que as grandes questões são as desigualdades sociais, a xenofobia e a imigração, é de lamentar que a Comissão Europeia não tenha a capacidade de gerar dinâmicas mais eficazes que possam inverter esta situação. Às vezes, parece-nos uma máquina com um lento engenho burocrático, sufocada pela pressão das agendas políticas internas e ultrapassada pela velocidade dos acontecimentos. Do ponto de vista da acção política de cada país, de cada autarquia, há que recuperar a dignidade do estatuto do político e ter a coragem necessária para empreender esforços indispensáveis: recordo as palavras do jornalista Ivan Krastev do Open Democracy "O que falta à Europa é um reformista digno desse nome, que responda às expectativas dos cidadãos sem ceder a esse primitivismo populista. Esse fosso escancarado entre as elites e o resto da população, nos Estados-membros, é o que mais ameaça hoje a construção europeia".

Mais um passo para a progressão do doentio, da cópia pela cópia, anulando o que mais de valioso temos: a criatividade, a imaginação. Já se fala há algum tempo de Thames Town, mas só agora está completamente terminada e as suas luxuosas casas praticamente vendidas. Thames Town situa-se perto da cidade chinesa de Shangai. Trata-se de uma réplica minunciosa de cidades inglesas, onde não faltam pubs e lojas (que se encontram ainda a funcionar em Inglaterra). São cópias de ruas inteiras, recantos rusticos de matriz piscatória, de parques e jardins; é como se estes locais tivessem sido fotografados ou recolocados noutro lugar. Nenhum pormenor foi descurado, dada a intenção dos investidores em levar Thames Town a ocupar o lugar de segunda-residência para os mais abastados. Agora, os que querem viver na China sem sair da Europa, já o podem fazer. Mas que agradável será passear o Airedale Terrier junto à replica da estátua de Winston Churchill. Até onde irá o instinto da réplica, da repetição, tão próprio do ser humano? E dele muito sabem os chineses, talvez o povo que mais o desenvolveu a nível material.

é o título de um texto que li sobre a obra de SHIRIN NESHAT. Nasceu em Qazvin, no Irão, mas estudou nos Estados Unidos, onde vive e trabalha.
A sua obra é bem representativa de mundos tão díspares e dos quais a imagem e o movimento da mulher na sociedade islâmica é tão representativo.
O seu primeiro trabalho é a série fotográfica Women of Allah e data de 1993. São fotografias a preto e branco de partes do corpo descobertas como faces, pés ou mãos, com uma arma ou flor. Neshat escreveu sobre esse corpo exposto, porque sem isso achava as imagens "despidas".
É também autora de alguns trabalhos de cinema e video onde podemos ver retrada a mulher islâmica cuja identidade é anulada publicamente. Outros, trazem-nos diversas situações carregadas de simbologia dos mundos separados onde vivem homens e mulheres no Islão. Um deles é o trabalho de video Rapture (1999) onde se vê um grupo de homens numa fortaleza e um grupo de mulheres numa paisagem litoral.
Outra realidade, um outro mundo visto pelos olhos de uma mulher que não renegou as suas origens, antes tentou questioná-las e compreendê-las.
Marques Mendes faz-me lembrar, cada vez mais, o Rodrigo Tello. Tal como o esquerdino chileno, que o SCP contratou como uma futura estrela de nível mundial, Marques Mendes nunca é capaz de fazer dois bons jogos seguidos. Depois de uma boa exibição - dossier das PME´s - que deixou as hostes a pensar que afinal talvez não estejamos perante um caso sério de manifesta incompetência, o líder do PSD arranca, quase de seguida, uma exibição tristonha incapaz de se libertar do pior estilo, da mais requentada demagogia e oportunismo político. Assim, como se tivesse necessidade de apagar aquilo que de bom fizera, não fosse alguém pensar que estávamos perante um sério candidato a líder. Acabo de ver Marques Mendes, ladeado por Carmona Rodrigues - uma companhia de mérito duvidoso se atendermos ao passado recente na Câmara deLisboa e na EPUL e ao tema em análise - e pela esposa do herdeiro do BCP, perorar sobre a proposta do Governo para as finanças locais e regionais. Pura demagogia. Puro oportunismo político.
Se Sócrates fez alguma coisa boa nestes últimos tempos foi a proposta de revisão da lei das Finanças regionais e locais. É tempo de dizer Basta. Basta de gastos faraónicos e em proveito mais do calendário eleitoral dos autarcas do que dos interesses das populações. Basta de caciquismo pseudo-separatista e de gastos faraónicos para enriquecimento de uma pequena minoria enquanto a generalidade da população permanece no atraso e na pobreza, como acontece na Madeira.
Marques Mendes, se não lhe faltasse o engenho e a arte de que se fazem os verdadeiros líderes, teria apoiado Sócrates nesta batalha. Uma batalha justa entre outras que nem por isso.
... para o discurso de Cavaco Silva. Eleger a corrupção como o tema único do discurso o 5 de Outubro revela uma preocupação política com esta questão gravíssima que não pode deixar ninguém indiferente. Acresce o facto de serem manifestas as dificuldades daqueles que pretendem concretizar o agendamento político desta magna questão. Vidé os esforços infrutíferos, até agora, de João Cravinho. Caso para dizer: muito bem senhor Presidente.
Porque será que o DN não deu, na sua edição de hoje, esta notícia? Já passei algumas vezes pela edição online e não encontro qualquer eco da boa iniciativa de Marques Mendes e do seu partido. Porque será? Curiosamente encontro uma notícia envolvendo as PME´s e o Governo. Notícia que dá conta do apoio às PME´s que dispersarem o seu capital em bolsa. Uma medida irrelevante face ao conjunto de propostas sérias do PSD.
A iniciativa do PSD é francamente interessante e o Governo deveria dar-lhe uma resposta cabal no próximo Orçamento de Estado. A generalidade da esquerda deveria pressionar o Governo no sentido de aceitar estas propostas. Ou será que por serem propostas do PSD já se tornam inaceitáveis?

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
Alexandre O'Neil in No Reino da Dinamarca
A iniciativa do PSD de propor um pacote de medidas para as pequenas e médias empresas parece-me ser uma iniciativa estimável. Não conhecendo ainda a totalidade da proposta há uma medida que devo apludir desde já. Trata-se da proposta de o IVA só ser devido - quando da prestação de serviços ao Estado - quando o cliente, neste caso o Estado, tiver pago.
Esta situação do costumeiro atraso no pagamento dos serviços às empresas por parte da Administração - a local é useira e vezeira - e do consequente não pagamento do IVA devido leva à falência de empresas viáveis e à perda da capacidade empregadora de outras. A Administração Fiscal assobia para o lado como se não fosse nada com ela e depois ainda aplica coimas e moras por "negligência". Falo por experiência própria. O tipo de experiência que dispensaria. Julgo que a actual situação configura aquilo a que se poderia chamar um roubo permitido por uma lei ... negligente.
PS - os construtores civis já beneficiam de uma adenda à lei do IVA que lhes permite não entregar o imposto quando o Estado não efectuou o pagamento. Outra gente. Outra influência. Outro poder político. Simplex.
Adenda: saiba mais aqui no Público online quase integralmente acessível à generalidade dos cibernautas. Bem-vindos de regresso a casa.

fotografia de Jehad Nga (Darfur, Sudão, 2006)
Como é que os terroristas e os grupos chamados "rebeldes" se armam? Sabe-se muitas vezes quem é o "financiador" mas esconde-se em geral o "fornecedor". Será que neste patamar de negócios são todos amigos? Terão verdadeira consciência do que estão a vender? Será que o objectivo deste negócio é igual ao dos telemóveis: todas as pessoas terão um.
O negócio do armamento é uma espécie de off shore de todos os outros negócios. É um negócio tabu de que nunca se fala. E sabemos que em grande parte representa uma fatia substancial da economia de alguns países. Os grandes investimentos são feitos à custa de dinheiros públicos, mas, na maioria dos casos, à custa de matérias primas valiosas. São, nesta última hipótese, adquiridos por Estados e por grupos organizados oriundos de países cuja população vive normalmente em condições miseráveis. Seria interessante saber-se dos sinuosos trajectos do negócio das armas. Se este negócio fosse menos tabu, talvez a vergonha pudesse aflorar em alguns discursos políticos.
É que enquanto não se atacar as causas mais profundas, todas as "terapêuticas" serão sempre ineficientes.
Não corro o risco de ser original ao manifestar a minha satisfação pela não eleição de Lula na primeira volta das eleições brasileiras. Lula depois de ter conquistado a presidência brasileira -um feito notável depois de três derrotas consecutivas, atendendo ao seu passado de operário metalúrgico e sindicalista, representante das classes que no Brasil estão excluídas dos altos cargos políticos, e ao programa que suportava a sua candidatura - esqueceu o programa com o qual foi eleito, promoveu uma viragem à direita do seu PT e, pior do que tudo, fez vista grossa à corrupção como instrumento da actividade política.
Lula desempenha, de forma chocante, o papel do político que rodeado por corruptos por tudo o que é lado finge sempre que não tem nada a ver com isso, que a responsabilidade é dos outros e que ele é naturalmente inocente. Pelo meio foi expulsando liminarmente do PT todos aqueles cujo único crime foi serem fiéis aos ideais do .... PT.
Ainda bem que não ganhou à primeira. Se não ganhar à segunda não virá mal ao mundo. Não há nada pior do que alguém eleito em nome da esquerda governar em nome dos interesses da direita.

Durão Barroso, enquanto Presidente da Comissão Europeia, visitou recentemente a zona e teve conversações com o Presidente sudanês Omar al-Bachir. Ao fim de três anos de guerra cívil que já fez mais de 200 mil mortos, se não fosse o empurrão da comunicação social, os Senhores do Mundo, tão preocupados que estão em proteger os povos dos austeros ditadores do Médio-Oriente, não teriam um gesto que fosse para acabar com esta guerra.
Três anos para agendar frentes de diálogo, meses para levar o problema para debate na ONU, largos meses para que os observadores pudessem ser ouvidos. Uma vergonha! Mais uma vez pudemos seguir de que forma se trata um problema de "genocídio" como lhe chamou J.W.Bush quando esse apelo (à protecção dos cristãos) lhe convinha para ganhar as eleições. Mais uma vez vimos como é que a União Europeia e a própria ONU tratou deste assunto. Mais uma vez constatámos de que para os altos poderes as pessoas serão sempre uma razão secundária. Mais uma vez assistimos à violência de terra queimada em que o próprio governo está altamente implicado. Mas também soubemos de que ainda são muitos os que tentam fazer qualquer coisa, mesmo que empurrados, mesmo que pressionados, tentam e de resto, acabam por fazer.
Etiquetas: Mundo, Poder e Impunidade

Marca-se na Índia o aniversário do nascimento do pai da independência, Mahatma Gandhi.
Um dos gestos foi simples mas significante como a vida do grande líder: deitaram-se pétalas sobre o local onde Gandhi foi cremado, em Janeiro de 1948.
Há que manter a memória dos grandes líderes que proclamaram os princípios da não-violência e que levaram a bom porto os seus desígnios.

A avaliar por uma notícia do The New York Times, quem foi de férias para Veneza fez uma má escolha. E se continuar assim, as pessoas vão ajudar a afundar a cidade. Se a quiserem conhecer, tentem não ir mais longe do que a uma curta viagem com fundo a lápis de cor. Se insistirem visitem-na no Outono ou no Inverno, silenciosamente. Levem um caderno de folhas brancas, uma gabardina e a tranquilidade de quem vê devagar. Como quem está noutro tempo, fora do tempo.











