"DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames"
A dona Margarida é assim: verbaliza com particular brutalidade, mas de forma sincera, a filosofia política do Ministério.
Os objectivos resumem-se à estatística? Pois então porque não remover os factores que influenciam negativamente essas estatísticas?
Se alguém pensar que a resposta está na melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem que tire daí o sentido: o problema resolve-se substituíndo os professores que corrigem as provas. Ficamos a saber que para o ME a mesma prova pode ter diferentes classificações dependendo do professor que as corrige. Sendo isso natural o que parece absurdo é que as diferentes classificações oscilem entre o estatisticamente correcto e o estatisticamente inadmissível... para a DREN. Que os alunos e a sua capacidade passem a ser irrelevantes para esta discussão é outro motivo de perplexidade.
Talvez a DREN esteja a tentar poupar-nos a todos a outra campanha das Novas Oportunidades. Garantindo na origem o direito ao sucesso escolar à custa do pequeno sacríficio de alguns professores inesperadamente rigorosos na hora de avaliar os meninos.

Excelente a entrevista dos jornalistas do Expresso ao CEO da Galp, engº Manuel Ferreira de Oliveira. O presidente da petrolífera põe em evidência város mecanismos preversos que fazem com que o preço do combustível esteja afectado por uma fortíssima componente especulativa. A explicação é clara e entendível e constitui uma boa informação para todos nós. Pelo meio dá conta dos preços médios do gasóleo e da gasolina em 16 de Junho e salienta que são os impostos que fazem com que os preços em Portugal sejam tão altos. Já se sabe o que ferreira de Oliveira pensa sobre os impostos na composição do preço dos combustíveis. O problema é quando os jornalistas - Anabela Campos, J. F. Palma-Ferreira e Nicolau Santos - colocam o dedo na ferida. Questionado sobre "(...) porque é que a Galp em vez de ter quase 800 milhões de euros de lucro, não reduz os lucros para um valor mais baixo, e passa uma parte para os consumidores?" Ferreira de Oliveira dá voltas e mais voltas e rodeia a questão, optando pela resposta do costume: " A indústria tem é de ser competitiva e quanto melhores resultados tem melhor para o sistema económico em que se insere. Paga mais impostos, cria riqueza para a sociedade e obtém resultados para reinvestir e crescer. A empresa tem de ser competitiva no mercado aberto, global, e tem de oferecer aos seus clientes produtos a um preço e qualidade que os concorrentes não podem oferecer."
Perceberam? Temos todos que estar agradecidos pelo facto de a empresa ter cada vez mais lucros e pagar cada vez mais impostos. Mesmo que iso signifique ficarmos todos cada vez mais pobres. O mercado tem de facto algumas imperfeições, acho eu. Mas Ferreira de Oliveira - um gestor de uma qualidade altíssima pelo que mostra o seu currículo - pensa de outra forma: para ele o que se passa é a expressão "da beleza do sector" .
Esta entrevista evidencia que é possível falar com Ferreira de Oliveira sobre tudo e obter as mais sensatas e tecnicamente consistentes explicações mas não vale a pena descer ao nível da discussão sobre a evolução dos lucros, os desiquilibrados ritmos de subida e de descida dos preços em função das variações do preço do fuel ou a impossibilidde de a "agressividade do mercado" poder ser canalizada em benefício dos consumidores, actuando sempre em benefício das companhias.
Os jornalistas do Expreso fizeram um grande trabalho que dá gosto ler e fizeram as perguntas dificeis. As respostas são elucidativas

As afirmações de Marinho Pinto caracterizam-se pelo rigor. Quando afirma que "centenas de pessoas estão presas devido a má defesa" será que estas declarações podem chocar alguém?
Será que alguém tem dúvidas que a Justiça não está igualmente acessível para todos os cidadãos?
Uma justiça morosa e cara penaliza os mais fracos e os mais desprotegidos, aqueles que num Estado de Direito deviam ser por ela particularmente protegidos. Mas não é assim.

"Governo italiano aprova lei que dá imunidade a Berlusconi". Berlusconi pediu ao Governo a que preside que o protegesse dos seus problemas com a justiça suspendendo a aplicação da dita.
Berlusconi pode ter muitos defeitos mas ninguém o pode criticar por não ser um severo e rigoroso crítico de si próprio. O problema é que Berlusconi não aproveita essa hiperconsciência para se modificar ou para se corrigir antes pelo contrário ele canaliza os seus esforços para criar condições que ajudem a perpetuar esse seu modus operandi.

... e com ele a investigação. "Anterior investigação da Autoridade da Concorrência às petrolíferas "desapareceu"
Alguém acreditou que a substituição de Abel Mateus se inscrevia numa lógica de reforço da actuação da AdC? Ninguém muda um presidente de uma entidade com estas características, ainda por cima quando a sua actuação era marcada pela independência e considerada pouco amigável para o poder político - vidé o caso das Estradas do Oeste - sem que alguns dossiers arrefeçam ou mesmo se evaporem.


Vi um dos seus espectáculos há umas semanas na Ler Devagar / Fábrica Braço de Prata , em Lisboa. Apesar de a sua música e atitude nos poder fazer olhar para o passado, nada no seu espectáculo é patético, porque Michel é um desses artistas que já habitam um espaço fora do tempo. A descobrir aqui ou ainda aqui, nesse lugar que nunca existiu ...



O Centro de Artes de Sines promove do próximo dia 26 a 28 a segunda edição do festival SINES EM JAZZ. Uma oportunidade para escutarmos boa música e uma boa razão para passarmos pelo CAS nas noites de quinta a domingo. Mais informações aqui.

"Portugueses são os mais pessimistas da União Europeia" . A questão é a de saber se existe alguma, uma única, razão para estarmos optimistas? A qualidade de vida vai melhorar? O desemprego vai diminuir? A economia vai crescer e o poder de compra dos portugueses vai aumentar? As desigualdades sociais vão diminuir a o País tornar-se mais justo? A corrupção vai diminuir? O compadrio, a cunha, as relações familiares vão deixar de prevalecer sobre o mérito? Não necessitamos de recorrer às criteriosas análises do dr. Medina Carreira - que alguns teimam em catalogar de pessimismo militante - para encontrar a única resposta que parece possível.
Não temos razões para estarmos optimistas. Neste aspecto ninguém nos bate na Europa dos 15 aos 27.

"(...) Falta à União cidadania europeia. Os europeus, de todos os países membros, têm poucos meios para influenciar as decisões dos dirigentes e mesmo para as compreender. Estão a leste do que se congemina em Bruxelas. Ora é isso que leva ao desconhecimento do que está em jogo - de cada vez que são consultados - e à indiferença. Alheiam-se dos problemas. O que não quer dizer que estejam dispostos a consentir que os seus Estados abandonem a construção europeia ou saiam da Comunidade. Porque a União é um grande e original projecto político que trouxe à Europa cinquenta anos de paz, de bem-estar às sociedades europeias - mesmo às mais desiguais - e de prestígio no mundo inteiro(...)."
Quem o escreve é Mário Soares no seu artigo de opinião no DN. Fala quem sabe.

"Manifestei sempre o meu mui cepticismo à transferência de zonas portuárias para as administações camarárias. Por muitas e várias razões que já expliquei. A últimas noticias trazidas a público pela imprensa sobre a frente ribeirinha de Lisboa vieram tornar-me ainda mais céptico. Já não sei se estou a ficar mesmo "velhote" e desfazado das "modernices" ou se quem nos governa está a ficar "louco".
Então não é que se propõe para Lisboa um plano que anuncia construir praias fluviais e piscinas flutuantes nas docas do Poço de Bispo e de Pedrouços ???
Julgava eu que tal só era justificavel e lógico por exemplo em Madrid, em Brasilia, em Moscovo ou noutras terras assim distantes dos Mar. Agora em Lisboa, que tem, a menos de 20 kms, mais de uma duzia de lindas e grandes praias, em águas atlânticas, vai-se gastar milhões para fazer nas margens dum rio instável, sujo, assoreável, com 600 canos a despejagem liquidos de toda a espécia não tratados, atravessado por embarcações de toda a espécie que quer se queira quer não o poluiem, fazer-se praias fluviais artificias???
Só loucos podem gastar assim o nosso dinheiro, sem resultados úteis, lógicos, realistas e de garantia futura, continuando a minisfar o maior desconhecimento do real e correcto do que se deve fazer nas nossas zonas ribeirinhas.
Salvem-nos dos loucos!"


Cmdt Joaquim Silva


Sopra de mais o vento
Para eu poder descansar...
Há no meu pensamento
Qualquer coisa que vai parar...

Talvez esta coisa da alma
Que acha real a vida...
Talvez esta coisa calma
Que me faz a alma vivida...

Sopra um vento excessivo...
Tenho medo de pensar...
O meu mistério eu avivo
Se me perco a meditar.

Vento que passa e esquece,
Poeira que se ergue e cai...
Ai de mim se eu pudesse
Saber o que em mim vai!...

Fernando Pessoa, in Cancioneiro

"Ferreira Leite sublinha situação de emergência social e questiona investimento em novas infra-estruturas"
Bastante confrangedor o tom geral do congresso do PSD. Manuela Ferreira Leite veio resumidamente prometer poupar nos investimentos públicos para distribuir mais dinheiro pelos pobrezinhos. Para quem num passado recente fez do combate - fracassado como se sabe - ao défice a única razão da sua existência política soa bastante a falso esta subita preocupação social.
No entanto este comportamento do PSD é classico:o PSD na oposição quer travar os investimentos públicos e quer mais justiça social, quando chega ao Governo gasta à btuta e mal e esquece toda e qualquer preocupação com as questões sociais.
Não foi o PSD que decidiu avançar com um super TGV que liga tudo e mais um par de aldeias e não foi o PSD que jáestaria a construir a OTA se em 2005 não tivessem ido dar uma volta?
Aquilo que Manuela Ferreira Leite e o PSD não disseram foi porque razão este País se tornou um país tão desigual em que quase todos estão condenados a empobrecer enquanto os que controlam o Estado e a classe política enriquecem à doida. A dona Manuela quer dar esmolas aos pobres mas não tem uma única ideia para combater as questões estruturais que determinam essa mesma pobreza.
Pelo que se escutou - as pessoas são basicamente as mesmas mais coisa menos coisa, sem novidades, sem ideias, sem esperança - o PSD está muito bem para o PS que temos tido e não seria por causa de nenhuma afirmação proferida durante o Congresso que o Bloco Central não se constituiria para permitir ao regime continuar a servir os interesses dos mesmos. O único excesso foi aquele "só se estivesse doida" da Dona Manuela. Mas não é nada que os superiores interesses do país não permitam ultrapassar.

Julgo que existe uma grande falta de rigor na análise da evolução do endividamento da autarquia de Sines. Em regra não é reconhecido o mérito da equipa liderada pelo Dr. Manuel Coelho na construção, digamos assim, da situação de rotura que as finanças municipais registam nesta altura.
Sines alcandorou-se a um lugar de grande destaque no ranking dos municípios que mais devem, que mais tarde pagam e nos quais a dívida por habitante é maior. Estamos, por via desta gestão empenhada e solidária do comunista Manuel Coelho, entre:
os municipios com menor liquidez, num honroso 14º lugar;
os municípios com maior Passivo exigível em 2006, por habitante, num honroso 25º lugar;
os municípios com maior índice de dívida a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior, o nono pior municípo do País, um lugar conquistado com muito trabalho pela equipa de Manuel Coelho, agora reforçada com o assessor, com as dívidas a fornecedores a representarem 121,2 % das receitas do ano anterior.
A excelência dá muito trabalho mas a destruição de uma autarquia, que além do mais conta com avultadas receitas extraordinárias - só no anterior mandato as receitas da venda de terrenos do ex-GAS totalizaram 9,8 milhões de euros - exige, além de uma grande incompetência, uma dose elevada de irresponsabilidade.

Estes e outros dados podem ser consultados aqui.

"José Miguel Júdice abandona gestão da reabilitação da Frente Ribeirinha de Lisboa embora sem especificar os motivos."
Sem especificações é uma boa síntese para descrever este conturbado processo da passagem de Júdice pela gestão da Freente ribeirinha do Tejo. Sem especificaçõe que o recomendassem para tal tarefa, mas isso não demoveu Sócrates de o convidar. Sem especificar as razões que o levaram a sair antes mesmo de ter entrado. Sabemos apenas que não foi por causa de Sócrates que Júdice se foi e sabemos também que o António Costa também não se desentendeu com Júdice.
Atendendo à falta de espeificações que caracterizaram todo este processo quem poderá dizer que o projecto da Frente Riberinha sofre um enorme precalço?

"Câmara de Sines já “ultrapassou” desequilíbrio financeiro", declarou o autarca da CDU. Quem conhece a realidade terá concluído que do desequilíbrio passámos para a completa catástrofe. Mas não, Manuel Coelho esclarece - já se nota a influência do assessor - que deixaram de dever aos empreiteiros e passaram a dever aos bancos. Mas a grande vitória foi a diminuição da dívida de curto prazo. O problema, para os espíritos mais curiosos, foi o facto de a diminuição total da dívida ser inferior à diminuição da dívida de curto prazo. Pois é a dívida de médio e longo prazo aumentou 76%. Isto é o equivalente da expressão, em economês de fina extração, do autarca quando afirma que "Eram dívidas a empreiteiros que fizeram obras como o Centro de Artes, as Piscinas Municipais ou o Bairro Social, em 2005, e que entretanto foram todas saldadas. Agora, só temos dívidas a bancos".
Mas isso são pormenores. Isso não interessa nada. Isso já foi há mais de seis meses. O que interessa é que o homem acabou de afiançar. Está afiançado.

"Segundo o anuário, em 2006 eram 71 os municípios que enfrentavam uma situação de ruptura financeira ou desequilibrio financeiro estrutural, numa lista liderada por Aveiro, Nazaré, Fundão, Oliveira de Azeméis, Celorico da Beira, Castelo de Paiva, Mangualde, Gondomar e Sines".
Sines, com a excelência da gestão liderada pelo comunista Manuel Coelho está entre os 10 municípios mais endividados do país. Uma injustiça esta análise atendendo ao elevado investimento com destaque para os passeios séniores que levaram milhares de idosos do concelho - conta a partir dos 55 anos - em três magníficos fins-de-semana culturais a passear comer e beber à conta da autarquia. Até foram a Fátima ver a Igreja que o interesse pela arquitectura de vanguarda é enorme no concelho.
Claro que estas despesas vão à rúbrica de investimento em capital... eleitoral. As pessoas que viajam, comem e bebem à conta são muito agradecidos e retribuem em votos. Não se percebe é porque razão o autarca não alarga os beneficios sociais aos maiores de 50 anos.

Há uma boa notícia neste caso do endividamento: a autarquia contratou para assessorar o presidente o ex-vereador, e ex-vice-presidente, reformado - os políticos reformam-se jovens, mas não são só os do Governo - depois de ter tratado das finanças municipais durante anos. Trata-se do reconhecimento do mérito, largamente demonstrado, e uma forma de o PCP combater o desemprego crescente entre os jovens licenciados. Não havia mais paraquedistas foram à reserva territorial.

PS- Numa autarquia do PSD, por exemplo em Gondomar, o PCP classificava isto como a maior incompetência política, um inaceitável compadrio político, e o mais desbragado caciquismo. E neste caso o que é que acha o camarada Jerónimo de Sousa?

O corte da Avenida Vasco da Gama, para quem circula no sentido nascente-poente é um exercício gratutito de poder autoritário.

As barracas que aí estão a ser montadas desde o dia 4 de Junho são necessárias para a mostra-pimba gastronómica que a autarquia concretiza no ínicio de Julho. Aliás, nesse período a avenida é um espaço cedido às marcas de cerveja passando a ser um espaço super-bock ou sagres ou outra marca qualquer. Em condições normais a montagem demorará uma semana. A autarquia leva um mês com o único objectivo de criar problemas a todos aqueles que utilizam a marginal. Claro que a gestão da marginal é da responabilidade da Administração do Porto de Sines e com esta iniciativa o presidente da autarquia quer mostrar que durante um período cada vez mais longo é ele quem põe e dispõe deste espaço. O Homem lá terá uma ideia, um projecto para a avenida, como para a cidade, aliás. Lamentavelmente todos os caciques têm sempre um projecto. Como normalmente não fazem a mais pequena ideia de que projecto será esse, aproveitam para se manterem no poder enquanto o tentam descobrir. Pelo meio há sempre um número elevado de vitímas de que a maior é qualquer ideia de futuro e de desenvolvimento da cidade. Mas também há um número significativo de beneficiados.. Podem todos ser encontrados num raio não muito superior a alguns metros medidos do umbigo do cacique.

"Parlamento Europeu aprova nova lei do repatriamento de imigrantes ilegais".
Uma larguíssima maioria absoluta de deputados europeus aprovou a nova lei do repatriamento que marca uma rotura com a história da UE. Desaparece uma ideia de Europa plural, solidária, democrática, espaço por excelência de respeito pelos direitos humanos para dar lugar a uma Europa fortaleza uma Europa que se permite passar a deter imigrantes indocumentados sem limites temporais ou com limites que significam uma completa privação de direitos e uma violação brutal dos direitos humanos.
A Europa que se constrói com este tipo de medidas é uma Europa que se envergonha do seu passado, uma Europa que tem medo do futuro e que tenta construir uma fortaleza para conter esse medo. Uma Europa sem futuro como escreve Ana Gomes a deputada socialista no Parlamento Europeu.

O facies de Barroso, quando o primeiro-ministro irlandês - o mais odiado pelos seus pares da UE - discursava a dizer que a decisão dos irlandeses deve ser respeitada, foi percorrido por um esgar que dava bem conta da vontade que o ex-maoísta tinha de o liquidar.
Parece que o primeiro-ministro não devia ter dito aquilo depois de Durão ter assegurado que a Irlanda terá todo o tempo necessário para que tudo fique na mesma no Tratado de Lisboa. O facies de Durão deu conta da completa falta de harmonia entre Durão e o vilão.
Durão é um democrata, um social-democrata. Durão adora a democracia e está mesmo convencido que não seria capaz de viver noutro regime, depois da tentação maoísta da adolescência. O problema é que no caso de Durão a democracia é o regime em que se faz aquilo que ele quer, independentemente do tempo que seja necessário para isso poder acontecer ... democraticamente.

"PSD quer que o vereador perca o pelouro dos Espaços Verdes. Assembleia Municipal de Lisboa aprova moção de censura a Sá Fernandes"
O oportunismo do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa não tem limites. Como não tem limites o desejo de vingança contra Sá Fernandes a quem a direita não perdoa a sua luta contra a corrupção na gestão da cidade. Conta nesta cruzada com a colaboração empenhada do PCP e do PEV o que está longe de ser uma surpresa: PCP e PSD têm aliás uma longa história de bom entendimento na gestão autárquica revisite-se o Alentejo ou mais recentemente a autarquia do Porto.
O PSD quer que o vereador perca os pelouros a partir de uma decisão política de uma Assemleia Municipal. Por acaso o mesmo partido que na revisão das leis eleitorais autárquicas tudo fez para impedir a dignificação dessas mesmas Assembleias Municipais. O PSD quer censurar o vereador mas poupa o executivo no qual ele se integra por via de um acordo polítco. O PSD quer vingança e o pretexto é isso mesmo: um pretexto.
Sá Fernandes fez mal em colaborar com Marcos Perstrelo - o silencioso - nesta trapalhada. A cedência do espaço público, mesmo que com futuras vantagens para esse mesmo espaço público, é um caminho perigoso e pelo qual o vereador do BE não devia ter entrado. Devia ter-se lembrado do que pensaria o cidadão Sá Fernandes de uma tal iniciativa. Devia ter-se lembrado do que o cidadão Sá Fernandes faria numa situação como essa. O problema de Sá Fernandes neste caso é que com parte do poder na mão e animado pela necessidade de fazer coisas, com pouco ou nenhum dinheiro, parece ter-se deixado vencer pelo pragmatismo tão nocivo na actividade política. Mas não terá sido para isso que os lisboetas votaram em Sá Fernandes, para isso já lá tinham muitos com provas dadas ao longo de décadas.
A mesquinha iniciativa política do PSD é outra coisa. Aliás, que respeito merece quem contra todas as evidências permaneceu agarrado ao poder recusando submeter-se a eleições apenas e só para poder exercer uma acção de contra-poder? Esta moção de censura apenas permite chamar a atenção para o seu censurável comportamento político. Funicona assim como uma auto-censura.

Manuel Alegre em artigo de opinião sobre o referendo na Irlanda a colocar os pontos nos ís, contra os talibans do Tratado de Lisboa.
Cito: "Podemos debater sobre as razões que motivaram o voto, mas devemos respeitar em absoluto a vontade democrática e soberana da maioria do povo irlandês. Mesmo que não gostemos do resultado, mesmo que achemos que o novo Tratado, com o nome da nossa capital, Lisboa, representava um progresso necessário para a UE.(...)
Como já tive oportunidade de notar, este tratado não se limita a simplificar as regras de funcionamento da UE, mas altera, uma vez mais, os equilíbrios de poder no seio da União, em favor dos Estados mais populosos. As regras são claras e iguais para todos: o tratado só entra em vigor depois de ter sido ratificado por todos os Estados membros da UE. Aplica-se o princípio da igualdade soberana dos Estados. Parece que há uns mais iguais que outros. Não é aceitável o argumento de que um país de quatro milhões de habitantes não pode pôr em causa o futuro de 495 milhões. Os eleitores franceses e holandeses, cujo "não" em referendo esteve na origem desta crise, não foram chamados de novo às urnas.(...)
É preciso respeitar a vontade popular, gritava-se em 1975 nas ruas de Portugal. Pois é. E é por isso que, ainda que sendo a favor do "sim", hoje me apetece dizer: Viva a Irlanda. Porque não há Europa sem respeito pela diferença. Não há Europa sem democracia. Não há Europa contra os cidadãos."

"Manuel Pinho: proposta de transferir dívidas da electricidade para consumidores "é de muito mau senso"
A ERSE colocou esta medida insensata à discusão. O ministro acha que se trata de uma medida de muito mau senso. Será que o ministro acha que a medida é apenas de mau senso? O que achará o ministro da sua legalidade?
Será que a ser aprovada a medida ela poderia ser depois estendida a outros sectores como por exemplo a Banca?
Porque será que uma medida de tão evidente mau senso não determina do ministro uma medida sensata que seria a pura e simples demissão dos rapazes da ERSE?
Talvez não lhes fosse dificil arranjar um bom emprego na EDP ou numa das suas empresas.

A "a das artes" promove no próximo dia 21 de Junho pelas 17 horas um encontro com o escritor moçambicano Mia Couto a propósito do lançamento do seu novo romance "Venenos de Deus Remédios do Diabo".

O Benfica afinal não ganhou na secretaria o acesso à Liga dos Campeões. No entanto, agora que a UEFA decidiu que o Porto participará de pleno direito na Liga dos Campeões, não podemos deixar de referir o triste e degradante espectáculo dado pelos dirigentes do Benfica. Fizeram uma exibição, neste campo, que só pode ser comparada com as péssimas exibições que protagonizaram ao longo da temporada com a "melhor equipa dos últimos dez anos".
Este ano quem mereceu ganhar o campeonaro foi o Porto. O Benfica mereceu o quarto lugar embora o quinto não lhe ficasse muito mal.
Ao Benfica resta agora processar a própria UEFA e talvez propor a sua destituição.
Quanto à corrupção noutras épocas a regra devia ser sempre a mesma: corrupção provada implicaria a retirada dos títulos, de todos os títulos conquistados nessa época. Isso para lá das naturais consequências para os corruptores que deviam ser isolados do mundo do futebol.

Um campeonato contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a cativação de fundos públicos para benefício de alguns políticos. Neste campeonato os suiços alinham do lado errado, certamente com largos proveitos. Um post de Ana Gomes chama a atenção para este relatório onde está tudo muito bem explicado. Reparem bem nesta singela passagem: "(...) Os 21 milhões de dólares congelados faziam parte de 774 milhões de dolares provenientes de receitas de petróleo angolano depositados numa conta do UBS de Genebra entre 1997 e 2001 e que seriam destinados ao abatimento da dívida entre a Angola e a Rússia. Contudo apenas 161 milhões de dólares foram transferidos para uma conta em nome do «Ministério das Finanças Russo». Os restantes 600 milhões de dólares foram transferidos para uma série de empresas obscuras e contas offshore pertencentes a oficiais Angolanos de alta patente, incluindo o Presidente dos Santos.(...)"
Isto é que é fartar vilanagem. Não são uns trocos são logo centenas de milhões de dólares. E os pobres dos angolanos a morrerem de fome. Pois, isso é por causa do Savimbi, já me esquecia.

... até à vitória final. Os eurocratas já sabem como ultrapassar a negativa suiça: forçá-los a fazer um novo referendo. Caso os rapazes insistam na negativa imagina-se que as cabeças vazias de Barroso e dos seus acólitos optem por uma solução criativa: fazer outro e outro referendo.
Barroso, depois de anos a combater o social-fascismo, mostra que incorporou a tenacidade que sempre caracterizou os revisionistas que, como dizia a canção, estavam sempre dispostos a lutar pela causa do povo até à vitória final, mesmo que ela nunca chegasse. Neste caso a vitória final terá que chegar mais cedo ou mais tarde sob pena de os irlandeses serem submetidos a uma dose letal de referendos.

PS- A maior contribuição teórica para ultrapassar este impasse foi dada pelo nosso engenheiro. Afirmou ele, depois de se recompor do grande precalço político que sofreu, que aqueles que decretaram o fim da Europa tinham exagerado de forma manifesta. É mais fácil justificar as ilegalidades que se pretende cometer e a falta de respeito pelo voto livremente expresso dos irlandeses quando se reduzem as coisas a uma visão dicotómica entre o bem e o mal. Com a vantagem de que não são necessários mais do que dois neurónios para elaborar uma tão profunda teoria.

Os Irlandeses, pá, não tiveram em atenção a carreira política do primeiro-ministro português e votaram pelo não ao Tratado de Lisboa. Malandros, como é que puseram em causa um Tratado que era fundamental para a carreira política do nosso primeiro-ministro.
Mais de 55% dos irlandeses - a tentaçao de invocar a falta de representatividade do referendo morreu de morte natural, logo ao ínicio da noite - escolheram a não ratificação do Tratado.
O único País que referendou o Tratado obteve este resultado. Quantos duvidam que seria este o resultado esperado caso o processo referendário tivesse tido lugar em todos os países? Os eurocratas não duvidam e por isso, na impossibilidade de mudar o povo, optam por o silenciar impedindo a livre expressão da sua vontade. Afinal, estão em causa coisas mais importantes como a carreira política do nosso primeiro-ministro e sobre isso o que pode e deve decidir o povo ignaro? Nada!!!

Que fazer com este NÂO ao Tratado de Lisboa? Ignorar os irlandeses? Convidá-los a sairem total ou parcialmente da União?
Isto não está porreiro pá, dirão os nossos Josés, um ao outro, por entre os soluços incontidos com tamanha injustiça dos irlandeses.
O jornalista da RTP, António Esteves Martins, dava a solução no telejornal afirmando não ser credível que por causa de um único Estado todos os outros tivessem que arrepiar caminho. Equecia-se o simpático do António que nos outros Estados não existiu referendo e que quando se tratou de referendar a anterior Constituição os cidadãos disseram maioritariamente não .

... para a justiça funcionar e o Estado de Direito mostrar respeito por si próprio.
Embora própria existência de Guantanamo seja um escarro na cara da democracia decisões como esta dão-nos esperança de que os valores da democracia mais tarde ou mais cedo triunfarão sobre os abusos dos ditadores de turno.

Neste caso sobre o medo da opinião livremente expressa pelos cidadãos. As capitais europeias angustiam-se com as notícias do referendo irlandês. Os irlandeses por imperativo constitucional submeterem o Tratado de Lisboa a referendo tendo as abstenções ultrapassado os 50 por cento e não se sabendo, em boa verdade, quem vai ganhar.
As opiniões públicas estão divididas sobre as questões europeias. Trata-se de uma situação nornal atendendo ao carácter plural da Europa e atendendo sobretudo ao desenvolvimento desigual que a Europa experimenta entre os diferentes países e dentro de cada país. Como mostram à exaustão os relatórios sobre a coesão económica e social a integração europeia não tem sido capaz de evitar o acentuar de divergências entre os países mas igualmente entre as regiões de um mesmo país.
A burocracia europeia prefere refugiar-se e proteger-se dos cidadãos decidindo com os seus pares as questões que dizem respeito às populações. Usam os meios dos Estados e da eurocracia para fazerem crer que a opinião dos europeus é a opiniãos daqueles que são favoráveis à manutenção do seu modus operandi e que os outros que pensam de forma diversa são cidadãos ilegítimos incapazes de poderem decidir sobre o seu futuro, incapazes de compreender a complexidade dos desafios que se colocam e as consequências das decisões que levianamente poderiam tomar caso fossem consultados.
Sempre que este esquema securitário é furado abate-se um pavor imenso sobre a eurocracia e os eurocratas temem que o seu bem estar e os seus previlégios possam ser postos em causa.
Esta Europa assim construída é cada vez mais uma Europa fraca incapaz de conviver com a opinião dos seus cidadãos tendo mesmo necessidade de se proteger dela.

(...)

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou


(...)

Maria Guinot, 1984


Em Alcácer eram verdes as aves do pensamento
Eram tão leves tão leves como as lanternas do vento
Em Alcácer eram verdes os cavalos encarnados
Eram tão fortes tão negros como os punhos decepados

Em Alcácer eram verdes as armas que eu inventei
Eram tão leves tão leves tão leves que nem eu sei
Em Alcácer eram verdes os homens que não voltaram
Eram tão verdes tão verdes como os campos que deixaram

Em Alcácer eram verdes as maçãs feitas de lume
Eram tão frias tão frias como as dobras do ciúme
Em Alcácer eram verdes estas palavras que agora
são tão caladas tão cernes tão feitas desta demora

Em Alcácer eram verdes as flores da sepultura
Eram tão verdes tão verdes tão verdes como a loucura
Em Alcácer era verde meu amor o teu olhar
Era tão verde tão verde quase à beira de cegar

Em Alcácer eram verdes os lençóis onde morri
Eram tão frios tão verdes como os campos que eu não vi
Em Alcácer eram verdes as feridas do meu país
Eram tão fundas tão verdes como este mal de raiz

poema Joaquim Pessoa
(e vale a pena lembrar: cantado por Carlos Mendes)
.

Mutas vezes aqui referimos o mau desempenho ambiental da Central de Sines da EDP. Mas, como se sabe, entre os responsáveis políticos locais, com destaque para o presidente da autarquia, a poluição em Sines nunca existiu e se existiu há mais de seis meses que tudo está resolvido.
Transcrevo por isso, na íntegra, uma notícia publicada no Público do passado dia 6 de Junho, no suplemento Economia.
"Central de Sines da EDP está entre as mais poluidoras da União Europeia.
A central a carvão da EDP é a décima-segunda maior emissora de dióxido de enxofre (SO2) e ocupa a mesma posição na libertação de óxido de azoto (NOx) entre os vinte e sete. Os números são de investigadores ingleses para a organização não-governamental sueca "Stop the Acid Rain" ("Parem com a Chuva Ácida") e fazem parte da avaliação aos 100 maiores emissores europeus dos gases mais importantes para produção das chuvas ácidas, todos eles centrais a carvão ou a fuel. Já se sabia que a central de Sines estava entre as 30 unidades com maior contributo para o efeito de estufa, através da produção de CO2. Agora, o "ranking" fica completo. Na nova lista, a central do Pego também enta. Está em 55º lugar dos emissores de óxido de azoto. Mais do que acusar , o objectivo da ONG é mostrar que, tendo os dois gases efeitos sobre a saúde e o meio ambiente - as centrais são também emissoras de dióxido de carbono - a aplicação das tecnologias mais avançadas podia não só baixar drasticamente as emissões, como os ganhos daí derivados para a saúde excederiam largamente os custos dos novos equipamentos. Os argumentos não representam ganhos directos para as empresas, mas podem servir para a negociação de tectos futuros de emissões da industia europeia abrangida pelo sistema europeu do comércio de emissões.
Os investigadores afirmam que, com tecnologias mais avançadas, é possível reduzir as emissões de SO2 e NOx em aproximadamente 3,4 e 1,1 milhões de toneladas, respectivamente, o que baixaria as emissões europeias em 40 por cento (SO2) e 10 por cento (NOx). Quanto aos custos e benefícios, estimam que os ganhos para a saúde seriam, em média, 3,4 vezes superiores aos custos. Há centrais em que o rácio chega a 11, como a central espanhola a carvão de Puentes, mas as duas centrais portuguess alinham por valores inferiores.
A central de Sines, caso instalasse as referidas tecnologias registaria benefícios para a saúde 2,14 vezes superiores aos custos inerentes à operação, enquanto a do Pego ficaria por um valor mais baixo, de 1,56 vezes.
As 100 centrais mais poluentes da Europa correspondem a 40 por cento da produção eléctrica instalada, mas o seu impacto ambiental é superior: são responsáveis por 51 por cento das emissões de dióxido de enxofre e 44 por cento das de óxido de azoto. Os espcialistas sublinham que a dimensão dos ganhos está calculada por defeito, por terem utilizado o patamar inferior das tabelas internacionais de cálculo do "valor" da vida. Se tivessem sido usados os valores mais altos, os resultados seriam quatro vezes superiores ao obtio, defendem."

O que está mal neste caso é que os investimentos, caso fossem concretizados, poupariam vidas humanas. Se esses investimentos permitissem aumentar os lucros a EDP já os tinha feito. Afinal, o que são essas tais "vidas humanas"?

Faz muita impressão que o PCP e o BE nada digam a criticar esta indefensável greve dos patrões das empresas de camionagem. O facto de os preços dos combustíveis estarem muito altos e de na sua composição existirem factores especulativos e associados aos lucros extraordinários das petrolíferas - duas áreas em que o Governo não intervém porque é essa a sua opção política - não legitima o pesado silêncio destas forças políticas. Será que passaram a defender o lockout? Ou a "realidade na questão do aumento do preço dos combustíveis", na expressão um pouco atabalhoada de Luís Fazenda, legitima esta falta de posição que, aparentando sê-lo, é na realidade um apoio tácito à greve dos patrões.


"Distribuição do Rendimento, Desigualdade e Pobreza: Portugal nos anos 90" é o título de um livro publicado pela Almedina na Colecção Económicas e que tem por base a tese de doutoramento do economista Carlos Farinha Rodrigues. De acordo com a editora esta obra "encontra-se estruturada na resposta a três grandes grupos de questões: I) quais as principais alterações que ocorreram na distribuição dos rendimentos ao longo dos anos 90 em Portugal? II) quais os principais factores explicativos das transformações verificadas e quais os principais determinantes da desigualdade e da pobreza? III) qual o impacto das políticas redistributivas na distribuição do rendimento e, em particular, na redução da desigualdade e no atenuar das situações de pobreza? (...)Os impactos redistributivos do Programa de Rendimento Mínimo Garantido são avaliados e a sua eficácia e eficiência no combate a pobreza são discutidas."
O autor agrupou os diversos resultados obtidos em "quatro grandes vectores de análise" de forma a permitir tirar ilações do diagnóstico realizado que "sirvam de suporte a uma política social efectiva". Esses vectores são os seguintes:
1) Portugal - uma sociedade com fortes assimetrias sociais e com elevados níveis de pobreza económica. Tomando como referência o ano de 2000, a análise efectuada(...) estima um índice Gini perto dos 35%[ segundo o Eurostat este índice de desigualdade era superior em 25% à média europeia] e uma taxa de incidência da pobreza superir a 19%[ segundo a mesma entidade superior em 14% à média da UE 15]. (...);
2)Ao longo da década de 90, apesar da melhoria das condições de vida do conjunto da população, as desigualdades acentuaram-se e o fenómeno da pobreza manteve-se extremamente elevado.O autor conclui que ao longo da década de noventa se verificou "um acéscimo do rendimento real(...) que se traduziu num claro aumento do bem-estar social do conjunto da população" mas esse crescimento "não beneficiou de igual forma todos os sectores da população" tendo nesse período [1989-2000] todos os índices de desigualdade revelado "um significativo agravamento da desigualdade";
3) A desigualdade e a pobreza têm um carácter estrutural, associado ao modelo de crescimento económico e às alterações na estrutura demográfica ocorridas na sociedade portuguesa. Para o autor "os principais factores explicativos da desigualdade e da pobreza em Portugal alicerçam-se em elementos estruturantes do modelo de desenvolvimento económico seguido e das alterações registadas na estrutura da população". É salientado o modelo de crescimento profundamente desigual, assente nos baixos salários e no acentuar do fosso entre áreas urbanas e rurais bem como o progressivo envelhecimento da população e o "crescente "desligar" da actividade produtiva de largos sectores da população";
4) É possível actuar de forma eficaz contra a desigualdade e a pobreza. A natureza estrutural das desigualdades e da pobreza económica em Portugal evidenciada ao longo desta dissertação determina que a sua superação não posa resultar exclusivamente do progresso económico, antes exige a implementação de políticas que, sem descurar o crescimento e a modernização da economia, promovam igualmente uma sociedade mais equitativa e com menos precaridade social. (...) Políticas sociais assentes num reforço dos direitos sociais, numa correcta identificação dos sectores mais desprotegidos da sociedade e em políticas redistributivas eficazes e eficientes podem inverter a situação existente e asegurar uma distribuição do rendimento mais equitativa. Para tal é necessário, igualmente, que a política económica seja capaz de conjugar a preocupação de crescimento e modernização da economia, com a vontade de criar uma sociedade mais justa e com menor precariedade."

"Paralisação dos camionistas vai continuar" informa o Público. Mas esta paralisação é ou não uma paralisação das empresas de camionagem? Estamos ou não perante um lockout dos patrões das empresas? Estamos ou não perante uma actuação expressamente proibida pela Constituição?
São ou não estes patrões que respondem a qualquer acção dos seus trabalhadores, que envolva greve ou qualquer tipo de reinvindicação, com o despedimento sumário? São ou não estes empresários que, desde há onze anos, boicotam a negociação colectiva o que se traduz na práctica no congelamento de salários e na degradação das condições de trabalho?
Porque razão o Governo não faz aquilo que tem a fazer?

Ministros europeus chegam a acordo para prolongar semana de trabalho até às 65 horas
Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social" dizem os cínicos da Comissão Europeia comandada pelo "nosso" Durão Barroso.

Adenda: Numa Europa assolada pelo desemprego qualquer um menos abonado intelectualmente do que os políticos/eurocratas percebe que esta questão do prolongamento dos horários de trabalho é a grande prioridade. A utopia do patronato mais retrógado cumpre-se nesta Europa que tantos sonhos acalentou antes de se submeter aos ditames do liberalismo: massas desempregadas e com formação elevada capazes de fornecer stocks de mão-de-obra altamente qualificada e dócil.

Este é o título de um artigo do especialista em transportes, Rui Rodrigues, que pode consultar aqui.
Neste artigo chama-se a atenção para o facto de " ao lançar o concurso do novo troço Poceirão-Caia, o Governo esqueceu-se de um dos objectivos mais importantes de todo o projecto - a conexão directa dos portos de Sines e de Setúbal à rede de bitola europeia, o que permitiria a livre circulação de contentores para a U.E."




Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer:"Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios? "Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor,
ver-te mesmo quando te não vejo,ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa.Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste.

Nuno Júdice



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O meu pessimismo inicial sofreu uma derrota. Portugal, ao contrário do que temia, conseguiu ter a bola e determinar as regras do jogo. Merecemos a vitória porque jogámos melhor e porque a nossa selecção é superior à Turca.
Deco e Petit jogaram muito bem com destaque para Deco. Rejuvenesceu. Moutinho é aquela máquina. Um jogão. Nuno Gomes fez um jogo perfeito com a pequena contrariedade de ter mandado duas bolas à barra. Tocou poucas vezes na bola mas sempre que o fez os turcos sofreram. Excelente a tabela com Pepe no primeiro golo. Será um jogador talhado para a selecção.
Pepe foi excelente ao lado do Imperador Carvalho. Bosingua esteve inultrapassável.
Não foi necessário o Ronaldo, bastaram uns fogachos do génio, a máquina funcionou em pleno.

Presumo que para nós acabará cedo. Mas como nestas coisas sou um pessimista militante pode ser que não seja bem assim.
Não me parece que Portugal tenha uma equipa tão boa como nas últimas provas internacionais. Perdeu capacidade para pegar na bola e determinar as regras do jogo. Deco envelheceu e vale menos do que no Mundial ou no Europeu e de Petit nem se fala. A defesa também me deixa dúvidas já que apesar de Ricardo Carvalho, o melhor defesa da selecção e um dos 3 ou 4 melhores do mundo, e dos dois bons laterais direitos não temos um outro defesa tão bom como Jorge Andrade. Ricardo em boa verdade não justifica ser o titular. Foi pena o que aconteceu com Quim como é pena Scolari não ter tido coragem para escolher Eduardo, do V.Setúbal, o melhor guarda-redes da Liga.
Na frente Portugal tem Ronaldo - se ele estiver em alta tudo mudará para melhor - e três jogadores muito bons - Nani, Quaresma e Simão - além de Nuno Gomes, Postiga mais o Hugo Almeida, que desenrascam na falta de um bom ponta-de-lança. O problema de Scolari é destes últimos seis aproveitar dois que melhorem o conjunto. Percebe-se facilmente que noutras ocasiões estávamos melhor servidos. Por exemplo com Rui Costa,Figo, João Pinto, Pauleta, Sérgo Conceição, Sá Pinto e outros a qualidade individual era superior. São Ronaldo nos acuda.

O PS perdeu a maioria absoluta e os partidos à sua esquerda, PCP e BE, somam 21% das intenções de voto.
Este é a conclusão mais relevante que se pode retirar do resultado da sondagem feita para o Expreso/SIC/SIC Notícias, pela Eurosondagem. Esta sondagem confirma resultados recentes de outras empresas. O conjunto de partidos à esquerda do PS obtem 21%, resultado que inviabiliza claramente qualquer maioria absoluta dos socialistas.
Percebe-se cada vez melhor o esforço que o PS faz para desvalorizar a contestação que vem da sua esquerda. A última aposta foi protagonizada por Vitalino Canas que enfatizou o facto de as esquerdas - reunidas com Alegre no tal festa/comício - não terem propostas alternativas ao que o PS tem estado a fazer. Trata-se de distinguir entre a facilidade das ideias e dos príncipios e a realidade crua e dura do esforço de governar Não me parece que possa ser muito eficaz este discurso já que as pessoas que trocaram o PS pelos partidos à sua esquerda têm uma ideia clara daquilo que pode ser feito em alternativa a esta política e sabem igualmente muito bem as escolhas que o PS fez e as consequências prácticas dessas escolhas. Este discurso não os comoverá nem os demoverá.
Já me suscita mais dúvidas a posição hoje defendida pelo líder do BE - na Antena Um - de recusar, à partida, qualquer aliança com o PS num cenário de maioria relativa pós 2009. Num contexto de eleições renhidamente disputadas entre a esquerda e a direita face a uma previsível incapacidade de entendimento com os partidos à sua esquerda o PS pode colher vantagens ao nível do voto útil. Por outro lado a participação no governo, precedida de uma negociação à volta das políticas, é instrumental da concretização dessas mesmas políticas.



para alguns políticos, Junho é tempo de graça ... para outros a sensação de que se está ligado à única coisa que está a acontecer no mundo: aqui



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Vento


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és a casa dos pássaros.
és o não-chão. nem tremor nem homens nem calor. és o
aéreo que encandeia as nuvens e, num passo gêmeo, as
conduz.
és sedução genuína nessa textura que usas no mar. os
pássaros te freqüentam erráticos porque também és o
eco da poesia — a estranha densidade de nada pisar.

o não silencioso.
o silencioso.

és o deserto que chove sobre o mundo
poema de Ondjaki
.
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Em alternativa ao paradigma Lelliano do debate sobre os políticos - aqueles que ousam pensar e questionar as decisões do chefe, são o alvo preferido dos Lellos - Carlos César, numa intervenção de uma grande sensatez apela ao debate sobre as políticas. O problema está no imenso vazio que habita os cérebros Lellianos do PS e nos lugares importantes que estas pessoas ocupam. Estão cheios de nada, de muita devoção ao chefe e de um espírito caceteiro sempre prontos a agredirem quem se atrever a subverter a ideia que eles têm de disciplina e daquilo que é um partido: um rebanho ordeiro.



«Rien n'est plus beau qu'un corps nu. Le plus beau vêtement qui puisse habiller une femme, ce sont les bras de l'homme qu'elle aime. Mais pour celles qui n'ont pas eu la chance de trouver ce bonheur, je suis là.»

Yves Saint Laurent (1936-2008)

Manifestação da CGTP junta em Lisboa 200 mil pessoas
Tanta gente descontente com este Governo. Tanta gente desiludida com esta política. Tanta gente que recusa o fatalismo do país mais desigual da União Europeia. Tanta gente que acha que vale a pena lutar para mudar as coisas.

Descida de quase 14 dólares face a máximo histórico de 135,09 dólares
Preço do petróleo abaixo de 122 dólares

Eis uma notícia que antecipa uma possibilidade de grandes negócios para as empresas de combustíveis. E o reflexo desta forte descida nos preços de compra do crude no preço de venda ao público dos combustíveis como se concretizará? Isso é do domínio das ciências ocultas. O melhor é perguntar ao dr. Manuel Sebastião, talvez a Espanha já se tenha retirado do espaço que nos separa da França.

Obama garante apoio incondicional a Israel
Será possível a algum candidato democrata ou republicano ser eleito para alguma coisa na América a partir da hostilização da comunidade judaica? E a política do partido democrático para o Médio Oriente caracterizou-se alguma vez pela hostilização de Israel?
Obama, num encontro com a comunidade judaica ainda na condição de candidato à nomeação disse o que seria expectável e mais ou menos o mesmo que Hillary. Esperavam por um romântico suícidio em directo para facilitar a vidinha ao McCain? Pois podem esperar sentados que o Obama não está para dar tiros no pé.
Voltando ao essencial: Obama vai ser o candidato do Partido Democrático e o primeiro negro a ser candidato à Presidência dos Estados Unidos. As coisas mudam e evoluem mesmo que muitas vezes pareça que não.
Julgo que poderá ganhar a McCain e que transporta alguma da energia e da esperança porque todos esperam. Se, caso seja eleito como espero, vai ser um bom presidente já é uma outra questão. Espero que nas questões económicas seja mais parecido com Clinton do que com Bush. Mas não tenho a certeza.

Vitalino Canas diz que comício das esquerdas foi realização crítica ao PS e ao Governo e sem propostas
Ó Vitalino então querias um programa eleitoral? Um manifesto? Um programa de Governo?
Finalmente fez-se luz sobre as razões pelas quais o Governo do PS prossegue as políticas que se sabe com os resultados que estão à vista. Disse o Vitalino que "o evento veio demonstrar que não há nenhuma alternativa à esquerda [sobre as questões da pobreza e desigualdade], àquilo que o PS tem estado a fazer no Governo". Se o que se passou no comício legitima esta conclusão podemos estar seguros que bem pode a realidade ser o que é que o PS continuará vitalinicamente a ignorá-la.

O Porto foi excluído da próxima edição da Liga dos Campeões. Eis uma primeira consequência do "Apito Dourado", além do anunciado fim do Boavista. Não morro de amores pelo Porto na sua versão ganhadora à Jorge Nuno Pinto da Costa. Não ponho as mãos no lume pela seriedade de todos os comportamentos e recordo anos em que ter a melhor equipa e jogar o melhor futebol não chegava para ganhar o campeonato porque as "coisas" decidiam-se noutros recintos e noutro tipo de relações de poder e o Porto ganhava com larga vantagem.
Mas este ano, entre muitos outros, o Porto foi a melhor equipa e conquistou com mérito inquestionável o direito a participar na Liga dos Campeões.
Aliás se provaram que existiu corrupção em 2004, com José Mourinho no comando técnico, é uma cobardia não retirarem o título dessa época ao Porto. Falo do título nacional já que não foi provado nada relativamente à Liga dos campeões que também ganharam.
Esta decisão deve ser baseada em regulamentos e na sua criteriosa aplicação mas constitui sobretudo um prémio para a época excelente da melhor equipa do Benfica dos últimos dez anos e para a gestão magnífica do seu presidente. Quem acredita que a corrupção só existe e só existiu a norte do Mondego?

Adenda: A estratégia do Porto de não contestar o castigo e a perda dos seis pontos foi um erro crasso. Este caso parece marcar o ocaso da carreira do outrora todo poderoso Pinto da Costa e vai determinar que a melhor equipa portuguesa da actualidade e dos últimos anos seja desmantelada.

A pobreza não é uma fatalidade, disse Manuel Alegre. Pois não. A pobreza, que atinge cada vez mais portugueses, é a consequência brutal das opções políticas feitas nos últimos anos. A pobreza é a expressão concreta, real, da sociedade dualista que os sucessivos governos têm construído na qual o aumento das desigualdades sociais é o fio condutor das políticas adoptadas. Contra o fatalismo interesseiro e oportunista da direita a esquerda tem que fazer alguma coisa. Sobretudo quando o Governo eleito com os votos da esquerda governa em nome dos interesses da direita e ignora os interesses dos mais pobres e dos mais desfavorecidos, grande parte dos quais o elegeu em 2005.
Não é uma fatalidade que a esquerda não se possa unir e convergir apesar das diferenças. Não é uma fatalidade a divisão da esquerda. Esta festa-comício dá essa resposta e esse contributo.
Este país, desgraçado pela gula de uns quantos e pelo saque dos recursos comuns, necessita de uma esquerda plural, democrática, solidária, capaz de pressionar para a construção de uma plataforma de governo com objectivos claros de justiça social, de correção das desigualdades sociais, de promoção de uma sociedade mais justa, mais democrática, menos marcada pelo estigma da desigualdade e da descriminação. Um governo capaz de fazer aquilo que o PS, desgraçadamente o menos social-democrata de todos os PS´s europeus, tem recusado fazer.
Não estamos condenados a viver pior do que os outros. Não estamos condenados a viver numa sociedade marcada pelo ferrete da desigualdade entre os que vivem de forma opulenta e os outros que trabalham duramente para sobreviver em condições duríssimas.

No Causa Nossa, Ana Gomes fala dos negócios do PS com a direita a propósito de uns frustados favores de José Lamego a Paulo Portas para lhe arranjar um tacho numa universidade americana.

"Não encontrámos indicios de que tenha havido entendimento ilícito entre duas ou mais empresas, a informação está disponível. Procurámos e não encontrámos"
A conclusão da análise da AdC cheira que tresanda a dejá vu. Justificar a subida simultânea dos preços com o profundo conhecimento do mercado pelas empresas ou afirmar "que os valores praticados em Portugal estão alinhados pela média europeia antes e depois de impostos" ignorando que a estrutura de custos deve ser diferente no país dos mais baixos salários da UE ( exluindo os administradores, pois claro) . Alguém pode enviar ao senhor Sebastião um quadro com o PIB per capita nos diferentes países da UE?
Aliás, para dizer estas generalidades, que já foram ditas e reditas das mais variadas formas, seria necessário esperar pela Alta Autoridade?
Parece à Alta Autoridade que há concorrência.Tome-se a devida nota! E preços especulativos? A Alta Autoridade não se pronuncia. E lucros injustificados à custa de sacríficios pedidos às empresas e às famílias? A Alta Autoridade não se pronuncia!


PS cai e aproxima-se de PSD; CDU e BE juntos já somam 24%

O PS atingiu a percentagem de intenção de voto mais baixa desde as últimas eleições legislativas em Fevereiro de 2005, mantendo ainda assim a primeira posição em termos de intenção de voto, embora praticamente "empatado" com o PSD. Saliência para a troca de posições relativas entre o PCP e o BE que desceu para a quarta posição. Esta troca deve-se sobretudo ao reforço da intenção de voto nos comunistas já que o BE apenas baixou de 11,8 para 11,2 % das intenções de voto. No entanto a maior saliência tem que ir direitinha para o facto de o BE e o PCP juntos já representarem 24% das intenções de votos, isto é qualquer coisa como 73% das intenções de votos no PS. Com este resultado qualquer cenário de maioria absoluta - e espere-se pelo efeito da eleição de ontem no PSD - já foi. José Sócrates não tem parceiro para formar um governo maioritário a menos que estabeleça com o PSD um governo do centrão, tipo SPD/CDU na Alemanha. Mas, nesse caso o PS arrisca- se a passar rapidamente a ser um partido pequeno e irrelevante na esquerda portuguesa. A outra alternativa, um governo de esquerda de cariz social-democrata com um modelo próximo dos partidos socialistas nórdicos, é coisa de que Sócrates não quer ouvir falar nem nos seus piores pesadelos.
PS - A crise dos combustíveis e o agravamento das condições de vida dos portugueses não são estranhos à queda de quase 5% na intenção de voto no último mês.


No ínicio da próxima semana a Avenida Vasco da Gama vai ser cortada por vários meses. A primeira justificação para o facto é a realizção de uma pretensa mostra gastronómica do concelho de Sines "a partir deste ano com a nova designação “Tasquinhas Sines" como reza a propaganda municipal.
Esta realização é, desde há vários anos, uma caricatura boçal daquilo que foi na sua origem a Mostra Gastronómica do Concelho de Sines. O facto de os restaurantes da cidade se terem alheado do evento e de ele ter perdido o seu carácter original - quando existia um júri de reconhecido mérito e o evento decorria nos restaurantes da cidade - e de se ter tornado numa oportunidade para, com o gasto de rcursos públicos, se promover a boçalidade e o desprezo por qualquer tradição gastronómica não incomoda o actual presidente comunista que navega nestas águas como peixe na água.
Que esta avenida fundamental seja cortada, interrompida e ocupada durante meses retirando-a da normal utilização dos cidadãos não merece qualqer ponta de discussão. Se a propaganda diz que "daí resultando inequívocas melhorias, quer para o evento, quer para a cidade" está dito. Trata-se de um acordo estabelecido entre o Autarca comunista e a Presidente da Administração do Porto de Sines que, em conjunto, tomaram esta decisão insensata. Depois dos constrangimentos verificados no ano passado a opção é mais do mesmo. Os cidadãos que se lixem!!!
Quando falo da normal utilização dos cidadãos não falo apenas da utilização como importante eixo integrante da rede viária do concelho, falo sobretudo como espaço de lazer e de passeio diário, livre da poluição sonora pimba e dos equipamentos de comes e bebes que aí resolvem colocar.
PS - O autarca comunista não perde uma única oportunidade para atacar os comerciantes da zona histórica. Trata-se de uma operação com poucas perdas eleitorais já que, com o seu contributo, eles são cada vez menos. Bom, não falando nesse outro segmento da actividade comercial que prospera a olhos vistos e que liga pouco aos votos ... que não sejam de castidade.


 

Pedra do Homem, 2007



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