A vitória de Manuela Ferreira Leite pareceu estar em perigo com o apoio explícito ou implicito de Menezes ao novo-velho Pedro Passos Coelho. Mas a dona Manuela lá ganhou. Eu que não simpatizo minimamente com o PSD e que não perco um minuto do meu sono com o fantasma da sua fragmentação achei piada a esta vitória assim, com os votos quase igualmente distribuídos pelas três candidaturas. Parece que alguns analistas acham que a senhora sai fragilizada com uma vitória que não chega aos quarenta por cento. Nao me parece. Acho mesmo que toda a gente já tinha saudades de uma vitóia dificil, uma vitória suada, uma coisa quase humana.
Quanto ao mais com a dona Manuela o PSD fica mais parecido com o PS de Sócrates. A direita orfã do PSD que se refugiou sob as políticas de Sócrates em parte vai voltar à casa mãe e esvaziar um pouco mais a actual base social de apoio do Governo que vai continuar a encolher.
Maus tempos para o PS e para o seu Governo.
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O Festival Músicas do Mundo de Sines assinala dez anos em 2008 com o programa mais extenso da sua história. Saiba mais aqui.
... melhor.
Presidente da República promulgou decreto-lei sobre zonas ribeirinhas
Um decreto diferente daquele que o Presidente chumbara numa primeira fase e que dá resposta a algumas das questões então colocadas. O comunicado da Presidência dá sobre isso alguns esclarecimentos que me parecem importantes. Coo não se conhece o Decreto ficamos todos á espera da sua publicação para podermos esclarecer dúvidas. Parece-me relavante a preocupação do Presidete com as questões ambientais e de ordenamento do território e a garantia de se conseguir evitar "um recurso sistemático à desafectação de bens do domínio público hídrico e um eventual aumento significativo da sua utilização privativa, com prejuízo dos direitos de fruição e de protecção ambiental do litoral e das áreas ribeirinhas."
O que eu julgo que não está garantido mas casaria bem com estas preocupações presidenciais relacionadas com o ordenamento do território era fazer depender a desafectação das áreas ribeirinhas à existência de instrumentos de planeamento devidamente elaborados e aprovados.
Etiquetas: Cidades e Portos
A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha,
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.
A Comissão Europeia argumenta que entre 1991 e 2002, estas empresas partilharam o mercado do betume para asfalto em Espanha e concertaram os preços.
Comentários para quê?
Etiquetas: É o Mercado, estúpido.
Na reacção incomodada às declarações de Mário Soares quem havia de tomar a palavra em defesa do Governo senão Mário Lino, o ex-comunista que é agora um elemento chave do socratismo.
Mário Lino, por uma questão cultural, só sabe funcionar numa lógica de partido único. Para ele só há um partido - embora como se sabe pelo seu caso esse partido possa mudar ao longo da vida - só há um chefe partidário e só há uma opinião que é a opinião do chefe, mesmo que o chefe não tenha qualquer opinião. Assim sendo, Mário Lino acha que toda e qualquer crítica ao que o chefe faz é uma inutilidade superveniente da lide já que o chefe não está a dormir. Aliás o chefe nunca dorme. Se o crítico for o líder histórico do partido, o seu miliante número um, Mário Lino é muito bem capaz de perguntar: mas quem é esse gajo?
A ascensão dos ex-comunistas dentro do PS foi uma das alavancas da ascensão de Sócrates até ao domínio completo do partido. Os ex-comunistas asseguram e estruturam uma unicidade e uma obediência ao chefe que tornam o debate partidário uma pura ficção. Fazem-no em troca do acesso ao poder que lhes estava vedado no anterior partido. A relação tem funcionado muito bem como se sabe, com proveitos para ambas as partes embora à custa do sacrífico do PS ou da ideia de qualquer coisa semelhante ao que o PS já foi.
PS - O ataque a Mário Soares em defesa da honra do Governo e do seu líder não foi exclusivamente protagonizada por Mário Lino. José Miguel Júdice também fez o seu pezinho. Não sabemos se não terá já aderido ao clube do Ministro das Obras Públicas, talvez impulsionado pela sua aproximação às obras ribeirinhas. Mas se não aderiu disfarça muito bem.
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Bloquistas querem presidentes da Galp, BP e Repsol no Parlamento
"O Estado deve tomar medidas de regulação e controlo dos preços" disse Fernando Rosas no Parlamento. Ora aí está uma intervenção sensata e uma proposta decente. O Estado tem que intervir regulando os preços e fazendo-o de uma forma justa. O Estado deve intervir porque, em sectores em que um conjunto limitado e poderoso de empresas podem condicionr e subverter as regras da concorrência, os preços traduzem as prácticas especulativas dessas empresas.
O Estado deve intervir não apenas e só, nem principalmente, para baixar os impostos como pede a direita defensora intransigente do mercado livre ... mas assistido pelo Estado. O tal capitalismo social de que falava Galbraith.
PS - primeiro o Estado deve controlar os preços libetando-os das tensões especulativas e tributando os lucros excepcionais associados a essas prácticas. Depois pode mesmo ponderar a diminuição dos impostos embora a tributação seja semelhante à média europeia.
Etiquetas: Política.Ganância.
Vitalino Canas pode ser deputado e provedor do Trabalho Temporário
Quantos Vitalinos existem no Parlamento defendendo interesses dos que cá fora os remuneram?
A Comissão de Ética adapta o seu código ético à maioria política do momento. Haverá uma ética para cada cor política ou estaremos no domínio da mais descarada falta dela?
Há uma coisa que não ficou esclarecida nesta questão: afinal Vitalino defende as empresas ou os trabalhadores dessas empresas? No caso da resposta ser a a segunda possibilidade é caso para recomendar aos trabalhadores que despeçam o defensor tão mal tratados são os seus direitos um pouco por todo o país.
Etiquetas: Política.Transparência.
Por razões de absoluta falta de tempo a produção no blogue tem-se quase limitado "à crise dos combustíveis". Quase passava sem uma referência , por esta razão, o excelente texto de Daniel Sampaio na Pública do passado Domingo dedicado ao Inspector. Cito:
"O excesso de zelo e o controlo burocrático e rígido são inimigos do progresso. Nunca poderemos esquecer que toda a acção ética só se concretiza em liberdade e que nem tudo o que pode ser considerado imoral ou desadequado deve ser ilegal. A educação de um povo pode mesmo deduzir-se pela capacidade que têm os seus cidadãos de decidir por si mesmos, de forma correcta e sem serem coagidos a cumprirem parâmetros impostos: para isso, precisamos ser livres, e a liberdade (que não existia antes do 25 de Abril, convém sempre lembrá-lo) é a mais importante conquista dos povos. É evidente que não podemos fazer tudo o que desejamos e, se achamos que algumas acções não são correctas, a resposta adequada deverá ser não as praticarmos.
São este valores que tornam o conhecido Inspector uma pessoa que não aprecio. (...) O problema é quando a rigidez e a intolerância fiscalizadora tomam o primeiro plano e se perseguem pequenos comerciantes ou modestos vendedores que não faziam mal a ninguém.(...) O Inspector parece possuído de uma febre controladora: a sua tentativa de desculpa perante denúncias de que a sua organização fixava objectivos e sanções antes das inspecções não convenceu ninguém; e depressa foi esquecida perante novas fúrias persecutórias, animadas por certo pelo desejo de bem servir que caracteriza o nosso protagonista.
O Inspector ainda não percebeu que trabalhar bem deveria ser sinónimo de respeitar as diferenças, ou esquece que o exemplo é mais pedagógico do que muitas multas. Pela minha parte, não sigo os seus métodos, por isso não o condeno já: inspeccione-se e aplique-se coima, se for caso disso."
Etiquetas: Leituras

Vi-o pela última vez na sua condição de actor em "Michael Clayton - Uma questão de consciência". Devo-lhe alguns dos melhores filmes que tive o privilégio de ver. Gostei sempre muito de Pollack e dos seus filmes. Ele que não se considerava um grande cineasta para mim era um dos melhores.
Etiquetas: In Memoriam
Mário Soares alerta para a insustentabilidade da pobreza crescente no nosso país e para as desigualdades cada vez maiores entre os portugueses, num artigo de opinião publicado no DN.
Soares pensa que é necessário "fortalecer o Estado e não entregar a riqueza aos privados" porque “não serão, seguramente, eles que irão lutar, seriamente, contra a pobreza e reduzir drasticamente as desigualdades"
Este não é certamente um dos socialistas de plástico a que Manuel Alegre se referia a propósito das referências elogiosas que teceu sobre Carlos César.
Soares está preocupado e chocado "por Portugal aparecer na cauda dos 25 países europeus - a Roménia e a Bulgária ainda não fazem parte da lista - nos índices dos diferentes países, quanto à pobreza e às desigualdades sociais e, sobretudo, quanto à insuficiência das políticas em curso para as combater".
Vejam bem, Soares acusa as políticas públicas em curso de insuficientes. Trata-se de um ataque objectivo à política deste Governo que em muitas situações Soares tem elogiado. Mas Soares vai mais longe e permite-se "sugerir ao PS - e aos seus responsáveis - que têm de fazer uma reflexão profunda sobre as questões que hoje nos afligem mais: a pobreza; as desigualdades sociais; o descontentamento das classes médias; e as questões prioritárias, com elas relacionadas, como: a saúde, a educação, o desemprego, a previdência social, o trabalho. Essas são questões verdadeiramente prioritárias, sobre as quais importa actuar com políticas eficazes, urgentes e bem compreensíveis para as populações"
Soares que fazia o milagre de criticar o neoliberalismo dominante e apoiar o Governo que para muitos aplicava intra-muros a receita neoliberal parece ter perdido a paciência e as esperanças de que o seu PS possa arrepiar caminho. Fica o aviso feito para memória futura e para sinalizar aos militantes o que pensa o pai fundador.
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Sócrates: Governo não cederá “à tentação de facilitismo” de congelar preços dos combustíveis
Sócrates não vai fazer nada para controlar os preços dos combustíveis. Sócrates limita-se a ajudar quem precisa, diz o próprio, do memso passo em que recusa "facilitismos". Os accionistas da GALP precisam de Sócrates para poderem continuar a ter lucros superiores a 1,2 milhões de euros por dia. Os accionistas da GALP nunca vão deixar de precisar da ajuda de Sócrates. Podem contar com ele.
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Organismo do Ministério das Finanças estuda proposta de lei que isenta grandes fortunas
Só é pena o tempo que perdem a estudar. Afinal trata-se de beneficiar os mesmos que ganham especulativamente com o aumento do preço dos combustíveis, embora haja uns cromos que achem que isso é resultado do livre funcionamento do mercado. Estamos mais no domínio do mercado sem rédeas.
O Governo não facilita: enquanto houver um único cêntimo no bolso dos portugueses o governo não facilita. Os especuladores devem por aqui os seus olhos e ver este exemplo de abnegação socialista, este respeito sagrado pelos direitos do capital à máxima acumulação possível no menor espaço de tempo com o mínimo de mérito. Já só se fazem socialistas assim?
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Manuel Pinho declarou recentemente a sua preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis. Mandou, disse ele, a autoridade dita da concorrência investigar. Ainda antes de saber o resultado de tão importante investigação veio esclarecer que "recusa qualquer intervenção no preço dos combustíveis".
Reparem, o ministro não disse que recusa baixar os impostos sobre os produtos petrolíferos, o que se entendia por oposição ao candidato ao PSD, disse que recusa intervir nos preços. Ora os preços têm, no actual contexto, pelo menos quatro componentes: o custo real, os lucros, os impostos e a componente especulativa.
Recusando intervir nos preços o Manuel está a dizer-nos que recusa fazer algo que se veja para alterar esta situação.
Não há qualquer surpresa nesta declaração, em boa verdade.
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"Passos Coelho pede descida urgente do imposto sobre combustíveis"
Sobre a especulação das empresas, sobre os lucros excepcionais explorando o efeito stock, sobre os efeitos preversos da liberalização - decidida pelo governo do seu partido - este senhor não diz nada. Limita-se a mostrar que está disponível para servir os interesses das empresas, das mais vorazes e mais especulativas como a GALP, e dos seus accionistas, fazendo recair sobre os ombros do Estado os custos de reparação das crises provocadas por eles.
Políticos destes só existem para transmitir aos portugueses a ideia de que, apesar de tudo, José Sócrates nunca desceu a este nível.
PS - se isto é o futuro do PSD não seria preferível o PSD recorrer à eutanásia. Para quê sofrer tanto?
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Galp aumenta três cêntimos no gasóleo e dois cêntimos na gasolina
Depois do recuo da passada quinta-feira lá veio o aumento prometido.
A GALP não olha a meios para manter os seus lucros colossais. Está segura que tem o poder político pela trela.
Etiquetas: Política.Ganância
A ideia de o Estado descer os impostos que incidem sobre os combustíveis é criticada por diversos sectores da esquerda. Este post dá conta de uma das posições dos que são contra tal descida.
Discordo desta posição como já tive oportunidade de escrever aqui. Os impostos que incidem sobre os combustíveis são os mais elevados no contexto europeu e representam cerca de um terço do seu preço. Não me parece que exista qualquer relação entre o nível de receita fiscal associada aos combustíveis e qualquer estratégia de penalização do uso do transporte individual ou de fomento do transporte público. Não me parece tão-puco que seja por essa via que se promoverá, alguma vez, o transporte público em detrimento do privado. Julgo aliás que essa discussão sobre o transporte público versus trasnporte privado serve para esconder uma outra bem mais importante que é a de que tipo de cidades vamos continuar a construir e a habitar. Nas últimas duas ou três eleições autárquicas para Lisboa ainda se continuou a prometer o melhor dos mundos a partir de miraculosas intervenções de engenharia de transportes associadas a uma mudança de comportamentos das multidões determinada por meios miraculosos.
Seria aliás muito interessante discutir a justeza da penalização do uso do transporte individual na área metropolitana de Lisboa, por exemplo, em situações, e são inúmeras, em que o uso do transporte público não está disponível e não constitui uma alternativa em preço e em tempo. Com a pequena particularidade de as pessoas terem sido obrigadas a viver longe dos seus locais de trabalho e a terem de se deslocar diariamente, por omissão das políticas públicas de habitação e de planeamento urbanístico, entre outras. Trezentos mil lisboetas foram expulsos da cidade ao longo de vinte anos. Sem paralelo em qualquer democracia europeia e em qualquer cidade europeia no mesmo período, a menos que tivesse acontecido alguma catástrofe.
O que há, neste caso dos combustíveis, é uma dependência do Estado destas receitas fiscais e uma cumplicidade entre o Estado e o cartel das petrolíferas que o impede de exercer o seu poder regulador dos preços, abrindo caminho à especulação desenfreada por parte das companhias. Os penalizados são as famílias e as empresas. Até porque em Portugal não existe, infelizmente, nenhuma relação entre o aumento da receita fiscal e o aumento das prestações sociais. Infelizmente nos últimos anos assistimos à redução das prestações sociais apesar de um aumento significativo das receitas fiscais.
Claro que os impostos sobre os combustíveis são legítimos, mas não deviam ser superiores à média europeia. Claro que os lucros das empresas são legítimos mas não deviam ser obtidos á custa do saque dos recursos das famílias e das empresas.
Por isso o Estado deve intervir na fixação dos preços e deve tributar de forma excepcional os lucros excepcionais das empresas ao mesmo tempo que deve reduzir a carga fiscal sobre os combustíveis para níveis aceitáveis no contexto europeu.
PS -seria muito interesante contabilizar os benefícios fiscais atribuídos pelos sucessivos governos a empresas como a GALP desde 1990. E contabilizar a redução do emprego promovida por estas empresas no mesmo período. Seria muito interessante analisar a práctica ambiental destas empresas, em particular da GALP, no mesmo período e a influência que tiveram no condicionamento da posição do Estado Português no contexto europeu.
Etiquetas: Política.Ganância
O modelo de desenvolvimento português assenta no aprofundamento da desigualdade na distribuição dos rendimentos. Nesse particular PS e PSD mostram, para lá das retóricas e do circunstancial, que comungam do mesmo ideal. O que a UE vem agora dizer, pela enésima vez, é que essa desigualdade é ímpar no contexto dos países europeus e que Portugal se aproxima mais de uma sociedade dualista como a americana do que dos restantes países europeus em que o Estado Social é ainda uma realidade. Mas a UE diz mais: nos países com menos desigualdade na distribuição do rendimento o PIB é mais elevado ou, de outra forma, o desenvolvimento económico é maior.
Este modelo que nos impõem profundamente neoliberal, ou melhor desumanamente neoliberal, não desenvolve o país, não garante condições dignas de vida à maioria da população, permite apenas uma gigantesca acumulação de capital nalgumas poucas e gulosas mãos à custa de condições de vida e de felicidade da maioria da população, forçada a viver com as sobras dos vampiros.
O Governo do PS, posta a alma socialista no prego, nada fez para alterar este estado de coisas entusiasmado que anda com a sua acção política focada noutros interesses.
Etiquetas: Política. Desigualdade.
Etiquetas: Política.Ganância
Eu pertenço ao grupo dos que estão obcecados com os lucros da GALP. Quando olho para lucros de 1,2 milhões de euros por dia sinto que me estão a mexer no bolso de uma forma violenta. Sou dos que pensam que estes lucros são ilegítimos porque eles ocorrem vampiriziando os aumentos dos custos dos factores para fazer os consumidores pagar cada vez mais. Sou dos que julgo que nesta matéria dos combustíveis não há qualquer vislumbre de mercado porque existe um número muito limitado de empresas que podem por e dispor acerca dos preços. Em tese existe o Governo que pode controlar as empresas mas que, como se sabe, não quer. Sócrates acusa Louçã de estar obcecado com os lucros da GALP. Não é só Louçã que está justamente indignado (é esta apalavra certa, é este o sentimento que Sócrates, infelizmente, não sente): muitos portugueses acham que esses lucros saiem dos seus bolsos, representam um assalto às suas economias e significam uma violenta redução das suas poupanças. Os mesmos portugueses acham que este primeiro-ministro não só é cumplice desta situação como de forma leviana pretende desdenhar DE quem de forma séria a coloca no centro da discussão política.
Etiquetas: Política.Ganância
Senado norte-americano pede explicações às petrolíferas sobre alta dos preços
Vejam-se as explicações das companhias petrolífEras e ver-se-á que elas têm algo de familiar.
Relevantes foram as afirmações do senador democrata do Wisconsin que defendeu: "É necessário pôr sob controlo os preços e só podemos chegar à conclusão que os mercados petrolíferos falharam nisto".
Pois falharam, lá como cá, e as companhias lucram de uma forma sem precedentes à custa da escalada dos preços.
É necessário pôr os preços sob controlo, eis uma boa palavra de ordem.
Etiquetas: Política.Ganância
Vital Moreira acha que os impostos sobre os combustíveis são justos porque incidirão "sobre os contribuintes com mais posses". Julgo que por contribuintes com mais posses VM designará todos os que têm carro. Este raciocínio, sem qualquer fundamento, pretende ignorar o facto de os aumentos dos combustíveis, e a penalização do seu preço por taxas de imposto muiito altas, penalizarem sobretudo os contribuintes com menos posses. De facto o preço dos combustíveis repercute-se em tudo aquilo que consumimos e naturalmente os que têm menos posses sofrem mais com os aumentos.
Vital Moreira acha que a solução é consumirmos menos combustíveis. Pela mesma lógica a resposta ao aumento dos preços dos bens alimentares será comermos menos. Claro que alguns contiuarão a comer a mesma quantidade e a consumir a mesma quantidade de combustíveis. Julgo que VM será um deles e não terá que passar pela provação que receita aos outros.
Há duas soluções que não ocorrem a VM mas que eu julgo poderiam contribuir para atenuar o problema. Primeiro e mais importante: retirar o estatuto de vaca sagrada aos lucros das empresas. Não faz sentido, ou fará noutra perspectiva, que numa situação de crise e de aumento dos preços da matéria-prima, e até de uma ligeira redução do consumo, os lucros continuem a aumentar, ano após ano, como se tem verificado. Não faz sentido que o preço de alguns produtos aumentem mais do que o preço do petróleo, como acontece com a gasolina. Segundo: O governo deveria reduzir a taxa de impostos, ( 60% do preço) mantendo o nível de receitas fiscais de 2004 por exemplo, contribuindo dessa forma para aliviar a pressão sobre as famílias e sobre as pequenas e médias empresas e estimulando a actividade económica. Mas deverá ser severo na garantia de que a redução é feita a benefício dos consumidores. O Governo tem mostrado incompetência nesta matéria e uma vontade política que vai em sentido contrário. Uma última questão que me faz impressão e que já referi anteriormente: porque será que a liberalização conduz sempre a aumentos dos preços embora seja anunciada como conduzindo à sua diminuição. Esta é uma marca indelével do neo- liberalismo em que vivemos.
Etiquetas: Política.Ganância
A liberdade de imprensa é um dos alicerces do estado democrático. José António Cerejo é um jornalista que tem prestado relevantes serviços à democracia no exercício da sua actividade jornalística. Faz jornalismo de investigação, questiona os poderosos e desafia alguns dos lobbies mais influentes na nossa sociedade, como acontece com os sectores do imobiliário e com as suas relações muitas vezes espúrias com os poderes autárquicos.
Neste caso questionava a actuação do ministro do ambiente, Sócrates, no financiamento de uma conhecida associação de defesa dos consumidores. A resposta do actual primeiro-ministro, então publicada, foi lamentável.
Ainda bem que o Tribunal decidiu assim, condenando José Sócrates, ainda que a verba seja irrelevante. Mas fica a condenação e o simbolismo a ela associada. Devemos proteger os jornalistas que verdadeiramente honram a sua profissão colocando o dever de informar os cidadãos acima de todas as conveniências dos diferentes poderes.
Etiquetas: Liberade de Imprensa.
Maioria dos munícipes está satisfeita com actuação dos presidentes de câmara
Curiosa a sondagem que a ANMP mandou fazer à Eurosondagem sobre a opinião dos portugueses acerca dos seus Presidentes de Câmara.
Pelos vistos existe uma satisfação generalizada na população. Quase todos estão satisfeitos com o seu Presidente. A pergunta por acaso não se relacionava com a satisfação ou não dos municipes com a actuação da autarquia ou dos orgãos autárquicos. O que interessava era saber se estavam ou não satisfeitos com a actuação do"senhor Presidente".
Fernando Ruas tem uma aguda consciência da situação actual das autarquias portuguesas vergadas ao poder dos presidentes e a ele submetidas. O presidencialismo, paredes meias com o caciquismo de antanho, são hoje a regra que reduz o poder local a um menor denominador comum: o nosso presidente
Etiquetas: Poder Local.Caciquismo
disse o Presidente da República sobre os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis.
Ontem no Prós e Contra esta questão não foi mais do que superficialmente aflorada quando o líder da ANAREC referiu que o crude está aos preços de 2004 atenta a evolução da paridade entre o dólar e o euro.
Mas outra questão insuficientemtne explorada- em boa verdade não foi explorada- foi a razão pela qual os lucros das petrolíferas sobem exponencialmente neste contexto de aumento do custo dos factores. Pelos vistos a explicação é do domínio das evidências e escapa-me completamente.
Hoje no Telejornal da tarde, ao introduzir esta questão, o jornalista colocou no ar a explicação do representante das oito petrolíferas, no referido Prós e Contra, a dizer que está a haver uma grande contenção das nossas petrolíferas face à evolução internacional dos preços. O despudor não tem limites. Faltou a posição do outro lado mas se o objectivo era publicitar a posição das petrolífras foi muito bem feita a coisa.
Etiquetas: Política.Ganância.
Muito se tem falado de precariedade a propósito do Código do Trabalho e do Governo promover ou combater a precaridade. Muito se tem falado de desemprego e ainda recentemente o antigo ministro das finanças de Sócrates, Luís Campos e Cunha, torcia o nariz aos dados mais recentes sobre o desemprego.
Ficam aqui os dados de um estudo publicado pelo economista Eugénio Rosa, economista da CGTP, que evidenciam alguns dos traços mais penalizadores da governação do PS: aumento do desemprego; aumento do trabalho precário (só entre o primeiro trimestre de 2007 e o primeiro trimestre de 2008 mais 11,1%, qualquer coisa como 77 mil trabalhadores).
Além do facto de que os trabalhadores precários ganham, para o mesmo tipo de trabalho, menos 37% do que os trabalhadores com emprego certo.
Etiquetas: Política. Desigualdade.
Porque será que liberalização dos preços dos combustíveis apareceu sempre justificada com as vantagens incomparáveis para os consumidores? Porque será que essas vantagens nunca se concretizam acabando os preços por aumentar, mesmo quando não há uma justificação plausível? Porque será que se discute sempre em torno das vantagens da concorrência sem se discutir as condições de uma efectiva e real concorrência? Porque será que o Estado se demite de verificar e controlar as condições que tornam efectiva a concorrência e as suas vantagens?
Etiquetas: Monopólios e Cartéis
As declarações do nosso ministro da Economia, o insuperável Manuel Pinho, podiam fazer parte de uma recolha para um Ensaio sobre a Cegueira, que não o do romance de Saramago.
Neste caso o da cegueira de alguns políticos que, aparentando estar surpreendidos com a realidade, pretendem esconder que a realidade é uma construção em que eles são co-autores e co-responsáveis.
Manuel Pinho mostra-se agora preocupado com o impacto que estes aumentos terão no poder de compra das famílias e das empresas. Talvez possamos concluir, face à sua omissão anterior, que até agora ele estava satisfeito com o impacto positivo que estes aumentos tinham no poder de compra de outras famílias e de outras empresas e naturalmente nas receitas do Estado.
Etiquetas: Política.Cegueira
Lá ganhámos a Taça. Lá vamos ter o Paulo Bento por mais uns anitos com aquele futebol esplendoroso que leva o mais desperto ao bocejo.
Hoje, contra uma equipa já claramente de férias, não merecíamos ir a prolongamento. Derlei merecia ter resolvido o jogo no tempo regulamentar tanto quanto merece mais um ano de contrato, pese embora o estado lastimável do seu joelho. E Romagnolli marcou um golo que me pareceu limpo. Quando ficámos contra dez - ocorreram lances piores mas Benquerança é um mau árbitro militante - é que as coisas pioraram. Contra dez é uma forma de expressão. Como o Paulo Bento teimou em manter no terreno um Djaló abaixo de zero, na realidade estávamos em inferioridade numérica já que bola passada ao dito era invariavlmente bola perdida.
Cavaco deve ter dito lá com os seus botões: não haverá formas mais interessantes de passar uma tarde de domingo?
PS - em boa verdade o Sporting merecia ganhar a taça logo depois da vitória nas meias-finais sobre o Benfica. Aliás, o troféu devia ter sido logo atribuído e a competição encerrada evitando-se assim este aborrecimento suplementar.
Etiquetas: Paixões.
O ex-ministro das Finanças de José Sócrates dá uma importante entrevista, ao DN de hoje, aqui referida.
julgo que ninguém duvidará nos dias que correm das posições do conhecido economista. Ninguém terá dúvidas que foi ele quem pressionou Sócrates a dar o dito por não dito e a aumentar os impostos pressionado pela real dimensão do défice . Também ninguém terá dúvidas que a relação entre os dois se revelou, desde o ínicio, uma verdeira impossibilidade. Luís Campos e Cunha aguentou quatro meses mas o anúncio dos projectos do TGV e do novo aeroporto, que não colhem as suas simpatias, foi a oportunidade para colocar ponto final na relação.
Julgo que é consensual que a opinião do ex-ministro sobre Sócrates oscilará algures entre o mau e o péssimo, atendendo á sua capacidade e preparação para governar.
Mas tirando essas coisas que todos já sabemos há alguns aspectos que merecem aqui destaque.
Diz LCC que "Há muitas maneiras de embrulhar um projecto e pôr os privados a participar, o que não quer dizer que o projecto, em si, seja rentável. Rentabilizar um aeroporto em Lisboa é fácil porque é um monopólio. O TGV é uma coisa diferente. Estamos a falar de investimento mais elevado. É útil entre grandes cidades, que não entre Lisboa e Porto. Nem sequer Lisboa e Madrid. E certamente não é Lisboa e Porto. Com dois ou três ramais, podia perfeitamente utilizar-se a linha pendular que temos entre Lisboa e Porto. Eu utilizo muitas vezes, sei bem do que estou a falar.(...)
LCC tem toda a razão: a ligação Lisboa-Porto por TGV é um absurdo e só faria sentido num país de nababos em que o dinheiro abundasse. Num País de nababos ou num país de tesos mas com líderes fracos sempre disponíveis para se porem a jeito perante os lobbies. A Ligação por Alfa-Pendular é muito boa - eu uso regularmente entre Lisboa e Coimbra e não me passa pela cabeça recorrer ao automóvel - e construir um TGV para ganhar uns improváveis 30 minutos é um disparate de lesa-pátria. Serão os trinta minutos mais caros da história das Obras Públicas.
Questionado sobre se aconselharia o Governo a trocar o TGV por uma boa reforma da justiça, LCC respondeu: "Claro. E há, provavelmente, alguns outros investimentos na área ferroviária que seriam importantes, por exemplo, uma boa ligação de mercadorias com [o porto de] Sines, que pode ser uma porta de entrada para a Europa."
Ora aí está uma questão que é tabu e de que quase ninguém fala. Que sentido faz termos o maior porto do País, o mais importante para a economia nacional, estrangulado por uma linha férrea do tempo dos afonsinos em que os comboios não podem transportar mais do que alguns contentores, sob risco de podem andar para trás quando sobem a serra? Porque razão a remodelação desta linha não é uma prioridade para a nossa economia?
Etiquetas: Política Nacional
Galp. Gasóleo mais caro dois cêntimos
Eu durante a próxima semana não gasto um cêntimo em combustível nos postos de abastecimento da GALP. E você?
Etiquetas: Política.Ganância
Menezes proclamou uma participação na actual camapanha do PSD marcada pela equidistância em relação a todos os candidatos. Numa entrevista ao Jornal de Notícias, Menezes faz uma actualização do conceito de equidistância, dizendo de Manuela Ferreira Leite aquilo que o, hipotético, seu maior inimigo não desdenharia. Cito: "Ferreira Leite arrasta-se de «uma forma triste e cinzenta pelo país»; «[ M.F.L foi] uma má ministra das Finanças e uma péssima ministra da Educação» ; «É alguém que foi responsável pelo pior de três anos de Governo PSD/CDS, uma política económica fracassada que conduziu a quase sete por cento de défice» .
Esclarecedora também a resposta de Menezes quando confrontado com a tese de que Pedro Passos Coelho é apenas um representante e continuador do Menezismo. A resposta, embora não dita de forma explicíta, não deixa dúvidas: Menezes está seguro que Padro Passos Coelho vai ganhar e para isso dispõe dos dois terços dos votos que afirma seria o resultado que ele próprio obteria se se recandidatasse. Um candidato fraco tornado forte pelos seus votos. Muito conveniente para continuar a mandar a partir de Gaia e impondo a PPC uma agenda que ele dificilmente poderá aceitar e cumprir. Vamos continuar a falar deste senhor.
Etiquetas: Política.Eleições no PSD
Isaltino Morais: “Não há provas de ter feito favores a alguém”
Então e o sobrinho que usava e abusava das contas do tio?
Isaltino, na entrevista aqui citada, revela uma perspectiva do exercício das funções públicas que julgo colherá um razoável consenso entre os seus pares. Diz ele que será lembrado "pelas eleições que ganhei; o resto é conversa". Percebe-se que o resto é tudo aquilo de que o acusam.
Ganhar eleições funciona nesta perspectiva como uma esponja que torna irrelevantes todas as acusações e eventuais irregularidades cometidas. Tudo conversa, afinal.
Etiquetas: Política. Clareza
Faz hoje quarenta anos que a França acabou o dia com mais de seis milhões de trabalhadores em greve e com as mais importantes empresas francesas paralizadas por tempo indeterminado. Faz este mês 40 anos que a França assistiu à maior revolta estudantil do século e às maiores greves do século. Um país paralisado por milhões de trabalhadores em greve e com uma revolta estudantil transformada em guerra aberta contra o poder. O Maio de 68 foi uma guerra libertária contra o autoritarismo, e significou a ruptura com as normas sociais, sexuais, políticas dominantes. Nesse sentido somos todos herdeiros do Maio de 68, porque o mundo em que vivemos não existiria da forma que o conhecemos se Maio não tivesse existido.
Etiquetas: Maio.A utopia é possível
"Portugal desacelera e apenas deverá crescer 1,5 por cento este ano."
Esta é a verdadeira razão pela qual o primeiro-ministro e o ministro da economia fumavam furiosamente por trás da cortina. Tinham notícias que davam conta que um terço do crescimento económico previsto para este ano tinha... sumido.
Digam lá se não era razão para umas valentes cigarradas. O que nos vale é que esta nova previsão foi feita com "com critérios de prudência e realismo" na novilíngua de Teixeira dos Santos. A mesma linguagem que lhe permite negar aos funcionários públicos uma revisão intercalar dos seus salários por não descortinar qualquer razão para isso.
Não seria prudente e realista fazer as coisas doutra forma? Mais justa, mais solidária, um pouco mais à esquerda?
Este post podia chamar-se "desventuras de um optmista militante". Quem se recorda ainda das declarações de Teixeira dos Santos no ínicio de Abril quando reagia com a confiança infundamentada dos mais optimistas às sucessivas revisões em baixa do crescimento económico, quer por parte do BP quer do FMI? Foi essa confiança de então, esse optimismo quase irracional, que determinou a gaguez indisfarçável que atacou hoje o ministro que, numa tão curta declaração, titubeou, trocou as palavras enganou-se. Mostrou, afinal, que a confiança que sempre quis incutir aos portugueses já o abandonou a ele um ex-optimista militante.
PS - Porque razão a economia portuguesa desacelera quando ela dispara na Zona Euro e atinge na Alemanha um crescimento de 1,5 face ao anterior trimestre?
Etiquetas: Política.Economia
Luís Filipe Menezes aparece na campanha de Passos Coelho
Luís Filipe Menezes era péssimo. Uma análise justa, convenhamos. Passos Coelho, com um conjunto assinalável de vacuidades e uma tentativa de vender uma ideia de renovação e de mudança que o seu currículo não legitimam, é o futuro para muitos sectores hiper-críticos da liderança anterior. Uma ideia bastante forçada.
Mas o que vale Passos Coelho sem a bengala de Menezes? Zero!!!
Foi essa aguda consciência da sua irrelevância que levou o ex-líder da jota a colar-se como uma lapa às tropas de Menezes. Depois do patético acto de nomear o filho de Menezes seu mandatátio para a juventude - o que equivale a todo um programa insusceptível de ser comprimido em dez pontos - o candidato recebeu a declaração do ex-porta-voz de Menezes, Agostinho Branquinho - o tal que começou o affair Câncio, lembram-se? - de que as distritais que apoiaram Menezes, quase todas apoiavam Passos Coelho para, finalmente, receber o apoio, em campanha, de Menezes. Compare-se este aparecimento com a frieza para com Santana, quando este se pôs a jeito para uma palavrinha do líder.
Se Menezes quiser, mesmo a sério, Passos Coelho vai ganhar. Porque Menezes põe e dispõe dos votos, através dos seus homens nas distritais. Mas uma coisa é certa: Passos Coelho vai ser sempre um líder fraco controlado à distância por Menezes, que parece pretender ser, passe o exagero da comparação, o Putin do PSD, detendo o poder efectivo, mesmo o poder de decidir quem ganha e quem perde nas eleições internas.
Com Passos Coelho, Sócrates pode dormir descansado. Aos que o acusam de ser um político de plástico, sem ideias, sem ideologia e sem projecto, Passos Coelho parecer-lhes-á a pura materialização do vazio.
Etiquetas: política
O líder do BE veio dar conta dos números do saque levado a cabo pelas petrolíferas com a cumplicidade do Estado. Nos últimos quatro meses, as empresas petrolíferas ganharam mais 775 milhões de euros e o Estado mais 225 milhões. O aumento do preço do petróleo não explica mais do que um terço do aumento do preço.
Quem põe um travão a este estado de coisas? Quem para este saque das depauperadas finanças dos portugueses? Quem põe fim à actuação destes carteis?
Etiquetas: Política.Ganância
Combustíveis subiram mais três cêntimos por litro .
Associar mais este aumento à subida do preço do petróleo é uma pura vigarice. O que está em causa é a gula ilimitada dos accionistas destas empresas que contam com a cumplicidade do Estado para aumentar de forma escandalosa os seus lucros, mesmo quando os custos com a matéria prima aumentaram. Aliás, como se sabe, o aumento do preço do petróleo em dólares tem sido amortecido pela significativa valorização do euro face à moeda americana.
Outra situação que mostra bem como funciona este "mercado" é o facto de os aumentos serem iguais para todos e em simultâneo. Trata-se de um esforço considerável de garantir igualdade para todos os portugueses na forma como são espoliados pelas petrolíferas.
Manuel Pinho tinha anunciado que ia mandar investigar. Mas, como para aliviar o stress, anda a dar umas cigarradas com o primeiro-ministro por trás da cortina não deve ter cabeça para pensar nestas minudicências dos direitos dos cidadãos e do enriquecimento sem justa causa.
Etiquetas: Política.Ganância
Percebe-se, a julgar pelos últimos anos, que uma personagem como Sócrates se há coisa de que ele gosta é de definir regras, de impor procedimentos e de, em resumo, determinar como nós, os portugueses que temos o privilégio de estarmos sob a sua sabedora protecção, se devem portar. Mas se há uma coisa que ele detesta é que lhe imponham regras. Mesmo que essas regras sejam aquelas que ele criou para os ... outros.
Etiquetas: Política.Hipocrisias
Sonangol já é o maior accionista do BCP
Mais tarde ou mais cedo as 200 pessoas que mandam em Angola, segundo as contas de Bob Geldof, passarão a por e a dispor de importantes sectores da economia portuguesa. Mais cedo do que tarde pelo que se sabe das participações da filha de José Eduardo dos Santos.
Nessa altura não será apenas o BES que terá que ver com muito cuidado quem convida para falar de desenvolvimento sustentável: será o próprio Governo, cujas decisões em sectores importantes terá que ter em conta, e respeitar, a posição angolana.
Etiquetas: Polítca. Neocolonialismo
"fisco e banca explicam abusos nas penhoras"
As penhoras são a última versão do saque ao património das pequenas e médias empresas e dos particulares. As Finanças e a Banca podem apontar o dedo uma à outra que a realidade é a sua cumplicidade num esquema que visa sacar o máximo e a qualquer preço aos do costume: os pequenos emédios empresários e os trabalhadores por conta d eoutrem. Só num Estado selvagem se pode admitir que por dívidas de centenas de euros se penhore uma casa que uma família levou toda a vida a construir e a pagar com o seu trabalho de trinta anos. O mesmo Estado que dá isenções fiscais a poderosos grupos económicos da ordem de centenas de milhões de euros.
A esquerda finge que esta situação não existe e deixa o campo aberto ao demagogo do Paulo Portas que pertenceu aos Governos que apostaram no aumento da receita fiscal à custa da penalização brutal dos mais fracos. Os complexos da esquerda em relação a estas questões fiscais são chocantes e no essencial mostram-se incapazes de perceber que a política fiscal é uma clara expressão de uma política que faz da injusta distribuição do rendimento a sua palavra-chave.
Etiquetas: Política. Finanças
Na edição do Público deste domingo duas reportagens importantes. Uma sobre a escalada dos preços e as consequências já visiveis para muitas famílias. A continuar tudo como está e com a indiferença do Governo, esperançado em que a coisa não afecte os portugueses, os já escandolosos dois milhões de pobres vão rapidamente aumentar e mesmo pessoas com emprego irão passar muita fome e muitas dificuldades. Durante este período da nossa adesão à comunidade europeia as duas situações mais nefastas foram a destruição da nossa agricultura e da nossa pesca.
A outra sobre os nossos autarcas reformados, da responsabilidade do jornalista José António Cerejo. Gente que está no poder mas que tem já a sua vidinha assegurada, a salvo das medidas que os seus colegas do Governo vão aplicando à generalidade dos cidadãos. Rapaziada ainda em muito boa idade para trabalhar, tanto que não largam o osso nem a tiro, mas já com a garantia de uma boa maquia todos os meses na continha que isto dos preços não param de subir. Como cantava o fausto: "assim se faz Portugal uns vão bem e outros mal."
Etiquetas: Política. Desigualdade.
A obtenção do segundo lugar pelo Sporting depois de uma época má de mais, deixa uma sensação amarga em quem é sportinguista. Esta vitória permitirá aos actuais dirigentes, com uma visão meramente contabilística da questão desportiva, manter o actual treinador Paulo Bento que esta época demonstrou de forma exuberante as suas fracas capacidades.
Trata-se nesse sentido de uma vitória - era este o campeonato que interessava a Soares Franco - de pirro já que sobre ela se construirá uma base sólida para não ganhar nada no próximo ano e nos seguintes.
Além do mais esta classificação do Sporting - imerecida a meu ver - penaliza a única equipa que, além do Porto, merecia ganhar qualquer coisa: o Vitória de Guimarães que, chegado da segunda Liga, relegou a melhor equipa do SLB dos últimos dez anos, LFV dixit, para a Taça UEFA. Mereciam o segundo lugar porque foram, de longe, a segunda melhor equipa.
PS - a propósito agora que Pinto da Costa vai ter dois anos sabáticos não seria possível dar umas explicações, assim uns cursozitos reconhecidos pelo IEFP, ao Soares Franco sobre a arte de vender defesas direitos a mais de 20 milhões de euros? Pinto da Costa podia até fazer uns exemplos prácticos: Davam-lhe o João Moutinho para vender e ele mostrava-lhes como era. Então se fosse assim um Cristiano Ronaldo, era uma camioneta cheia de euros.
Etiquetas: Paixões
Na entrevista de Almeida Santos, referida no post anterior, há vários momentos hilariantes. Um dos mais notáveis é quando o velho patriarca se põe a comparar os diferentes primeiro-ministro socialistas. Rápido a fazer uma hierarquia em que não se sabe se Guterres fica ou não atrás de Soares mas em que fica claro que Sócrates fica à frente de todos eles, atente-se na profundidade da análise sobre Guterres: "Tivemos depois o Guterres, que era um comunicador espantoso: fala três línguas, quatro incluindo o português, mas nunca teve uma maioria absoluta. E isso fez com que ele, de algum modo, desse uma imagem de um primeiro-ministro que, em certos momentos, hesitava."
Como diria o outro a idade é fodida.
Etiquetas: Política.
"Quem está no Governo tem de alinhar pela União Europeia (UE), que já dita 60% das nossas regras económicas. E a UE não está à esquerda. Também não está à direita. Mas a verdade é que a UE não tem uma orientação de esquerda e nós temos de alinhar pela UE." Esta é a resposta de Almeida Santos a uma pergunta, numa entrevista no DN, sobre a inevitabilidade do PS ser de esquerda na oposição e de diireita no poder. O discurso da fatalidade como fundamento para a actual política de direita do Governo.
Os actuais dirigentes do PS -pelo menos os que pensam como Almeida Santos - já esqueceram que a Democracia é o regime das escolhas livres e informadas e que a fatalidade é mais uma característica de outros regimes, como o de antes do 25 de Abril.
Mas leia-se a resposta a outra questão sobre a razão pela qual o PS, neste contexto, não muda o seu programa de partido e a sua matriz . A resposta não deixa dúvidas. Diz Almeida Santos: "Não, porque Portugal não tem condições para viver fora da UE. Temos de ter consciência de que somos um país pobre de recursos, e nem sempre temos consciência. O melhor que temos ainda são as pessoas, a verdade é essa. Os portugueses têm de ter consciência que somos um país sem recursos naturais significativos. Tivemos o mar, mas abandonámo--lo, não sei bem porquê. Não temos petróleo, não temos diamantes, não temos minerais".
Perceberam? Passámos do orgulhosamente sós para o orgulhosamente porezinhos e obedientes mas alinhadinhos e sem veleidades de querer ser qualquer coisa que a UE não visse lá com muitos bons olhos: como por exemplo ser de esquerda e querer governar á esquerda.
Etiquetas: política
Sócrates acusa PCP e BE de sectarismo
A propósito do Código do Tabalho, Sócrates aproveita para explicar aos militantes, não o conteúdo do dito, mas, a partir da contestação que gerou, o sectarismo dos partidos à sua esquerda. O primeiro-ministro sabe que os tempos que aí vêm são duros e que não existem condições para aumentar significativamente a popularidade do Governo, antes pelo contrário.
Sabe também que o PSD, depois de ter batido no fundo não pode senão melhorar. Com Ferreira Leite, apesar da loucura que ataca as bases do PSD julgo que será ela a ganhar, Sócrates terá uma opositora de peso com uma superior formação e experiência na área financeira. Por aí não vai lá. Resta-lhe a esquerda que cresceu a olhos vistos valendo hoje quase o dobro do que valia no ínicio do seu Governo. É aí que Sócrates quer recuperar sabendo que essa esquerda absorveu uma parte da sua base social de apoio e que nos próximos tempos essa absorção pode ampliar-se.
É por isso que Sócrates mete mãos-à-obra e declara guerra a essa esquerda. O Código do Trabalho é apenas instrumental dessa necessidade.
Etiquetas: Política.
"Dia da Europa: Durão Barroso recebe chaves de Lisboa"
António Costa tem sido uma decepção na gestão da Câmara de Lisboa. Passados este meses, após a sua eleição, não ressalta uma única iniciativa que. ainda que minimamente, indicie um programa para a Cidade ou uma ideia, pelo menos uma boa ideia. A passividade perante a governamentalização da frente ribeirinha de Lisboa e o silêncio perante alguns comentários pesados de José Miguel Júdice -o homem de Sócrates para essa zona- são disso testemunho.
A entrega da Chave da Cidade ao "camarada" Durão Barroso inscreve-se nessa vacuidade e nessa falta de sentido para a acção política que estão a caracterizar a actuação de António Costa.
A menos que essa atribuição seja um prémio para aquilo que Durão melhor personifica: a actividade política entendida como uma carreira em que o único objectivo é chegar o mais alto possível para colher o maior número de benefícios possíveis. Face a este novo contemplado Saramago e Carlos Lopes bem podiam devolver as suas chaves, subitamente desvalorizadas.
Quem sabe se António Costa não se revê, afinal, neste tipo de perfil político apenas esperando pela sua oportunidade para dar o salto. A julgar pela falta de ideias, pelo cinzentismo da sua actuação e pela falta de paixão com que exerce o seu cargo de Presidente da Câmara de Lisboa, talvez seja isso que lhe falte.
Etiquetas: Política das Cidades
Mahatma Gandhi (1869-1948)
Ludgero Marques critica função "estatística" das Novas Oportunidades.
O quer se está a passar é um escândalo. Estão a licenciar-se, em instituições de ensino superior, pessoas que não tendo concluído, nem de perto nem de longe, o ensino secundário ultrapassam essa "limitação" através das Novas Oportunidades. Na mesma maré entram para um curso de licenciatura. Não tarda nada temos mais um licenciado. Nestes cursos ninguém chumba. Já estão todos licenciados à partida é só uma questão de pagamento de propinas.
Vão ver como se faz na República Checa e fiquem já a saber porque razão eles nos vão cilindrar a curto prazo. Vejam o nível de exigência que é pedido aos aluno dos diferentes níveis.
Portugal vai a curto prazo ter um nível elevado, o mais elevado da Europa sem dúvida, de licenciados: o nível de qualificação neste contexto é uma irrelevância.
Percebe-se este estado de coisas atendendo ao nível de formação e qaulificação, e á forma como a obtiveram, da classe política. Estão a aplicar ao País o modelo que utilizaram com eles próprios com o sucesso que se sabe.
Etiquetas: Trafulhices
Boavista punido com descida de divisão, FC Porto com perda de seis pontos
O Boavista foi punido por "coacção sobre diferentes equipas de arbitragem" enquanto o Porto foi punido "por tentativa de corrupção". O Boavista desce de divisão e paga 180 mil euros(*) e o Porto perde seis pontos. Isto não parece bater certo, pois não? João Loureiro leva 4 anos e Pinto da Costa leva dois. Isto continua a não parecer muito bem, poisnão? Bom, então parece que o Boavista devia, segundo esta lógica, perder 12 pontos. Mas não, isto parece ser mesmo assim: a corrupção - aqui parece que eram apenas tentativas - está mesmo desvalorizada no nosso sistema legal.
PS - Uma coisa tem que ser dita: salvaguardado o direito de recurso e as consequências que daí possam advir o "sistema" está a mover-se. Contrariado mas lá vai.
(*) - Não paga porque não tem um chavo e porque irá falir tranquilamente. O Boavista não sobrevive ao clã Loureiro naquela lógica do Irreal Social e do Surrealizar que faz da distância entre o apogeu e a decadência mais vil apenas um pequeno passo
Etiquetas: Corrupção.Desporto.
"Pode haver muitos motivos para censurar o Governo"
Embora discordando das razões pelas quais o PCP pretendeu censurar o Governo, Sócrates admitiu o inadmissível: existem boas razões para censurar o Governo.
Espera-se que consequentemente reuna com o seu grupo parlamentar e lhes explique quais as razões. Assistiremos então, atendendo à persistente subserviência deste em relação ao Governo, ao primeiro caso de harakiri político da modernidade, como Sócrates gosta de dizer, com o grupo parlamentar, escutadas as razões do seu chefe de Governo, a propor e a concretizar uma severa censura do mesmo.
Etiquetas: Política.
O João Madeira enviou-me o endereço de um site com a discografia completa do GAC- Grupo de Acção Cultural Vozes na Luta.Etiquetas: Polítca. Cultura
Concordo em absoluto com a opinião aqui manifestada pela euro-deputada Ana Gomes. O polícia escolhido pelo Governo tem uma imagem de competência e de seriedade que são relevantes para a escolha e que a legitimam. Aliás o simples facto de irmos ficar "aliviados" do Dr. Alípio já é motivo de satisfação.
O que me parece se indiscutível é que o ministro Alberto Costa tem uma manifesta falta de jeito para estas coisas. Não lhe arranjam nada mais adequado para ele fazer, porventura bem feito?
Etiquetas: Política.Polícias
Confesso que achei uma ideia genial a decisão da Antena Um de colocar no ar a integral da interpretação de Santana Lopes do hit " parabéns ao menino "PêPêDê -PêSDê"". Julgo que existem condições para estarmos perante um grande exito deste verão.
Depois daqueles longuíssimos segundos de cantoria quem se lembra de uma única palavra dita na apresentação da candidatura pelo ex-menino-guerreiro?
Etiquetas: Política.Protagonistas.
Hilary não se dá por vencida. Mas, a realidade é que a vantagem de Obama sobre a senadora não é ultrapassável pelo que está na hora de Hilary reconhecer a evidência e ajudar o seu partido a unir-se em torno de uma candidatura capaz de derrotar os Republicanos. Foi uma boa campanha, uma campanha dura, mas prolongar esta acesa disputa pela nomeação dos democratas prejudica apenas e só os próprios.
Está na altura de todos os democratas se unirem à volta de Obama e, quem sabe, de Obama mais Hilary.
Etiquetas: Política.Eleições Americanas.
Bob Geldof acusa dirigentes de Angola de serem criminosos
Bob Geldof mostrou que é um homem livre e um cidadão que não faz fretes nem se verga perante os poderosos deste mundo iníquo.
Convidado para falar sobre desenvolvimento sustentável pelo BES Geldof não só criticou o "acordo" recentemente celebrado entre Angola e a UE, no âmbito da Presidência Portuguesa da UE, acusando os europeus de estupidez pela sua postura autoritária relativamente a África, como acusou os dirigentes do regime angolano de criminosos na medida em que capturam os recursos do país em proveito próprio à custa de uma horrível miséria da generalidade do povo.
Disse ele que "Angola é gerida por criminosos" e que "As casas mais ricas do mundo do mundo estão [a ser construídas] na baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane", e que "Angola tem potencial para ser um dos países mais ricos do mundo.
Disse a verdade o que não caiu bem a quem o contratou o BEs que, como se sabe, tem em Angola intresses estratégicos que implicam uma certa insensibilidade para com a realidade.
O que é que queremos sustentar?
PS - a reacção dos angolanos, via jornal de Angola, é engraçada por duas razões: chamam a Geldof comediante de quinta categoria e, parte mais interessante, acga que "o BES tem que ver quem convida para falar de desenvolvimento sustentado"
Etiquetas: Política.Cleptocracia
Etiquetas: Blogues
"Bruxelas considera que não foram levados em conta os impactes de todos os empreendimentos para uma zona inscrita na rede Natura", noticia o Público no seu caderno local.
Espera-se que venha daí uma forte contribuição para travar o saque - e a captura dos biliões de mais-valias simples - do Litoral Alentejano por algumas famílias poderosas do regime.
O autarca de Grândola não comenta decisão de Bruxelas, noticia igualmente o Público, o que parece relevar do mais elementar bom-senso, algo que não demonstrou ter quando se bateu com todas as suas energias pela aprovação dos referidos empreendimentos.
Etiquetas: Mais-Valias urbanísticas
interessante denominação para uma exposição que a Câmara Municipal de Sines inaugura no próximo sábado, dia 10 de Maio, às 18h00, no Centro de Exposições do Centro de Artes de Sines.
"Os mares têm sido tratados como baldios urbanos. Ilustram uma existência caótica através da tempestade, do desconhecido e misterioso, da fuga à lei. Mas também inspiram a necessidade de criar uma harmonia entre o ser humano e o meio ambiente."
Luís Martins, o antropólogo que coordena a exposição.
Etiquetas: Sines
Bancos contrariam alta dos preços e avaliam as casas cada vez pior
Há duas questões que não estão aqui suficientemente esclarecidas: a primeira diz respeito ao facto de esta diminuição da avaliação bancária não se repercutir no preço reados imóveis já que mesmo quando esta avaliação era francamente superior estava mesmo assim muito abaixo dos valores de mercad ; a segunda questão é a de que esta baixa resulta sobretudo dos elevadíssimos níveis de endividamento das famílias e do facto de estarem quase esgotados os mecanismos de contenção do endividamento usados pelos sucessivos Governos. Intervenções que penalizam os cidadãos e que tem contribuido para evitar a baixa do preço das casas. Resultam ainda das recomendações do BP que já não são de agora.
Importa refererir que no final dos anos 80 a diminuição das taxas de juro e a folga no rendimento disponível das famílias foi completamente absorvida pelo aumento especulativo do preço das casass« que beneficiaram apenas duas entidades: os construtores e a banca. Os Governos foram cumplices desta situação quando dispunham de mecanismos de regulação que não quiseram usar.
Etiquetas: política
... sempre debruçadas são as luzes das cidades
sei de um rio, sei de um rio
rio onde a própria mentira tem o sabor da verdade
sei de um rio, sei de um rio ...
Oh my Mama
She gave me these feathered breaths
Oh my Mama
She told me use your voice,
My little bird
She said sing sing sing sing sing sing melodies
And she sang sang sang sang sang sang melodies
Oh my Mama
She did give me fancy feet
I'll be dancing on
And I'll tap tap tap my toes
Into those creaking floorboards
Oh my Mama
She took my little hand and held on tight
Oh the Mamas
Give the waters of their wells
Oh the Mamas
Give the babies this very dirt we're walking on
Oh my Mama
She gave me these feathered breaths
And your Mama
She gave you those feathered breaths too
And when the sky drops all those feathers
And when the birds sing in the morning
I'll be a mama
I'll have a daughter
I'll be a mama
I'll have a daughter
And I'll give her melodies
I'll give her melodies
And I'll give her melodies
I'll give her melodies
And she'll be
My little bird
And then she'll fly
She'll fly
Bancos não dão crédito ao PSD e situação é "muito delicada"
Custa a crer - o Tribunal de Contas não teve a mesma dificuldade - nas dificuldades do PSD. A ingratidão da Banca a ser verdadeira seria uma ingratidão brutal e legitimaria uma profunda mudança de políticas no futuro, longínquo, quando o PSD voltar ao poder. Ou, quiçá, obrigar o PS a rever o seu comportamento, já hoje, para com a dita banca, colocando maior pressão sobre a dita a ver se ela não se toma de manias e trata com carinho os que tão bem têm tratado dela. Mas como nenhum dos candidatos à liderança do PSD teve necessidade de dizer uma única palavra sobre esta questão podemos concluir que tudo não passou de um estratagema com o fim de não pagar juros e de deixar para os vindouros o pagamento em suaves prestações. Podemos concluir que a banca vai continuar a ser a banca do regime.
Etiquetas: Política.Promiscuidade
Pedro Passos Coelho garante que está preparado para ser primeiro-ministro
A julgar pelas suas intervenções e pela vacuidade da sua carta em dez pontos, ninguém diria tal coisa.
Bom, mas a verdade é que o nível baixou muito nos últimos anos. Muitíssimo, desgraçadamente para todos nós e por nossa exclusiva responsabilidade.
Etiquetas: política
Escrevi aqui sobre a morte dessa figura sinistra que foi o Cónego Melo. Um militante do MDLP uma organização terrorista que no período a seguir ao 25 de Abril espalhou o terror incendiando sedes de partidos e organizações ligadas à esquerda e realizou vários atentados bombistas como o que, entre outros, vitimou o padre Max. O Cónego Melo era um expoente dessa organização terrorista tendo assumido essa ligação.
Alguns dias depois de mais um aniversário do 25 de Abril o CDS lembrou-se de levar à Assembleia da República uma proposta de voto de pesar pela morte do canalha. O CDS não passa disso mesmo: um partido saudosista do antigamente e dos celerados que quiseram colocar Portugal a ferro e fogo tentando dessa forma comprometer a democracia e forçando um regresso ao passado. Causa viva repulsa que a casa mãe da República seja conspurcada com actos desta natureza. Que baixeza.
PS - a posição de meias tintas da maioria socialista é indefensável. De que lado estavam eles no 25 de Abril? Manuel Alegre, João Sores e outros que abandonaram o hemiciclo sabemos nós de que lado estavam, E os outros?
Etiquetas: Política.
Ao que parece perdeu as eleições para a Cãmara de Londres para o seu excêntrico adversário conservador. Depois de ter ganho a autarquia contra a vontade do todo poderoso Blair parece não ter resistido à hetacombe que a saída do ex-primeiro-ministro, e a liderança do cinzento Brown, provocou no seio dos trabalhistas.
Livingstone cometeu um erro ao candidatar-se pela terceira vez ele que prometera à data da sua primeira eleição não fazer mais do que dois mandatos em nenhumas circunstâncias. Mudou de ideias mas o povo resolveu obrigá-lo à corência. Assim fosse para todos os que se deixam seduzir pelo poder e apenas pensam em mantê-lo.
Mas a derrota de Livgstone fica a dever-se, em parte, a algumas medidas, recentemente reforçadas, que fizeram muita da sua popularidade no exterior de Londres e do Reino-Unido: falo da aplicação das famosas portagens urbanas. Em 2007 as portagens que inicialmente limitavam o acesso ao centro da cidade foram ampliadas a um conjunto de bairros da zona oriental de Londres. Simultaneamente as tarifas foram agravadas passando de cerca de 10 libras para 33 libras. Estas medidas suscitaram, pela primeira vez , protestos de moradores afectados pela medida.
Quem ler os nossos jornais e alguns artgos de opinião fica com a impressão que Ken aplicou as portagens à entrada de Londres para todos os veículos que aí quisessem aceder. Não foi assim, mas com base no seu exemplo aparecem pessoas a defender as portagens em Lisboa. Será que defendem as restantes políticas defendidas e concretizadas por Livingstone para a cidade, em particular na área da habitação e na área dos transportes públicos?
Etiquetas: Política das Cidades
O israelita que sucedeu a Mourinho na liderança do Chelsea está à beira de conseguir conquistar a Liga dos Campeões e a Liga Inglesa. Dois objectivos que Mourinho não desdenharia poder estar agora a conseguir. Claro que na nossa imprensa desportiva sucedem-se as mais disparatadas análises sobre quem é melhor treinador e aparecem teses patetas sobre os mérios de Grant. Mourinho é um enorme treinador com caracerísticas únicas que faz das suas equipas máquinas de ganhar. Mas não é um treinador que coloque as suas equipas a jogar um futebol espectacular como outros fizeram ao longo da hsitória. Grant é um grande treinador, com menos currículo do que Mourinho pelo menos até ganhar a Liga e a Champions, mas que permite à equipa e às individualidades uma maior liberdade. Esta época Mourinho falhou onde Grant corre o risco de triunfar. Esse facto não permite qualquer tipo de conclusão sobre o valor relativo dos dois. A menos que seja para satisfazer o nosso mesquinho desejo de grandeza expresso no facto de termos o maior número disto e daquilo, o melhor jogador do mundo, o melhor treinador do mundo, a melhor selecção do mundo etc.
Mas Grant merece uma referência especial porque sendo um tipo pouco mediático numa sociedade hipermediática e sendo alguém que consegue triunfar não esquece as suas origens e a sua história e por isso foi hoje ao campo de Auschwitz lembrar os seus familiares que aí foram mortos e que o seu pai foi obrigado a enterrar em campas por si abertas.
Mais do que um grande treinador Grant éum grande homem e isso não está ao alcance de todos.
PS - Bruno Prata escreve hoje no Público um texto sensato sobre a relação entre este Chelsea, Mourinho e Ronaldo. Para desenjoar da parvoice que por aí vai.
Etiquetas: Paixões.Protagonistas
Num artigo de hoje , no Público, o professor Luís Campos e Cunha (LCC) aborda a questão da introdução das portagens na entrada em Lisboa. A tese defendida por LCC é a de que "a vasta maioria das obras megalómanas foram sempre para benfício dos não-lisboetas e pagas com os recursos da câmara dos lisbotas." Para clarificar o seu ponto de vista o autor esclarece quais são as tais obras megalómanas. São os viadutos, os túneis e os parques de estacionamento subterrâneos.
A defesa da introdução das portagens apoia-se num argumento que é o seguinte: "A introdução das ditas portagens incentivaria as pessoas a viverem em Lisboa, evitando o seu despovoamento, seria uma receita da cidade, ajudando a torná-la mais habitável, e seria uma justiça para quem cá vive. Num futuro longínquo até pderíamos sonhar com uma baixa de custos de viver em Lisboa. Até lá, Lisboa é, cada vez mais, um local de passagem e cada vez menos uma cidade para se estar e viver."
LCC acrescenta uma explicação inovadora para a saída dos lisboetas da cidade. Diz ele que, "como as receitas da CML, foram, em boa parte, gastas em obras para favorecer os não-lisboetas, a degradação da vida citadina e da cidade levou-os para fora de Lisboa. Com uma base tributária estagnada ou mesmo em queda, os impostos e taxas em Lisboa aumentam, o que, mais uma vez empurra a população para fora de Lisboa."
Bom, em boa verdade LCC nunca nos diz quem são os lisboetas e os não-lisboetas. Mas dá a entender que há lisboestas que perderam esse estatuto - por terem deixado de viver em Lisboa - por razões imputáveis à degradação da situação financeira da autarquia e ao consequente aumento de impostos e taxas.
Julgo que as explicações do reputado economista são pouco rigorosas e até pouco sérias. Em primeiro lugar entre os não-lisboetas que beneficiariam das obras pagas pelos lisboetas estão na sua larga maioria .... lisboetas. Lisboetas que foram compelidos a viver fora de Lisboa por um conjunto de razões que nada têm a ver com as avançadas por Luís Campos e Cunha. A principal razão para a saída dos lisboetas da cidade - 300 mil entre 1981 e 2001 segundo os censos - é a incapacidade para aceder a uma habitação condigna dentro da cidade e o facto de nas periferias, servidas por importantes obras públicas ligadas às acessibilidades, essas habitações existirem a preços muito inferiores. Foi o que aconteceu com Sintra cuja população cresceu em 20 anos mais de 200 mil pessoas - dados do PROT da AML - e com Montijo e Alcochete depois da construção da ponte Vasco da Gama. A expulsão dos lisboetas da cidade de Lisboa faz-se num quadro de demissão dos poderes públicos na resposta aos direitos e às necesidades das populações. Para usar uma linguagem que LCC domina, diria o seguinte: em Lisboa a hegemonia do mercado na promoção do desenvolvimento urbano levou a que a produção de habitação fosse determinada pelos interesses da oferta e se fizesse à revelia dos interesses da procura. Claro que neste quadro todos os segmentos solventes da procura endividam-se até ao limite para adquirirem as habitações aos preços altamente especulativos que se praticam na capital. Os outros, que são a maioria,- em 20 anos mais de 300 mil - são expulsos - a expressão é rigorosa - para as periferias. Trata-se de um sinal dos tempos que correm e a expressão cruel de um modelo liberal que prospera à custa do aumento das dificuldades da maioria das pessoas e com os investimentos públicos. Os investimentos em acessibilidades são a contrapartida do lado do Estado para manter este sistema de hiperexploração das populações a funcionar. O outro lado da acção do Estado é a sucessiva permissão da dilação dos prazos de amortização dos empréstimos para compra da habitação. Como LCC saberá, muito melhor do que eu, estas intervenções visam sobretudo evitar a baixa do preço do imobiliário e conter artificialmente o não cumprimentos dentro de limites toleráveis. Visam também manter o negócio da banca, a única beneficiária deste sistema, que hoje depende em grande parte do crédito à habitação. Em 2005 sessenta e sete por cento dos activos dos 5 maiores bancos portugueses eram crédito à habitação, segundo dados do BP, instituição que LCC muito bem conhece. Claro que à custa, principalmente, do esforço financeiro das famílias que no final pagam mais durante mais anos e à custa da própria lógica do mercado já que a existência de uma oferta excessiva para certos segmentos da procura e de uma procura enorme para uma oferta inexistente -em Lisboa haverá centenas de milhares de famílias com necessidade de uma habitação com quatro assoalhadas com um preço não superior a 150 mil euros , não há é um único fogo à venda por este preço - não conduz a uma adaptação entre a oferta e a procura nem tão pouco a uma baixa dos preços.
Por outro lado carece de demonstração que sejam os lisboetas, não mais de 500 mil segundo a "definição LCC", a pagar as tais obras megalómanas. Eu julgo que elas são pagas por todos nós, pelo país inteiro, pelos impostos dos portugueses e que muitas delas não foram pagas pela autarquia. O que eu sei é que esses custos deveriam ser imputados aos que determinam o modelo de desenvolvimento urbano seguido na capital e dele tiram os seus astronómicos proveitos.
Por estas razões acho uma coisa sinistra a introdução de portagens nos acessos a Lisboa. Mas, estou convencido que ela será inevitável já que a nossa classe política faz da cobardia uma qualidade e entre enfrentar os problemas afrontando os mais fortes, prefere sempre penalizar os mais fracos, as vitímas. Léon Krier dizia que o movimento moderno com o zonamento tinha feito da vida nas cidades uma coisa insuportavelmente dispendiosa em tempo de transporte com o bombardeamento diário da cidade pelos subúrbios. Em Portugal acrescentámos a isso um modelo de desenvolvimento urbano em que a captura das mais-valias é feita pelos privados com todas as consequências que isso acarreta. Mas o conservador Krier é pela sua clarividência e seriedade intelectual um revolucionário quando comparado com a nossa elite político-académica. Esta mostra enormes competências apenas numa área: diabolizar a vida dos portugueses que não pertencem às famílias do regime, acrescentando sempre "novas qualidades" às clássicas formas de agravamento das suas condições de vida.
PS- LCC acha que existem dois argumentos contra a introdução das portagens. Os que ele refere são de pouca importância e de pouca relvância. Mas existem outros como aqui refiro.
Etiquetas: Política das Cidades
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